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Os mitos de final de ano

Ivan Marcos Kruger

Causa-me um desconforto a mesmice, apesar de reconhecê-la como um vírus comum, contagioso e letal, como nos ensina a etimologia  latina: vírus=veneno.
Quando estão fora do organismo do seu hospedeiro, os virus cristalizam e comportam-se como qualquer pedaço de matéria inanimada. Assim a mesmice se equipara a um vírus e ao  final  de ano.

A alegria da data confunde-se com o stress, as compras misturam-se ao significado do NATAL, a caridade contrapõe-se ao nervosismo, e a necessidade de mudança esbarra na mesmice. Quem de nós nao faz planos em dezembro, ou quer mudar e  melhorar em alguma área da vida? Neste contexto digo que o fim de ano é um mito, uma farsa, com exceção  do nascimento de Jesus, tudo mais nao passa de uma repetição monótona de datas e tarefas.
  
Por que esperar até o fim do ano para gerar alguma mudança positiva? Por que acreditar no mito do dia 1 de janeiro? Acaso ele tem mais horas do que um outro dia? Porventura, acordamos diferentes na manhã que sucede a virada de ano? Pessoas inteligentes e focadas fazem a mudança a cada dia, renovando seu espírito, aumentando sua generosidade, aumentando sua fé em Cristo, lendo a biblia, traçando metas de VENDAS, planos pessoais, reformas e aquisições, quitando dívidas, melhorando a personalidade, eliminando vicios, fortalecendo as virtudes e aproveitando a vida sem prejudicar os outros.

Palavras fáceis mas que geram  um desconforto nas pessoas que as praticam, como um efeito gravitacional que te puxa  para a mesmice, fazendo com que 2007 seja igualzinho a 2006 ou pior. A nao ser que você queira realmente mudar!! Mas para isso será obrigado a fazer outras coisas, ou as mesmas coisas de forma diferente.

Para exemplificar, veja os últimos quatro anos de alguém que nao entendeu o texto:  2003 - "Eu vou tentar ser um marido melhor para Teresa". 2004 - "Eu não vou abandonar Teresa". 2005 - "Eu vou tentar me reconciliar com Teresa". 2006 - "Eu vou tentar ser um marido melhor para Márcia".

 

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