Ontem prestei uma consultoria para uma advogada e embora ela se vista nos padrões de sua profissão e já esteja estabilizada, me relatou que se preocupa muito com sua aparência. O que lhe dou todo meu apoio.
Ela me contou que já “sofreu” muito preconceito pelo fato de, primeiramente, ser mulher, em seguida, por ser negra. Mas com muita classe e cuidados com sua aparência ela conquistou seu lugar ao sol.
Durante a conversa comentei que em minhas palestras, sempre faço uma analogia muito simples, mas de grande eficácia:
Na primeira vez em que fui sozinha ao supermercado para, a pedido de minha mãe, comprar uma lata de pêssego, minha mãe fez a seguinte observação:
- Se a lata estiver enferrujada, amassada ou com o rótulo rasgado, não a pegue pois certamente estará estragada.
Essa frase entrou e perpetuou-se em minha mente. E só me dei conta disso, quando há um tempo atrás eu estava no supermercado pegando uma embalagem de leite longa vida.
Ao ver a embalagem amassada pensei, esta não, além de feia pode estar estragada! Na hora lembrei de minha mãe. Mas o engraçado é que todos nós, sem excessão, usamos essa observação para tudo.
É a partir daí que iniciamos nosso processo de julgamento do outro.
Se você tivésse que pedir informação para duas recepcionistas e a primeira estivésse com o cabelo impecável, a roupa muito bem passada e uma maquiagem bem feita e a segunda estivésse com o cabelo mais eriçado, a roupa levemente amassada e sem maquiagem. Para qual você daria mais crédito a respeito da informação recebida? Imagine essa situação e é claro que a primeira transmitiria maior credibilidade.
É por isso que eu digo que nossa aparência é nosso maior bem. Afinal estamos o tempo todo, como numa prateleira de supermercado, vendendo nossa imagem. Pode ser no cinema, no trabalho, no posto de gasolina. Temos que ter uma imagem agradável aos olhos dos outros, afinal seguimos sempre um padrão de beleza e comportamento para “julgar”.
Algumas pessoas reclamam que às vezes são mal tratadas, outras, ao contrário, dizem que normalmente são bem atendidas. O que será que causa essa diferença?
Pense nisso. Faça o teste. Ou, experimente você pedir informação em algum lugar, vestido de maneira mais relaxada e num outro momento, de maneira mais bem vestido. Será uma diferença notável. Pode apostar!
Beijo grande!





















