A abertura econômica no exterior tornou-se uma estratégica de sobrevivência no mercado atual. A internacionalização traz benefícios a longo prazo, mas claro, exige investimentos e pessoas qualificadas. O executivo expatriado ganha importância e destaque neste momento, onde cada vez mais pessoas das mais diversas nacionalidades e localidades do mundo, entram em contato no contexto profissional. Mas como fazer com que profissionais de culturas tão diferentes e valores muitas vezes opostos, trabalhem juntos e consigam criar um vinculo de confiança e uma comunicação eficaz?
Diante dessa nova demanda de mercado, surge uma competência chamada "Interculturalidade". Uma competência relacionada à capacidade de migrar entre diferentes grupos, aprender novas perspectivas; capacidade de olhar para a diferença de forma a aceitá-la e criar novos canais de interação entre você e o que lhe é estranho, sem esquecer que você também é diferente. Para que o profissional desenvolva essa competência de se inter relacionar de forma eficaz, precisa entender sua própria cultura e seus valores, crenças, símbolos, atitudes e comportamentos aprendidos durante sua historia de vida que estejam relacionados aos seus preconceitos, estereótipos, e visão de mundo. (Entender a si já é um trabalho árduo; entender o outro é mais complicado e exige empatia, tolerância, paciência, respeito...).
Difícil não perder sua própria identidade diante de mudanças drásticas e exposições a culturas, religiões, estilos de vida que praticamente "instigam o senso de ser diferente". Não digo identidade nacional, mas sua identidade pessoal, seu jeito de ser, sua profissão, suas preferências, etc. Ser interculutral significa aprender a ter contato com outras culturas, novas realidades sem preconceitos, a historia político e social sem julgamentos, mas crítico com respeito; é estar aberto para o entendimento e geração de alteridade.
Quando o profissional sente dificuldades em lidar com essas diferenças, cabe a empresa estar oferecendo suporte para que a expatriação não deixe de acontecer (quando o profissional é essencial na missão) ou não frustre antes do tempo pré determinado; acarretando prejuízos organizacionais. Uma forma de trabalhar a interculturalidade é fazer com que o executivo vivencie as diferenças através de cases, dinâmicas, vivências situacionais com dificuldades simuladas, estudos e informativos sobre o país de destino; mas como já mencionado acima, o auto conhecimento é essencial para o desenvolvimento desta competência.
Percebe-se que o profissional que consegue lidar com o diferente, estabelecer novos canais de comunicação e conquistar a confiança, sem que a sua identidade e senso de self sejam perdidas; desenvolveu a chamada interculturalidade e essa é uma competência fundamental para executivos que almejam uma carreira internacional.
* Por Graziele Zwielewski
* Graziele Zwielewski é Administradora e Psicóloga Cognitivo Comportamental; Especialista em Gestão Internacional.





















