Numa altura de grandes mudanças económicas estruturais ao nível da sociedade e do emprego, os alunos devem sair das universidades mais aptos para o empreendedorismo, através da capacidade criativa e inovadora.
A sociedade tem mostrado uma revolta contra os sistemas de ensino, ou porque acha que a maior parte dos alunos saem das escolas mal preparados para o mundo profissional, ou são os alunos que abandonam a escola porque se sentem desmotivados.
O cenário económico actual lança um enorme desafio: termos pessoas capazes. O papel do professor é fundamental e este deve ter consciência disso, empenhando-se no desenvolvimento das competências dos alunos. O coaching para a docência surge como uma ferramenta muito útil, na mudança de paradigma da função dos docentes. O papel do professor numa sociedade do conhecimento é criar condições para a invenção, a criatividade, a inovação, a auto-aprendizagem, em lugar de fornecer conhecimentos já consolidados.
O coaching tem três pontos básicos: a escuta activa, a empatia e a comunicação eficaz. Estas técnicas aprendem-se e deveriam ser obrigatórias na formação dos professores. E se os professores passarem a escutar mais os alunos? Conhecerão os seus interesses, as suas motivações e criarão um ambiente cooperativo, de confiança e mais animador. É importante ensinar a partir da percepção do aluno, “colocar-se no lugar do outro” como se diz na linguagem do coaching, conhecer as suas aspirações, os seus gostos, as suas ideias, as suas capacidades, para garantir uma aprendizagem de alta qualidade.
Os docentes devem incentivar e auxiliar os alunos a encontrar o seu próprio caminho de aprendizagem, permitindo que sejam criadores, o que produz confiança em si próprios, tanto na aprendizagem como em qualquer outro campo da sua vida. A visão dos alunos face à educação já não é a mesma. Actualmente, os alunos querem uma educação que permita a sua participação, a sua intervenção e na qual possam ser agentes activos na construção do seu conhecimento.
Um ambiente criativo pressupõe, que não se façam julgamentos às ideias dos outros, todas as ideias são boas, porque umas originam outras, mesmo que pareçam à priori sem sentido. Cada pessoa é um poço de experiências maravilhosas, é uma vivência única. Não há uma pessoa igual a outra, porque o ser humano é o elemento mais subjectivo existente na natureza, o que torna cada contribuição individual muito valiosa.
Você não sente o que eu sinto, não vê como eu vejo, não tem a mesma percepção em frente à mesma obra de arte. Porque cada um de nós é uma pedra preciosa única, é uma fonte de criatividade. Se entregarmos um conjunto de legos a várias pessoas para que construam algo, todas as produções vão ser diferentes. Cada ser humano possui um conhecimento que só o próprio conhece, e por isso, nos surpreendemos com alguém quando menos esperamos. Todos nós somos criativos mas a nossa educação e uma sociedade com sentimentos negativos, começa desde cedo a bloquear esse nosso talento.
Através do coaching os alunos voltam a ser eles próprios, felizes como se fossem de novo crianças (a nossa fase mais criativa é quando somos crianças, conforme vamos crescendo somos bloqueados pela educação e sociedade), porque são eles que têm de descobrir o conhecimento, encontrar soluções e sempre que temos um “flash” (uma ideia, uma solução), sentimo-nos bem, felizes: “CONSEGUI!
Nas escolas, ainda há muitos professores convictos de que só eles é que sabem, ou mudam de mentalidade, ou só terão a perder. Porque felizmente, o conhecimento, hoje, está ao alcance de qualquer pessoa e os professores só têm uma saída, tornarem-se aliados dos alunos. Devem permitir não só os conhecimentos teóricos e técnicos, mas também a transmissão de valores distintos, de valores de respeito pelas ideias próprias e pelas ideias dos alunos, valores de dignidade, de tolerância e de todos os valores que proporcionem um ambiente criativo e de convivência pacífica.
Na sociedade actual o professor deve ensinar, aprender, ensinar a aprender, desaprender e voltar a aprender, numa troca mútua de conhecimentos, porque os alunos também ensinam, criando assim uma dinâmica criativa, divertida e inovadora.
As escolas devem desenvolver as suas actividades baseadas num modelo cooperativo, tendo como centro as necessidades dos alunos, sem deixar de lado obviamente, a figura do professor. E por falar em “ não deixar de lado a figura do professor”, há a consciência de que muitos professores quando se formaram, não foram preparados para os desafios da sociedade moderna, com mudança de paradigmas tão acelerada. Para solucionar este problema, em primeiro lugar há que promover o desenvolvimento pessoal dos professores e ensiná-los a fazer o mesmo aos alunos, através duma técnica, já com algumas décadas e com resultados de sucesso inquestionáveis no mundo empresarial e individual, que é o coaching.
Comentarios (3)
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Alice,
Para mim é confortante um artigo como essse, pois nos ajuda a perceber que não estamos só em nossa trajetória da educação dos nossos filhos. Também sou coach, atuo na área organizacional e sou mãe-coach para o meu filho de 11 anos. Ele adora a escola devido aos amigos, mas não é apoiado e nem motivado no processo de aprendizagem, pois não pertence a turma "avançada". Ele conhece princípios da astronomia (o tio é astrônomo), eletricidade, mecãnica, física quântica ( o pai estimula e explora junto com ele), está elaborando sozinho um servidor na web, dá "consultoria" aos coleguinhas e adultos sobre informática.... E a escola diz que ele não tem interesse em estudar...
Para mim é confortante um artigo como essse, pois nos ajuda a perceber que não estamos só em nossa trajetória da educação dos nossos filhos. Também sou coach, atuo na área organizacional e sou mãe-coach para o meu filho de 11 anos. Ele adora a escola devido aos amigos, mas não é apoiado e nem motivado no processo de aprendizagem, pois não pertence a turma "avançada". Ele conhece princípios da astronomia (o tio é astrônomo), eletricidade, mecãnica, física quântica ( o pai estimula e explora junto com ele), está elaborando sozinho um servidor na web, dá "consultoria" aos coleguinhas e adultos sobre informática.... E a escola diz que ele não tem interesse em estudar...
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É importante a sensibilização da comunidade docente para esta problemática. Concordo com a falta de preparação e até motivação dos docentes para formar. Seja lá por que motivo for. Ao longo da minha vida académica senti isso mesmo. Sou da opinião de que os professores devem fazer crescer nos seus educandos o bichinho da criatividade, estimulando-os, tornado as aulas mais atractivas, sairem do quotidiano, fomentarem a diferença. mas uma diferença positiva. Procurarem as necessidades e desejos dos alunos, irem ao seu encontro, em vez de vomitarem matérias te´ricas ou filosóficas que ninguém percebe para que é que isto me serve. Ainda bem que há gente que se lembra disto, fala de coaching, pica os professores, deixa a pensar...Continua






















O que você está contando é uma história maravilhosa do sucesso do seu filho...não sei se já ouviu falar em "crianças índigo", são crianças superdotadas e como as escolas e professores não estão preparadas para as receber, são consideradas muitas vezes hiperactivas, distraídas e o mais grave é também não é raro serem medicadas, o que lhes bloquea a aprendizagem. Se a escola diz que ele não tem interesse em estudar e não lhe dá o acompanhamente que ele merece, a solução passa mesmo pelo apoio dos pais, para a concretização dos projectos (sonhos) do menino.