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Gestão de Carreira, Coaching e Mentoring
 

Biblioteca Eletrônica

A Biblioteca Eletrônica do portal Gestão de Carreira é um acervo de mais de 520 artigos para consulta gratuita, com temas atuais sobre CARREIRA, RH E GESTÃO ORGANIZACIONAL, entre outros. Boa Leitura!
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Algumas histórias interessantes...

* Por Professor Menegatti

* Adams estava numa farmácia e ouviu uma moça pedir um tablete de cera parafinada para mascar. Foi aí que teve um estalo. Depois de inúmeras tentativas, Adams adicionou alcaçuz ao produto fez o chicle em forma de pequenas bolas e embalou-as em caixas. O produto ganhou grande popularidade durante a Segunda Guerra Mundial, pois era usada pelas pessoas para aliviar o stress que vivia na época. Depois de encerrada a guerra o consumo de chiclete disparou no mundo. A marca Adams foi responsável por colocar a palavra chiclete no mapa de consumo mundial.

* Cirque Du Soleil mudou o modo como os circos eram apresentados, mudando o foco para o público adulto. Tirou de cena leões, zebras, macacos e angariou a simpatia de defensores de animais. Por tabela, reduziu as despesas de logística e manutenção. Desde sua fundação, mais de 38 milhões de pessoas já passaram por suas platéias nas quase 100 cidades aonde realizaram suas performances. Os novos circos aliam tecnologia, teatro, dança e música a orçamentos milionários e equipes gigantescas.

* Philips tem por prioridade fabricar produtos que as pessoas realmente desejem possuir e foi o que ela fez. Com a chegada das maquinas digitais, as pessoas deixaram de revelar a grande maioria das fotos. Um dos produtos mais inovadores dos últimos tempos é o Porta-Retrato digital, que recebe as fotos diretamente da câmera, exibe e alterna as fotos.

* Alcoa em 1880, um professor mostrou aos seus alunos de química um pequeno pedaço de alumínio e lhes deu uma grande dica. Aquele que descobrir uma forma econômica de produzir esse metal ficará rico. Hall, um daqueles alunos, costumava fazer experiências com minerais desde os 12 anos, transformando uma pequena cabana atrás de sua casa em um rústico laboratório. Após a formatura, ele continuou com suas experiências. O resultado foi uma massa solidificada que ele deixou esfriar, depois a estilhaçou com um martelo. E surgiram várias pequenas pelotas de puro alumínio. Desde o primeiro dia até hoje, a Alcoa tem permanecido a empresa líder mundial em alumínio.

* Black e Decker a idéia de criar uma furadeira elétrica surgiu depois de analisarem o comportamento de seus funcionários. Na sexta-feira desapareciam várias ferramentas elétricas das fábricas, que voltavam a reaparecer na segunda-feira seguinte. Chegaram à conclusão que os operários as levavam para casa, aproveitando o fim-de-semana para fazer alguns reparos e pequenos trabalhos. Se assim acontecia, porque não criar uma linha de ferramentas elétricas, especialmente desenhadas para o consumidor doméstico, mais leves, com um designer mais agradável, com menos potência e adequada às suas necessidades?


 

Seu mercado está saturado?

* Por Professor Menegatti

Geralmente os dois primeiros concorrentes, em qualquer mercado, abocanham 75% do bolo, deixando pouco espaço para novas marcas.

Uma vez que você não será líder o que poderia ser feito?

Primeiro, renuncie ao ataque do mercado no todo; depois ache um nicho de mercado e direcione seu produto para ele. Mostrando-se como a opção mais eficiente para esse grupo de clientes, você poderá se tornar o líder desse nicho. Escolha uma característica e ressalte quando fizer a comunicação do produto, isso dá personalidade à marca. Além de torná-la mais diferente das outras e mais notável.

Um caso que exemplifica isso é o da categoria de cereais matinais, altamente fragmentada e saturada com variedades. Uma empresa não estava encontrando oportunidades dentro do mercado. Então, a solução foi redefinir a utilidade dos cereais. Em vez de comercializá-los como complemento para o café da manhã, uma nova idéia surgiu: oferecê-lo como um lanchinho saudável para qualquer hora do dia.

Mas, como que os consumidores poderiam carregá-lo? Como iriam comer o cereal? Surgiu então, a idéia de se adotar o formato de um outro produto com o qual os consumidores já estavam acostumados: barras de chocolate. Ao juntar os conceitos de cereais e barras de chocolate, nasceu uma nova categoria de produto. Com um pouco de caramenlo para servir de liga aos flocos de cereal, foi possível a produção das barras.

Esse foi um produto revolucionário. Entretanto, no momento de seu lançamento foi uma verdadeira novidade e criou uma nova forma de consumo.

 

Pequenas mudanças e grandes ideias...

* Por Professor Menegatti

Ao fazermos qualquer modificação em um produto ou serviço, poderíamos nos perguntar:

"Para que poderá servir?" "Em que situações este produto pode ser válido?" "Que público-alvo gostaria desta idéia?"

Por que, então, deveriam os profissionais de marketing dedicar o seu tempo a essas perguntas? Porque a maior parte das inovações foi por acaso:

  • Charles Goodyear estava tentando desenvolver uma borracha que fosse mais fácil de manipular. Por um erro, ele preparou uma mistura que ficou excessivamente rígida, mas que ainda poderia ser usada. Assim ele descobriu o processo de vulcanização, que permitiu a fabricação de pneus e de outros produtos.
  • Muitas empresas já se viram diante de um concorrente que, ao produzir alguma mudança no produto, tornaram-se ameaças reais. Fabricantes de balas ficaram surpresos quando surgiu o pirulito, a primeira guloseima no palito. Então, os tradicionais executivos do ramo se perguntaram: "Como não pensamos nisso antes? Estava diante de nossos olhos e não o enxergamos!".

É interessante observar também, como alguns produtos estão fortemente associados a certos lugares. Pipocas a cinema, amendoim a avião etc.

A oportunidade é propor um lugar ou cenário impossível para o produto como forma de pensar em mudar o seu local de consumo habitual.

Eis alguns exemplos:

  • A colocação de maçãs na recepção de hotéis como forma de darboas-vindas aos hóspedes é uma nova forma de utilizaçãopara essas frutas.
  • O GPS foi concebido para a navegação marítima, mas ao serem instaladosem automóveis foi possível inaugurar um novo serviço de recuperação de carros roubados ou de orientação em cidades.
·        O efeito do cinema é produzido pelo movimento de um filme contendo fotografias impressas. Ao inverter essa idéia, teremos fotografias impressas observadas por pessoas em movimento. Um cenário onde isso é possível é quando as pessoas estão dentro de um trem. O sistema está sendo testado pelo metrô de Nova York. As diferentes imagens de um comercial são pintadas em seqüência nas paredes dos túneis. A idéia é que, ao se olhar pelas janelas de um trem em movimento, o passageiro experimente um efeito semelhante à projeção de um filme!
 

Quinze anos

* Por Tom Coelho


"Há vários motivos para não se amar uma pessoa.

E um só para amá-la."

(Carlos Drummond de Andrade)



Há uma queixa recorrente e consensual entre as mulheres. Atualmente está se
tornando uma missão quase impossível encontrar um homem que reúna
características como cavalheirismo, inteligência e intelectualidade aos
atributos de um autêntico Don Juan, tais como masculinidade, sensualidade e
beleza física. Tudo o que elas querem é alguém capaz de tirar-lhes o fôlego,
surpreendê-las, fazê-las perder a racionalidade. Mas que depois as traga de
volta ao plano terreno, à objetividade e pragmatismo necessários, sem deixar
esvair o encantamento.


Há também um consenso entre os homens. Nos dias de hoje, há mulheres para se
curtir e mulheres para se namorar. E raramente são as mesmas. A expressão
usual assemelha-se a: "Uma garota como essa não se encontra por aí... Cuide
bem dela, mantenha este relacionamento. E aproveite para se divertir com as
mulheres erradas, enquanto isso".


Entre um universo e outro, o que os une é a solidão. Mulheres de um lado,
homens de outro, compartilhando a vida com amigas e amigos, à espera de
serem "tirados para dançar". Parece que a sociedade moderna nos robotizou,
tornou-nos tão mecânicos que perdemos a capacidade de nos apaixonar. E, mais
ainda, de amar. Construímos um muro em nosso redor com tijolos de
intolerância. Ficamos tão seletivos que terminamos sós.


Amar é olhar para outra pessoa e, mais do que admirá-la, contemplá-la,
observando seus traços, suas feições, seus movimentos, e não desejar perder
nem um milésimo de segundo, negando-se até mesmo a piscar. É ver a imagem da
pessoa amada refletida em outdoors, estampada no rosto de personagens da
televisão. É ter uma música em comum que marca um momento especial ou que se
tornou especial por apenas representar a lembrança de um momento. Lembro-me
de Mário Quintana: "Amar é mudar a alma de casa".


Amar é dialogar, o que significa falar, mas também saber ouvir. Ter a
sensibilidade para perceber quando o outro precisa apenas dizer tudo e de
todas as formas, muitas vezes sem a preocupação de que você esteja ouvindo.
Basta sua presença. Olhos que sinalizam atenção, silêncio que pronuncia
respeito. Acolhimento, conforto, generosidade. Dar como alimento o carinho.


Amar é descoberta. É desvendar sem pressa o passado de quem se gosta não
pela neurose de uma investigação, mas pelo prazer de apreciar aquela
história como quem ouve um pequeno conto infantil ditado pelos pais ao lado
da cama.


Amar é tolerância, é concessão. Não significa mudar e nem exigir que se
mude, mas estar disposto a se adaptar e esperar que se faça o mesmo. Ajustar
expectativas, alinhar propósitos. É caminhar lado a lado, olhando unidos na
mesma direção, ainda que com visão periférica apurada. Maiakovski pontuou
acertadamente: "Amar não é aceitar tudo. Aliás, onde tudo é aceito,
desconfio que haja falta de amor".


Amar é transparência, é dizer o que se pensa, sabendo a hora de falar. É não
praticar a omissão achando ser possível empurrar conflitos para sob o tapete
até que um dia o vento espalhe tudo, maculando o que foi construído.
Transparência que gera credibilidade, que leva à confidencialidade, que
conduz à lealdade. A lealdade que surge não como um dever, mas como
resultado da satisfação do exercício da plenitude, de sentir-se completo.


Amar é tocar. É beijo que acelera o pulso. Sexo com longas preliminares e
aconchego posterior. Dormir abraçado, acordar junto. Filme com pipoca, chuva
romântica do lado de fora. Cuidar e ser cuidado. Promessas insanas de juras
eternas - a eternidade que se perde num instante. É dividir a liberdade.


Amar é superar adversidades, enfrentar o desafio da geografia que, às vezes,
distancia fisicamente dois corações. É sentir a saudade como fruto da
partida.


Amar é intensidade, é compreender a impermanência do tempo, sua
relatividade. Significa rasgar os estúpidos calendários, quebrar os
imponentes relógios e compreender que o tempo tem outra dimensão. É
preferível um amor intenso de 48 horas a uma vida insípida compartilhada por
uma década.


Amar é se mostrar um grande espelho e permitir que o outro possa mirar-se em
você. Ver a si próprio enxergando aquilo que é mais virtuoso, mais nobre. É
ver de maneira perfeita uma pessoa imperfeita. É buscar o equilíbrio, tomar
cuidado com a ansiedade, a angústia, a incompreensão e as cobranças. É ter
coragem de também sofrer.


Amar é tudo isso e um pouco mais. Ação que não se descreve, mas que se
pratica. Coisas que sabíamos fazer quando adolescentes, aos quinze anos,
quando éramos mais intrépidos, menos racionais e, por isso, capazes de ser
mais felizes.





* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em
15 países. É autor de "Sete Vidas - Lições para construir seu equilíbrio
pessoal e profissional", pela editora Saraiva, e coautor de outros quatro
livros. Contatos através do e-mail  tomcoelho@tomcoelho.com.br>
tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite:  <http://www.tomcoelho.com.br>
www.tomcoelho.com.br e  <http://www.setevidas.com.brwww.setevidas.com.br.

 

Projetos, empreendedorismo e futuro

* Por Sérgio Dal Sasso, consultor, escritor e palestrante. Palestras empreendedorismo para carreiras, profissões, empresas e instituições públicas. Portal: www.sergiodalsasso.com.br)

 

A vida é um grande palco onde temos que aprender com o que pesa das experiências e vivências, para que assim tenhamos luz própria para alcançar as próprias referências. Nossa construção dependerá sempre da solidez das bases que devemos formar para um agir sustentável e organizado diante das mais variadas situações e desafios a serem enfrentados nos desenvolvimentos dos projetos.

Ter idéias não é nada difícil, mas fazê-las saírem do campo dos sonhos, tornando-as reais é sempre algo desafiador, pois o grau de dificuldade não mais se encontra na comprovação da capacidade de quem desenvolve algo, mas no convencimento de que esse algo possa ter afinidades e interesse de consumo. Se no passado ainda existiam espaços para se criar algo novo, hoje a durabilidade de qualquer novidade é quase que instantânea, já que disputamos centímetro a centímetro o interesse dos mesmos públicos diante das infinitas possibilidades do como eles podem gastar seus recursos.

É no meio de um mundo de dificuldades que vamos ter que mostrar nossas aptidões talentosas, e enfatizando isso, devemos resumir nossos avanços indo de encontro com o que ainda não somos.

"Nunca diga que isso ou aquilo é um saco de se fazer, pois está no que a maioria não gosta o diferencial dos que acertam".

Quantas vezes me deparo com meu próprio pensamento em querer pular as fases de algo que tenho que fazer, mas que por diversas razões não são do gosto pessoal, e quantas vezes as coisas não acontecem exatamente por estarem incompletas de informações e de gente que podia estar junto, mas que por caracteristicas suas e minhas, desprezamos por achar que são desnecessárias.

Quando falamos em projetos, falamos do que ainda está para ser feito, do futuro, das convicções e condições para sustentação e recursos à direção planejada, para que desafios e dificuldades sejam substituídos por oportunidades. Projetos dependem da qualidade dos estudos para que nos demonstrem o poder da sua viabilização, e nesse caso o passado devidamente registrado é algo fundamental para garantir a organização atual, sua avaliação e simulação do que fazer pelos objetivos.

Do lado qualitativo, e de olho no conjunto das coisas que nos fazem melhores, devemos pensar que sociedades complexas dependem dos valores de troca, que não mais podem ser desenvolvidos por hierarquias que enferrujam as decisões, mas por pessoas cujas qualidades se afinem pelos objetivos comuns, pelo compartilhamento de idéias e soluções que formem atrativos para que possamos conquistar e selecionar com quem vamos.

Fica fácil a gente aprender com a vida e depois olhar para os fatos do passado e pensar o como teria sido os resultados com a visão atual. Rever o passado é válido, mas diante do já foi registrado somente a disposição pela análise e vontade de mudar, pode somar para que nossa evolução hoje seja incorporada de mais seguranças pelo que acreditamos poder ser amanhã. Nesse sentido as saudades e as insatisfações devem ser adicionadas ou revistas mantendo o que de fato nos fizeram conquistar as coisas boas e aprendendo a se modificar, evitando os mesmos vícios e ausências que ajudaram nas falhas.

Sérgio Dal Sasso

"Empreendedorismo de A a Z"

www.sergiodalsasso.com.br

falecom@sergiodalsasso.com.br


 

Otimizando o fechamento da venda

* Por Evaldo Costa

 

Você, consultor de vendas, costuma perder a venda quando o negócio parece fechado? Quer saber o caminho mais rápido para fechar a venda? Tudo o que os consultores de vendas mais buscam é saber a maneira mais fácil, segura e eficaz para fechar o negócio. Porém, o que a maioria deles não sabe, é que na realidade não existe maneira rápida ou fácil de fazer o cliente comprar.

 

O que existe mesmo é uma forma melhor, mais inteligente e eficiente de se comportar diante da oportunidade do fechamento. E quanto mais rápido o consultor de vendas perceber isto, melhor entenderá o processo, tornando-se ótimo na arte de vender.

 

É preciso, também, lembrar-se que o cliente em potencial quando abordado, faz julgamentos. Normalmente, julga em primeiro lugar o vendedor, em seguida o ambiente da loja em que se encontra, depois a idoneidade da empresa onde pretende realizar a compra e, finalmente, julgará o produto que está negociando. Muitos consultores de vendas sabem disso, o que não dão conta é que esses julgamentos são como uma escada em que só se evolui, quando superado o degrau onde se encontra.

 

Considere ainda, que o segredo da venda possa ser resumido no valor percebido. Caso o cliente não encontre valor no produto ou na proposta que lhe é ofertada, dificilmente comprará sem benefícios. Quando o consultor consegue realizar um bom volume de vendas, porém com sacrifício de margem, é bem possível que não esteja agregando valor ao produto.

 

Não menos importante para o sucesso do fechamento da venda, é o conforto da negociação e a relação amistosa entre o cliente e o consultor de vendas. Quanto mais o cliente sentir-se a vontade com a negociação e "desarmado" no relacionamento, mais chances de sucesso o consultor de vendas terá.

 

A fase inicial da venda é tão o mais importante do que o fechamento. E para garantir um eficiente processo de abertura, o consultor de vendas deve se preocupar com questões do tipo: como anda a minha atitude? Quão forte é o meu sistema de crença? Tenho sempre uma grande atitude? Creio fervorosamente na minha empresa, nos produtos e serviços que vendo? O cliente tem motivos de sobra para comprar de mim e não do meu concorrente?

 

Finalmente, o fechamento da venda não é uma ação única, e sim o somatório de pequenos elementos que revelam a decisão favorável. É, de fato, um delicado equilíbrio entre os pensamentos, palavras e atos do consultor de vendas e as perspectivas e percepções do cliente. Então, se você é bem preparado, simpático, cativante, diferente, importante, convincente, autoconfiante, digno de confiança e motivado, considere-se candidato acampeão de vendas.

 

Pense nisso, ótimo dia e que Deus nos abençoe.

 

Evaldo Costa

Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil Escritor, consultor, conferencista e professor

Site: www.evaldocosta.com

Blog: http://evaldocosta.blogspot.com

E-mail: evaldocosta@evaldocosta.com

 

Vá em frente, o sucesso está a sua espera

* Por Evaldo Costa

Você sabe o que quer da vida? Tem um bom plano para ser implantado? Está no caminho certo e faz por merecer? Caso esteja fazendo tudo certo, mas ainda assim não consegue o que mais deseja, saiba que a jornada para o triunfo é cheia de decepções e contrariedades, mas pense que, "quem quer alcançar o topo da montanha, não pode dar importância as pedras do caminho".

 

O importante é estar, constantemente, monitorando para saber se está na rota de onde deseja chegar. Então, vez por outra, deve se perguntar: o que estou fazendo me leva para mais próximo ou distante de meus sonhos? Agindo assim, você estará a cada dia mais próximo do que mais deseja conquistar.

 

Porém, caso se encontre em uma encruzilhada da vida, poderá optar pelo caminho certo, com os seguintes questionamentos:


1. Eu amo o que faço? Um conhecido clichê revela: "Se você ama o que faz, nunca terá que trabalhar um único dia na sua vida." Provavelmente, na jornada para o triunfo, você fará algo pelo qual não morre de paixão, mas o imprescindível é amar a causa principal;

 

2 - Tenho o conhecimento adequado para vencer? É preciso dominar as técnicas que o levarão ao sucesso. Sem o conhecimento necessário, dificilmente, você alcançará o triunfo na dose e no tempo pretendido;

 

3. Eu tenho o talento necessário? Você pode amar e deter o conhecimento chave para chegar ao topo, mas sem habilidade o podium ficará mais distante e difícil de ser conquistado;

 

4 - Estou disposto a pagar o preço justo da conquista? É preciso ter atitude, ou seja, colocar o seu plano para funcionar e estar disposto a dar o máximo de si. Tem muita gente que planeja todos os detalhes, achando que isso basta. Saiba que, muitas vezes, o preço a pagar pela conquista, vem acompanhado de muito suor e lágrimas;

 

5. O que desejo é possível ser conquistado? Você pode amar o que faz, ter o talento, conhecimento e atitude necessária e, ainda assim, não vencer. Pois, o que você está buscando deve ser factível, revelar oportunidade e potencial. Caso contrário, seria como tentar comer um boi inteiro, começando pelos chifres.

 

6. Tem avaliado os seus passos? Para ter certeza de que continua na rota e ritmo certo, solicite opiniões de familiares, amigos e pessoas próximas, mas não deixe que eles o influenciem, apenas busque saber o que pensam.

 

Finalmente, lembre-se de que a maioria das grandes conquistas da vida, está apenas alguns centímetros de distância dos maiores reveses. Qualquer que seja a situação, a vitória estará próxima se houver potencial, paixão, talento, comprometimento e disposição para vencer.

 

Pense nisso, ótima semana e que Deus nos ilumine,

 

Evaldo Costa

Site: www.evaldocosta.com

Blog: http://evaldocosta.blogspot.com

E-mail: evaldocosta@evaldocosta.com


 

Por que novos produtos duram menos?

* Por Professor Menegatti

Antigamente, aparelhos eletrônicos, como televisão e som, tinham vida útil de oito a dez anos. Hoje são substituídos a cada dois ou três anos. A aceitação do conceito de descartabilidade alimenta ainda mais a febre de lançamentos de novos produtos.

Os consumidores estão cada vez mais propensos a experimentar novidades. Em virtude das empresas estarem a todo o momento lançando novas marcas, novos ingredientes, sabores, características ou embalagens diferentes. Tudo isso porque os clientes estão dispostos a abandonar os produtos que estão usando se o novo o satisfaça plenamente. Em compensação, também poderão abandonar a nova marca se a promessa não for cumprida.

Entre em um supermercado e faça uma análise de quantos iogurtes são oferecidos. Você provavelmente conseguirá achar mais de 50 tipos diferentes. No Brasil podemos encontrar mais de 400 modelos e marcas de carros. Acha muito? Abra uma revista especializada em automóveis e conte quantos tipos diferentes de carros são oferecidos.

As empresas, em busca por diferenciação, já identificaram e desenvolveram mais e mais segmentos e nichos, o que resultou em um mercado hiperfragmentado. Logo, logo chegaremos em breve ao marketing de produtos personalizados, um a um.

 

Planeje o seu sucesso

* Por Evaldo Costa

Você conhece alguém que tenta de todas as formas, melhorar de vida e nunca consegue? Tem notícias de alguém que parece não se esforçar tanto e obtém tudo o que quer? São apenas questões que nos levam a refletir sobre os caminhos da conquista.

 

Um renomado cientista comportamental e consultor de vendas & marketing,  norte americano chamado Walter Hailey, afirmava que "As pessoas têm 12.367 pensamentos por dia, dos quais, 84% são negativos.

 

Agora pense: como uma pessoa pode lidar com mais de 12 mil pensamentos, sendo a maior parte deles negativos e ainda assim prosperar? Como evitar que tudo isso afete o ambiente profissional das pessoas? A chave do sucesso pode ser treinar a mente para tirar proveito dos pensamentos, revertendo-os de negativos à positivos.

 

Mas, como fazer isso? Um bom começo é treinar a sua mente para ver o lado bom das situações adversas. Por exemplo, sempre que vier em sua mente a palavra problema, treine-a para agir como estando diante de um desafio. As palavras negativas abaixam nossa moral, ao passo que as palavras positivas elevam a nossa auto-estima.

 

Além disso, você pode também educar a mente para que ela perceba que a nossa vida é como se fosse uma linha com dois extremos, onde a melhor solução estará quase sempre no lado oposto. Imagine, por exemplo, que você esteja em um quarto escuro sem desejar estar ali. A solução não é combater a escuridão e sim eliminá-la com o seu oposto, que é a claridade. Daí, basta abrir as janelas, deixar a luz penetrar e a escuridão desaparecerá.

 

Há, no entanto, outras dicas que podem contribuir muito para que o sucesso profissional seja alcançado sem tanto esforço. Uma, é lembrar-se sempre de que vence aquele que trabalha certo e não, necessariamente, o que trabalha muito. Então, para prepare-se adequadamente para o triunfo, faça o seguinte:

 

1 - Organize o seu ambiente de trabalho - É fundamental que a sua mesa de trabalho (física e virtual) seja bem organizada de forma a tornar os seus arquivos acessíveis com o menor esforço, maior precisão e mais rápido possível;

 

2 - Cuide do seu ambiente de trabalho - O seu local de trabalho é agradável? Pois saiba que as cores, temperatura, ruído e até a movimentação de pessoas, podem afetar seu humor e contribuir para que você desperdice energia. Para vencer, é fundamental passar as suas horas produtivas em um ambiente que seja prazeroso;

 

3 - Circule -  Estudo da Universidade de Princeton, revela que as pessoas ficam 75% alertas enquanto sentadas e 90% alerta quando de pé. Daí, diante de uma importante decisão ou telefonema, faça-o de pé. Além disso, circulando pela organização, você poderá contribuir mais do que sentado em sua sala;

 

4 - Torne suas tarefas visíveis - Produzimos mais e melhor quando vemos, sentimos e ouvimos. Não confie as suas atividades à memória, muitas vezes um quadro de planejamento fixado na parede a sua frente, funcionará melhor do que muitas agendas eletrônicas;

 

5- Prepare-se para realizar multitarefa - O mundo é dinâmico e precisamos nos preparar para realizar mais de uma atividade ao mesmo tempo. Daí, participar de tele reunião com a equipe, enquanto aguardamos em longos congestionamentos, ou responder um email enquanto falamos ao telefone, é apenas um exemplo do quanto temos que nos adaptar aos novos tempos.

 

Lembre-se, no entanto, de que para vencer você terá que ser capaz de colocar tudo isso em prática, com simplicidade e habilidade. Afinal de contas, é como revelou Earl Nightingale: "Uma grande atitude não é resultado do sucesso, o sucesso é o resultado de uma grande atitude."

 

Pense nisso, ótima semana e que Deus nos abençoe,

 

Evaldo Costa

Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil Escritor, consultor, conferencista e professor

Site: www.evaldocosta.com

Blog: http://evaldocosta.blogspot.com

E-mail: evaldocosta@evaldocosta.com

 

Você está pronto para um salto quântico?

* Por Evaldo Costa

Você desejar encontrar o caminho certo para alcançar a felicidade? Tem consciência das habilidades que terá que desenvolver para triunfar? Tem sido tolerante com todos aqueles com quem se relaciona? Pois saiba, que esteja você ajudando o cliente a comprar o que deseja ou apenas apoiando um amigo a conquistar as suas metas, terá que dominar a arte da tolerância.

 

Tolerante é todo aquele que respeita opiniões contrárias as suas. A falta de tolerância ou intolerância significa o contrário, ou seja, não dar a mínima para o ponto de vista dos outros. Logo, não tolerar é um potencial inimigo em nossa caminhada pela vida,  pois, sorrateiramente, drena a nossa energia, bloqueia o nosso progresso e baixa o nosso astral. A intolerância pode ocorrer com coisas simples, como a má iluminação no seu ambiente de trabalho, espera no consultório médico, aguardar o feedback do amigo ou mesmo em relações a familiares e amorosas.

 

Seja diante de situações pedestres do cotidiano, ou complexas da vida, a falta de tolerância é um perigoso obstáculo no caminho de quem deseja alcançar o topo. Por exemplo, como profissional da área de vendas, quantas vezes você se sentiu oprimido, frustrado e desgostoso com a tarefa de prospectar, fidelizar e encantar os clientes?


Na ânsia de ganhar dinheiro rápido, muitos profissionais não percebem as oportunidades e, com isso, cedem espaço a hábitos que acabam drenando inconscientemente as suas energias. Por exemplo, não são poucos os profissionais de vendas que diante de uma promoção, deixam de contatar seus clientes para ficar na porta da loja, criticando a campanha e "jogando conversa fora".

 

Meu convite é para que você dê um salto quântico em direção as suas metas de vida, ignorando os sentimentos de intolerância, que muitas vezes se apossa de nossos sentimentos. Para isso, você deve conhecer um pouco mais aquilo que você não está tolerando, a fim de desenvolver mecanismos inteligentes de defesa, evitando assim que as suas energias drenem como se água ou areia por entre os dedos, fossem.

Então, apanhe logo uma folha de papel e liste cinco situações que você não está tolerando em seu trabalho - pode incluir não ter o equipamento adequado, falta de tecnologia, mesa bagunçada, falta de ações de marketing etc. Em seguida faça o mesmo exercício em relação aos seus relacionamentos - podendo ser comunicação inexistente ou falha, falta de apoio superior, atritos com o superior ou colegas etc. Feito isso, agregue cinco ações que não está tolerando em relação a si mesmo, a exemplo de procrastinar decisões, não cumprir agenda, estar sempre atrasado nos compromissos etc.


Esse simples exercício poderá contribuir para que você crie mecanismos de defesa para evitar a intolerância, permitindo assim, abrir novos caminhos para um salto quântico em sua qualidade de vida.

 

Pense nisso, ótima semana e que Deus nos abençoe,

 

Evaldo Costa

Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil Escritor, consultor, conferencista e professor

Site: www.evaldocosta.com

Blog: http://evaldocosta.blogspot.com

E-mail: evaldocosta@evaldocosta.com

 

O bullying sempre existiu

*Por Tom Coelho

O bullying sempre existiu. Anos atrás as vítimas eram chamadas de CDFs,
nerds ou puxa-sacos. Eram jovens que se sentavam nas primeiras fileiras de
carteiras na sala de aula, prestavam atenção no professor e na matéria
lecionada, inquiriam e respondiam perguntas, faziam o dever de casa e,
consequentemente, tiravam boas notas. O contraponto era a "turma do fundão",
formada por rebeldes e descolados.



Os atos de bullying eram bem conhecidos. Desde o "corredor polonês", onde
vários estudantes se enfileiravam para escorraçar o alvo com alguns
petelecos, tapas e breves pontapés, a chamada "geral", até o famigerado "te
pego lá fora". A opressão era mais física do que psicológica, pois o
constrangido tinha em sua defesa o fato de ser, normalmente, melhor aluno
que seus agressores.



Claro que também tínhamos o assédio ao gordo, ao feio e ao varapau. Mas a
questão é que estas ações eram contidas em si mesmas. As escolas mantinham
"bedéis" para colocar ordem na casa e coibir atos de violência, sem falar
que ir "parar na diretoria" era temido pela maioria dos alunos.



Contudo, se o bullying ocorresse, ao chegar em casa a vítima ainda iria ter
com seus pais. Alguns poderiam dizer: "Não reaja, pois não é de sua
natureza", no melhor estilo "ofereça a outra face". Já outros argumentariam:
"Se apanhar de novo lá fora e não reagir, vai levar outra surra quando
chegar em casa".



Mas isso tudo são histórias de 30 ou mais anos atrás, tempos em que a
educação era partilhada pela igreja, a família e a escola. A igreja católica
se viu alvejada, no Brasil, pelo avanço dos evangélicos e outras religiões,
de modo que passou a se preocupar mais com seu negócio do que com seus
clientes. A família abandonou o modelo patriarcal, migrando para o nuclear.
Agora a mulher trabalha fora, acumulando a chamada dupla-jornada, ou seja,
cuidar de seu emprego e dos afazeres domésticos, sobrando menos tempo para
dar atenção aos filhos. Esta nova rotina profissional levou à desagregação
familiar. Assim, a educação foi entregue à tutela quase exclusiva da escola
que, por sua vez, também se tornou um grande negócio.



Neste quadro, coloque como tempero os conflitos de valores, a influência da
mídia e os novos paradigmas sociais. Agora temos alunos que não respeitam
professores, colegas e até os pais, pois têm grande dificuldade de lidar com
o conceito de hierarquia. O apelo ao consumo transformou pátios em
passarelas, por onde desfilam roupas e celulares. Os péssimos hábitos
alimentares promoveram o crescimento da obesidade contrastando com a
ditadura da beleza. E a cereja do bolo: a comunicação pelas redes sociais
que levam as vítimas à exposição instantânea e em larga escala.



A solução para amenizar o bullying não passa por mais regras, coerção e
punição. Passa pelo resgate dos valores e a conscientização sobre o que é
certo e o que é errado, tarefa esta da igreja, da família, da escola e
também da sociedade.


 

A convicção vende mais do que o produto

* Por Evaldo Costa

 

O que você mais valoriza, a convicção ou o interesse? Se tivesse que optar entre as duas, qual escolheria? Pois saiba que, uma pessoa com forte convicção fará mais do que uma centena de pessoas que só tenham interesse. Ocompromisso é a chave para realizar projetos e vencer, mas a convicção quase sempre precede ao compromisso.

 

Veja, por exemplo, quando nos convencemos de que estamos vendendo um produto maravilhoso, o que acontece? Normalmente, o nosso comportamento, linguagem corporal, inflexão da voz, expressões faciais e tudo mais, comunicam à perspectiva de que acreditamos, fervorosamente, que estamos oferecendo algo de valor. Provavelmente, o cliente não vai comprar por causa da descrição do produto ou serviço, mas sim, por causa da convicção do vendedor a respeito daquilo que está oferecendo.

 

A convicção, é uma persuasão intima que precisa ser desenvolvida como qualquer outra habilidade. Daí, vale lembrar que os nossos sentimentos são transferíveis, logo tanto a coragem quanto a convicção podem ser transferidas. Quando, por exemplo, o professor acredita fervorosamente na sua mensagem, acaba transferindo as suas crenças ao aluno. Há um conhecido ditado popular que revela: "Muitas pessoas têm ido muito mais longe do que eles pensavam que podiam, porque alguém pensou que podia."

 

Portanto, precisamos lembrar sempre que a nossa confiança nasce da convicção que permite adquirir novos conhecimentos e habilidades, capazes de desenvolver em nós sentimentos de vencedor. Então, treine "vender" as suas convicções aos seus colegas de trabalho, amigos e todos aqueles que estiverem a sua volta, pois agindo assim estará treinando à sua capacidade de influenciar, conquistar admiradores a medida que pavimenta seu caminho para o topo.

 

Você saberá que uma pessoa está pronta nesta área, quando perceber que ela domina a arte de desenvolver as suas convicções e assume o compromisso de entregá-las ao próximo. É como revela o ditado: "Mostre-me uma pessoa com convicções profundas e eu lhe mostrarei uma pessoa que assumiu o compromisso de entregar essas convicções aos outros". Mostre-me um grande líder e eu lhe mostrarei que uma pessoa de convicções profundas é capaz de atrair seguidores por causa delas.

 

As pessoas que tem convicções fortes, normalmente, conseguem superar as suas metas, são mais felizes e por isso alcançam o sucesso mais rápido e com menor esforço do que aqueles que não se preocupam tanto em desenvolvê-las adequadamente. Então, o que está esperando? Adote logo esta idéia, regasse as mangas, e desenvolva as suas convicções de vencedor, pois o sucesso está a sua espera e alcançá-lo depende apenas de você.

 

Pense nisso, ótima semana e que Deus nos abençoe,

 

Evaldo Costa

Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil Escritor, consultor, conferencista e professor

Site: www.evaldocosta.com

Blog: http://evaldocosta.blogspot.com

E-mail: evaldocosta@evaldocosta.com


 

O Discurso e a Prática

* Por Professor Luís Sérgio Lico

Uma das maiores virtudes que se pode encontrar nas ações organizacionais está na maneira pela qual são gerenciadas as atividades rotineiras. Mas, como isto é difícil na maioria das organizações! Normalmente se ouve falar muito de planejamento estratégico, inovação e comprometimento, como se estas ferramentas pudessem bastar para o perfeito funcionamento das empresas em suas lides diárias.

Claro que os modelos de gestão são importantes, mas as pesquisas mundiais dizem o contrário. Na verdade, estas palavras-chave (ou melhor: chavões) não querem dizer muito aos colaboradores.  A maioria apenas repete os jargões coloquiais e discursos, sendo que a realidade é outra. O colaborador brasileiro, em sua imensa criatividade, apelidou estas situações de business bingo. Ou seja: basta repetir e marcar as frases mais impactantes, ou seja: para encantar o chefe, basta repetir e marcar as frases mais impactantes incorporando o corporativês ao português e está tudo bem. Não está!

A grande maioria dos profissionais dificilmente compreende a "estratégia" da empresa e, quando se trata de colocar em prática os chamados planos de ação, esbarram na ineficiência de processos, lideranças autoritárias e um sem número de variáveis que dificultam o engajamento. Dificilmente conseguem espaço para suas idéias ou melhoria nos sistemas, então tudo vira um "troca a roda com o carro andando".

Em minha experiência tenho visto muitos gestores empenhados em "bater metas", mas o fazem como se não houvesse amanhã. Como se o atingimento dos objetivos fosse um fim em si mesmo, descartando uma visão mais realista, o que envolve naturalmente, pensar em longo prazo. Outro ponto polêmico é que muitos vivem falando de gestão do conhecimento, sem sequer ter uma idéia clara do significado deste modelo. Na vida real a coisa é bagunçada, os líderes estão enfronhados no operacional, as atividades atropelam a rotina e perde-se tempo precioso em retrabalhos e busca de informações.

Aliás, uma das principais queixas dos colaboradores é justamente a incoerência de suas rotinas e a falta de comunicação horizontal, o que reflete na sua produtividade. Por isso, a importância de uma gestão que possibilite alinhar o discurso com a prática, tendo em vista absorver o maior número de ocorrências que possam contribuir com o bom andamento dos trabalhos, dando-lhes uma correta resposta.

Para isto, nada melhor que reavivar uma prática antiga: ouvir e intervir. No primeiro caso, trata-se da postura comportamental do gestor em prestar atenção ao ruído ambiente e às sugestões dos colaboradores, decidindo-se pelas mais razoáveis. Mesmo que as chefias "não gostem" de reclamações, muitas das coisas que são realmente importantes acabam não chegando (ou chegam tarde demais) a quem decide, por que podem desagradar ao responsável. Assim, cabe ao líder desenvolver alto grau de empatia e canalizar estas informações e percepções para sua base positiva. Melhor ouvir e não gostar, do que ser pego desprevenido por causa do temor dos colaboradores em falar a verdade.

No segundo caso, o que conta é a capacidade analítica e situacional do gestor, que deve poder filtrar e tomar ações adequadas, segundo sua gravidade, urgência ou tendência. Mas, aqui existe o perigo do personalismo, derivado clássico do modelo tão brasileiro da autocracia. Devido à velocidade das mudanças e a enorme massa de informações a gerir, o conhecimento acaba transferido do sujeito para a ferramenta e, volta-se sempre à estaca zero. As coisas acontecendo de maneira inercial, levadas pelas circunstâncias.

Depois, vêm as reuniões de avaliação e novos planejamentos e palavras de ordem. Mas, a faxina básica no modus operandi, ninguém quer fazer. Afinal, quem conseguiu subir, não quer mais saber dos que estão no "operacional" e, muitos destes iluminados, também se esqueceram o som de sua voz, vivendo agora de palavras emprestadas, gestos calculados e promessas elisivas.

Como Diógenes, ficamos com a lanterna acesa, durante o dia, à procura de um líder de verdade...

 

Treinar com Medo de Perder Talentos?

* Por Professor Luís Sérgio Lico

Muitas empresas vivem um dilema: sentem que precisam treinar os colaboradores, mas temem a debandada dos profissionais após a capacitação, a maioria indo engrossar os diferenciais da concorrência. Isto joga um balde de água fria nas pretensões dos empresários e gestores de pessoas, uma vez que a empresa investe e, é claro, quer (e merece) ter o retorno em qualidade e produtividade. Este é um problema que tira o sono de muitas organizações.

 

Mas, e se eles forem embora, de qualquer jeito? Aliás, a questão é outra: qual é o custo de não fazer nada e perder-se internamente em inumeráveis gargalos e retrabalhos, diminuindo em muito a competitividade e causando danos, às vezes irreparáveis, a imagem corporativa? É preciso pesar bem o discurso do custo/benefício, para não incorrer em erros mais graves, pois o real problema é o cenário atual das relações de trabalho. Isto significa que as tradicionais abordagens já não funcionam, pois temos que lidar com outras expectativas e se quisermos ter a lealdade das pessoas, precisamos saber treinar, melhorar a contratação, e uma vez admitidos, saber fazer acordos e mapear bem o que realmente ocorre.

 

Em minha experiência de consultor vejo sérios entraves, que estão bem distantes do discurso simplista do não vale a pena investir em treinamento. Como instrutor, tenho acesso a informações que muitas vezes não chegam aos gestores (às vezes, porque eles não querem mesmo ouvir) e, baseado nestas histórias reais, relaciono os pontos principais do porque os "talentos" vão embora:

 

- Porque não sentem que terão futuro e já chegaram onde poderiam chegar

- A empresa tem um clima organizacional contaminado e difícil de mudar

- A remuneração não é compatível com as atividades e a média de mercado

- Não existe qualquer política de reconhecimento, somente metas e mais metas

- Os colaboradores não recebem feedback adequado, nem orientação coerente

- As ferramentas e processos são inadequados e não se pode falar sobre isso

- Lideranças não exercem seu papel e sobrecarregam a equipe inutilmente

- Falta capacitação técnica e comportamental. Sem falar de integração...

- Sobram noções equivocadas sobre o papel do "patrão" e do "empregado"

- Não estavam realmente comprometidos, era apenas um emprego

 

Como se vê, somente as duas últimas razões é que são diretamente derivadas da "falta de gratidão" ou falta de maturidade dos funcionários. Não digo que isto não aconteça, pois ocorre amiúde. Só que, muitas vezes o erro começa na contratação e na falta de uma sólida cultura organizacional, que dê embasamento à permanência, a despeito das dificuldades. Grupos e subgrupos sociais se formam nas empresas, mas os administradores, na maior parte do tempo somente se preocupam com os resultados analíticos, sem entender a sua cadeia de formação interna. Quer dizer, os resultados são atividade derivada de competências e vontade realizadora, se não houver disposição, adesão e comprometimento, nenhuma métrica ou planilha dará um jeito nas coisas

 

O que fica claro é que não é somente um problema de treinar pessoas e depois perdê-las, mas de como se elaborar um programa de educação continuada, pois está provado que assim se proporciona uma retenção de maior fôlego. Isto porque a maioria das empresas pensa em treinamento apenas como um remédio para ser aplicado em um setor doente ou para colaboradores desmotivados e em conflito. Contudo, ao se escavar as raízes do problema, o que temos é um intrincado panorama, aonde muitas vezes o tratamento vêm tarde demais. Deve-se pensar o treinamento como estratégia, não paliativo. Deve ser eficiente, dinâmico e estar presente na rotina da empresa, sendo pensado como fundamento de excelência.

 

Para resolver estas questões, temos que inovar na abordagem, ou seja: estabelecer contratos e acordos de desempenho, baseados em boas práticas. Veja alguns exemplos:

 

- O funcionário entrega resultados? Então treine, atualize seus conhecimentos, faça turmas in company e agregue valor discutindo a realidade da empresa com docentes sérios e cursos customizados. Estabeleça um cronograma anual de treinamentos e quais membros irão participar. Deixe clara a importância de estar nesta equipe que irá ser capacitada e elimine os colecionadores de certificados.

 

- O colaborador tem realmente potencial? Dê bônus por produtividade, treine, estimule a ambição de um cargo gerencial, proteja-o da maldade dos incompetentes e estabeleça prazos e etapas. Coloque-o no cronograma de treinamentos e após o curso, peça feedback e discuta o que aprendeu. Avalie sempre.

 

- Descobriu um talento? Segure-o: Pague a faculdade, o MBA, dê um carro (leasing) e faça um contrato de desempenho onde ele tenha que restituir o investimento, pro rata se ele sair dentro do prazo de carência. No mínimo você terá a projeção do tempo de estadia do profissional, porque ninguém em sã consciência deixaria uma empresa que paga seus estudos, principalmente se tiver que devolver resíduos. Este último item vale para todos os exemplos, está dentro da legalidade e funciona muito bem.

 

- Quer manter um gestor competente? Faça-o desenvolver multiplicadores, reconheça, treine e recicle, ofereça um plano de participação nos resultados, e se ele continuar a crescer, sempre entregando o que é pedido, promova ou proponha sociedade.

 

- Tem problemas entre colaboradores? Chame alguém especializado e faça workshops de integração e alinhamento. Recolha os dados e analise a situação. Proponha várias metas de curto prazo e acene com recompensas e mudanças reais. Faça a integração ser uma realidade e avalie o desempenho com base em valores e posturas. Se não adiantar, você já sabe o que fazer com os que ainda não deixaram cair a ficha.

 

Em resumo: as pessoas nem sempre sabem o que querem, mas tem a tendência de ficar em uma empresa que acene como seu crescimento e atualização, além da possibilidade de empreender mudanças nas suas rotinas e adequar processos. Naturalmente, é preciso diagnosticar e identificar os desníveis em relação ao que se deseja, estabelecendo planos de ação estruturados. Mas, cuidado! Muitas vezes, apenas contratar uma empresa "que vende cursos" não resolve, pois eles não estarão ligando para a realidade de sua organização. E curso de prateleira não serve para ninguém. Ao invés disso, procure saber se o especialista dará apoio pré e pós evento, além de checar suas qualificações acadêmicas e experiência no mercado.

 

Quem se dispõe a isto, treina e retém talentos.

 

Uma Onda de Liberdade

*Professor Luís Sérgio Lico

Uma onda de liberdade varre o oriente. As tradicionais estruturas oligárquicas que mantinham o povo árabe preso em uma época medieval estão caindo por terra. O povo, em sua ânsia de justiça, paz e melhorias de vida está tomado de um furor incontrolável. E, mesmo frente às balas dos assassinos não se deixa intimidar pelos asseclas da violência e exige espaço na organização política e social. Coragem e união estão fazendo a diferença frente ao anacronismo.

 

Talvez, isto não pudesse ocorrer antes. Os progressos das comunicações, em suas expressões modernas, tiveram um impacto enorme na mobilização das populações que sofrem há décadas com o despotismo e a corrupção. No entanto, a situação é perigosa, pois não se sabe ao certo onde termina uma ditadura e começa a democracia, este conceito ainda novo para os povos da África e Oriente. Tratei disto em um artigo sobre Schiller e agora, retomo o tema da liberdade, pois as analogias são imensas com os acontecimentos políticos atuais.

Algo se fez e isto nos destaca e dá esperança de luta contra as tiranias, sejam econômicas, políticas ou teológicas. Instâncias éticas são construídas sobre a mobilidade das ações humanas no mundo. Há uma harmonia intrínseca, ordenando os contrários. Nela floresce uma autonomia cuja essencialidade é atuar enquanto resistência: fundamento de liberdades. Já os perigos são identificados justamente pelo descompasso desta operação fenomenológica. São estrangeiros. A tradição é esta assinatura comum entre os significados. Na verdade, desenvolvemos sistemas de compensação para as ondas da vontade interpretativa, organizando-as num entorno comum.  Quando o liame se rompe, surge a revolta.

Tracemos um paralelo no tempo. Hoje quando se fala em ameaça, surgem espectros financeiros, desastres ecológicos, surtos de violência nos mercados ou mais um fanático anônimo a embarcar vestindo dinamite. Em épocas remotas, quando as palavras possuíam poderes designativos, a maior ameaça possível era ser injustiçado por um tirano opressor. Coerções daqueles que impediam vida honrada sobre os solos, e trilhas marcadas por pegadas ancestrais. O medo provinha do excesso causado pelo arbítrio de outrem, ao qual nosso direito estava subjugado. A meta: libertar-se! O segredo: força da identidade! O método: ação conjunta!

A vitória era possível, na revolução que se daria poeticamente, através do reclamo público, nas praças e sob a sombra das mesquitas. Eis o que une os árabes: a possibilidade de um discurso comum que reúna a soma de suas desigualdades e a miséria de suas vidas. O que há para perder, quando se vive em um inferno de coerção? Onde o governo determina até o tipo de corte de cabelo que devemos adotar? Parece que ao sair da idade das trevas, o trajeto é identitário.

Olhando pela janela dos aviões que cruzam continentes, desconfiados do sujeito ao lado, somos continuamente testados frente às burocracias e inutilidades da paranóia global. Sentimos, talvez, saudade de épocas em que a maior e melhor luta era em prol da liberdade, o triunfo mais sagrado, constituir a Justiça. Como hoje, desconhecíamos ao certo por que viver. Conquistaríamos este sentido ao tombar na refrega contra os sequazes da subserviência.

Neste resgate da dignidade árabe, não mais parece haver quem os impeça este reconhecimento. A memória, que sobrevive nas gentes é poderosa o suficiente para garantir o respeito na imortalidade, mesmo tombando na luta. Esta sensação difusa, que até então nos era apercebida como lenda, ou no máximo, ilusão retrospectiva, agora retoma fôlego.

 

Constatamos, hoje, que estamos ultrapassados e que as potências líderes não mais sabem o que fazer, tolhidos pelos imperativos econômicos estão inermes frente a esta vertiginosa velocidade de transformação. De tantos meios, perdemos as configurações do "mundo". De tudo se pode falar. Então perguntamos: - Aqui, onde todas as essencialidades foram banidas pela pesquisa arqueológica e até mesmo o aquecimento global é colocado em dúvida pelos novos centuriões céticos, caberia falar em universais? Talvez, ainda subsista sua forma prática e não ideal.

Deslocados continuamente em nossas características dentro dos domínios civilizados (e oferecendo horizontes apenas na concretização de todas as mortes possíveis do homem), como pensar que o outro não é o inimigo?  Nos últimos 100 anos de solidão, para quantas pessoas nos fizemos amigos?  Destes todos: Quem nos conhece, realmente? O conhecimento de si, também é área ignorada, que agora expõe suas contradições. E, assim, jantamos um prato grego perdido.

Temos escolhido mal ao deixar a bússola da humanidade ser operada apenas pela mão invisível das transações inconfessáveis. Mas agora que foi desprezado o mundo das idéias e descobrimos, ter juntamente lançado fora o mundo da realidade, o que fazer?  Fatídico nada, habitando neste espaço do fora, heterotopia rotineira, vizinhos de ninguém, cujo silêncio é insuspeito, como é possível que se lhe reconheça a face?  Há discretas esperanças, quando ressurge a tempestade e o ímpeto, a despeito de sua força incontrolável. Cuidemos, pois de direcioná-lo à liberdade.

Há algo soprando no vento, bem distante, talvez, mas é importante que ouçamos os versos claros desta canção de mudança!

 

Sua Carreira em 10 Etapas

*Professor Luís Sérgio Lico

Seja ao iniciar sua carreira ou durante seu transcurso, inúmeras situações ocorrem - boas e más. Existem decisões a tomar, lados a escolher, pessoas com as quais temos que lidar, surpresas a nos esperar e muito trabalho a fazer, nem sempre devidamente reconhecido ou apreciado. Sim! Podemos entregar resultados, cumprir prazos, sermos inovadores, ter "foco em objetivos" e nem por isso agradaremos. Muitas vezes, ao deixar claro a nossa competência o que mais arrumamos ao redor são adversários ressentidos com nosso desempenho. Um velho economista dizia que o brasileiro não perdoa o sucesso...

 

Por isso é importante o exercício da diplomacia e da postura relacional estratégica em todas as situações da nossa trajetória profissional. Não basta domínio técnico ou suar a camisa em incontáveis horas extras. É preciso destacar-se, mas sem que isto coloque em risco sua posição ou você seja visto como um bajulador que coloca a empresa acima de tudo na vida. Veja os exemplos abaixo e tome as rédeas de seu sucesso:

 

 

1. Desenvolva a Audição Seletiva

Muitos consultores dizem: saiba ouvir. Nada mais genérico e ineficaz. Quem ficar dez minutos na rádio-peão sabe o ilimitado de besteiras por milímetro quadrado de espaço. O mesmo vale para quem fica ouvindo o gerente ou diretor se gabar de sua infalibilidade. Desenvolva, ao contrário, uma audição seletiva, ou seja: compartilhe experiências que agreguem valor e absorva conhecimentos relevantes. Despreze o comentário fútil. Corte a fofoca e fique ligado na direção em que se move a liderança, empresa, mercados, clientes. Invista seu tempo em ouvir e assimilar novos conhecimentos e, é claro, refletir no que ouve.

2. Aprimore seu Trabalho em Equipe

A velocidade das mudanças joga muita coisa por terra, deixando outras para trás. Há pouco tempo para análise e correção de erros na maioria das situações da rotina. A melhor maneira obter eficiência é ser proativo e estabelecer comunidades internas que dêem conta dos pepinos em tempo real.  Embora seja lindo, dizer que você faz a "sua parte" já não é mais suficiente para o cliente e menos ainda para o gestor. Além disso, a união permite estabelecer alianças e oferece mais soluções para a empresa.

3. Recicle Conhecimentos e Atualize suas Técnicas

Hoje em dia, todo o conhecimento que puder acumular ainda será pouco. Pela primeira vez na história, produzimos mais informação que somos capazes de absorver. Angústias à parte é fundamental estar em dia com o que acontece no seu mercado de atuação, presente ou futuro. As universidades perderam o trem da história e o tempo acadêmico é diferente do tempo corporativo. Você pode estar obsoleto ao sair da graduação. Assim, esforce-se e, faça (bons) cursos, leia sobre o assunto e informe-se bem.

4. Relacionamentos em Rede

O chamado "networking", nada mais é do que um anglicismo para traduzir a manutenção de uma rede de relacionamentos ativa que pode fazer a diferença para qualquer profissional. A maioria das oportunidades de emprego ou negócio não se dá pela propaganda, mas pela indicação. Ninguém vai ao Google para arrumar alguém de confiança para gerir um departamento ou empresa. Ninguém é uma ilha. Nem dentro da empresa, nem fora dela. Saiba armazenar possibilidades: Relacione-se bem e suba rápido na vida.

 

 

5. Busque Resultados de Longo Prazo

A correria desenfreada do mundo corporativo esconde uma série de acidentes e prejuízos de alta monta. Seja ágil e eficiente, mas para a sua carreira, o que é imediato não funciona (Sorry, Geração Y). Ela é solidificada com o passar do tempo e acúmulo precioso de experiência. Aproveite as chances, mas avalie bem as conseqüências. Uma chefia pode significar um colapso nervoso, se você não estiver preparado. Enquanto que mais tempo na mesma posição pode fazer você aprender mais, e até pensar se não é o caso de mudar de endereço profissional. Além disso, ninguém sabe o amanhã. Coisas que você odiou fazer a dez anos atrás podem fazer a diferença hoje. Pese bem as coisas e então tente um movimento neste xadrez.

6. Mantenha suas Discretas Esperanças

Mesmo para quem não conhece filosofia, deve aprender a ver através do nevoeiro. Mesmo que seu ambiente seja punk (quer dizer, no future) e, de quebra tenha que de trabalhar com pessoas amargas, que reclamem de tudo e todos, busque perspectivas.  Use a sabedoria e contenha-se, afinal dentro dos problemas se escondem as oportunidades de aprendizado. Por pior que seja uma situação, no mínimo você acumula algumas milhas de resistência à pressão e aprende a gerir conflitos, e administrar expectativas. Isto é um super diferencial em outras empresas, pelas quais você ainda vai passar.

7. Cultive a Tolerância e Resiliência

Isto não são conceitos da "nova era". É um fator pragmático e que levará você longe, no mínimo teremos mais uma pessoa decente num mundo que parece ter perdido seus valores. Ninguém é igual a ninguém e não faz as coisas como você faz. Os profissionais de excelência são aqueles que aprendem isso o quanto antes. Adaptar-se às mudanças e compreender a diversidade é fator de destaque nas organizações.

8. Não abra Mão de sua Vida Pessoal

Manter o foco na carreira não significa abrir mão de sua vida pessoal. Aliás, é um contra senso, pois a riqueza que é possível agregar à sua trajetória profissional está em grande parte ligada à qualidade de vida. Os antigos romanos distinguiam entre o ócio e o negócio, quer dizer, retiravam-se, de tempos em tempos para recuperar as baterias e voltar com maior produtividade e idéias novas. Não é possível manter a motivação e o desempenho se você está à beira de um ataque de nervos. Desenvolva o cuidado de si.

9. Faça Sempre Bem feito

O prazer de trabalhar reflete-se diretamente na qualidade e produtividade. Ninguém consegue ser bem sucedido em nada que não goste. Assim, desenvolva um olhar diferenciado para suas atividades mais rotineiras. Quando alguém consegue superar a si mesmo e descobrir coisas agradáveis no trabalho, está a um passo de estabelecer uma relação de longo curso. Mas, se não conseguir encontrar esta condição, mesmo tentando muito, talvez esteja na hora de repensar seus conceitos. O que você gosta de fazer e faz bem? Não fique aí parado, vá à busca daquilo que você faz melhor do que os outros e seja feliz.

10. Sempre Alerta

As modernas organizações estão sempre em busca de profissionais aos quais possam delegar tarefas complexas e obter resultados consistentes, em prazos razoáveis. Esteja sempre preparado para receber bem as delegações e demandas, mesmo que não façam parte de sua função. Uma das coisas mais detestáveis para uma empresa é ter que ouvir de seus funcionários que "não é minha função" ou que "não sou pago para fazer isto". Se você quiser crescer, deve mostrar para o que veio. Naturalmente, isto não significa deixar-se explorar, mas sim, dizer que está pronto para desafios.

 

Naturalmente, esta não é uma relação completa do que você pode e deve fazer para melhorar sua carreira, mas já é um bom indício de maturidade pessoal e profissional, se conseguir progressos nesse sentido. O mundo corporativo não tem uma lógica definida, e muitas vezes o tiro sai pela culatra. Tenha em mente, contudo, que uma hora você irá se deparar com alguma situação onde estas competências estejam sendo avaliadas e, se você fizer a lição de casa direitinho, suas chances serão as mais promissoras.

 

Preparação para empreender!

*(Sérgio Dal Sasso, consultor, escritor e palestrante. Palestras empreendedorismo para carreiras, profissões, empresas e instituições públicas. Portal: www.sergiodalsasso.com.br)

O melhor da vida é poder dormir quando o sono vem, garantindo que as entradas de sonhos bons possam estimular as possibilidades e interesses da própria evolução. Na contra partida para se conquistar um sentimento de paz e felicidade devemos enfrentar o mundo da forma como ele realmente se apresenta pensando sempre que as oportunidades existem, mas que se formam diante das dificuldades que os outros encontram para resolvê-las.

Carreiras, sucesso e negócios são apetites necessários aos que pretendem usufruir plenamente ao que a vida e suas 24 horas diárias possam ofertar para adições de desejos e realizações. Talvez a única coisa comum entre os seres humanos é carga horária disponível a todos. Dos que a sabem usar escuta-se que o dia está curto ou que está passando muito rápido, dos outros um desejo de que o tempo passe rápido diante da vontade de fuga por um esconder das coisas que não andam bem. Na verdade nossa competição é pessoal e vem, resumidamente, da forma do como vencemos barreiras para o equilíbrio pela qualificação do dia a dia, e por sentimento diário de poder ter conquistado pelo dever cumprido, isso estendido a profissão e a vida pessoal.

Toda receita de bolo é simples, mas estão no despertar dos interesses os fatores que farão com que os resultados possam surgir contribuindo para que os estímulos sigam pelos caminhos do avançar. Assim no mundo competitivo o que se espera de cada um de nos é que realmente sejamos pessoas interessantes, apoiadas pelas construções de novidades e sustentação de "feedbacks" favoráveis. Para estarmos no grupo dos interessantes devemos atentar no fortalecimento da comunicação e da negociação, pois é nesse esforço pelo expositivo que nos destacaremos para que a capacitação do conhecer das coisas seja transferível, criando vínculos pelo reconhecimento das nossas competências.

Lembremos sempre que o nosso dia útil é sempre recheado por uma maioria de obrigações e que estas demandam de fatos para se fazer o dia, que exigem a revisão dos anteriores, garantindo em possibilidades a construção e solidez do amanhã.  Nesse sentido, qualquer que seja sua função e pretensão deve-se atentar que o seu dia, mesmo que sempre possa estar nascendo de boas intenções e desejos, seja incluindo por uma prévia de um bom planejamento, para que sua visão estratégica tenha formas, organização e disciplina, itens facilitadores e quase que indispensáveis às garantias de que seu lado tático esteja próximo do cumprimento do que se pensou em fazer.

"O empreender é poder se realizar bem, quando do evoluir das capacidades e competências pelas decisões"

www.sergiodalsasso.com.br

falecom@sergiodalsasso.com.br


 

HÁ TIÊ-SANGUE NA SUA EMPRESA?

* Por Floriano Serra

Há poucos dias, li um artigo que falava de um pássaro chamado "tiê-sangue", (também conhecido como "tiê-fogo" ou "sangue-de-boi") encontrado em áreas desmatadas e restingas, da Paraíba até Santa Catarina, principalmente no litoral. O vermelho-vivo é a cor dominante de sua linda plumagem - daí o nome. Por sua beleza, é muito perseguido pelos criadores. Acontece que, quando em cativeiro, o tié-sangue perde sua beleza, suas cores se desbotam - o vermelho se torna alaranjado - e é comum que em pouco tempo morra de estresse. Ou seja, ele só brilha se em liberdade.

Numa época em que se fala tanto em "bullying" e "burnout", não resisti à tentação de fazer uma analogia entre as características daquele pássaro e o clima interno de algumas empresas.

Através de e-mails que recebo e de depoimentos que ouço durante minhas palestras, fico sabendo que, a pretexto de manter a disciplina e a autoridade, alguns gestores, com ou sem conhecimento da sua organização, continuam distorcendo o uso do chamado "poder", transformando o local de trabalho em verdadeiros cativeiros emocionais para os funcionários, tirando o brilho deles e, pior, gerando situações de constrangimento e de estresse.

Ter liberdade de expressão, de movimentação e de relacionamento é um direito de qualquer pessoa que viva numa democracia e, no caso das empresas, é um direito de todo profissional, desde que essas manifestações não comprometam seu desempenho.

Conforme reconhecimento do mundo inteiro, o brasileiro é naturalmente alegre, criativo, comunicativo e afetuoso, em qualquer contexto. E é essa energia, essa motivação pela vida, pela expressividade e pelo envolvimento com as pessoas, que o torna tão positivamente diferenciado.

Proibir ao profissional a livre manifestação dessas características equivale a tirar sua liberdade, sua iniciativa e, por fim, seu tônus vital - como ocorre com o tiê-sangue engaiolado. Principalmente se essa proibição vem acompanhada com a ameaça - explícita ou velada - de demissão sumária.

Já foi suficientemente afirmado e comprovado que não é a liberdade de ação e expressão de uma equipe que põem em risco a estabilidade e a eficiência de qualquer liderança. Pelo contrário, não há como obter a lealdade, o entusiasmo, o esforço e o comprometimento dos colaboradores - o que se reflete imediatamente na produtividade e na qualidade dos produtos e serviços - sem que se dê aos mesmos condições dignas e éticas de vida e de trabalho.

O trabalho não precisa ser necessariamente um peso, um sacrifício, ao qual se vai todo dia com medo, tristeza ou raiva. Ele pode ser uma fonte de satisfação e de realização, desde que os profissionais não se sintam em cativeiros simbólicos, sob contínuos constrangimentos, excessiva pressão ou permanente risco de punições.

Se puderem ser livres, ter sua auto-estima preservada e se mostrar como de fato são, sem a obrigação de reprimir sua espontaneidade para agradar gestores, eles revelarão toda sua capacidade produtiva e todos os seus talentos - da mesma forma que faz o tiê-sangue quando em liberdade.

 

Floriano Serra é psicólogo, palestrante e docente de seminários comportamentais. É diretor-executivo da SOMMA4 Gestão de Pessoas, autor de vários livros e inúmeros artigos sobre o comportamento humano no trabalho. Ex-diretor de RH de empresas nacionais e multinacionais.
 

Evite o negativo...

As pessoas, quando expostas continuamente a algo negativo, começam a aceitar os pensamentos que as depreciam e diminuem. Também passam a sofrer as conseqüências da auto-estima baixa. Com o tempo, o diálogo interno, ou seja, aquela voz que fica conversando conosco o dia inteiro torna-se também negativa.

 

A exposição regular ao diálogo interno negativo, assim como a exposição prolongada ao sol, pode com o tempo matar uma pessoa sem que ela perceba. A razão é o fato de ela ter criado para si um ambiente interno altamente tóxico.

Se um amigo negativo está levando você literalmente para o buraco. Você tem três opções:

  • Continuar o relacionamento e sofrer as conseqüências.
  • Tentar mudar o pensamento dele.
  • Separar ou pelo menos reduzir a sua exposição à sua influência.

Como dizia Lee Iacocca, ex-presidente da Chrysler "o sucesso não vem do que você conhece, mas de quem você conhece". Tome uma decisão de escolher cuidadosamente aqueles que o rodeiam. A escolha dos amigos é uma das mais importantes entre todas as estratégias de sucesso.

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Neuromarketing...

* Professor Menegatti

Em suas pesquisas, os neuromarqueteiros utilizam os aparelhos que fornecem imagens do cérebro, para saber que áreas são ativadas quando a pessoa é exposta a marcas, produtos ou imagens. Dessa forma, ao detectarem as emoções, podem direcionar melhor campanhas publicitárias, ou seja, entramos literalmente na mente do consumidor.

Como?

Através de tecnologias já existentes dá para saber se o cliente aprova ou rejeita determinado produto ou marca e, mais importante, por quê. As experiências ocorrem da seguinte forma: enquanto o voluntário permanece em uma máquina de ressonância magnética funcional, os pesquisadores lhe apresentam fotos ou videoclipes. Dependendo da área cerebral mais ativada pelo fluxo sanguíneo, conclui-se que tipo de reação o estímulo causa.

As novas tecnologias permitiram descobrir que o cérebro evolui até a maturidade. Com a ressonância magnética funcional, os neurocientistas verificaram que 95% do volume do cérebro é alcançado até os 5 anos. Os outros 5% são formados até os 35 anos. Por isso que os advogados recomendam que ninguém faça o próprio testamento antes dessa idade.

Grandes estúdios de cinema testam a receptividade do espectador a trailers de filmes. Outra pesquisa revelou reações de consumidores aos refrigerantes Pepsi e Coca-Cola. As imagens mostraram uma maior preferência cerebral pelo sabor da Pepsi. Mas por que, então, a Coca-Cola vende mais? Porque a marca estimula mais as áreas do cérebro ligadas aos atos de vontade. Ou seja, seu logotipo é mais poderoso que o da Pepsi.


 

 
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