Ter, 15 de Maio de 2012 16:45
Carreira
* Por Ivan Postigo
De tempos em tempos, há assuntos que vêm à tona e se tornam moda, já perceberam? Não porque tenham mais ou menos importância, mas um artigo, um livro, um curso passou a chamar a atenção.
Citando apenas alguns, tivemos períodos de grande divulgação da reengenharia, PPCP (planejamento, programação e controle de produção), controle de custos, formação de preços, ISO, e, com grande alarde, qualidade com seus controles e círculos.
Passado esses ciclos as empresas deixam de praticá-los?
Não, evidentemente que não. De forma nenhuma. O que ocorre é que o mercado prepara profissionais, com treinamentos e experiências práticas, quer em suas empresas ou em empresas especializadas, e a questão que era teórica se torna concreta e bastante óbvia.
As organizações com vocação maior para os avanços da gestão rapidamente aprendem e se adaptam à nova realidade. Vêm depois as empresas que aguardam a consolidação do assunto, e por último aquelas que demoram a perceber e aceitar a importância prática da abordagem.
Alguns temas retornam tempos depois com outra roupagem. Dessa forma, poderíamos questionar qual a vantagem de nos envolvermos novamente com eles?
Acredito ser fundamental colocarmos a organização sempre num processo de reflexão, o que é bem diferente de efetuarmos a revisão de uma técnica implantada.
Poderíamos considerar, então, que uma técnica se desgasta?
Vamos encontrar opiniões que dirão sim, outras que dirão não.
Prefiro considerar que esta se torna óbvia. Com isso, muitos debates praticamente são desnecessários. Primordial, quando aceitas e bem entendidas, é sua implementação. As empresas implantam as técnicas sob supervisão de especialistas, depois as moldam à suas culturas.
Esse conceito fica bem claro, quando falamos de custos, embora sirva para qualquer técnica, no livro extremamente interessante escrito por Thomaz H. Johnson, sob o título Relevance Lost: The Rise and Fall of management Accountig. A abordagem é sobre o ganho e perda de relevância dos modelos de gestão na área de custos.
As últimas informações que tive dão conta que já foi traduzido para o português, uma busca pelo nome do autor pode confirmar.
O conceito de que excelência em qualidade é fundamental correu o mundo e fez de um pequeno país, estabelecido num arquipélago, uma potência. O que há para debater?
A questão é uma só: implante-se.
O próximo assunto que vai se tornar uma grande onda é o da criação e da inovação. Para isso temos que ter nossas empresas com seus PCP, sistemas de custos, conceitos de formação de preços, sistema de qualidade consolidados, caso contrário como entrar na nova onda?
Encontro ainda empresas falando em controle de qualidade, quando este já ultrapassou o processo de produção, tornando-se um conceito, uma cultura, influenciando o conceito de produtividade.
Produtividade está diretamente relacionada com o fazer certo, da forma correta (eficácia) e fazer bem feito, atendendo o processo definido (eficiência). Algumas culturas a classificam como fazer bem feito na primeira vez. Com o tempo, alguns sistemas vão se consolidando e tornam-se indiscutíveis. Não atendê-los demonstra total incoerência.
Com qualidade é a mesma coisa. No mínimo nós temos que atender a percepção dos nossos clientes, afrontá-la seria uma irresponsabilidade. Nossos produtos têm que atender suas exigências, no primeiro contato, caso contrário não dá para falar em qualidade.
Qualidade, hoje em dia, demanda praticidade, implementação, ação, não mais discussões. Esse assunto, como objeto de debates, está ultrapassado.
Podemos aceitar ou não esse posicionamento, mas certamente os consumidores nos cobrarão caro a qualidade não percebida nos nossos produtos.
Esse assunto está fora de questão para você ou não?
Seg, 14 de Maio de 2012 14:45
Carreira
* Por Ivan Postigo
Um dos trabalhos que desenvolvemos é gravação de vídeos com conceitos empresariais. São dicas para administração de empresas e jornais com as principais notícias econômicas. Esses materiais e os artigos que escrevemos têm como foco educação para condução das empresas.
Acreditamos que um país se desenvolve com educação para gestão. Educação gera competência. Competência conduz à excelência administrativa e excelência administrativa à um futuro melhor.
Nossa crença, nosso norteador: "Os filhos dos vizinhos terão tanta influência quanto nós, senão mais, na educação dos nossos filhos, então se não for por amizade, bondade, humanidade, espiritualidade, que seja por sensatez. Vamos torcer e ajudá-los para que sejam bem-sucedidos."
Ajudar é ensinar a pescar, não viciá-los para que nos esperem chegar com o cesto de peixes.
Dias desses, ao nos prepararmos para gravar, acompanhados de algumas pessoas que queriam aprender alguns detalhes, tivemos que posicionar os refletores, pois havíamos desmontado tudo para alguns ajustes.
No processo de gravação, iluminação é um detalhe importante, delicado e trabalhoso. Luz de mais deixa a imagem muito clara e cheia de brilhos, luz de menos cria sombras.
Luz, posicionada em um lado só, também projeta sombras, então há uma série de detalhes que têm que ser tratados.
À medida que os ajustes eram feitos, um conceito muito interessante começou a tomar forma.
Como iluminamos nossas vidas, empresas e carreiras?
Sem luz haverá brutal escuridão, quando acrescentamos um leve facho começamos a projetar sombras. Se lançarmos com intensidade, ofuscamos as pessoas mais próximas e geramos sombras que estas não poderão ver.
A cada mudança nos holofotes, comentários eram acrescentados. Então, em um dado momento, o objeto da filmagem estava cercado de luzes na intensidade correta e permitia a captação de imagem bem nítida, com cores reais.
Uma pequena correção precisava se feita e luz leve luz foi lançada do topo. Pronto, tudo resolvido para gravar, mas paramos. Os comentários que se seguiram precisavam ser anotados.
Para todos, qual era a luz mais importante?
Não havia um holofote que merecesse maior consideração. Todos iluminavam e deixavam sombras, indicando que essas precisavam de outros holofotes, com luzes adequadas, para que fossem retiradas!
Sem estas ao redor, nem todas as luzes sobre nossas cabeças permitiriam uma boa captação de imagem.
Que raciocínio simples, lógico e interessante: "Sua imagem será bem captada quando as luzes que o cercam permitirem eliminar todas as sombras".
Uma lição para o dia-a-dia, afinal quando luzes sobre você projetarem sombras vá em busca daquelas que podem eliminá-las.
Perceba que o conhecimento sempre abre as portas de um mundo que não sabíamos existir e sobre o qual, descobrimos, precisamos aprender mais.
Sempre nos esforçamos para lançar luzes sobre nossas cabeças, estudando, nos dedicando ao que fazemos, mas estas não superarão a capacidade de iluminação de todas aquelas que nos cercam.
Luzes nos destacam e iluminam caminhos, mas não podemos nos deixar ofuscar pelos brilhos que nos impedem de ver as sombras. Afinal, adiante dessas, pode existir uma escura estrada.
A grande lição que todos aprenderam, naquele dia que era dedicado apenas à algumas filmagens, é que as luzes que nos cercam certamente afastarão as sombras que nos acompanham.
Ter, 24 de Abril de 2012 13:08
Carreira
* Por Ivan Postigo
Após quatro ou cinco anos na faculdade, quais são as expectativas dos formandos?
Uma parcela significativa espera arrumar um bom emprego em uma grande empresa, de preferência uma multinacional, outra parcela, não menos representativa, passar em um concurso e fazer carreira no serviço público, e meia dúzia, a maioria já com tradição familiar, seguirá a trilha do empreendedorismo.
Dentro da faculdade, uma terra ideal para experimentos, afinal os erros não tem consequências, quando tratamos do assunto empreendedorismo, podemos encontrar grupos que acham que não sabem absolutamente nada sobre o assunto e outros que acham que sabem quase tudo. Essa é uma situação interessante, principalmente quando é necessário montar um plano de negócios, lançar um produto e vendê-lo.
Nesse exercício já vi a fabricação de licores, bonequinhos de chocolate, sabonetes, chinelos enfeitados, toalhinhas em crochê, e outras tantas coisas para a casa.
Claro que o projeto não estaria completo sem a venda, afinal é do lucro que vive um empreendimento. Vender para quem?
Coitados dos familiares, para ajudar filhos, sobrinhos e amigos, acabam comprando tudo que lhe oferecem!
Alguns desses projetos têm a chance de se materializar e gerar mais um empreendedor? Claro que não, o exercício é amador demais para gerar interesse e incentivo aos participantes.
Há uma carência enorme de profissionais experientes em gestão comercial ensinando e trabalhando os conceitos com os jovens formandos. Ainda que o formando não tenha qualquer interesse em se tornar um empresário, nem em atuar na área comercial, para que encontre uma boa colocação terá que vender sua imagem, sua competência, a disposição para aceitar desafios, o interesse em progredir, seu poder de contribuir com a organização, e outros tantos predicados.
Cada um nós acaba sendo uma empresa: Eu S.A.
Para receber o diploma, o formando precisa preparar o TCC, Trabalho de Conclusão do Curso. Tempo e dinheiro serão investidos nessa tarefa, porque então não torná-lo a chave que abre a porta do futuro?
É verdade que nas empresas poucos gestores lhe perguntarão qual era o tema do seu TCC, mas você pode mudar o "rumo da prosa", apresentando seu trabalho como um diferencial. Ainda que a receptividade não seja das maiores, lembre-se que você é o maior interessado.
A curiosidade, o gosto por escrever apostilas, material para treinamentos, procedimentos, me permitiu trabalhar em praticamente todas as áreas das indústrias onde atuei como colaborador. A soma do aprendizado e descobertas me levou à multinacionais, a conhecer países, a me tornar um empreendedor.
Estamos cada vez mais observando o mundo sem empregos. Os avanços tecnológicos eliminam postos de trabalho e abrem espaço não para a mão-de-obra, mas para a inteligência. Inteligência dirigida a projetos com começo, meio e fim, ou para horas específicas, em tarefas definidas.
Após a formatura, com seus currículuns praticamente vazios, apenas com a linha da formação, jovens, desencantados com a falta de oportunidades ou desgostosos com as propostas salariais recebidas, desistem, achando que não valeu à pena tanto sacrifício para tão pouco!
Do outro lado estão as empresas, lamentando a falta de profissionais qualificados. Há uma zona cinzenta que precisa ser clareada: faltam profissionais qualificados ou propostas qualificadas?
Nesse ponto reside a pergunta: como se preparar para esse mundo, onde muitos jovens formados, acreditando não valer à pena, desistem e se tivessem orientação abririam suas empresas?
Nossa dica é: transforme seu TCC na chave que abre a porta para o empreendedorismo.
Vá conversar com o máximo de profissionais que puder, visite potenciais fornecedores, clientes e concorrentes. Aprenda a aprender.
Transforme esse trabalho não em um projeto de conclusão de curso, mas em um projeto de vida.
Preste atenção ao que dizem os grandes empreendedores: - Difícil é o primeiro milhão, depois todos os rios correm em direção ao mar!
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