Qua, 24 de Novembro de 2010 20:00
*Por Gilberto Wiesel
Você, empresário, já começou a se planejar para 2011? Então, prepare-se: a expectativa das empresas brasileiras é de aumento nos investimentos para o próximo ano. Uma pesquisa, divulgada recentemente, da Câmara Americana de Comércio (Amcham) e do Ibope Inteligência com 500 organizações revelou esse crescimento. De acordo com o estudo, os maiores investimentos não serão em infraestrutura, e sim contratações, benefícios, capacitação e treinamento, o que devem representar 7% a mais que os 40% aplicados em 2010.
O principal motivo para investir em novos profissionais se deve ao fato de que os "clientes internos" são tão importantes quanto os consumidores. Então, como dar a atenção necessária aos trabalhadores e construir um relacionamento sólido? O que fazer para formar uma equipe vitoriosa? Antes de tudo, é fundamental conhecer as principais características das pessoas com quem trabalha, além de considerar cada funcionário como peça-chave para o bom desempenho de sua empresa. Isso proporciona maior conexão entre os profissionais, que passam a entender o quanto são essenciais dentro da companhia.
Uma das ações que tende a fortalecer esse contato mais próximo é o diálogo dinâmico e interativo, no qual a colaboração em ideias, projetos e tarefas da organização ocorre de ambas as partes. Essa relação pode ser ampliada por meio de técnicas que vêm obtendo sucesso nas empresas. Um exemplo é a Redecard, que incluiu o entretenimento no espaço profissional para integrar os funcionários. Desta forma, proporcionar mais interatividade entre os profissionais por meio de jogos e exercícios tende a ser uma forma eficaz de desenvolver o trabalho em equipe e aspectos importantes, como competitividade e liderança.
Mais um aspecto que deve ser levado em conta é a comunicação eficiente entre os dirigentes da empresa e seus funcionários. Isso significa informar sobre projetos e mudanças de forma a manter todos os profissionais atualizados em relação a alterações nos serviços. Tal ação evita situações incômodas, como por exemplo, clientes que ligam para saber sobre determinadas modificações e se deparam com a falta de informação e conhecimento dos colaboradores. Criar essa comunicação coletiva, da qual todos participam efetivamente e recebem atualizações acerca de novas direções para a empresa, é um bom modo de cultivar o espírito de equipe.
Outra atitude que tende a desenvolver um relacionamento fiel com os "clientes internos" é a inserção, no ambiente de trabalho, de ginástica laboral e outras atividades, como yoga e alongamento. Essas práticas, além de auxiliarem no desenvolvimento de uma vida saudável, melhoram a autoestima dos colaboradores, que podem desempenhar suas tarefas de maneira mais proveitosa. O ganho é duplo: ao passo que os profissionais trabalham mais motivados, a empresa consegue elevar sua produtividade.
O fato é que cada um desempenha determinado papel fundamental nas atividades produtivas. E a soma dessas funções, de forma integrada, gera um trabalho em equipe eficaz. Manter a relação sólida com esses clientes é exatamente uma das chaves para o sucesso. Não basta investir em mão de obra qualificada, o essencial é aproximar-se dos funcionários e desenvolver o verdadeiro trabalho coletivo, já que a organização depende dos clientes internos e vice-versa. Unidos, o objetivo torna-se comum: o crescimento e o bom desempenho da empresa. Portanto, aproxime-se desses clientes! Integre sua equipe e se entregue a ela, afinal uma só andorinha não faz o verão.
Mensagem: Um período de turbulência é muito perigoso, mas o maior perigo é a tentação de negar a realidade. Peter Drucker
Atenciosamente,
Website Gilberto Wiesel.
www.gilbertowiesel.com.br
Qua, 24 de Novembro de 2010 19:57
Difícil não é alcançar a liderança, mas permanecer no topo
*Por Tom Coelho
"Lidere, siga ou saia do caminho." (Ted Turner) A cada dois anos, o mês de outubro é marcado em nosso país pela ocorrência de eleições. Já dentro dos muros das empresas, as eleições não têm data agendada. Elas acontecem constantemente, em campanhas não declaradas de candidatos a cargos hierarquicamente mais elevados. Chefes que querem se tornar supervisores, que desejam assumir gerências, que sonham com diretorias, que pensam estar preparados para a presidência da companhia. Acredite, seu cargo pode, neste momento, estar sendo alvejado por terceiros, provenientes do seio da empresa ou de fora dela. Afinal, toda liderança é situacional e transitória. É da natureza humana postular sempre o "mais". Se você tem um carro popular, trabalha para adquirir um mais completo. Se reside em um imóvel alugado, quer comprar sua casa própria. Se ocupa um cargo operacional, tenciona uma posição estratégica e de maior remuneração. Analogamente, as empresas esperam maior participação de mercado (market share), maior reputação de marca (share of mind), maior lucratividade e rentabilidade (Ebitda). Assim, para potencializar os resultados, acredita-se que o caminho ideal seja promover mudanças. Neste caso, invariavelmente o atalho é trocar a liderança. Uma pesquisa sobre os motivos das demissões, realizada em maio de 2000 pela H2R e Right Management, a pedido da revista Você S/A, apontou que 61% dos profissionais acreditavam que poderiam perder seus empregos por problemas de atualização, conhecimento e habilidade técnica ou por falta de experiência. Entretanto, 87% das organizações declararam, naquela ocasião, demitir profissionais por causa de suas atitudes, temperamento, falta de garra ou por problemas de relacionamento interpessoal. Em junho de 2007 pesquisa similar voltou a ser realizada. Desta vez, apenas 32% das organizações informaram demitir profissionais devido às suas atitudes; porém, 29% apontaram como principal motivo os resultados gerenciais não alcançados. De fato, o nome do jogo é "fazer acontecer". Quando um time de futebol não vai bem, o técnico é demitido e não todo o elenco. Se em uma sala de aula o rendimento da maioria dos alunos em uma disciplina é insatisfatório, o professor é modificado. Quando cai o número de fiéis em uma igreja, o pastor é substituído. Se a empresa não atinge suas metas, são os líderes que pagam o pato! A esta altura, você deve estar se questionando sobre o que deve ser feito para defender sua posição. A resposta está em reinventar-se. Seu maior risco é a acomodação. Acreditar que o bom é suficiente onde o ótimo é esperado. Contentar-se com o azul da última linha do balanço, quando a expectativa era cravar indicadores com dois dígitos. O segredo do sucesso está em demonstrar real interesse pelas pessoas, descobrindo o valor e potencial individual de cada membro de sua equipe, inspirando-os e despertando-lhes a vontade de fazer, e não de cumprir ordens. Abraham Shashamovitz, ex-vice presidente da Nextel, dizia que para gerenciar uma organização você utiliza os músculos e a razão, mas para liderar de verdade deve usar também o coração. O mais difícil não é alcançar a liderança. É permanecer no topo. O alto da montanha é de acesso restrito, normalmente de trajeto íngreme, repleto de armadilhas e emboscadas. Mas lembre-se: nunca há lugar para sentar! * Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 15 países. É autor de "Sete Vidas - Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional", pela Editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br e www.setevidas.com.br.
Qua, 24 de Novembro de 2010 19:52
Mudar... Essa palavra está cada vez mais presente. Ser flexível, passível de mudança, é cada vez mais uma característica exigida com um alto valor para a conquista do tão sonhado emprego.
*Por Edson Fernando Moser
Compartilhar Denunciar Spam Imprimir Mas mudar é muito difícil. As pessoas REALMENTE mudam apenas quando passam por experiências que causam trauma. Portanto, todo processo de mudança é traumático. Como então ser este funcionário ideal (flexível, adaptado as mudanças), cada vez mais valorizado e procurado pelas empresas, sem passar por experiências traumáticas?
Existem cinco palavras que são a chave para que este processo de mudança ocorra efetivamente: ATITUDE, TEMPO, DIFICULDADE, FOCO e MANUTENÇÃO.
• ATITUDE: "Eu quero mudar, mas não sei se consigo... não sei como fazer..." A mudança vem de você querer e fazer. Ninguém pode lhe dizer como você deve mudar e o que "se tornar". É você que deve tomar "as rédeas" do seu destino e fazer a mudança que você quer ver acontecer... "SEJA A MUDANÇA QUE VOCÊ QUER VER NO MUNDO" Mahatma Gandhi
• TEMPO: "Amanhã vou mudar, quando acordar serei outra pessoa..." Grande ilusão. Ninguém muda da noite pro dia. Se fosse assim essa característica perderia seu valor. Toda mudança demanda tempo, muito tempo. Nunca subestime o tempo que você vai levar pra mudar. Se você quer mudar em um ano, pode ter certeza que você vai levar muito mais tempo. Não apresse o seu futuro... "DÊ TEMPO AO TEMPO".
• DIFICULDADE: "É muito difícil mudar, eu não vou conseguir, vou desistir..." Se fosse fácil ninguém desistia. Toda grande vitória só é grande pelas barreiras que passou, não pelo que conseguiu. Com certeza você passará por dificuldades, e pensará em desistir. Encare as barreiras que aparecerem não como problemas, mas como oportunidade de aprendizado, experiência... "O SUCESSO VEM ANTES DO TRABALHO APENAS NOS DICIONÀRIOS" Albert Ainstein.
• FOCO: "Quanto mais passa o tempo, mais coisas novas surgem, acho que vou deixar de lado um pouco isso..." Num mundo cada vez mais globalizado, o que não falta são oportunidades aparecendo. Focar nas prioridades é um grande passo. Estabeleça, atribua valores ao que você quer para que quando algo novo surgir, você possa descartar algo não tão importante. Foque em poucas coisas, não tente "abraçar o mundo"... "MAIS VALE UM PASSARINHO NA MÃO DO QUE DOIS VOANDO..."
• MANUTENÇÃO: "Estive tão perto, até consegui chegar onde queria, mas tive uma 'recaída'..." O mais difícil não é chegar ao topo, conquistar o objetivo. É manter-se lá. Afinal, nesta hora não temos algo como referencia para buscar, pois chegamos a um "limite físico" da nossa capacidade. Nesta hora precisamos romper limites para nos mantermos por um bom tempo por lá, no lugar que tanto se buscou e batalhou... "DEPOIS QUE SE CHEGA AO TOPO DE UMA MONTANHA, O NORMAL È COMEÇAR A DESCER, MAS OS MAIS PREPARADOS FICAM CONTEMPLANDO A BELEZA DO LUGAR..." Vitor Negrete
Vale ressaltar que podemos mudar apenas a forma que pensamos, nossas atitudes. Nunca conseguiremos mudar nossa essência. Aquelas características que herdamos de nossos pais não mudamos, somente se passarmos por um GRANDE trauma. O nosso "eu" verdadeiro, aquele que "entrega" de quem descendemos, não se muda. Afinal, "FILHO DE PEIXE, PEIXINHO É" mesmo quando aprende a viver fora da água, continua sendo PEIXINHO...
Qua, 24 de Novembro de 2010 19:48
*Por Jack DelaVega
No caminho para casa a angústia já apertava o peito de Marcos. Costumava dizer que o pior sentimento que se pode sentir por alguém é pena, pois, pena se sente quando nada pode ser feito, quando se está impotente. Hoje, sentia pena de si mesmo. Entrou em casa silencioso. Deu um beijo na esposa mas não a encarou muito. A filha de três anos e meio brincava na sala: - Oi Papai, brinca comigo? - Oi filhota, agora não que o papai vai tomar um banho. Beijou-a na testa e subiu para o quarto.
Passou pela adega, que ficava embaixo da escada, e lembrou do seu troféu. O Bordeaux 96 estava lá, esperando, impaciente. Infelizmente, não seria hoje o dia dele. Marcos havia guardado aquele vinho para uma data muito especial, uma data que almejava há vários anos. No quarto ficou sentado por alguns minutos na cama sem saber o que fazer. Queria tomar um banho, apagar aquele dia com água quente. Mas para chegar ao chuveiro teria que passar pelo espelho do banheiro e não queria encarar o fracassado do outro lado.
Para alguém que planejou a vida profissional milimetricamente, Marcos era o que se podia chamar de um sujeito bem sucedido. Promoções e prestígio, tudo resultado de trabalho duro e abstinação. Nos últimos anos estava lutando pelo último degrau dessa escalada, a cadeira de presidente. O processo foi desgastante, mas será que poderia ser diferente? Há três anos havia sido informado que estava na lista dos cinco finalistas. Um ano depois, faltando mais dois ainda para a sucessão ocorrer, a lista se reduzia novamente, dessa vez para três nomes. E ele ainda estava no páreo. Cada um desses rounds era pautado por maiores desafios e superação. Nesse tempo foi expatriado para o Chile, responsável pela operação lá. Depois disso, de volta ao Brasil para coordenar uma nova divisão, tudo em um processo de avaliação constante, de deixar o Aprendiz no chinelo. No último ano restaram só dois, Marcos e seu concorrente. E o veredito saiu hoje.
Debaixo do chuveiro água fervia suas costas, mas podia ser mais quente. Queria cozinhar os pensamentos que o assolavam, queimar as palavras do chefe lhe dando a notícia: - Marcos, sinto muito, mas você não foi o escolhido.
Por mais que confiasse no chefe, por mais que o respeitasse, isso era demais para ele. Simplesmente fechou os ouvidos para o resto da conversa. Amanhã ele e escutaria o feedback, mas hoje só queria esquecer. Quanto trabalho, quanto esforço, quanta vida em vão. Desceu as escadas pior do que subiu. Foi quando encontrou a esposa ao telefone, com as lágrimas escorrendo pelo rosto: - A Paulinha acabou de falecer. A amiguinha da sua filha de quatro anos lutava com uma leucemia a seis meses, apesar das perspectivas positivas o quadro regrediu drásticamente nos últimos dias e ela não resistiu. Marcos sentou atônito, olhou para filha brincando e com os olhos cheios d'água foi à adega e abriu o seu Bordeaux.
Jack DelaVega
Qua, 24 de Novembro de 2010 19:41
*Por Evaldo Costa
A grande maioria das pessoas que trabalha com vendas deseja saber como agir para vender mais e ser bem sucedido na profissão. Pelo menos é a pergunta que mais ouço em meus eventos. Eu diria que o primeiro passo para ser bem sucedido em vendas é atrair para próximo de si pessoas de boa energia, que sejam otimistas e que tenham atitudes de vencedor e, ao mesmo tempo, afastar-se daquele tipo de gente "seca pimenteira", que só sabe falar de problemas e da vida alheia. Afinal de contas, os vencedores falam sempre de projetos e os derrotados da vida dos outros. Infelizmente, há muita gente negativa, que nunca deveria trabalhar em vendas, mas que são atraidas para a profissão por pensar que poderá ganhar dinheiro sem muito esforço ou técnica. Elas são como as tempestades, que não duram muito, mas deixam um enorme rastro de destruição por onde passam. Para não ser arrastado pela força destruidora dos pessimistas, que só sabem reclamar da vida, salário, empresa, governo e que não vê a felicidade, mesmo que ela esteja a um palmo de seu nariz, você pode adotar as seguintes técnicas: • # 1: Evite usar frases negativas como: "é impossível", ou "Isso não vai funcionar", "eu não vou conseguir", em vez disso, adote colocações como: "isso pode ser um bom desafio" ou "vamos precisar de algumas alternativas", "vou encontrar uma boa maneira de fazer isso funcionar". Faça como os vencedores: foque nas oportunidades, acredite sempre no sucesso e fique antenado aos bons ensinamentos, a exemplo do que enfatizava Charles Chaplin: "A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos". • # 2: Pare de perguntar o que a profissão pode fazer por você e descubra o que você pode fazer para se tornar o melhor vendedor de todos os tempos. Daí, o primeiro passo é concentrar-se nas suas possibilidades e parar de reclamar de coisas sobre as quais você não tem controle, tais como: a economia, empresa, clientes etc. Priorizando o que você pode mudar e realizar, pela sua empresa, seus clientes, fornecedores, parceiros e por si mesmo, você conquistará o sucesso mais rápido do que espera; • # 3: Não fique muito tempo diante da televisão, ao invés disso, leia bons livros, ouça boas mensagens que o ajude a viver melhor. Pare de reclamar de seus problemas pessoais, dos outros, da falta de dinheiro e pense na dádiva da vida que Deus lhe deu, na família, nos amigos, no alimento de cada dia, no lar que construiu etc. Use a sua energia para se manter na "pista" e em alto astral. • # 4: Oscile sempre. A vida ensina que a mudança é necessária e o sucesso é opcional. Quem não mudar por vontade própria, será mudado pelas circuntâncias da vida. Aquele que consegue mudar voluntariamente colhe os frutos frescos da nova vida. É como nos ensina Fernando Pessoa: "Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos". • # 5: Ajude a vida a lhe ajudar. Muita gente acha que vai subir na vida evitando a vitória do próximo. É justamente o contrário: o primeiro degrau na escalada para o suceso, já dizia o mestre Zig Ziglar, "consiste em ajudar as pessoas a conseguirem o que mais desejam". Os maus hábitos, os pensamentos negativos e a falta de atitude são como furos no cano que transporta água para o reservatório de sua casa: quanto mais bombear mais água será desperdiçada. Diante do exemplo, o derrotado lamentará a perda e sentir-se-á impotente para suplantá-la, já o vencedor tapará os buracos e seguirá sua jornada para o sucesso. Pense nisso e ótima semana, Evaldo Costa Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil Escritor, consultor, conferencista e professor Site: www.evaldocosta.com Blog: http://evaldocosta.blogspot.com E-mail: evaldocosta@evaldocosta.com
Qua, 24 de Novembro de 2010 19:33
*Por Paulo Araújo
Meu primeiro chefe costumava dizer que os dias ficam mais cinzentos quando estamos cheios de problemas. Mas afinal o que é um problema? E todo problema é ruim?
Na vida e na carreira não tem como fugir dos problemas. Eles estão por toda a parte, perseguindo e até mesmo o fato de não ter um problema, posso garantir que já é um problema.
Nossa relação com os problemas começam cedo. Quando crianças temos problemas demais em montar brinquedos difíceis ou em conseguir comida na hora da fome. De pois chega a vida escolar e começamos a ter problemas com notas, provas, lições esquecidas, bagunça na sala e descobrimos que matemática se aprende como? Resolvendo problemas!
Mas é injusto culpar os problemas por todas as mazelas e como é praticamente impossível livrar-se deles melhor é tentar conviver e a aprender com os fatos problemáticos da nossa vida.
A primeira coisa a fazer e assim mudar sua perspectiva é separar os problemas em duas categorias:
1. Problemas que não agregam valor, e;
2. Problemas que agregam valor.
Simples assim!
Os problemas que não agregam valor são aqueles que de uma forma ou outra poderiam ser evitados. O carro quebrou? Pergunte: a revisão estava em dia? A apresentação com o cliente foi péssima? Pergunte: Eu estava preparado? Eu tenho certeza que para a maioria dos problemas que não agregam valor um dos motivos para ter acontecido em 99% das vezes é sempre o mesmo: falta de tempo. E falta de tempo está relacionado diretamente com o que você considera prioritário na sua vida. Para reduzir drasticamente os problemas que não agregam valor você precisa rever suas prioridades de vida e não querer ter tudo ao mesmo tempo. Problemas que não agregam valor só geram passivos, nos fazem perder dinheiro e tempo, resultando tudo isso em mais... Isso mesmo: problemas!
Os problemas que agregam valor são aqueles que surgem devido a ações que o levam a um círculo virtuoso. Estudar muito e falar inglês fluentemente leva a novas propostas de emprego. Trocar de emprego é um problema? Sim, mas neste caso um problema bom. A empresa acertar em cheio no lançamento de um produto e se as vendas superarem as expectativas é muito melhor do que não vender nada e ficar com todo o estoque encalhado. Problemas que agregam valor têm como característica trazer satisfação a quem os criou, seja ela profissional, pessoal, espiritual ou financeira. Esse tipo de problema traz novos desafios, aprendizado, mas cuidado para não transformar um problema que agrega valor em um que não agrega valor.
O problema maior dos problemas é que as pessoas enx ergam todos como pesos, dificuldades e não separam os que agregam dos que não agregam valor e assim por preguiça, falta de tempo, visão e foco passam a vida resolvendo em grande parte só os problemas que não agregam valor. E isso cansa demais!
Classifique já os problemas da sua vida e perceba para quais deles você deve demandar mais tempo e esforço em suas soluções, priorize e prepara-se para criar mais problemas que agregam do que não agregam. E simples assim, complicando o mínimo possível seus dias cinzentos que passarão a ser mais ensolarados com um belo céu azul. Isso é um problema? Só para quem não gosta da cor azul ou vive acinzentando a própria vida.
Paulo Araújo Conteúdo, interação e bom humor em suas palestras! Conheça seus livros, artigos, palestras e clientes no site www.pauloaraujo.com.br Entre em contato e peça uma proposta de palestra pelo telefone (41) 3267 6761 - Curitiba - PR ou pelo e-mail contato@pauloaraujo.com.br
Ter, 23 de Novembro de 2010 18:59
*Por Floriano Serra
Se há alguém no mundo com todos os motivos para estar sempre ocupado e apressado, certamente seria Deus, pela quantidade de pessoas que recorre a Ele, todos os dias e a todo instante, pelos mais variados motivos. Desde gente que pede para ganhar na mega-sena, até aqueles que pedem para que tal candidato ser eleito, para chover, para fazer sol, para sair aquela promoção, para o chefe ser mandado embora, para a namorada ou namorado voltar, para o guarda rodoviário não usar o bafômetro, para o teste de gravidez dar negativo ou positivo... Uma loucura. Já perceberam o que ocorre nas partidas decisivas de futebol? No último segundo, o jogador vai cobrar um pênalti que dará o título ao time. De um lado, uma equipe se dá as mãos e orando, pede a Deus para a bola ir para fora ou o goleiro defendê-la. Do outro, a equipe adversária, também de mãos dadas, reza e pede a Deus para a bola entrar. Ou seja, a divergente expectativa de todos inclusive torcedores, é de que Deus pare de fazer tudo o que está realizando pelo mundo inteiro para fazer o atacante marcar o gol ou o goleiro pegar o chute. Pode? Essa introdução descontraída é para nos fazer lembrar daquele profissional que repete a todo instante: - Agora não dá! Estou super-ocupado! - Depois, depois! Agora não dá! Estou super-atrasado! Uma vez que esse profissional não é Deus - porque Ele sempre dá um jeito de atender todo mundo - conclui-se que o acelerado amigo não tem a menor idéia do que seja administração do tempo. A exceção das disfunções comportamentais, certamente há quem aja assim por achar que tal postura passa a imagem de um sujeito muito trabalhador e indispensável à firma. Pelos muitos anos que convivi com o mundo corporativo, posso assegurar que metade das atividades que fazem aquele herói correr tanto e estar sempre ocupado, poderia ser facilmente delegada à membros da equipe. Mas, fazer o que se o homem é centralizador? Estes, parecem nunca ter ouvido ou lido nada também sobre delegação. No frigir dos ovos, o primeiro prejudicado é o próprio, pois lhe falta tempo para participar de programas de integração com os pares e colegas e, sobretudo de atualização - aliás, é característica sua nunca ter tempo para comparecer aos programas de treinamento e sempre chegar atrasado e bufando às reuniões. Nem na hora do almoço nosso elétrico profissional relaxa. Quando não come apressadamente um sanduíche na sua mesa de trabalho, ele corre ao refeitório e rápida e literalmente joga a comida mal mastigada na boca. Sem muita conversa, levanta-se e sai quase correndo, pois "tem muita coisa pra fazer e já está atrasado". É provável que esse profissional alimente a fantasia de que a empresa parará se ele diminuir seu ritmo. Se este for o caso, trata-se de um candidato potencial a um trauma depressivo se um dia for demitido (o que descrevo com detalhes no meu mais recente livro "Demitido: quando é preciso tirar a camisa"(Qualitymark). Nessas pessoas, preocupa-me muito o comprometimento da sua qualidade de vida. Um tempo precioso a ser curtido com a família e amigos está deixando de ser utilizado e no futuro é mais do que provável que isso traga sérias conseqüências afetivas, psicológicas e sociais. Claro que isso tem solução. Uma adequada reflexão, uma revisão do estilo de vida, um claro entendimento do que é urgente e do que é importante (nem sempre estas condições caminham juntas) poderia ajudar o nosso amigo e estruturar melhor o uso do seu tempo, controlar sua ansiedade e ser mais feliz. Todos ganhariam com essa mudança, inclusive a própria empresa. Pena que geralmente esse profissional não tem tempo para pensar nessas coisas - muito menos em Deus. Certamente ele nem lerá este artigo: afinal, como sempre, tem um monte de coisas à sua espera e ele já está muito atrasado...
Floriano Serra é psicólogo, consultor e palestrante. É diretor-executivo da SOMMA4 Gestão de Pessoas, autor de vários livros e inúmeros artigos sobre o comportamento humano. Ex-diretor de RH de empresas nacionais e multinacionais. E-mail: florianoserra@somma4.com.br
Ter, 23 de Novembro de 2010 18:41
10 tópicos essenciais para o êxito nas corporações
*Por Tom Coelho
"Futuro é o período de tempo em que nossos negócios prosperam,
nossos amigos são verdadeiros e nossa felicidade está garantida."
(Ambrose Bierce)
Enquanto consultor, tenho tido a oportunidade de conhecer e estudar a realidade de empresas diversas, seja no porte ou na atividade econômica, concluindo que invariavelmente a distância entre o sucesso e o fracasso é mensurada pela qualidade da gestão. Desta experiência, posso afirmar que o êxito no mundo corporativo passa necessariamente pelos quesitos abaixo relacionados.
1. Propósito definido. Toda organização deve ser capaz de responder à seguinte questão: Qual é o seu negócio? Empresas de cosméticos vendem beleza, a expectativa das mulheres de se tornarem mais belas e atraentes. Companhias de transporte aéreo vendem economia de tempo, a promessa de fazer o usuário chegar mais rapidamente ao seu destino. Indústrias de freios e pneus vendem segurança. O que vende a empresa na qual você trabalha? 2. Valores e visão compartilhados. Os valores praticados (e não os meramente declarados) por uma empresa expressam seu DNA e sua personalidade. Definem o perfil de quem pode e deve vestir a camisa da corporação. E a visão, quando comungada pelos colaboradores, indica a trajetória a ser seguida. Os valores determinam o ponto de partida, e a visão, a estação de chegada. 3. Foco no cliente e na rentabilidade do negócio. O cliente é, há tempos, o fiel da balança. Do alto de sua subjetividade e infidelidade, sentencia quem capitula ou permanece no mercado, simplesmente decidindo onde e como gastar seus recursos. Mas que não se perca de vista a obrigatoriedade de a empresa ser lucrativa, e mais ainda, rentável. Este é o único caminho para a perenidade. 4. Metas factíveis, planejamento e monitoramento sistemáticos. Administrar uma empresa não é fruto do acaso. É um processo que demanda a determinação de metas específicas, quantificadas, ousadas e possíveis de serem alcançadas, traçadas dentro de um planejamento estratégico e continuamente monitoradas. 5. Produtos, serviços e atendimento excepcionais. Produtos e serviços (e todo produto é um serviço em última instância) estão comoditizados, cada vez mais similares em forma, conteúdo, design e funcionalidade. Mas há um grande diferencial competitivo: a qualidade do atendimento. Este é o único fator possível de fidelização de clientes. E o primeiro a impor uma fronteira entre preço e valor. 6. Equipe extraordinária e clima organizacional estimulante. Se a vantagem comparativa advém de um atendimento primoroso, este só pode ser proporcionado por pessoas. O segredo está em contratar, capacitar, educar, desenvolver e aprimorar pessoas comprometidas, responsáveis e leais, além de íntegras e éticas, ou seja, de bom caráter. E propiciar um ambiente de trabalho auspicioso, aliando os interesses individuais aos corporativos, além de promover a diversidade. 7. Marketing na veia. O marketing não pode ser entendido como responsabilidade de um departamento da empresa. Marketing é tudo o que fazemos e deixamos de fazer. Ou, como diria Peter Drucker, ele é o próprio negócio. Deve-se cuidar da comunicação corporativa (no seio da empresa), mercadológica (para fora da empresa) e institucional (perante a comunidade). O objetivo deve ser a construção de uma marca sólida capaz de gerar um vínculo cognitivo e emocional com o consumidor. 8. Finanças sob controle. Nenhuma organização progride com má administração financeira. Vendas deficitárias, crédito irresponsável, cobrança inepta, investimentos perdulários e endividamento galopante conduzem gradualmente qualquer empresa à bancarrota. É preciso austeridade na gestão do caixa, combate aos desperdícios e atenção com os custos, que crescem como unhas: insistentemente. 9. Responsabilidade social e sustentabilidade. Toda empresa tem uma função social que principia com a geração de emprego e renda e se amplia ao suprir as deficiências do Estado no que tange à saúde, educação, transporte e segurança. Associado a isso, surge a questão da sustentabilidade, mais do que um modismo, uma tendência, ainda que incipiente como princípio valorativo. Num futuro próximo, a percepção do consumidor da preocupação legítima das empresas com o meio ambiente balizará suas decisões de compra. 10. Inovação e capacidade de se reinventar. Ao seguir um mesmo receituário, ainda não se garante uma posição de destaque e diferenciação. O desafio é evoluir sempre. Antever e traçar cenários. Criar novas maneiras de gerir o negócio e as pessoas. O mais difícil não é atingir o topo, pois toda liderança é transitória e situacional. Difícil é permanecer lá em cima. Estes são ingredientes essenciais para o sucesso empresarial. Já a receita, cada um faz a sua, mediante a combinação inclusive de outros temperos. Mas vale salientar que a prosperidade deve contemplar uma melhor qualidade de vida. Este é um objetivo final nobre e que vale a pena ser perseguido.
* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 15 países. É autor de "Sete Vidas - Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional", pela Editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br e www.setevidas.com.br.
Seg, 22 de Novembro de 2010 20:04
*Por Tom Coelho
"Fins éticos exigem meios éticos."
(Marilena Chauí)
A geração Y possivelmente nunca ouviu falar de Gérson de Oliveira Nunes, jogador de futebol que integrou a equipe campeã mundial em 1970. Seu nome ficou eternizado quando, em 1976, protagonizou uma propaganda de cigarros na qual, após desfilar os diferenciais do produto, proclamava: "Gosto de levar vantagem em tudo, certo? Leve vantagem você também". Assim nasceu a "lei de Gérson", amplamente estudada por sociólogos e antropólogos, utilizada para designar a natureza utilitarista do brasileiro. A estabilidade econômica advinda com o sucesso do Plano Real (1994), associada às políticas de transferência de renda da última década, conduziram-nos ao mercado de consumo. Experimentamos com uma defasagem de 50 anos o que norte-americanos vivenciaram em meados do século passado. O controle da inflação e a expansão do crédito fizeram-nos descobrir o prazer de comprar. E isso modificou nossos padrões éticos. Em ano de eleições esta constatação é cristalina. Não importam os escândalos e desmandos de governos, em todos os seus níveis, revelados pela imprensa. Pouco importa a biografia dos candidatos. Torna-se insignificante a história dos partidos e os conchavos entre as legendas. A sociedade está anestesiada, porque foi entorpecida pela ética do resultado. Nas escolas privadas, estudantes deixaram de ser aprendizes para se tornarem clientes. Assim, pagam uma mensalidade como quem compra um diploma em suaves prestações, exigindo não qualidade de ensino, mas facilidades para serem aprovados. Vale a pretensa inclusão no mercado de trabalho. Nas empresas, fala-se em sustentabilidade e responsabilidade social, mas o caixa dois e a sonegação fiscal são ostentados como imperativos para a competitividade. Vale a manutenção do lucro na voraz economia de mercado. Os cidadãos criticam e queixam-se dos abusos praticados pelos políticos e pelo serviço público, mas não hesitam em trafegar pelo acostamento, pedir desconto ao dentista para realizar um tratamento sem emissão de recibo ou mesmo obter uma carteirinha de estudante forjada para garantir desconto em eventos culturais. Vale a garantia de um benefício pessoal. Dentro deste contexto, ressurge o princípio maquiavélico de que os fins justificam os meios. Isso explica nossos comportamentos e nossas escolhas. Mas também denota nossos valores e nossa omissão - ou conivência. Todo processo eleitoral é emblemático para aflorar discussões desta estirpe, porque independentemente da retórica dos candidatos, do tempo de exposição na mídia ou dos recursos financeiros envolvidos em uma campanha, a decisão final é do cidadão que, solitária e sigilosamente, sentencia seu futuro e o da nação diante da urna. Muito valor é dado às eleições majoritárias, ou seja, aquelas que elegem presidente, governadores e prefeitos. Mas é importante alertar para a relevância extrema das eleições proporcionais, isto é, a que seleciona senadores, deputados e vereadores, pois são estes os que mais próximos estarão do eleitor. A "lei de Gérson" não sucumbiu, mas apenas ganhou nova roupagem. Precisamos resgatar a ética da intenção em contraposição a esta ética do resultado. Urgentemente. PS: É dever de um autor instigar, promover reflexões, mas também, sempre que possível, posicionar-se. Por isso, apoio no Estado de São Paulo, meu amigo Fernando Lucas, para Deputado Estadual, por conhecer seu caráter e propósito de vida. Seu número é 25125. Avalie suas propostas em www.fernandolucas.com.br.
* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 15 países. É autor de "Sete Vidas - Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional", pela Editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br e www.setevidas.com.br.
Seg, 22 de Novembro de 2010 19:59
*Por Professor Caxito
"Recurso humano a disposição do mercado". "Momento de transição de carreira". Não importa o eufemismo usado, a verdade é que aconteceu com você! Seja qual for o motivo, você se encontra DESEMPREGADO!
Em primeiro lugar: mantenha a calma!
Em nossa sociedade, somos julgados pela nossa posição social e profissional. Por isso é tão difícil aceitarmos a condição de desempregados. De uma hora para outra, perdemos sobrenome, status, poder e reconhecimento.
Mas você deve aproveitar este momento para crescer pessoal e profissionamente.
A maioria das pessoas não planeja sua carreira. Nós deixamos a vida nos levar, como diz a música de Zeca pagodinho. Mas se você deixa a vida te levar, principalmente na sua vida profissional, dificilmente vai alcançar seus sonhos.
Use este momento para repensar sua carreira. Seu último emprego trazia satisfação? É o que você quer fazer por mais alguns anos de sua vida? Não é momento de buscar um emprego mais ligado àquilo que você realmente gosta de fazer e que lhe traga satisfação pessoal e profissional?
É hora de usar sua Network
Assim como uma rede de segurança, sua network tem o papel de suportá-lo, de ampará-lo quando você precisa, evitando que você caia como agora que está desempregado.
Uma boa rede deve ser alimentada, tratada e construída não quando você precisa de ajuda, mas sim quando você pode ajudar. Quando você se lembra das pessoas, oferece ajuda, fortalece os nós de sua rede. Quando precisar, as pessoas lembrarão daquilo que você fez por elas.
É hora de conhecer gente nova
Quando estamos empregados, temos a tendência de nos relacionarmos apenas com as pessoas ligadas à nossa atuação profissional. Deixamos de buscar novas amizades, novos contatos e experiências.
Aproveite este momento para abrir seus horizontes. Que tal ser voluntário?
O voluntariado é uma grande chance de enxergar o mundo de um ponto de vista diferente, de conhecer pessoas diferentes com as quais compartilha uma mesma preocupação social. E elas se lembrarão de você quando precisarem de um profissional diferenciado.
É hora de se preparar: você estará nesta situação outras vezes.
Há alguns anos, quem trocava constantemente de emprego era mal visto pelas empresas. Tinha a "carteira suja". Hoje, é não só comum como até recomendável que o profissional tenha várias experiências profissionais.
Portanto, é importante que o profissional crie uma boa imagem, uma marca pessoal que o destaque dos demais profissionais e que sirva de referencial para as empresas que o
contratarão.
Agora é com você. Não se deixe abater por este momento de transição em sua carreira. Analise sua vida profissional, defina o que gostaria de fazer no futuro. Invista em sua network e conheça pessoas novas. E saiba que momentos de transição vão acontecer com freqüência em seu caminho. Use-os a seu favor!
Até o próximo mês e Acelere sua Carreira
Seg, 22 de Novembro de 2010 19:29
*Sérgio Dal Sasso, Consultor Organizacional, Escritor e Palestrante. Palestras em administração, empreendedorismo, vendas e educação profissional. Portal: www.sergiodalsasso.com.br Sonhamos pelos desejos de conquistas e pelos estágios que correspondem à satisfação e realização. Esses fatos são comuns à maioria dos que lutam pelas causas, dos que sempre acreditam em algo faltante para melhorar a sua evolução, reservando parte do tempo para buscas de caminhos e meios que enriqueçam de sentidos e clareza os pensamentos e execuções. Nossas realizações nem sempre estarão nos topos das montanhas, mas na participação dos projetos que fazem o domínio e sustentação dos feitos. Talvez hoje e nesse momento, tenhamos consciência de que somos parte e que nem sempre seremos o representante maior daquilo que tanto dedicamos. O ponto que equilibra nossa razão com a emoção é exatamente o de estar feliz conseguindo manter com afeição as relações com quem pretendemos cultuar. Sua sustentação não deve se vincular somente pelo desejo de medalhas, mas no poder participar dos movimentos aonde perceba evolução a sua própria condição, importância e participação.
Hermes & Browni é personagem criado e registrado por Jayme Texeira Os resultados de tudo que fazemos quase sempre não acontecem no tempo determinado, pois para isso muitas vezes deveríamos dispor de coisas que nem sempre teremos no momento e desta forma todo inicio ou reinicio é dependente de uma seleção de valores multiplicadores, criados e adaptados as nossas próprias possibilidades. Quando acordo cedo, adoro abrir a janela do quarto, esperando que as nuvens não atrapalhem a visão de um céu aberto e azul. Da mesma forma ao anoitecer adoro pensar em grandes quantidades de estrelas, e sei que isso nem sempre é possível visualmente, mas que com um pouco de imaginação, sempre poderei transpor esses prazeres pessoais para envolver as minhas atitudes com coisas prazerosas que conduzam o sol e as estrelas aos ambientes que me cercam, enriquecendo-os e trazendo junto às pessoas, por se sentirem bem e valorizadas. Os objetivos, quando bem definidos, integram necessariamente os fatores da razão, da lógica, mas só se superam quando recheados de identificação dos abraços, dos carinhos, dos sorrisos e de um sentimento de ampliação das famílias. Nossas realizações passam pelo escalar das montanhas, mas as ausências de pernas, junto com a presença dos choros, da dor e do frio, deverão ser apoiadas pelos valores maiores que vão justificar pelo continuar, acreditar e fazer valer a pena.
Seg, 22 de Novembro de 2010 19:19
*Por Professor Caxito
A cada semestre, como professor, travo conhecimento com centenas de pessoas extremamente interessantes, com experiências profissionais diversas e muito conhecimento. Por outro lado, estou sempre buscando me aperfeiçoar e sempre que posso estou nos bancos escolares como aluno.
Gerenciar esta rede de contatos sempre foi uma grande dificuldade para mim. Sou desorganizado (admito!), sempre esqueço o nome das pessoas. A maioria de vocês deve passar pelas mesmas dificuldades que enfrento. Como manter contato com pessoas que podem ser importantes em nossa carreira e nosso futuro, sem parecer chato ou inconveniente?
Ouvimos esta palavra diversas vezes por dia em nossos relacionamentos profissionais e pessoais. Mas afinal de contas, o que é network?
A tradução da palavra significa rede de trabalho. E essa idéia de rede, creio eu, é a mais adequada para entendermos o que realmente nossa network pode fazer por nós. Assim como uma rede de segurança, destas que protegem as janelas dos prédios ou os acrobatas em um circo, sua network tem o papel de suportá-lo, de ampará-lo quando você precisa, evitando que você caia. Ou seja, na hora que você mais precisar, seja por que ficou desempregado, seja por algum problema, sua rede de contatos vai protegê-lo e ajudá-lo a não cair.
E o que fazem os artistas de circo antes de subir no trapézio? Conferem e verificam cada um dos nós que compõem a rede. Por que se um nó estiver mal feito ou desamarrado, a rede não vai protegê-lo.
Os nós de sua network são cada um dos contatos que você faz em seu cotidiano. Cada um destes contatos tem que ser feitos adequadamente, para garantir que sejam fortes o suficiente para que sua rede seja coesa.
O grande erro que a maioria de nós comete é só procurar as pessoas que conhecemos quando precisamos delas. Quando estamos em uma situação de aperto, lembramos de ligar para aquele amigo que não vemos há muito tempo, aquele ex-companheiro de trabalho que sempre evitamos atender ao telefone, ou aquele parente distante com quem nunca conversamos.
Uma boa rede deve ser alimentada, tratada e construída não quando você precisa de ajuda, mas sim quando você pode ajudar. Quando você se lembra das pessoas, oferece ajuda, indica para um trabalho, dá uma dica de negócios, fortalece cada um dos nós de sua rede. Quando precisar, com certeza as pessoas lembrarão daquilo que você fez por elas.
Se um contato procurá-lo pedindo ajuda, faça tudo que estiver ao seu alcance para ajudá-lo. Dê importância ao que as pessoas dizem, pois quando alguém o procura, o assunto pode não ser importante para você, mas com certeza é importante para a pessoa.
Na próxima edição, vamos continuar a conversar sobre carreira. Até lá, alimente sua network. Faça contatos e Acelere Sua Carreira.
Ter, 07 de Setembro de 2010 19:02
*Por Sérgio Dal Sasso
Pensemos juntos sobre o quanto é complicado produzir idéias, conseguir traduzi-las no papel, elaborar planos e transformá-los em algo que seja palpável e possível de ser executado. Pensar é um princípio que ativa a vida, de um lado com recordações, do outro como os fatos do dia a dia. Na administração, poder pensar no que passou é estar documentado de históricos, que reunidos organizadamente permitam uma constante análise do que fizemos bem, do que erramos, e assim, diante do também conhecimento do que está nos sendo exigido pelo mercado, ter condições para ampliar a visão, pelas melhores técnicas e pessoas rumo à obtenção das melhores idéias e planos que conquistem mais resultados.
O mudar nos exige uma constante caça a oportunidades, tanto pela procura de novos espaços para fazer as coisas de forma mais competitiva, como pelo acreditar com antecedência no potencial mercadológico da região escolhida. Essa semana na revista Veja (Edição 2180), foi publicada uma extensa e fantástica matéria “Especial cidades médias – Aonde o futuro já chegou”, relatando dezenas de cidades de porte médio, distribuídas pelos quatro cantos desse País, que em comum apresentam reais condições (Pessoas, consumo em evolução e estrutura) justificando um crescimento acima da média nacional e em alguns casos com índices superiores aos dos tigres Asiáticos.
Adorei a forma como foi conduzida a reportagem e recomendo como lição de casa essa leitura, que incluem detalhes básicos para sustentação das nossas buscas, reunindo potencialmente a natureza que vem justificando o progresso, junto com as experiências e atitudes de empreendedores que por lá se instalaram.
Com a matéria, lembrei também de velhos conceitos, onde hoje vivendo um mundo tão conectado as operações virtuais, às vezes achamos que tudo pode ser feito pelo digitar, enviar e receber. Lembrei-me dos princípios para o bom marketing, a base dos 4P´s (Praça, Produto, Preço e Promoção), que ainda hoje é base elementar para a sustentação dos negócios. Dos 4P´s, atentei minha atenção ao item praça, traduzindo nas vantagens da localização, do como ter seu espaço adequado em relação aos clientes, dos valores que temos e podemos investir, dos fornecedores mais informais, mais próximos. Veio a cabeça a lembrança de um Samuel Klein, que costumeiramente se dirige ao seu helicóptero, para poder ver de cima a região a ser escolhida para a instalação das futuras lojas “Casas Bahia”.
Por último, veio a minha mente que tudo tem o momento certo para mudanças, mas que essas dependem da nossa maturidade que deve sempre ser evoluída de experiências, que formem créditos e organização, nos preparando para que tenhamos segurança e determinação pelo acreditar e assim poder ir de encontro com situações melhores. Mudar faz parte e nisso até um simples corte de cabelo pode traduzir em um sentimento novo.
E fechando todo esse meu pensamento, agora olhe para você, não fique sempre achando que as coisinhas estão definidas, pois nunca estarão e a sua evolução não depende somente do que os outros esperam de você, mas de um conjunto de valores que reúnam a sua melhor condição pelo fazer.
Bem vindo ao mundo empreendedor. Busque estar aonde o futuro já chegou!
Sérgio Dal Sasso consultor empresarial, escritor e palestrante. Palestras em administração, empreendedorismo, vendas e educação profissional. Portal: www.sergiodalsasso.com.br
Escritórios: São Paulo e Aracaju
Administração, Empreendedorismo, Vendas e Educação Profissional
www.sergiodalsasso.com.br
falecom@sergiodalsasso.com.br
Ter, 07 de Setembro de 2010 18:59
* Por Wagner Campos
Você já teve a oportunidade de fazer seu marketing pessoal algumas vezes. Provavelmente, você teve sucesso que dividir estes momentos entre sucessos e fracassos. Mas, se a divisão teve maior participação dos fracassos, está na hora de você melhorar seu marketing pessoal.
Então, preste atenção nas dicas que darei a seguir:
Você é o que acredita ser? Tem mais rótulo e embalagem que conteúdo ou vice-versa? Um bom rótulo pode colaborar para adquirirmos algo, mas se o conteúdo for ruim, o produto será descartado imediatamente, ou seja, você pode até ter impressionado em um primeiro momento, mas se não pode contribuir com nada, tenha certeza que é uma questão de tempo para que você seja “descartado”.
Como você se diferencia da maioria? O que você oferece a mais? Quais as vantagens que uma empresa pode ter em contar com você na equipe? Toda empresa quer investir em profissionais que ofereçam retorno a este investimento (de tempo, financeiro etc). Analise o que você poderá proporcionar para a empresa, como em quanto tempo.
Quais são suas forças e suas fraquezas? Quais são seus pontos fortes que contribuem para você se diferenciar de seus concorrentes? Sua formação, experiência, fluência em idiomas, seu networking entre outros. E quais são seus pontos fracos? Em que você precisa melhorar? Tem dificuldades de falar em público, de se relacionar, ou possui pouca experiência? Como você lida com suas dificuldades? Os pontos fracos devem ser eliminados ou reduzidos, ou seja, identifique todos seus pontos fracos e desenvolva um plano de ação para superá-los. Já os pontos fortes devem ser potencializados, ou seja, veja como pode valorizar ainda mais seus pontos fortes e utilize os mesmos em seu favor.
Como você investe em seu tempo? Aprenda a definir prioridades e abrir mão de coisas ou projetos fúteis. Dedique-se a você, sua família e seu futuro. Organize-se! Se você nunca tem tempo para nada, provavelmente esteja desperdiçando tempo demais com algo desnecessário. Desapegue-se, seja flexível e administre seu tempo de forma mais produtiva.
Tenha conteúdo. Obtenha uma boa formação, participe de palestras, treinamentos, leia vários títulos de livros para se manter atualizado.
Cuide de sua saúde, utilize vestuário adequado e atente-se aos pequenos detalhes. Sua imagem pessoal também refletirá o profissional existente. Lembre-se do início deste artigo. É preciso ter rótulo e embalagem, mas também, muito conteúdo. Não adianta ter um excelente conteúdo se a embalagem e rótulo não contribuírem para criar o destaque inicial.
Lembre-se que você é o “produto” mais importante que venderá em toda sua vida. E como todo produto, possui um ciclo de vida de introdução, crescimento, maturidade e declínio. Caso tenha atingido a maturidade, faça como os produtos tradicionais. Inove constantemente para permanecer este estágio, pois, ao ir em direção ao declínio, o retorno será pouco provável.
Acesse: www.trueconsultoria.com.br www.wagnercampos.com.br
Ter, 07 de Setembro de 2010 18:56
* Por Tom Coelho
“Antes de iniciares a tarefa de mudar o mundo,
dá três voltas na tua própria casa”.
(Provérbio chinês)
A reclamação é uma prática arraigada em todas as organizações. Poderia ser um instrumento de busca do aperfeiçoamento contínuo, mediante a sinalização de aspectos ineficientes e a proposição de ações corretivas. Porém, apresenta-se como um mecanismo de defesa, de transferência de responsabilidades ou, mais ainda, de culpabilidades. Apontamos o dedo para outra pessoa ou departamento e, com isso, justificamos nossas próprias deficiências além de desviarmos as atenções para outro alvo.
Uma empresa é um organismo vivo, sinérgico, sistêmico, no qual um departamento depende dos demais, o trabalho de um colega tem impacto sobre o desempenho dos outros. É por isso que a palavra “organismo” é bem aplicada. Porque se trata de uma instituição que se organiza.
Assim, fazer a diferença em seu ambiente de trabalho trará benefícios não apenas a você, mas a toda sua equipe. E a iniciativa é uma das mais importantes competências a serem desenvolvidas e praticadas em sua trajetória pela superação.
A iniciativa representa a capacidade de identificar e buscar oportunidades. Está associada ao comportamento proativo e, por conseguinte, em oposição imediata à hesitação, este inimigo sorrateiro que nos faz adiar projetos, cancelar investimentos, protelar decisões. Ao combatermos a hesitação, corremos mais riscos, podemos experimentar mais insucessos, mas jamais ficaremos fadados à síndrome do “quase”, do benefício indelével da dúvida do que poderia ter sido “se” a decisão tomada fosse outra.
O profissional dotado de iniciativa antecipa-se aos fatos, realizando atividades antes de ser solicitado ou forçado pelas circunstâncias. Conjuga os verbos “fazer”, “agir” e “executar”. Aproveita situações conjunturais para atender rapidamente novas demandas ou nichos. E, como pioneiro, obtém resultados concretos e mais significativos antes dos demais. Surpreende, empolga, contagia, encanta.
Porém, a iniciativa hoje não viceja sozinha, mas deve estar acompanhada de seu par, a acabativa, neologismo para simbolizar a habilidade de finalizar tarefas iniciadas. Na ausência da acabativa, tornamo-nos apenas filósofos, teorizando, conjecturando. Não são raros aqueles que iniciam atividades e que não as concluem. Projetos arquivados, livros lidos pela metade, diálogos interrompidos sem conclusão, sonhos de toda uma vida abandonados como se fossem de uma única noite de verão.
Por isso, cultive a coragem. Coragem para refletir e se conscientizar. Coragem para ter o coração e a mente abertos para internalizar o autoconhecimento adquirido. Coragem para agir e mudar se preciso for.
Lembre-se de que iniciar é preciso. Mas algo só termina, quando acaba.
* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 15 países. É autor de “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional”, pela Editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br e www.setevidas.com.br.
Ter, 07 de Setembro de 2010 18:50
*Por Sérgio Dal Sasso
Ao longo da minha vida profissional e em todos os casos e cases que tive a grata possibilidade de vivenciar, em comum, nunca conheci uma história de empresas ou de profissionais que pudessem ser relatadas sem a ocorrência de desvios que necessariamente provocassem mudanças e novas adequações.
Evolução é uma palavra que exige adições, pois naturalmente se antes você se contentava com pouco, é porque de alguma forma não lhe era oferecido tantas novas situações para poder desequilibrar a sua vontade e assim estimular o seu desejo incluído mais critérios seletivos e qualidade. É do ponto de vista da sua própria mudança como consumidor que podemos enxergar o que vamos ter que propor para continuar pela evolução do lado profissional e dos resultados.
Nosso grau de exigência é proporcional as opções e seu volume de alternativas. De fato se retrocedermos ao passado não tão distante verifica-se que o gosto pelo comprar não se alterou, mas as condições e opções hoje são infinitamente maiores, assim evoluímos exatamente pelo fato que o mesmo capital que destinamos ao consumo pode ter infinitos destinos, adicionando mais dúvidas, e por tabela instintivamente mais suporte, para o clareamento da melhor opção.
O poder do cliente veio exatamente acompanhado por uma seleção natural do que é ser bom no mercado. As leis tipo “do consumidor” vieram em conjunto com as certificações (ISO) traduzindo uma mensagem de que para estar atuando com alguma atividade profissional, tem que ter como base a qualidade e como missão muita competência na arte de negociar e atrair desejos. Se por um lado a seleção gera buscas pela evolução para conquistas e formação de referências, por outro, as empresas que no fundo somos nós, devem ter um poder inesgotável para criar novas situações e assim ter formas para manter seus holofotes dirigidos e segmentados para sermos a primeira luz procurada quando do despertar das aquisições.
Se o mundo se faz complexo, o grande desafio que temos é exatamente o de continuar produzindo “um você precisa, eu ou nós somos a garantia da melhor solução” através de uma linguagem perceptiva a todos, e isso só pode ser feito quando você de fato se encontrar nas duas pontas, estudando os desejos segmentados do mercado e desenvolvendo formas do como personalizar para interagir com ele.
O poder da informação, seu entendimento e contribuição para as ações, têm tudo a ver com o nosso envolvimento do vai e volta do mercado, com a preocupação com os detalhes para sermos bons negociadores, produtores de novas políticas, novas responsabilidades e com a habilidade quase natural de adesão de novos componentes para criar melhorias entre você, sua empresa e mercados.
Estar preparado facilita o entendimento das mudanças, capacita o seu crescimento pela construção de equipes, de parceiros sólidos e focados, estabelece a segurança e a autoconfiança por um qualificado relacionamento interno e com o mercado. É dessa forma que substituímos em grande parte os riscos das grandes mudanças, já que elas devem ter sempre um sentido diário de criações com renovações e assim serem naturalmente adicionadas e assimiladas.
Sérgio Dal Sasso
Consultor Empresarial, Escritor e Palestrante. Palestras Inteligentes em Administração, Empreendedorismo, Vendas e Educação Profissional. Portal: www.sergiodalsasso.com.br Consultoria – Palestras – Treinamentos
Escritórios: São Paulo e Aracaju
www.sergiodalsasso.com.br
falecom@sergiodalsasso.com.br
Ter, 07 de Setembro de 2010 18:48
*Por Tom Coelho
“Nós sabemos o que somos, mas não o que podemos ser.”
(Shakespeare)
Vamos colocar de lado o conceito equivocado de que motivação, no mundo corporativo, significa bônus salariais, promoções, eventos festivos, palestras-show e tapinhas nas costas. Embora importantes e desejáveis, profissionais responsáveis sabem que estes são aspectos apenas estimuladores de um comportamento proativo.
Motivação é um processo endógeno, responsável pela intensidade, direção e persistência dos esforços de uma pessoa para atingir uma determinada meta. A intensidade está relacionada à quantidade de esforço empregado –muito ou pouco. A direção refere-se a uma escolha qualitativa e quantitativa em face de alternativas diversas. E a persistência reflete o tempo direcionado à prática da ação, indicando se a pessoa desiste ou insiste no cumprimento da tarefa.
Teorias comportamentais
Muitos são os estudos acadêmicos envolvendo teorias comportamentais. Abraham Maslow e a Teoria da Hierarquia da Preponderância das Necessidades, Burrhus Skinner e a Teoria da Modificação de Condura, Victor Vroom e o Modelo de Expectância, Julian Rotter e a Teoria da Aprendizagem Social, Frederick Herzberg e Teoria dos Dois Fatores, Douglas McGregor e a Teoria X e Y, e mais recentemente, Mihaly Csikszentmihalyi e a Experiência Máxima ou Flow.
Enfim, há uma série de outros autores dignos de menção, mas meu intuito aqui não é fazer um tratado acadêmico. Aliás, falar de teoria no mundo corporativo é falar de fumaça. Esta introdução foi apenas para apresentar um último nome que tem uma grande contribuição prática para ser apreciada: David McClelland, psicólogo da Universidade de Harvard, com a Teoria das Necessidades.
Três bases motivacionais
McClelland identificou três necessidades secundárias adquiridas socialmente: realização, afiliação e poder. Cada indivíduo apresenta níveis diferentes destas necessidades, mas uma delas sempre predomina denotando um padrão de comportamento.
Pessoas motivadas por realização são orientadas para tarefas, procuram continuamente a excelência, apreciam desafios significativos e satisfazem-se ao completá-los, determinam metas realistas e monitoram seu progresso em direção a elas.
Indivíduos motivados por afiliação desejam estabelecer e desenvolver relacionamentos pessoais próximos e pertencer a grupos. Cultivam a cordialidade e o afeto em suas relações e estimam o trabalho em equipe mais do que o individual.
Finalmente, aqueles motivados pelo poder apreciam exercer influência sobre as decisões e comportamentos dos outros, fazendo com que as pessoas atuem de uma maneira diferente do convencional, utilizando-se da dominação (poder institucional) ou do carisma (poder pessoal). Gostam de competir e vencer e de estar no controle das situações.
Meu convite é para que você reflita, respondendo a si mesmo: onde me encaixo? É provável que você goste de ter o controle, deseje realizar coisas, tenha prazer em competir, estime cultivar relações pessoais. Mas observe como há um padrão dominante. Se eu solicitar a uma plateia que todos cruzem os braços, algumas pessoas colocarão o braço direito sobre o esquerdo e vice-versa. Se eu solicitar que invertam estas posições, todos serão capazes de fazê-lo, mas seguramente sentirão certo desconforto. Assim são as preferências: tendemos a optar por alguns padrões. Você tem uma base motivacional preponderante.
Teoria aplicada à prática
Em minha carreira como empreendedor e consultor, muitas vezes questionei-me por qual razão certas organizações fracassavam. Deparei-me com modelos de negócios fantásticos que não geravam resultados. Encontrei empresas lucrativas que definhavam devido à incompatibilidade entre seus sócios. Observei executivos talentosos, porém sem brilho nos olhos.
Hoje, à luz da Teoria de McClelland, passei a ter a visão menos turva. Consigo compreender que para uma empresa lograr êxito é preciso a praticidade e o foco de pessoas motivadas pela realização, a liderança e a firmeza de indivíduos motivados pelo poder, a sinergia e empatia daqueles motivados por afiliação.
Quando as empresas perceberem isso, será possível encontrarmos pessoas mais felizes trabalhando pelo simples fato de estarem posicionadas nos lugares corretos. Passarão a gostar do que fazem, pois poderão exercer suas habilidades com plenitude.
Quando os empreendedores perceberem isso, será possível construir sociedades mais estáveis formadas por pessoas que se complementam mais por suas habilidades e anseios e menos por cultivarem apenas relações de amizade. Teremos negócios mais sólidos, gerando mais empregos, sendo mais autossustentáveis.
Quando as pessoas perceberem isso, será possível que passem a abrir mão da necessidade de estarem certas –ou de alguém estar errado– sem abdicar de suas próprias verdades filosóficas ou opiniões mais sensíveis. E passem, a partir deste autoconhecimento, a fazer o que podem, com o que têm, onde estiverem.
* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 15 países. É autor de “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional”, pela Editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br e www.setevidas.com.br.
Ter, 07 de Setembro de 2010 18:33
*Por Gilberto Wiesel
Já faz certo tempo que os alertas soaram quanto às condições decadentes da natureza e aos males que a humanidade tem causado ao planeta em que vivemos. Desde então, o assunto permeou por entre a mídia e pelo mundo, e a nova onda da sustentabilidade já não é mais tão recente assim. Porém, em meio ao enorme montante de informações sobre o tema, estudos comprovam que sim, a causa verde é a maior tendência do nosso tempo, mas isso só é realidade na teoria. No Brasil, só 8% da população já ouviu falar ou tomou alguma atitude. Contudo, o que mais chama a atenção é o fato de que a maioria dos envolvidos é atraída antes pela economia que a sustentabilidade proporciona do que pela consciência ambiental. Ou seja, o ponto principal ao se limpar a calçada de casa com a vassoura, e não com água, é a redução da conta ao final do mês.
Deixando de lado a questão sobre de quem é a responsabilidade em conscientizar a parte ausente, e até mesmo a envolvida na causa, o fato é que a sustentabilidade e a diminuição no consumo desenfreado são absolutamente necessárias no contexto atual e futuro da humanidade. Se, afinal de contas, a onda verde não é passageira, pelo bem do planeta e também de suas empresas, os empresários podem e devem ser agentes da conscientização. Engajar clientes, através de uma comunicação clara sobre os prejuízos causados e sobre o que é realizado para reduzi-los, acrescenta credibilidade e agrega valor ao seu negócio.
As iniciativas podem ser geradas por empresas de qualquer tamanho e de inúmeras maneiras, seja na produção, em mudanças no espaço físico, na rotina ou nos investimentos. Os lucros devem e continuarão a ser o primeiro foco nos esforços do mercado, mas a questão ambiental passará, pouco a pouco, a ser o que destaca um negócio em meio a tantos outros, e é questão de tempo até que os executivos e empresários necessitem assumir uma postura sustentável definitiva.
Mensagem: Tudo parece doente quando é doente o olhar. Assim como o olho doente tudo turvo consegue enxergar. Alexander Pope
Atenciosamente,
Website Gilberto Wiesel.
www.gilbertowiesel.com.br
Ter, 07 de Setembro de 2010 18:21
*Por Sérgio Dal Sasso
Talvez não tenhamos algo tão complexo, com variáveis, riquezas e possibilidades, como o dos exercícios de inteligências propostos por um tabuleiro de xadrez, suas regras e desafios estratégicos.
Como na vida atual e real, o xadrez é resultante de uma evolução milenar, iniciando seu desenvolvimento na China ou Índia (Por volta do século V d.c) e chegando “quase” ao modelo atual por volta do ano de 1500 (Europa).
O que de comum relacionamos com o nosso estado das coisas, sejam pessoais, profissionais ou empresariais, é que em ambos os casos, na vida e nos jogos, não bastam apenas o registro dos movimentos, mas conhecer e perceber suas variáveis, em conjunto com a visão de que o ganhar deve, antes de tudo, significar garantias de se negociar ou mesmo adicionar saídas até então não exploradas. Pense que nos jogos ganhamos, abandonamos, empatamos ou perdemos e que na lógica de tudo, quanto mais ganhamos, mais somos exigidos e quando das perdas, temos sempre duas saídas, ou mudamos pelo entender de que ajustes são necessários, ou arrumamos as malinhas em direção a novas praias.
Outro ponto comum (jogo e mercado) é o fato de que o Rei tem pouca mobilidade, e quase sempre é defendido pelo conjunto do exército, aonde o integrar é a chave de êxito para os ataques e defesas quando necessários. Por outro lado verificamos um conjunto quantitativo de “piões”, que bem manuseados avançam pelo acreditar nas possibilidades de conquistas, num jogo claro de que comprometimento só existe quando acompanhado de resultados equivalentes, aumento da utilidade, respeito e reconhecimento.
Os grandes mestres desse jogo, de natureza profundamente estratégica, sabem que ele não tem fim, e que por mais estudos e técnicas que absorvemos e dominamos, está no perceber das mudanças externas, a chave de êxito para construirmos algo internamente competente, que possa ofertar pelo “estudo dos ventos” o que temos que criar para se encontrar a favor dos desejos e cenários, avançando nossas peças nos campos dos adversários rumo aos mercados.
O poder de um jogo, tal como o xadrez, vem do fato de trabalharmos com quatro frentes fundamentais: Disciplina, organização, avanço pelo conhecimento e prática. Na verdade os tabuleiros e suas peças sempre foram e serão os mesmos, podemos melhorar a técnica, o ambiente disponibilizado, mas fica sempre a missão de que tudo depende do saber construir elos que transformem pessoas em “talentos quando exigidos diante das dificuldades” pelas suas convicções individuais e a forma saudável a ser compartilhada quando formuladas em grupos.
Os jogos, sejam eles quais forem, são desenvolvidos para que qualquer um tenha o potencial de manuseio, mas o que faz alguém se diferenciar do demais é o empenho pelo fazer, pelo se envolver e pelo querer sempre avançar. Em tudo onde estamos temos o claro sentimento de que sempre, se quisermos o sucesso, devemos evoluir para não sermos estáticos e permitir que os outros tomem a nossa posição, e que, por tabela, acabem substituindo em importância a nossa presença pelo como é velho o formato do que ainda insistimos em fazer.
O ponto crítico de um jogo, de uma empresa, ou de qualquer atividade que estamos exercendo, está no estado da segurança dos grupos com que podemos nos assessorar e na hora que temos que agir com algo importante, pois tudo na vida fica pela dependência de um “sim ou não”, sempre sabendo que o “talvez” somente deve ser usado quando no sentindo de poder pensar mais, diante de uma decisão ainda não tão clara.
A vida profissional é um grande jogo que passa pelo entendimento macro do ambiente escolhido, do aprender todo dia um pouco mais no como ser um técnico útil adicionado a um político hábil nas relações e condução de decisões. Decidir é algo é algo que traz mudanças, que exige um conhecimento atualizado, muito treinamento, aprimoramento, quebra de medos, e por conseqüência o próprio fortalecimento da autoconfiança, do tipo “eu sei”, “eu faço”, “eu participo”.
Para o amanhã, hoje dependemos de um qualificado “sim ou não” diante das necessidades a serem visualizadas para os avanços, mas seja qual for à posição a ser adotada, deve estar apoiada com uma postura segura para garantir que as possibilidades sejam possíveis de acertos imediatos ou reversíveis através de manobras de ajustes pelos planos alternativos.
Na guerra dos mercados, na luta para ser melhor do que os outros, no fortalecimento das marcas, na conquista e retenção dos clientes, vivemos todo dia uma estratégia de jogo, aonde o critério da vitória nem sempre se encontrará em vencidos ou derrotados, mas na capacidade dos grupos de avaliar os fatos ocorridos para que sejam avançados e desejados.
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*Sérgio Dal Sasso, consultor empresarial, escritor e palestrante. Palestras inteligentes em Administração, Empreendedorismo, Vendas e Educação Profissional – Portal: www.sergiodalsasso.com.br
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Ter, 07 de Setembro de 2010 18:15
*Por Sérgio Dal Sasso
O mundo empresarial passa por uma transição sem volta, sendo que a chave do êxito se encontra na formulação e equivalência do comportamento variável dos fatores globais com os processos de adequação e gerenciamento dos negócios, através de sistemas que se apropriem para vencer sazonalidades.
Nossa condição fixa ou variável já não possui vínculos com o patrimônio das organizações, que por sua vez não são mais representativos pelo imobilizado, mas pela qualidade do mobilizado.
O jogo que tem valor está exatamente no campo de batalha e, portanto é de alto risco e feito para uma nova safra de destemidos, loucos e determinados conquistadores. Ao contrário, num passado muito próximo, o show era ser parte de um staff, medido por reuniões intermináveis, junto a um grupo de estratégicos pensadores.
Sem questionamentos, nosso sonho era poder se deslocar para área nobre das organizações, local reservado e blindado para os altos escalões. O resultado da conquista somava-se a uma sala decorada com direito a cafezinho servido pela copeira, ser tratado por senhor ou doutor, e paparicado por uma exclusiva secretária. Daí para frente o sucesso ficaria na dependência das articulações sociais entre os habitantes deste requintado e exclusivo mundinho.
Os tempos mudam, e com eles novas necessidades e exigências criaram a percepção de um modelo enxuto próximo às coisas praticas e operacionais, e assim gradativamente os velhos sistemas foram sendo condenados pelo próprio distanciamento tático que definiram a sua própria ascensão.
No mundo competitivo, gradativamente fomos assistindo ao fim do status do isolamento, valorizando aqueles naturais do campo das ações. Ser executivo, independente do tamanho das ambições passou a ser sinônimo da frase “ter capacidade de executar” de tal forma que o custeio do passe fica pela medição direta dos resultados produzidos. Desta forma presenciamos a extinção da garantia fixa de ser e estar para um perfil necessário de participar e agir, dependente direto do êxito das próprias realizações e da capacidade criativa de inovar com soluções frente a um mundo articulado para ser desigual.
Quando definimos o comportamento empresarial moderno, temos a clara visão de que todos participantes do meio devam estar necessariamente ligados e conectados para a produção geradora de negócios, ou seja, arte de executar fica na dependência do profundo vínculo e afinidade com o conhecimento das variáveis conectadas diretamente com o mercado. Desta forma o segredo e êxito do desenvolvimento de uma atividade estão na quantidade qualificada de profissionais competentes, feitos pela média ponderada dos pontos fortes de cada geração de profissionais que fazem o time, para interpretar e agilizar soluções de retorno ao mesmo mercado.
A pró-atividade passou a ser mandatária nos quesitos do mundo variável, e desta forma não ser animadamente atirado é estar convicto de que será fuzilado, internamente ou pela concorrência mais esperta. No mundo variável tudo que não está no foco para definir resultado, independentemente de ser humano ou técnico, são repassados para quem possa dar mais variabilidade de execução.
A solução estrutural está no conceito de um modelo permanente e elástico, do tipo ser “resiliente” o suficiente para atacar e recolher sem grandes perdas, mas com velocidade suficiente para continuar o jogo da ação, reação e resultados. Estamos na era do soltar a franga, porque a produção do valor está em ser variável e continuamente solucionador das coisas que a maioria não consegue.
O mundo continuará sendo seletivo pela busca dos qualificados, sendo que, o que se espera de cada um de nós é um fôlego adicionado de razões para que possamos nos adaptar ao que as transformações venham a exigir para viabilizar as atividades e sua transferência de ganhos tangíveis ou não à própria vida.
*Sérgio Dal Sasso, consultor empresarial, escritor e palestrante. Palestras inteligentes em Empreendedorismo, Administração, Vendas e Educação Profissional. Portal: www.sergiodalsasso.com.br
falecom@sergiodalsasso.com.br
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