Dom, 08 de Agosto de 2010 18:43
*Por Floriano Serra
Em defesa da qualidade de vida no trabalho, venho escrevendo artigos desde o ano de 2000 e já tenho mais de 300 deles publicados em jornais, revistas e websites, além de quatro livros sobre o mesmo tema. No entanto, diante do que a gente fica sabendo daquilo que há anos se passa na maioria das empresas em termos de desumanização das políticas e procedimentos da gestão de pessoas, confesso que às vezes me dá vontade de parar com essa atividade quixotesca – já fui chamado de utópico. Eu, que, como psicólogo, tanto acredito na capacidade de mudança do ser humano, chego a pensar, em alguns momentos, que as mal administradas prioridades do universo corporativo não vão mudar nunca e os burnouts e bullying vão continuar tirando a paz e a saúde de dedicados profissionais. Mas aí leio algumas boas notícias e fico com a sensação de que finalmente, como que por milagre, algumas coisas nesse sentido vão mudar para melhor – e decido continuar nessa missão. Por exemplo: está tramitando na Câmara o Projeto de Lei número 7.202/ 2010 que inclui o assédio moral como acidente de trabalho. Pelo projeto e segundo as notícias, “os peritos do INSS é que darão o diagnóstico de assédio, que poderá ser usado como prova em ações judiciais”. Além de receber o auxílio- doença acidentário, o empregado terá estabilidade no emprego por 12 meses. Só para se ter uma idéia do que pode resultar desse projeto, basta lembrar que no período de 2006 a 2009, a concessão desse auxílio para funcionários com transtornos psicológicos e comportamentais (que incluem o assédio moral) subiu de 612 casos para 13.478! Trocando em miúdos: se os gestores não aprenderem a tratar melhor seus colaboradores, as empresas poderão ter seus custos trabalhistas consideravelmente elevados. Ou seja: terão que mexer nos bolsos ou nos líderes. A propósito deste assunto, em Nova York o presidente da gigante Hewlett-Packard (HP) acaba de renunciar após ser acusado de assédio. Ou seja, a coisa é séria. Outra boa noticia: de acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), no ano passado houve um crescimento de 15,11% na contratação de profissionais com mais de 50 anos! Fantástico! Quando se sabe que muitas empresas vêm recusando candidatos com mais de 35 anos por serem “velhos”, isso não é um verdadeiro milagre? Tudo indica que, finalmente, algumas empresas passaram a reconhecer, respeitar e utilizar a experiência dos “idosos”, minimizando o abominável preconceito que ainda sobrevive em muitas organizações. Como se não bastassem essas auspiciosas novidades, lá vem a terceira boa noticia: Bill Gates, fundador da Microsoft e o investidor Warren Buffett conseguiram arregimentar 40 bilionários americanos a doar metade da fortuna para atividades filantrópicas e beneficentes! Eles calculam que sua campanha vai arrecadar cerca de 600 bilhões de dólares para a caridade. Definitivamente, é ou não é um milagre? Refletindo sobre essas três ótimas noticias, me veio à mente a idéia de escrever outro artigo ou mesmo um novo livro intitulado “Como você gostaria de ser lembrado?”. Acho que tem tudo a ver.
Floriano Serra é psicólogo, consultor, palestrante e facilitador de seminários comportamentais. É diretor-executivo da SOMMA4 Gestão de Pessoas, autor de vários livros e inúmeros artigos sobre o comportamento humano. Ex-diretor de RH de empresas nacionais e multinacionais. E-mail: florianoserra@somma4.com.br
Dom, 08 de Agosto de 2010 18:09
*Por Professor Caxito
Conheça a ti mesmo
Quando pensamos em falar em público, logo nos vem a mente a imagem de um púlpito ou palco, uma tela e um projetor, slides e um microfone.
Porém, a arte de falar em público é muito mais ampla. Em cada conversa, reunião ou telefonema, cada viagem que você faz durante seu dia de trabalho, você está exercitando a arte de falar, a arte de se comunicar. E da mesma forma que em uma apresentação para um grande público, você precisa saber se comunicar.
Para captar o interesse de seu interlocutor, ou de sua platéia, sua mensagem deve ter clareza e objetividade.
Tive um excelente professor na minha graduação. Ele é um profissional como uma história profissional fantástica, atuou como executivo de um grande banco em vários países do mundo. Conhecia muito de finanças e era competentíssimo. Porém, os alunos detestavam a sua aula. Por um simples motivo: poucos entendiam o que ele estava falando. Por que sua linguagem era cheia de termos técnicos, construções rebuscadas e citações que só uma pessoa com ampla cultura entenderia.
Já a falta de objetividade, com certeza você deve ter vivenciado. Sabe aquele seu amigo ou companheiro de trabalho que começa a falar de um assunto e termina em outro? Você o cumprimenta com um “bom dia” e ele começar a explicar todo o seu trajeto desde a casa até a empresa, e entra em detalhes sobre o barulho estranho que o carro fez e ai dispara a contar sobre a viagem que fez à praia, etc.
E você ali, doido para arrumar uma desculpa para ir cuidar de sua vida.
Será que sua comunicação tem sido clara e objetiva? Temos muita dificuldade em avaliar a forma como nos comunicamos. E raramente as outras pessoas nos alertam sobre os problemas e erros que cometemos ao falar.
Para ser um bom comunicador, você precisa constantemente analisar sua comunicação cotidiana, sua forma de se expressar. Aqui vão algumas dicas para ajudá-lo:
Bons oradores desenvolvem um bom autoconhecimento e domínio de si, além de um profundo conhecimento do tema sobre o qual precisam falar. Planejam sua fala de forma a utilizar o ambiente e os recursos de que dispõem para exprimir suas idéias e convicções e atrair a atenção e o interesse do público.
Utilizam a voz de forma ritmada, evitando o tom monocórdico, alterando a altura, intensidade vibração e o entusiasmo para enfatizar os pontos mais importantes do discurso, com um tom amigável e sem exagero.
Conte “Causos”
Vê Se Te Enxerga!
Comungue!
Outro ponto em comum em bons comunicadores é a capacidade de contar casos! Incluem exemplos vivos nas conversas, ou seja, pessoas de verdade fazendo coisas reais.
Cada um de nós pode ter a sua opinião pessoal sobre o Presidente Luis Inácio Lula da Silva, que não cabe aqui discutir. Podemos até afirmar que ele comete muitos erros de português e utiliza de forma exagerada as gírias e às vezes até palavrões.
Mas é indiscutível a sua capacidade de usar parábolas, exemplos reais e casos para dar seu recado e ser entendido pelo seu público, que é basicamente composto por pessoas com pouca formação cultural.
Ser modesto e despretensioso também é um aspecto chave para o sucesso na comunicação. Arrogância afasta as pessoas. Não tente, durante uma conversa, mostrar sua superioridade. Você tem um ponto de vista sobre um determinado assunto e a oportunidade de defendê-lo frente a uma pessoa, que pode concordar ou não com sua visão.
Comunicar e Comungar são palavras com origens semelhantes, e expressam a idéia de dividir, compartilhar, fazer junto. O entendimento daquilo que você defende depende dos conhecimentos de cada um. Assim, você deve falar com cada pessoa da forma que ela entende. O respeito deve ser total.
Faça contato visual com a pessoa, mas tome cuidado com o olhar. Não se fixe nem fique pulando o olhar muito rapidamente, para não passar a impressão de que está perdido ou nervoso. Por outro lado, não fique para cima ou para o nada, pois seu interlocutor o achará arrogante.
Seja oportuno. Amarre suas observações ao jornal de hoje. Atualize constantemente seu material. Identifique como o tema de sua conversa é impactado pelas mais recentes notícias.
Em seu cotidiano, o motorista de Taxi tem a oportunidade de entabular uma dezena de conversas. Alguns clientes gostam de um bate-papo, outros preferem o silêncio. Um bom comunicador conseguirá perceber estas característica, e usar a habilidade de se comunicar para construir relacionamentos. E bons relacionamentos significam bons negócios.
Dom, 08 de Agosto de 2010 18:06
*Por Tom Coelho
“Há três fases na vida de um homem.
Ele acredita em Papai Noel, ele não acredita em Papai Noel, ele é Papai Noel.”
(Robert Byrne)
Meus filhos estão crescendo. Pode parecer uma observação estúpida de tão óbvia, mas é um fato que a gente só percebe quando uma data feito o “Dia dos Pais” se avizinha.
Gabriel vai completar 13 anos em setembro próximo. Portanto, fará jus a ser qualificado como um autêntico “teenager”, ou simplesmente, “teen”. Imagine que poucos meses atrás descobri que ele estava namorando. Sim, descobri, porque ao acessar o Orkut vislumbrei suas novas fotos e a mudança de seu cadastro para “namorando”. Telefonei para dar-lhe os parabéns e ele jurou que iria me contar. Ótimo, embora a notícia já fosse pública para o mundo inteiro!
Matheus fez 11 anos recentemente. Como a diferença de idade entre eles é pequena, são grandes parceiros, seja para brincar e confidenciar, seja para discutir e guerrear. Por ser o caçula, é naturalmente vinculado ao irmão a quem segue na maioria das iniciativas.
O negócio deles é o mundo eletrônico. Se deixar, desintegram-se na frente do computador ou videogame. Ou derretem os tímpanos ouvindo coisas que chamam de música no iPod. Compreensível, para uma geração multitarefa e midiática que nasceu com chips implantados pelo corpo.
Mas há um detalhe que tem sobrevivido aos anos. Embora as pernas estejam crescendo, e a ingenuidade se despedindo, eles ainda me tratam por “papai”. Ah... que melodia agradável é ouvi-los me chamando assim! Parece que o tempo congela, que eles ainda usam chupetas e eu ainda não conheço o que é calvície.
Quando estão mais agitados, eles dizem “papaiê”. Como que cantarolando, perguntam: “Papaiê posso isso?”, ou ainda, “Papaiê vamos fazer aquilo?” Então, apresso-me a lhes responder, saboreando o momento, porque meu grande receio é pela chegada quase inevitável do dia em que dirão apenas “pai”. Nesta ocasião, saberei que mais uma fase da vida foi transposta e me restará apenas aguardar que outro filho venha para me encantar novamente com “papai”, ou que surjam netos a pronunciar “vovô”.
É por isso que invejo os nordestinos de algumas localidades que tratam pai e mãe por “painho” e “mainha” respectivamente. Eles garantem aos genitores a possibilidade ímpar de viajar recorrentemente por um túnel do tempo, bebendo nas glórias do passado, revivendo alegrias, renovando emoções.
No próximo domingo, três gerações estarão à mesa. A de meus filhos, que já estão deixando de acreditar em Papai Noel; eu, que há muito defenestrei este mito; e meu pai, cujos cabelos brancos já lhe conferem autoridade para bancar o bom velhinho. De meus filhos, espero ouvir o mesmo que direi a meu pai: “Amo você, papai!”.
* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 15 países. É autor de “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional”, pela Editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br e www.setevidas.com.br.
Dom, 08 de Agosto de 2010 18:01
*Por Evaldo Costa
A vida está cruel? Você tem tentado abrir as portas das oportunidades, mas elas estão sempre trancadas? Não perca o controle, pois às vezes, como revela o dito popular, “a nossa vida é colocada de cabeça para baixo, para que possamos aprender a viver de cabeça para cima". O que não se deve é agir como muita gente que, diante de momentos críticos, costuma culpar as circunstâncias. Para este tipo de gente há sempre um bom motivo para explicar o insucesso. O que elas esquecem é que o vencedor não dá a mínima importância para as circunstâncias, ele as cria.
A pessoa que não tem um objetivo claro, que não sabe para onde está indo, e que alimenta pensamentos negativos, dificilmente conhecerá o sucesso. A falta de objetividade causa preocupação, medo, ansiedade, insegurança, frustração. Afinal de contas, somos aquilo que plantamos em nossa mente, então não podemos esperar alcançar a vitória se não a construimos primeiro em nosso pensamento.
Tudo dependerá de como cultivamos as sementes que selecionamos. Pense como se você fosse um agricultor. Ele tem a terra (mente) e tudo que nela plantar, colherá. Daí, imagine que ele tenha nas mãos duas sementes: uma de bom alimento e outra de uma praga qualquer. Ele então, prepara a terra e planta as duas sementes, uma bem ao lado da outra. Depois disso, ele as cultiva regando-as sempre.
Com o tempo, tanto o alimento quanto a praga crescerão. Algum tempo depois ele colherá os dois: o bom alimento, e a erva daninha também. Caso algum dia você contrate um agricultor, não deixe de perguntá-lo sobre as pragas. Ele, provavelmente, lhe explicará que quando plantamos algo de valor, como os alimentos e as frutas, precisamos cuidar bem para garantir uma colheita farta e de qualidade. Porém, ao contrário disso, as pragas não precisam de quase cuidado algum. Elas têm vida própria, e quase sempre se apoderam das boas sementes, sugando todas as suas energias e, muitas vezes, eliminando-as, literalmente.
Naturalmente, a mente humana é muito mais fértil, muito mais incrível e misteriosa do que a terra, mas funciona da mesma maneira. Não importa o que nela plantamos: o sucesso ou o fracasso, ambos retornarão para nós. O fato é que, a mente humana é a última grande área inexplorada na terra. Ela contém riquezas além dos nossos sonhos.
E quanto a você? Tem plantado boas sementes em sua mente ou vai ficar culpando as circunstâncias pelo insucesso?
Pense nisso e ótima semana,
Evaldo Costa
Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil
Escritor, consultor, conferencista e professor.
Autor dos livros: “Alavancando resultados através da gestão da qualidade”, “Como Garantir Três Vendas Extras Por Dia” e co-autor do livro “Gigantes das Vendas”
Site: www.evaldocosta.com
Blog: http://evaldocosta.blogspot.com
Site: www.icbr.com.br
E-mail: evaldocosta@evaldocosta.com
Dom, 08 de Agosto de 2010 17:57
* Por Wagner Campos
O diamante é um mineral encontrado na natureza e objeto de desejo do homem há séculos. Ao ser encontrado em seu estado bruto, não apresenta tanta beleza e seu valor é muito pequeno.
Cabe a um especialista identificar o potencial desta pedra e lapidá- la de forma perfeita para assim multiplicar por milhares de vezes sua beleza e valor. Cada diamante é único. Como uma impressão digital, não há dois idênticos.
Dentro das organizações, os colaboradores são como os minerais. Alguns são mais valiosos que os outros, alguns são mais procurados pelo mercado ou melhor transformados, mas há aqueles que ainda estão em seu estado bruto e precisam da visão de um profissional para poder multiplicar seus resultados e valor, lapidando-o, assim um diamante.
Nem sempre a pouca qualidade dos profissionais dentro das equipes estão ligados diretamente aos próprios profissionais, mas sim aos seus gestores que não têm uma boa visão de potencial estratégico, comportamental e de gestão de pessoas.
É muito mais fácil identificar dez grandes problemas a apresentar uma excelente solução. Algumas vezes, os gestores identificam apenas os problemas e não se propõem a apresentar soluções, identificando talentos, habilidades e competências de suas equipes e lapidando-as de forma a obter o melhor resultado com maior satisfação, comprometimento e realização de todos.
Como um especialista em diamantes, o gestor de equipes precisa estar consciente que não há dois profissionais iguais. Cada um é único, tem seu brilho, seu valor, suas habilidades e competências e seu potencial. O tamanho do brilho obtido por este profissional dependerá da capacidade do especialista em lapidar as habilidades e competências. E assim como um diamante com perfeita lapidação, um profissional totalmente preparado pelo mercado, com certeza, será mais desejado pelo mercado e com maior valor para sua “aquisição”.
Abraham Lincoln disse: “Se eu tivesse oito horas para derrubar uma árvore, passaria seis afiando meu machado." Que tal passar mais tempo lapidando sua equipe em vez de gastá-lo buscando novas pedras preciosas prontas?
Reprodução autorizada desde que mantidos os créditos a Wagner Campos, conforme Lei de Direitos Autorais 9.610/98.
Acesse: www.trueconsultoria.com.br www.wagnercampos.com.br
* WAGNER CAMPOS é Consultor Empresarial, Diretor da True Consultoria e Especialista em Varejo, Marketing e Logística. É Palestrante Motivacional em Vendas e Liderança. É Professor de MBA em Marketing e Vendas, MBA Gestão de Pessoas e nos cursos de graduação em Administração, Marketing e Recursos Humanos. Contribuiu com empresas como Ambev, Unibanco, Whirlpool Eletrodomésticos e Sebrae. É autor do Livro "Vencendo Dia a Dia". Contato para Palestras, Consultoria e Treinamentos F: (19) 3444.9599 - wagner@trueconsultoria.com.br - falecom@wagnercampos.com.br.
Dom, 08 de Agosto de 2010 17:50
*Por Gilberto Wiesel.
A velocidade da informação, proporcionada pelo avanço da tecnologia, nos mantêm imersos em um constante e abundante fluxo de notícias, casos, dados e, principalmente, anúncios. Publicidades de produtos e serviços nos rodeiam todo o tempo, o consumo não se resume mais ao simples ato de adquirir algo, e passa a fazer parte das nossas vidas e aspirações. As marcas são mais do que simplesmente referência de compras, elas ocupam um grande espaço na rotina dos consumidores, são parte dos sonhos da população. A questão então é como, em meio a todos esses inúmeros e repletos anúncios, promoções e ofertas, destacar a sua marca, a sua empresa, e fazer parte dos sonhos do seu cliente?
Acima de tudo, é preciso que se estabeleça uma relação de confiança entre seu negócio e sua clientela e, além disso, transformar esse relacionamento em duradouro e sustentável. A sua marca pode se transformar na ligação entre a atual realidade e o projeto ao qual seu cliente aspira. A confiança na sua empresa é capaz de alimentar o plano de futuro dessas pessoas, e é de extrema importância que seu consumidor perceba o investimento da sua companhia nos sonhos dele.
Muitos empresários pensam que preço baixo é um gerador automático de confiança, o que certamente não é verdade. A agressividade na competição pelo menor custo, por meio da diminuição da qualidade, seja dos produtos ou dos serviços, é uma estratégia que pode até elevar o número de vendas, mas não reforça em nada a relação cliente/empresa, ainda mais no que se refere à lealdade. Se o seu objetivo é fidelizar seus clientes, não se esqueça: qualidade é fundamental.
Para investir e fazer parte das aspirações mais ambiciosas dos seus consumidores é preciso estar presente, manter o canal entre as duas partes aberto, ou seja, saber que a comunicação é fator decisivo. Estar na mídia agrega credibilidade e valor ao seu produto ou serviço, reforça a personalidade da sua empresa, confere simpatia à marca e, principalmente, instiga a curiosidade dos compradores. Os que já conhecem, querem se aprofundar no que você oferece e, quem ainda não ouviu falar, gostaria de conhecer aquilo que se destacou em meio a tantos outros similares.
Na busca pelos próprios arranjos, na atualmente tão subjetiva aldeia global, necessitamos de tempo para sonhar, tempo para executar nossos ideais, tempo para cuidar do que construímos. Estamos sempre em busca do melhor serviço, pelo menor preço, no menor tempo possível.
Oferecer visibilidade daquilo que o consumidor quer, precisa ou deseja, acompanhada de qualidade e dedicação, é economia de tempo para o cliente, acréscimo de confiança para o empresário, e um reforço de extrema importância para o realce de sua marca nesse mundo tão segmentado e, ao mesmo tempo, tão único.
Mensagem: A gentileza é uma lingua que até um mudo pode falar e até um ego pode ouvir e compreender. Cristian Bovee
Atenciosamente,
Website Gilberto Wiesel.
www.gilbertowiesel.com.br
Dom, 08 de Agosto de 2010 17:22
* Por Tom Coelho
“Antigamente publicitário era aquele que tinha largado o curso de jornalismo.
Hoje, publicitário é o cara que largou o curso de publicidade.”
(Eugênio Mohallem)
Uma análise do Censo de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) feita pelo Observatório Universitário indicou a correlação entre a profissão exercida e o curso superior realizado pelos profissionais. Enquanto 70% dos dentistas, 75% dos médicos e 84% dos enfermeiros trabalham na mesma área em que se formaram, apenas 10% dos economistas e biólogos e 1% dos geógrafos segue pelo mesmo caminho.
Exame atento de outras profissões ainda nos indicará que apenas um em cada quatro publicitários, um em cada três engenheiros e um em cada dois administradores faz carreira a partir do título que escolheu e perseguiu.
É evidente que faltam vagas no mercado de trabalho. O emprego formal acabou. Nas décadas de 1960 e 1970 o paradigma apontava como colocação dos sonhos um cargo no Banco do Brasil, na Petrobras ou em outra empresa pública. Nos anos de 1980 experimentamos o boom das multinacionais e empresas de consultoria e auditoria que recrutavam os universitários diretamente nos bancos escolares. Já na década de 1990 o domínio de um segundo idioma, da microinformática e a posse de um MBA eram garantia plena de uma posição de destaque. Contudo, nada disso se aplica hoje.
As grandes empresas têm diminuído o número de vagas disponíveis e são as pequenas companhias as provedoras do mercado de trabalho atual. Ainda assim, a oferta de trabalho é infinitamente inferior à demanda –e, paradoxalmente, muitas posições deixam de ser preenchidas devido à baixa qualificação dos candidatos.
Assim como todos os produtos e serviços concorrem pela preferência do consumidor, os profissionais também disputam as mesmas oportunidades. Engenheiros que gerenciam empresas, administradores que coordenam departamentos jurídicos, advogados que fazem estudos de viabilidade, economistas que se tornam gourmets. Uma autêntica dança das cadeiras que leva à insegurança os jovens em fase pré-vestibular.
Há quem defenda a tese de que adolescentes são muito imaturos para optar por uma determinada carreira. Isso me remete a reis e monarcas que com idade igual ou inferior ocupavam o trono de suas nações à frente de grandes responsabilidades, diante de uma expectativa de vida da ordem de apenas 30 anos...
O que falta aos nossos jovens é preparo. Um aparelhamento que deveria ser ministrado desde o ensino fundamental por meio de disciplinas e experiências alinhadas com a realidade, promovendo um aprendizado prazeroso e útil, despertando talentos e desenvolvendo competências. Um ensino capaz de inspirar e despertar vocações. Ensino possível, porém distante, graças à falta de infraestrutura das instituições, programas curriculares anacrônicos e, em especial, desqualificação dos professores.
Em vez disso, assistimos a estudantes com 17 anos de idade, 11 deles ou mais na escola, que às vésperas de ingressar no ensino superior sequer conseguem escolher entre psicologia e comunicação social, entre arquitetura e educação física, entre veterinária e direito.
A escola e a família devem propiciar ao aluno caminhos para o autoconhecimento e descoberta da própria personalidade e identidade. Fornecer informações qualificadas e estimular a reflexão, exercendo o mínimo de influência possível. Muitos são os que direcionam suas carreiras para atender às expectativas dos pais, aos apelos da mídia e da moda, à busca do status e do sucesso financeiro, em detrimento da autorrealização pessoal e profissional. E acabam por investir tempo e grandes somas de dinheiro numa formação que não trará retorno para si ou para a sociedade.
Orientação vocacional não se resume aos testes de aptidão e questionários. Envolve conhecer as diversas profissões na teoria e na prática. Permitir aos estudantes visitarem ambientes de trabalho e ouvirem relatos de profissionais sobre os objetivos, riscos, desafios e recompensas das diversas carreiras. Tomar contato com acertos e erros, pessoas bem sucedidas e que fracassaram. Provocar o interesse e, depois, a paixão por um ofício.
Precisamos voltar a perguntar aos nossos filhos: “O que você vai ser quando crescer?” A magia desta indagação é que dentro dela residem os sonhos e a capacidade de vislumbrar o futuro. Aliás, talvez também devamos colocar esta questão para nós mesmos, pais e educadores.
* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 15 países. É autor de “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional”, pela Editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br e www.setevidas.com.br.
Dom, 08 de Agosto de 2010 17:09
*Por Gilberto Wiesel A Copa do Mundo traz à tona muitos questionamentos sobre formação de equipes, entrosamento e eficiência de grupo, tanto quanto à seleção de seu país quanto aos adversários. Torcedores se perguntam quem será convocado, se enfurecem pelo corte dos jogadores que não estão na lista oficial, os convocados desfrutam da glória de estar entre os melhores do mundo e suportam a cobrança para que dêem o melhor de si para fazer valer a honra de lutar pela sua nação.
Como no futebol, o mundo dos negócios também aflora as mais inúmeras dúvidas ao se construir e liderar um grupo, desde o momento de selecionar quem fará parte da sua equipe, até a apresentação de resultados. O empreendedor se pergunta se os seus funcionários dão o melhor de si em suas atividades, se continuam no banco de reservas esperando o momento de entrar nas disputas, se o departamento de recursos humanos levou seus critérios e exigências a sério na hora de convocar os profissionais, até mesmo se deve ou não liberar esses colaboradores para que acompanhem aos jogos.
Montar uma verdadeira seleção de trabalhadores é uma tarefa árdua, é preciso que se crie uma relação de extrema confiança com o setor de contratação, deixar sempre muito claro suas intenções quanto aos funcionários, tudo o que será oferecido e o que se espera em troca. Todas as perguntas feitas necessitam de bom senso e paciência para que sejam corretamente respondidas. Mas, a pergunta que nenhum empresário pode deixar de se fazer é se ele mesmo sabe a hora de ser ofensivo nos negócios, ou se deixa que seus concorrentes lhe imponham o ritmo de jogo.
No futebol, os esquemas táticos são a forma como os treinadores escalam seu time dentro de campo. Seleções tornaram-se famosas por ousadias na formação, como a Holanda de 74 e seu esquema conhecido como “Carrossel Holandês”, no qual os jogadores não tinham posições definidas, mas exibiam grande habilidade técnica e coletiva. Comandar um grupo, definir suas funções, confiar em suas habilidades e saber a hora de atacar ou se defender são virtudes de extrema importância para líderes em geral, sejam técnicos de futebol ou empresários.
Lembre-se que não basta exigir resultados dos seus jogadores se eles não tiverem ferramentas para conquistar as metas almejadas. Disponibilizar equipamentos eficientes e serviços técnicos para manutenção de eletrônicos e outros tipos de instrumentos de trabalho é um dos passos a ser inserido na luta pela liderança de mercado.
Como na Holanda da década de 70, para se conseguir destaque é preciso que se desenvolvam as habilidades coletivas da sua equipe. Mantenha a auto-estima alta e valorize cada integrante dela, esclareça os papéis a serem desempenhados e torne o ambiente propício ao desenvolvimento do espírito de coletividade. Um empresário, assim como o treinador, deve acreditar no seu time, e ser seu maior incentivador. Criar uma estratégia tática que seja eficiente para a empresa e para os colaboradores, formar um grupo bem estruturado, ter força de vontade para se defender quando preciso, recuperar a posse da bola nas negociações e partir novamente para o ataque podem ser ações cruciais para se levar para casa a tão cobiçada taça de campeão.
Gilberto Wiesel é Conferencista, Escritor e Coach. É Master-Practitioner em Programação Neurolinguistica pela Sociedade Brasileira de PNL e membro da Time Line Theraphy Association, Hawai-USA. É Empresário, Administrador de Empresas, Pós-graduado em Marketing pela FGV. Diretor dor Grupo Wiesel que atua na área de Educação Corporativa.
Dom, 08 de Agosto de 2010 17:06
*Por Sérgio Dal Sasso
“Nossa qualidade depende do acreditar no que podemos ser e das buscas pelo fortalecimento de créditos a serem conquistados com o convencimento de outros pelas causas comuns”.
Após um período de ausência de artigos, intencionalmente na mesma medida da presença das atividades da copa do mundo, estamos voltando a falar de educação empresarial. Mas não sem antes dar uns “pitacos” sobre a participação do Brasil na copa e sua relação com o comportamento humano e as inconstantes mudanças de posição. Perdemos um joguinho, faltou equilíbrio é claro, mas apenas pense um pouco sobre o como pensávamos há uma semana, se de fato tínhamos tanta coisa negativa a adicionar ao desempenho e trabalho que vinha sendo desenvolvido, nem “nois” nem a rede globo, não é verdade!
Em fim, como pouco entendo de futebol, não mereço comentar muita coisa, mas apenas torcer para que nosso Pais seja suficientemente bom, e não necessariamente ótimo, em todas as atividades que tragam dignidade e felicidade ao seu povo. Às vezes me pergunto o que vale mais, ganhar e ter amigos com sorrisos amarelos ou perder e poder saber com quem de fato você pode contar.
A lição de tudo é que temos que contar com “kilometragens” em testes, até que pelo cansaço e exaustão possamos adquirir algo que resulte em performance, utilidade, qualidade e resultados. Daí vem sempre a lição de que devemos raciocinar muito até se encontrar com os valores que identificam nossos gostos com algo potencial e somente a partir daí partir para viabilizar o que pode ser feito. Quando os números se encontrarem com o sentimento de acreditar no que está projetando, o positivismo estabelecerá a evolução para que sua proposta se una com uma crescente auto-afirmação rumo a um sentimento de capacidade executora.
No mais, meus amigos, são nos jogos perdidos onde encontramos o material para realmente aprender, pois o estimulo pelo saber é fruto dos não ignorantes pela dedicação diária pelo fazer hoje adicionando algo para somar a sobra de ontem, pensando sempre em poder se antecipar saudavelmente com criações que permitam a sustentação do amanhã.
“A vida vai sendo valorizada pelos desafios que validam nossa capacidade de fazer melhorando. Os riscos sempre serão amenizados quando nos acostumamos a enfrentar as coisas se colocando de frente como os problemas”.
Sérgio Dal Sasso é consultor empresarial, escritor e palestrante. Palestras em Empreendedorismo, Administração, Vendas e Educação Profissional. Contato: Portal – www.sergiodalsasso.com.br, falecom@sergiodalsasso.com.br
Dom, 08 de Agosto de 2010 16:55
*Por Evaldo Costa
O governo brasileiro às vezes tem atitude capaz de encantar até os países mais desenvolvidos, a exemplo, de fazer da Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica) um orgulho nacional. Já em outras ocasiões, como agora, com o assunto do carro elétrico, mais parece uma avestruz com a cabeça enterrada no arbusto.
A comunidade internacional, indústrias, governos, organizações não governamentais, lideranças mundiais e boa parte dos países do globo terrestre, mostram-se interessados em conversar para apoiar o desenvolvimento do carro elétrico, pois enxergam, um importante auxílio para sanar questões ambientais e geopolíticas.
O governo brasileiro parece ser um dos poucos que insiste em ignorar o assunto, muito embora tenha dado, recentemente, sinais de maturidade ao aceitar dialogar e até dizer-se disposto a investir, para ter uma marca de carro nacional. Mas, infelizmente, mesmo contra a vontade da maioria, o presidente Lula recuou e cancelou um encontro que estava agendado para o dia 25 de maio, quando seria discutida a participação brasileira no tema.
Qual, afinal de contas, seria o motivo do silêncio? É sabido que 98% da energia elétrica produzida no Brasil, atualmente, não é poluente: 85% deriva-se de Hidrelétricas; 6% de Usinas Termoelétricas movidas a Gás Natural, Biodiesel e Etanol; 4%, Nuclear; 2%, Eólica e 1%, Solar.
Por outro lado, metrópoles, como São Paulo, tem 90% da poluição oriunda das descargas de veículos automotores. Além disso, a redução da poluição sonora com o carro elétrico será enorme, já que o motor quase não faz barulho. Ressalta-se ainda que não estamos falando de um país com frota pouco expressiva. O Brasil é o quinto maior mercado automobilístico do mundo.
O que falta então para o governo brasileiro dar um passo em direção ao diálogo e ao desenvolvimento? Seria a preocupação com a possibilidade de comprometimento da principal fonte geradora de energia, já que no passado recente tivemos apagões? Esse argumento não se sustentaria, pois as baterias dos carros elétricos poderiam ser recarregadas em horários de baixo consumo, a exemplo, do período da madrugada.
Seria então o fato do nosso país dispor de um modelo bem-sucedido de motores bicombustíveis? Não creio, pois o carro elétrico não é concorrente dele. É, na verdade, uma tecnologia complementar. Aliás, o país tem muito mais a ganhar com a diversificação da frota, em termos de combustíveis, do que com a concentração.
Não podemos esquecer dos problemas de falta de abastecimento de álcool que a população brasileira convivieu em um passado recente. Além disso, o pré-sal pode não ser a pérola que muitos imaginam e uma crise do petróleo, que pode parecer improvável, não deve ser ignorada.
O carro elétrico não é um assunto político, mas sim social, econômico e de saúde pública. O que está em jogo é a melhoria da qualidade do ar que respiramos no planeta e por que não dizer de nossa sobrevivência? O Brasil cujas pretensões de representatividade junto a comunidade internacional – assento permanente na Organizacação das Nações Unidas (ONU), por exemplo, só é proporcional aos seus limites territoriais, não pode apequenar-se diante de fato tão relevante.
É preciso estar atento para os riscos que o governo corre ao optar pelo não enganjamento do carro elétrico como forma de melhorar o meio-ambiente – e não podemos ignorar que a omissão é uma opção. No mínimo, seremos responsabilizados por retardar o desenvolvimeto, e o que é pior, deixar um elevado custo ambiental para os nossos filhos e netos. Que fiquemos todos atentos ao que disse o grande líder Winston Churchill: "O preço da grandeza é a responsabilidade."
Evaldo Costa
Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil
Escritor, consultor, conferencista e professor.
Autor dos livros: “Alavancando resultados através da gestão da qualidade”, “Como Garantir Três Vendas Extras Por Dia” e co-autor do livro “Gigantes das Vendas”
Site: www.evaldocosta.com
Blog: http://evaldocosta.blogspot.com
E-mail: evaldocosta@evaldocosta.com
Dom, 08 de Agosto de 2010 16:50
*Por Professor caxito
A maioria das pessoas não pensa em planejar sua carreira. Nós deixamos a
vida nos levar. Gosto muito da música “Deixa a vida me levar” do Zeca pagodinho,
mas esta frase só é bonita na música. Se você deixa a vida te levar, principalmente
na sua vida profissional, dificilmente vai alcançar seus sonhos. Mas como planejar sua carreira? O primeiro passo é examinar sua identidade. É saber quem você é de verdade, o que gosta de fazer, o que te deixa feliz. Quem faz aquilo que gosta faz bem e quem faz bem é reconhecido profissionalmente. A seguir, você precisa definir quais são seus valores. No que você acredita. Os valores são pessoais. Alguns dão mais importância a família. Outros ao sucesso, outros ao dinheiro e aos bens materiais. Nenhum valor é certo ou errado: ele deve fazer sentido para você. É importante, ao definir seus valores, não mentir para você mesmo. Se dá importância ao dinheiro, não defina como seu valor principal a família só por que isso é socialmente mais aceitável. Seja sincero: é sobre os seus valores que você vai planejar seus objetivos O próximo passo é estabelecer metas e objetivos. Onde você estará profissionalmente daqui a cinco anos? Seja bastante específico: qual o cargo deseja ocupar? Em que tipo de empresa? Quanto pretende ganhar? Quanto mais detalhado for seu objetivo mais facilmente você vai conseguir desenhar seu plano de ação para chegar lá. O plano de ação é seu próximo passo. Para definir um plano de ação, você precisa saber com detalhes quais as competências precisa ter para ocupar o cargo que almeja. Se o cargo que você quer daqui a cinco anos exige nível superior, você precisa começar a estudar até o próximo ano. Se o cargo exige ter a capacidade de liderança, você precisa começar a fazer cursos sobre o assunto. Faça uma lista de coisas que você precisa fazer em cada ano até chegar a seu objetivo. Esta lista de tarefas deve ser bem detalhada. Quando você vai se matricular em um curso? Que curso? Onde? Por que este curso vai te levar a seus objetivos? Quanto vai custar? Mas não adianta planejar e não fazer. A cada mês, defina um dia no qual você vai revisar seus planos. Desta forma, evita sair de seu caminho. É claro que este planejar sua carreira é um tema é muito profundo e que exige muita atenção aos detalhes. Na próxima coluna, vamos falar com mais profundidade sobre o plano de ação para alcançar seus objetivos. Mas eu vou te dar agora um dever de casa, uma tarefa: Defina quais são seus valores. E defina também onde quer estar daqui a cinco anos. Na próxima edição, voltamos a conversar.
Sáb, 03 de Julho de 2010 16:34
*Por Tom Coelho
“Um homem não é grande pelo que faz, mas pelo que renuncia.”
(Albert Schweitzer)
Muitos amigos leitores têm solicitado minha opinião acerca de qual rumo dar às suas carreiras. Alguns apreciam seu trabalho, mas não a empresa onde estão. Outros admiram a harmonia conquistada, mas não têm qualquer prazer no exercício de suas atividades. Uns recebem propostas para mudar de emprego, financeiramente desfavoráveis, porém desafiadoras. Outros têm diante de si um vasto leque de opções, muitas coisas por fazer, mas não conseguem abraçar a tudo.
Todas estas pessoas têm algo em comum: a necessidade premente de escolhas. Lembro-me de Clarice Lispector: “Entre o sim e o não, só existe um caminho: escolher”.
Acredito que quase todas as pessoas passam ao longo de sua trajetória pelo “dilema da virada”. Um momento especial em que uma decisão específica e irrevogável tem que ser tomada apenas porque a vida não pode continuar como está. Algumas pessoas passam por isso aos 15 anos, outras, aos 50. Algumas talvez nunca tomem esta decisão, e outras o façam várias vezes no decorrer de sua existência.
Fazer escolhas implica renunciar a alguns desejos para viabilizar outros. Você troca segurança por desafio, dinheiro por satisfação, o pouco certo ao muito duvidoso. Assim, uma companhia que lhe oferece estabilidade com apatia pode dar lugar a uma dotada de instabilidade com ousadia. Analogamente, a aventura de uma vida de solteiro pode ceder espaço ao conforto de um casamento.
Prazer e Vocação
Os anos ensinaram-me algumas lições. A primeira delas vem de Leonardo da Vinci que dizia: “A sabedoria da vida não está em fazer aquilo que se gosta, mas em gostar daquilo que se faz”. Sempre imaginei que fosse o contrário. Porém, refletindo, passei a compreender que quando estimamos aquilo que fazemos, podemos nos sentir completos, satisfeitos e plenos, ao passo que se apenas procurarmos fazer o que gostamos, sempre estaremos numa busca insaciável, porque o que gostamos hoje não será o mesmo que prezaremos amanhã.
Todavia, é indiscutível a importância de alinhar o prazer às nossas aptidões. Encontrar o talento que reside dentro de cada um de nós ao que chamamos vocação. Oriunda do latim vocatione, e traduzida literalmente por “chamado”, simboliza uma espécie de predestinação imanente a cada pessoa, algo revestido de certa magia e divindade. Uma voz imaginária que soa latente, capaz de converter advogados em músicos, fazer engenheiros virarem suco. É um lugar no tempo e no espaço onde a felicidade tem sua morada.
Escolhas são feitas com base em nossas preferências. E aí torno a recorrer à etimologia para descobrir que o verbo “preferir” vem do latim praeferere e significa “levar à frente”. Parece-me uma indicação clara de que nossas escolhas devem ser feitas com os olhos no futuro, no uso de nosso livre-arbítrio.
O mundo corporativo nos reserva muitas armadilhas. Trocar de empresa ou mudar de atribuição, por exemplo, são convites permanentes. O problema de recusá-los é passar o resto da vida se perguntando: “O que teria acontecido se eu tivesse aceitado?”. Prefiro não carregar comigo o benefício da dúvida. Por isso, opto por assumir riscos calculados e seguir adiante. Somos livres para escolher, porém prisioneiros das consequências.
Para aqueles insatisfeitos com seu ambiente de trabalho, uma alternativa à mudança de empresa é postular a melhoria do ambiente interno atual. Dialogar e apresentar propostas são um bom caminho. De nada adianta assumir uma postura defensiva e crítica. Lembre-se de que as pessoas não estão contra você, mas a favor delas.
Por fim, combata a mediocridade em todas as suas vertentes. A mediocridade de trabalhos desconectados com sua vocação, de empresas que não lhe valorizam, de relacionamentos falidos. Sob este aspecto, como diria Tolstoi, “Não se pode ser bom pela metade”. Meias-palavras, meias-verdades, mentiras inteiras, meio caminho para o fim.
Os gregos não escreviam obituários. Quando um homem morria, faziam uma pergunta: “Ele viveu com paixão?”.
Qual seria a resposta para você?
* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 15 países. É autor de “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional”, pela Editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br e www.setevidas.com.br.
Sáb, 03 de Julho de 2010 16:30
*Por Evaldo Costa Pode não parecer, mas a cada dia o carro elétrico está mais próximo do consumidor. Está chegando a hora de cuidarmos da infra-estrutura para recebê-lo? Naturalmente, teremos que nos preparar em várias frentes. Temos que cuidar das políticas de desenvolvimento de produtos, tecnologias de motorização, abastecimento, suprimento, regulamentação, rede de distribuição etc. É qual é o melhor momento para começarmos a nos estruturar?
O melhor momento é agora. Naturalmente, antes da chegada dele, precisamos contar com um mínimo de infra-estrutura. Quem estiver construindo imóveis, por exemplo, deve se preocupar com tomadas nas garagens. Estacionamentos, públicos e privados, devem possuir tomadas nos boxes, shoppings centers devem adequar seus estacionamentos para que os clientes carreguem as baterias do veículo enquanto fazem compras. Empresas devem ajustar suas instalações para que os seus funcionários recarreguem os carros enquanto trabalham etc.
Engana-se quem pensa que tudo isso pode demorar décadas. Nunca houve tanto investimentos para o desenvolvimento do veículo elétrico quanto atualmente. E ele aumenta a cada dia. O resultado é a rápida evolução tecnológica. Para se ter uma ideia, na Maratona de Eficiência Energética de 2009, onde competiram alunos de diversas faculdades do Brasil, o carro elétrico com maior autonomia atingiu 39,6km percorridos. Na última semana, um grupo do Japão denominado Japan EV Club, converteu um Daihatsu Mira, originalmente movido à gasolina, para eletricidade e quebrou o seu próprio recorde mundial, que foi de 550km indo de Tóquio a Osaka, ao completar a viagem de mil km sem recarga.
A americana Tesla Motors está trabalhando duro para aumentar a produção de seus carros. A rede de distribuição deles cobre vários estados americanos e já alcança o Canadá e alguns países da Europa. Na última semana, um alto executivo me revelou não ter planos, a curto prazo, para o mercado brasileiro. Mas, isso dependerá de muitos fatores, entre eles a disposição do governo brasileiro em investir para viabilizá-lo.
Países como Estados Unidos, Japão, Israel, França, Alemanha, Canadá, Inglaterra, China, Austrália entre outros possuem projetos para subsidiar e desenvolver a produção em massa do veículo elétrico. O Brasil também começa a se mexer. Por aqui, as montadoras que mais investem em veículos elétricos são Fiat, que desenvolve o Palio Elétrico em parceria com a Itaipu Binacional — e a Mitsubishi, cujo modelo i-MiEV já roda em São Paulo para testes.
O governo brasileiro precisa dar os primeiros passos visando a adequação nos tributos, homologação do veículo elétrico e estímulo à produção e ao consumidor. Pequenas demonstrações, neste sentido, surgem diariamente em várias partes do planeta. A China, por exemplo, na semana passada, deu um passo para colocar carros 100% elétricos nas ruas. A montadora BYD deu um passo à frente dos concorrentes, colocando uma pequena frota de táxis (seis veículos) elétricos rodando na cidade de Shenzhen (ver http://www.vancouversun.com).
Pode parecer uma iniciativa pequena, mas são com esses pequenos experimentos que o carro elétrico ganhará as ruas do planeta, mais cedo do que se espera.
Evaldo Costa
Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil
Escritor, consultor, conferencista e professor.
Autor dos livros: “Alavancando resultados através da gestão da qualidade”, “Como Garantir Três Vendas Extras Por Dia” e co-autor do livro “Gigantes das Vendas”
Site: www.evaldocosta.com
Blog: http://evaldocosta.blogspot.com
E-mail: evaldocosta@evaldocosta.com
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Sáb, 03 de Julho de 2010 16:26
*Por Evaldo Costa
Na última quarta-feira (16/6) o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a manutenção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) zero para picapes, caminhonetes, caminhões e tratores até final de 2010. A notícia, naturalmente, é favorável já que o impacto da produção agrícola e do transporte rodoviários na economia não é insignificante.
As caminhonetes e picapes permanecerão com uma alíquota do IPI de 4% (sem a medida, o IPI subiria para entre 8% e 10% a partir de julho). Naturalmente, as montadoras que operam forte neste segmento, como é o caso da Toyota, Mitshubishi, Nissan, GM, e agora a VW, poderão ter desempenho destacado nos próximos meses. Pelo que tudo indica, as vendas de caminhonetes e picapes tem tudo para manter-se em alta. Pois, além do incentivo do governo, surgiu um novo competidor no pedaço: a Amarok da Volkswagen.
Muito embora o governo tenha mirado o setor produtivo, sabemos que o mercado de picapes destinado ao lazer tem crescido bastante, nos últimos anos, por aqui e a manutenção do incentivo, poderá ser um motivo a mais para que ese segmento se expanda ainda mais, o que justifica o lançamento da Volkswagen.
A picape Amarok tem aparência que agrada, mas a questão é saber se o seu posicionamento de preço permitirá que ameace o mercado de suas concorrentes que, provavelmente, lançarão algumas estratégias de mareketing para evitar perda de market share. De uma coisa podemos ter certeza: com o aumento da concorrência, o consumidor será o maior beneficiado.
E por falar nisso, a Volkswagen estará apresentando, nesta semana, no Rio de Janeiro, à sua rede de concessionária, a versão reestilizada do Space fox. O carro tem tudo para fazer sucesso e ajudar a montadora alemã a manter a liderança do mercado nacional.
Evaldo Costa
Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil
Escritor, consultor, conferencista e professor.
Autor dos livros: “Alavancando resultados através da gestão da qualidade”, “Como Garantir Três Vendas Extras Por Dia” e co-autor do livro “Gigantes das Vendas”
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Sáb, 03 de Julho de 2010 16:17
*Por Jerônimo Mendes
Excelência é uma palavra recorrente na vida das pessoas e das empresas. É possível encontrá-la na visão, na missão, nos valores e também nos objetivos estratégicos das organizações. Quando se trata de qualidade, é praticamente impossível não mencionar a palavra com todas as suas variantes: profissional, pessoal, empresarial, no atendimento aos clientes e assim por diante.
Em todas as empresas existe alguém com o discurso da excelência na ponta da língua: é preciso buscar a excelência, atingir o nível da excelência, fazer da excelência uma bandeira, pensar em excelência como um caminho irreversível para conquistar a confiança dos clientes.
Meu discurso não é diferente em termos de desenvolvimento pessoal e profissional. Depois de algum tempo você adquire consciência de que a busca da excelência, principalmente em relação ao que pretende morrer fazendo, é o único caminho para o sucesso e para a realização pessoal.
A busca da excelência passa antes pelo entendimento do conceito. O que significa ser excelente? O que a excelência tem a ver com você? Por que algumas pessoas são mais equilibradas no trato com os demais? Por que alguns profissionais conseguem manter uma carreira mais consistente? Por que a excelência deve fazer parte do seu vocabulário? Por que a excelência deve se tornar um valor importante na sua vida e na sua carreira?
A resposta para todas as questões podem ser desdobradas em três pontos fundamentais:
Excelência é um compromisso irreversível com a efetividade e com o aprendizado: operar, avaliar, realizar e trabalhar com excelência significa fazer o melhor possível e utilizar recursos de maneira ótima para produzir resultados que vão além das expectativas alheias.
Excelência é um processo de aprendizado: ainda que você não tenha atingido seus objetivos, a consciência de ter realizado o melhor o permitirá aprender com a experiência para se tornar mais efetivo nos próximos desafios.
Excelência é o oposto da mediocridade: contentar-se com o mínimo, procrastinar, botar a culpa nos outros e arranjar desculpas nunca lhe permitirão enfrentar a triste realidade da sua incompetência, pelo menos em determinado momento, e a necessidade da sua evolução.
Obstáculos à conquista da excelência costumam aparecer por conta da atitude defensiva do ego. Se você considera mais importante ter razão do que ser efetivo, torna-se impossível refletir, melhorar e aprender com as equipes. Assim, a busca da excelência se perde de vista escondida numa cortina de fumaça destinada a estabelecer o ganhador e o perdedor.
Por fim, excelência combina com humildade. Assim como nas empresas, se você não tiver a capacidadee de aceitar o fato de que as ideias estão condicionadas aos modelos mentais e, portanto, não se constituem verdade absoluta, dificilmente será capaz de entender que outras maneiras de interpretar a realidade poderão ser mais efetivasdo que as suas.
Pense nisso e seja feliz!
------------------------------------------------------------- Administrador, Escritor e Palestrante Especialista em Desenvolvimento Pessoal e Profissional, apaixonado por Empreendedorismo.
Para receber meus artigos semanalmente, cadastre seu e-mail no site e indique para os amigos.
Conheça o meu novo BLOG e deixe sua opinião: http://www.liderancablog.com
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Obrigado por prestigiar o meu trabalho!
Jerônimo
Sáb, 03 de Julho de 2010 16:11
*Por Gilberto Wiesel
Termos como “produtos ecologicamente corretos”, “sustentabilidade” e “meio ambiente” permeiam a mídia, a política, os encontros empresariais, o mundo. Mas, a sustentabilidade ainda não é hábito no cotidiano da atual geração consumidora. Este é um período de transição na educação ambiental da população e, apesar das empresas já estarem agindo, precisam firmar a tomada de iniciativas que visam o futuro. Ainda são poucos os frutos de propostas e mesmo ações no presente, quando o consumidor ainda não está preparado e nem aprova completamente o produto ou a intenção, mas a questão é a futura geração de consumidores. Conhecidos como geração Z, são críticos, dinâmicos, tecnológicos e tendem a transformar as intenções ecologicamente corretas de agora em hábito, preferência e ações. Nascidos a partir de meados dos anos 90, esses ainda meninos e meninas lêem atenciosamente os rótulos, se preocupam efetivamente com o meio ambiente, são ensinados desde a escola da importância da natureza e, principalmente, já incluem no cotidiano os costumes de uma vida sustentável. E como preparar sua empresa para esses futuros clientes? As ações estratégicas com foco no futuro são suficientes para conquistar essa nova geração de compradores? E quando, além de projeções, também são necessários resultados imediatos? A mudança necessária para atender às necessidades e vontades dos “consumidores sustentáveis” exige planejamento e paciência. Mas, acima de tudo, exige ação a partir do presente. É preciso um trabalho de educação ambiental dos consumidores atuais, porém, só a disseminação da importância da preservação do meio ambiente pode não ser suficiente para a real conscientização. Exemplos dentro das empresas, como as que vendem produtos sustentáveis, mas não fazem ao menos coleta seletiva dentro da própria linha de produção ou escritórios, mantêm as intenções nas ideias e longe dos costumes. Alguns empreendimentos, por exemplo, lançaram versões mais ecológicas e baratas de produtos, como o sabão em pó Ariel Ecomax, que produz menos espuma e reduz o número de enxágues, ou o papel higiênico Neve Naturali, feito a partir de aparas selecionadas e compactado, economizando embalagem. Mesmo com esse cuidado com o meio ambiente, esses produtos ainda são menos vendidos que suas versões tradicionais. A maioria dos clientes prefere manter-se fiel aos produtos de sempre. Outro ponto a se pensar é a dificuldade em encontrar esses produtos, visto que muitos deles são vendidos apenas em lojas especializadas. Os poucos encontrados nos supermercados são, em sua grande maioria, mais caros que os convencionais, ou seja, produtos ecologicamente corretos ainda não estão ao alcance de todos. Para suprir as necessidades dessa nova geração, o empresário precisa arriscar na criação de diferentes conceitos. Mas lembre-se, atingir os consumidores e se preparar para as exigências dos futuros clientes não significa esquecer as características que fizeram com que esses consumidores se tornassem leais à sua marca. Inovação pode ser a grande diferença entre perdurar ou não no mercado, ainda mais com esses pequenos futuros consumidores, que aprovam e querem consumir o novo e o sustentável. Algumas empresas já iniciaram campanhas focadas especialmente nestes novos clientes. Um exemplo de ações para o futuro é o “Danoninho para Plantar”. Cada bandeja do produto da Danone traz consigo um sache com sementes de flores e hortaliças que contém instruções para se plantar no próprio potinho, além de um código que permite a criança plantar uma “árvore virtual” na Floresta do Dino, no site da empresa. Cada “árvore virtual” plantada ajuda no reflorestamento da Mata Atlântica. Esse é um exemplo de como investir em consumidores do futuro, ao mesmo tempo em que se cria ações ecológicas no presente. Assim como não se pode deixar de disseminar a importância da preservação do meio ambiente e agir em prol disso, é preciso se preparar para essa nova geração consumidora. Os futuros compradores querem, além de planejamento, mudanças reais nos produtos, princípios e atitudes das empresas. Preparar-se para essa nova fase é difundir informação e renovar os hábitos em benefício do planeta, e transformar a sustentabilidade tão exigida por esses novos clientes de discurso para ações concretas.
Sáb, 03 de Julho de 2010 16:06
* Por Wagner Campos
Eventualmente algumas empresas realizam palestras treinamentos motivacionais “enlatados” para seus colaboradores, com o intuito de manter ou melhorar a sinergia entre as equipes e evitar a desmotivação das mesmas. O que muitas delas não compreendem, no entanto, é que não basta um treinamento ou palestra durante o ano para manter a motivação, comprometimento, sinergia e realização dos colaboradores. As empresas devem desenvolver um programa motivacional completo para ser aplicado durante o ano todo. A motivação é uma das mais importantes ferramentas estratégicas pois contribui para a criação do diferencial competitivo e faz com que seus resultados contribuam para a melhoria do clima organizacional. Os gestores organizacionais precisam estar atentos aos fatos que podem contribuir para a ineficiência dos programas motivacionais desenvolvidos. É necessário observar e compreender que é a somatória de fatores e estratégias que fornecem subsídios para o sucesso dos programas. E quais são as razões que levam muitas vezes ao fracasso dos programas motivacionais desenvolvidos pelas empresas? Veja abaixo: ü O ambiente organizacional não é atrativo e não entusiasma seus funcionários. Muitas vezes proporciona estresses causados por ações individuais e não pelo trabalho; ü O local de trabalho é visto apenas como um local de troca, ou seja: tempo trabalhado x dinheiro recebido; ü A gestão da empresa não faz a menor idéia da importância de incentivar seus funcionários; ü Muitas vezes os gestores acreditam que seus subordinados podem ser substituídos a qualquer momento, por qualquer razão, sem demonstrar interesse em desenvolvê-los ou compreendê-los; ü A empresa não realiza pesquisa seu clima organizacional e desta forma não tem uma visão real de sua situação ambiental; ü Faltam ferramentas que desenvolvam as competências de suas equipes; ü Há ausência de preocupação com segurança e bem-estar dos colaboradores; ü Faltam programas de treinamentos e reciclagem de suas equipes; Desenvolver um programa motivacional consistente é uma tarefa muito importante para qualquer empresa. Pode ser realizado de forma simples ou complexa, dependendo da amplitude desejada. Não basta então oferecer uma palestra ou treinamento para se obter resultados a médio e longo prazo. As palestras e treinamentos devem ser utilizados como sustentação do projeto e não para remediar a ausência de um. Um programa motivacional deve ser desenvolvido com muita atenção e dedicação, atendendo a vários quesitos e não deixando de considerar em sua estrutura os treinamentos que deverão ser oferecidos, incentivos, palestras, análise de clima organizacional, reconhecimento dos colaboradores e transparência.
Acesse: www.trueconsultoria.com.br www.wagnercampos.com.br
Sáb, 03 de Julho de 2010 16:03
*Por Tom Coelho
“Você faz suas escolhas
e suas escolhas fazem você.”
(Steve Beckman)
No mundo corporativo de hoje os profissionais são constantemente colocados à prova mediante dilemas que lhes são apresentados. Por exemplo, o que fazer quando a empresa exige tanto do executivo que ele tem que escolher entre a vida pessoal e a profissional?
Primeiro, vamos compreender o que é um dilema. Etimologicamente, trata-se de uma decisão entre duas alternativas contraditórias e mutuamente insatisfatórias. Você quer as duas coisas, mas só pode optar por uma. A escolha é tensa, árdua e, por vezes, dolorosa.
Em 1982, o diretor norte-americano Alan J. Pakula, à época já consagrado pelo filme “Todos os homens do presidente”, que narrava a investigação do caso Watergate, comandou Meryl Streep e Kevin Kline na obra-prima “A escolha de Sofia”. O filme contava a história de uma mãe polonesa que durante a Segunda Guerra Mundial é forçada por um soldado nazista a escolher um de seus dois filhos para ser morto sob pena de ambos serem executados –um autêntico dilema.
De volta às empresas, quem disse que carreira e vida pessoal são faces de uma mesma moeda que não pode manter-se em pé? O equilíbrio, do latim aequilibrium, remete à manutenção do mesmo nível (aequus) das balanças (libra). Em suma, conciliar vida pessoal e profissional não é uma escolha de Sofia!
É importante compreender que estes dois universos são indissociáveis, ou seja, não há como separar um do outro, acreditando que o profissional, ao adentrar os domínios da empresa, deixará do lado de fora problemas como um filho enfermo, contas atrasadas ou relacionamento conjugal em crise, dedicando-se integralmente às metas corporativas com plena produtividade.
Decerto há momentos que nos exigem esforço e dedicação superiores. Horas de trabalho que avançam pela madrugada, por dias sucessivos, regadas a fast food e breves cochilos, negligenciando a família e os interesses pessoais. Tudo para concluir um projeto, desenvolver um produto ou conquistar um novo cliente. O problema ocorre quando um evento circunstancial como este se torna rotineiro.
Se você é solteiro ou está em início de carreira, é possível que aceite de bom grado assumir o papel de workaholic imposto pela empresa –ou autoimposto. E sentir-se feliz e realizado com esta opção.
Porém, se as demandas corporativas estão além do que você gostaria, trazendo-lhe desconforto, assuma as rédeas da situação. Trabalhe com afinco durante sua jornada, aprenda a delegar tarefas operacionais e demonstre ao seu empregador que não é a quantidade de horas, mas a qualidade das horas trabalhadas o fator determinante para seu bom desempenho e o sucesso da organização.
Procure dialogar com seu superior hierárquico, determinando uma agenda positiva, capaz de atender expectativas da empresa e contemplar seus interesses pessoais.
Porém, se ficar claro que a corporação na qual você está tem perfil patológico ou é liderada por pessoas que não enxergam nada além da última linha do balanço –apesar de toda uma retórica voltada à motivação e incentivo à qualidade de vida– considere buscar uma recolocação no curto ou médio prazo.
Lembre-se de que sua escolha não deve ser entre a vida pessoal ou profissional, mas entre ser feliz ou infeliz.
* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 15 países. É autor de “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional”, pela Editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br e www.setevidas.com.br.
Sáb, 03 de Julho de 2010 15:56
*Por Professor Caxito
Diversos estudos mostram que a comunicação não verbal é tão ou mais importante do que aquilo que dizemos. No livro “O Desafio da Liderança”, os autores Kouzes e Posner, apontam que cerca de 7% da comunicação é composto pela fala. As expressões não verbais são muito mais importantes, e contribuem com 55% da mensagem. O restante da comunicação está ligado a fatores como a entonação, ênfase, colocação vocal, volume da voz do interlocutor. E uma aula de comunicação não verbal é o que nos dá o filme Wall-E, da Pixar, ganhador do Oscar de Melhor Animação de 2008. Para mim, Wall-e é uma das animações mais belas que assisti. Claramente inspirado nos filmes de Chaplin, o personagem é um simpático e singelo robô que realiza o trabalho de limpar a sujeira deixada pelos humanos em um mundo Nos 45 minutos iniciais do filme, não há uma só fala: sozinho no planeta, Wall- e vê sua rotina ser mudada com a chegada de EVE, uma robôzinha charmosa e moderna, que tem a missão de examinar o planeta em busca de algum vestígio de Além de não falar, os robôs não tem expressão facial. Mesmo assim, todas as emoções e expressões de Wall-E e de EVE, mostradas no filme através de leves mudanças na posição dos olhos de Wall-E ou nos leds de EVE, são perfeitamente compreensíveis. Mesmo sem nenhum diálogo, a dupla é mais expressiva do que muito de nós. Medo, raiva, ameaça, amor, compaixão, alegria e desespero são expressos de forma magistral pelos personagens. Entender como nos comunicamos não verbalmente e melhorar esta comunicação é de extrema importância para o sucesso profissional. Muitas vezes, aquela sensação incômoda de que uma pessoa não nos convence vem exatamente do desalinhamento entre o que ela fala e o que lemos em sua comunicação não verbal. Conseguimos, pela interpretação de gestos, captar nas entrelinhas a mensagem que recebemos. O alinhamento entre a comunicação verbal e não verbal é fundamental para a credibilidade do profissional. No caso dos líderes, transmitir insegurança na voz e desalinhamento leva à falta de credibilidade, fundamental para o exercício da O silêncio também é um tipo de comunicação não verbal. Por meio dele, mostramos nossa irritação ou descontentamento. Ao calar, forçamos a outra pessoa a tentar descobrir o que está atrás desse silêncio. Assim como a indiferença , o silêncio indica a fragilidade das relações. Ao conhecer Wall-e, EVE simplesmente o ignora. Nosso ingênuo robozinho se apaixona por este ser inalcançável, que nem ao menos nota sua presença. Mas no dia a dia, a indiferença, o silêncio e o desprezo atingem profundamente aqueles que recebem esta mensagem não verbal. Uma dos mais poderosos meios de comunicação não verbal é o olhar. É através do olhar que Wall-e e EVE transmitem grande parte de seus sentimentos. A admiração e encantamento com que Wall-e olha EVE durante todo o filme. E olhar de EVE, no decorrer da história, passa pela indiferença, pelo desprezo, pela curiosidade, pela raiva, pelo interesse e termina com o olhar de paixão. Há alguns anos, gerenciei uma grande equipe de vendedores. Após uma fusão com outra empresa, assumi uma nova equipe de vendas. Todos os dias, os vendedores precisavam falar comigo, e eu tinha o hábito de continuar trabalhando no computador ou em algum relatório enquanto os ouvia. Minha equipe anterior já me conhecia, e sabia que eu estava ouvindo. Porém, comecei a ter problema com a equipe nova, que reclamava que eu não prestava atenção ao que diziam. Ao não olhar para as pessoas enquanto elas falavam, a mensagem não verbal que eu passava era a de desprezo e desatenção. De alguém não confiável e descomprometido. Levei muito tempo para desfazer esta imagem negativa que criei junto à equipe. Então, da próxima vez que for conversar com alguém, preste atenção á sua linguagem corporal, aos sinais não verbais que emite. Pois, se eles não estiverem alinhados com seu discurso, você pode, além de comprometer seus relacionamentos, construir uma imagem negativa como profissional.
Sáb, 03 de Julho de 2010 15:50
*Por Sérgio Dal Sasso
Tema: Como você sabe, os bacharelados interdisciplinares são novos modelos de graduação oferecidos por algumas universidades federais cujo objetivo é oferecer um curso de três anos, de onde o estudante sai com uma formação geral em uma área de conhecimento. Depois, o aluno tem duas opções: ou se forma ou opta um curso específico com um diploma na profissão que escolher.
Isso atrasaria a formação do profissional, mas, por outro lado, "garantiria" um formando mais capacitado, segundo alguns especialistas. Como você analisa essa nova proposta de formação?
Nos dias atuais fala-se um muito em tempo e seu aproveitamento. Em particular verifica-se na prática, que as carreiras bem sucedidas sempre estão acompanhadas de um entendimento comum, entre o que se faz e o quanto se gosta de fazer.
Nesse sentindo ter uma visão antecipada com um aprendizado mais generalista, pode contribuir significativamente para se definir com maior certeza o por onde e como usaremos nosso potencial para que seja mais útil, proveitoso e bem sucedido.
Os cursos de menores durações, sejam humanistas ou técnicos, de qualquer forma tendem a ser mais objetivos no sentido de preparar mais rapidamente o profissional para o exercício de uma determinada função no mercado de trabalho. Sendo assim, propiciam mais rapidamente os testes práticos em relação ao que queremos como atividade profissional.
O resultado dessa competência de certo naturalmente vai pedir por substituições de rumo ou mesmo aperfeiçoamentos para que possamos fazer jus aos passos seguintes das carreiras.
Você acredita que o mercado de trabalho está preparado para receber formandos em graduações interdisciplinares? Explique.
Existe uma necessidade mercadológica no sentido de se formar colaboradores que detenham a integração do conhecimento estratégico com a visão tática. Os profissionais que buscam por um sucesso continuado, devem estar atentos tanto pelo desenvolvimento da sua função, como de conhecer o negócio como um todo. Nesse sentindo a visão multidisciplinar (visão aprofundada dos processos e mercados) é hoje tão importante quanto à técnica, pois dependeremos dessa conjugação para poder participar tanto na execução dos trabalhos, como no auxilio participativo as decisões a serem tomadas.
Há melhores oportunidades (ou mais) para esse profissional no universo corporativo? Dê exemplos.
Sem duvida que sim. Vejamos o lado real dos mercados! Para que os negócios sejam competitivos eles precisam ter bons produtos conjugados com bons serviços, ao mesmo tempo em que devem estar dotados de custos competitivos. A questão dos custos competitivos requer entre outros fatores, de uma equipe ágil, capacitada, dinâmica, inovadora e competente, onde o fator de troca de conhecimentos entre as equipes em suas áreas e entre elas serão sempre estratégicos para geração de qualidade do que fazemos e as novidades que pretendemos fazer pela evolução das atividades.
Os exemplos mais claros estão relacionados com as empresas que conseguem lançar suas novidades na frente da média dos mercados que atuam, e que com isso colhem os frutos da inovação, garantindo a rentabilidade adicional para que continuem investindo em seus propósitos.
Você acha que os bacharelados interdisciplinares acompanham a reorganização do mundo corporativo? Explique.
Se não acompanham é fato que isso é fundamental para o seu entendimento e adequação no mercado de trabalho. Estar antenado pelas novas tendências de perfil, tanto internamente na organização como na visão de mercado e sua relação com as necessidades do mundo corporativo, é o próprio passaporte de certificação de garantias do nosso sucesso e aproveitamento das oportunidades.
As informações são importantes, mas o grande exercício que temos que aprender está na capacidade de utilizá-las como trunfo as nossas evoluções e pretensões no fortalecimento das direções por onde pretendemos trilhar. Coisa do tipo, ter uma visão do onde e do como começar, sabendo que no meio desse caminho deveremos ter um recheio de muita informação, percepção e ação para que nossas atuações sejam percebidas dentro da empresa e pelo mercado relacionado com o que estamos fazendo.
Em sua opinião, a formação humanística, profissionalizante, é importante para reforçar o espírito crítico e de cidadania no futuro profissional? Explique.
Sem duvida, pois em qualquer situação sempre vamos lidar com as pessoas, pois delas seremos dependentes pelo avançar, pelo mudar. Saber se relacionar, ter postura, ter equilíbrio, construir comunicações adequadas e segmentadas, são elementos para se fazer pontes e um dos principais fundamentos para que nos aproximemos dos resultados pretendidos.
Seja qual for a nossa atividade, exercer o poder pela arte do se comunicar e saber viver em ambientes de equipes será sempre tão fundamental como deter o conhecimento técnico da sua atividade.
Algo a acrescentar?
Nas nossas carreiras temos que ser especialistas, pois esse é o lado concreto que define as razões iniciais das contratações. A partir desse estágio inicial, o sucesso profissional estará na forma do como conseguirá vender seu peixe, sempre pensando que um bom trabalho, do tipo que serve como modelo a ser seguido, necessitará de bons professores e nesse sentido sua exposição terá tudo a ver com a capacidade de absorção e a facilidade com que conseguirá transpassar conhecimentos e ser aceito pelo reconhecimento do que faz.
É no dia a dia, no exercício do óbvio operacional, que devemos criar diferenças pelos objetivos e capacidade de buscar por melhorias que ampliem nossas atuações e participações. Sucesso a todos!
Sérgio Dal Sasso, consultor empresarial, escritor e um dos mais capacitados palestrantes do Brasil. Palestras em Empreendedorismo, Administração, Vendas e Educação Profissional.
Portal e contatos: www.sergiodalsasso.com.br, falecom@sergiodalsasso.com.br.
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