O artigo "Globalização, avanço tecnológico e a necessidade" publicado em 2007 no gestão de carreira traz uma visão clara sobre as motivações que devem levar uma empresa, departamento ou indivíduo a inovar.
".. Novos desafios se apresentam em freqüência e intensidade crescentes, potencializados por uma rede de mudanças ambientais, políticas, econômicas e tecnológicas que pressionam a empresa a assumir novas posturas e procurar novos meios de se diferenciar de seus concorrentes..." (gestao de carreiras, artigo Globalização, avanço tecnológico e a necessidade)
O termo inovação virou moda na década passada e, salvo alguns casos de sucesso, muitas empresas, em especial pequenas e médias empresas relacionadas à tecnologia, que designaram equipes e budget à Inovação e obtendo resultados aquém do esperado, acabaram por dissolver estas equipes, removendo por completo o budget.
Como em tudo na vida, entender os acertos e erros deste processo é essencial para o amadurecimento profissional e sucesso do gestor de TI além de nos permitir a busca por uma estratégia de inovação que traga resultados. Comecemos por entender o que é Inovação (ou Ato de Inovar). Segundo o dicionário Michaelis da lingua portuguesa, Inovar significa 1 introduzir novidades. 2 Produzir algo novo, encontrar novo processo, renovar. Portanto, mais do que fazer coisas diferentes, INOVAR significa também fazer as mesmas coisas de formas diferentes. Segundo Simantob (2003, p. 20), as inovações podem ser classificadas em dois grandes grupos:
a) Inovação Radical ou de Ruptura
Caracterizada pela ruptura e quebra de paradigmas, este tipo de inovação, salvo excessões, estão associadas a custos mais altos e retorno a médio/longo prazos. Inovações de Ruptura normalmente são apresentadas por grandes empresas com estrutura e investimentos adequados (ex.: apple com o iPod ) ou empresas entrantes (pequenas ou grandes) que trazem a inovação desde seu surgimento (ex.: skype)
b) Inovação Incremental
Inovação Incremental ou Inovação por Processo de Melhoria Contínua caracteriza-se pelo aperfeiçoamento constante e gradual. Diferentemente da Inovação por Ruptura, a Inovação Incremental ou Melhoria Contínua geralmente apresenta baixos custos e pode ser aplicada em áreas ou departamentos de forma independente apesar de o envolvimento de toda a corporação ser necessário para que o objetivo de diferenciação dos concorrentes.
Os conceitos são bastante simples mas nem sempre seguidos de forma adequada durante a sua implantação. Aponto alguns dos itens que julgo devem ser considerados para o sucesso de qualquer processo de inovação e se você vivenciou um processo de inovação, procure uma comparação com os fatos ocorridos e o retorno de tal processo. Comentários e críticas são sempre bem vindos.
Mitos / Conceitos equivocados (adaptação de Sawhney, M. & Wolcott, R. C. (2004))
1. Mito do departamento Inovador - Mito: A inovação depende de um departamento ou conselho de inovação. Análise: Este mito é uma das grandes falhas na inovação das empresas. Estes departamentos certamente são importantes para organizar e/ou conduzir grandes inovações mas para ter sucesso a Inovação deve estar impregnada em toda a corporação, deve ser um objetivo de cada funcionário ou departamento. "Existe uma coisa que se chama processo, e outra cultura. De nada adianta o processo estar legal se não há a cultura de inovação.. Isso precisa estar "grudado" na mente de todo mundo. (Marcel Yoshizako)"
2. Mito da Novidade - Mito: Inovação diz respeito exclusivamente à novos produtos e esta ligado a novas tecnologias. Análise: Pequenas mudanças em processos ou produtos podem fazer grande diferença. O mundo esta cheio de exemplos, vejamos o caso clássico da Toyota que conquistou o mercado através da melhoria contínua. Os gestores devem observar não somente "o que" (produtos, tecnologias e serviços) mas também o "quem" (segmentos de consumidores), "o como" (processos, capacidade, etc) e "o onde" (distribuição).
3. Mito o ovo de rã - Mito: São necessárias muitas ideias inovadoras para que haja inovação bem sucedida. Análise: não faltam idéias dentro das corporações e sim terreno fértil para que elas deem resultado. Existem milhares de exemplo no mercado, o mais conhecido talvez seja a invenção da Xerox (veja o texto aqui).
4. Mito do Paradigma - Mito: "Já tentamos isso e não deu certo" ou "Isso nunca irá funcionar". Análise: de certa forma relacionado ao mito do ovo de rã, coloquei em destaque pois é uma das maiores (senão a maior) causa de não inovação dentro das empresas e está relacionado à resistência que individualmente ou em grupo apresentamos à qualquer processo de mudança que nos tire da zona de conforto. A maioria das boas ideias sucumbem (muitas vezes irracionalmente) diante de tais afirmações que, em geral, não tem subsídio algum. O melhor nestas situações é buscar raciocinar com FATOS E DADOS que devem ser atuais conforme a nova circuntância.
Por algumas vezes tive a oportunidade de liderar processos de inovação dentro das empresas em que trabalhei e, a despeito de ter conseguido bons resultados, poderia ter obtido resultados tão satisfatórios quanto os que obtive recentemente após ter entendido claramente os conceitos básicos da inovação incremental (ou melhoria contínua). Na ocasião eu percebi que como gestor da TI estava agindo no plano Tático sem considerar o estratégico da Empresa, repetindo ações de muitos gestores da TI que desgastam a imagem da TI e trazem prejuízos para a empresa.
Não obstante tenho visto progresso dentre os 'novos gestores' com os quais tive a oportunidade de trabalhar, seja devido à melhor formação ou maturidade das empresas. Me anima o fato de que o velho fator cultural brasileiro (e porque não dizer latino) que nos impulsiona a complicar coisas simples e que ao meu ver é um dos entraves para que os Gestores da TI alcancem a maturidade na Gestão da Qualidade ja conquistada por nossos pares na Manufatura, esteja aos poucos sendo 'domado' por estes novos gerentes
Eu costumo não gostar de receitas prontas para o sucesso mas de certa forma estas receitas tem se mostrado útil para facilitar a comunicação em pequenos textos. Desta forma termino meu texto apresentando Os 10 Mandamentos da Melhoria Contínua, extraídos da apostila de Gestão de Operações do curso de MBA em Gestão de Operações da Fundação Vanzolini. Experimente fazer uma reunião com seus subordinados, apresentando alguns poucos objetivos e esta ferramenta simples que os poderá ajudar a alcançá-los.
1.Considere descartar a maneira tradicional. Esta é a maneira que se está habituados a trabalhar. Não é necessariamente a melhor e sempre há espaço para melhorar
2.Pense em como alcançar o objetivo, em vez de pensar por quê não se conseguiria.
3.Corrija imediatamente os erros. Não aceite conviver com problemas crônicos.
4.Não invente desculpas: Rejeite a situação atual
5.Procure a verdadeira causa. Repita “Por quê ?” cinco vezes e então pense no “Como”
6.Ouça a opinião de todos: É melhor poder escolher entre idéias novas de 10 pessoas do que uma única idéia sua.
7.Não busque a perfeição. 60% de chance de dar certo é suficiente
8.Go to Gemba. Vá ao local do problema. Vá até as pessoas. Não fique atrás de sua mesa.
9.Raciocine com fatos e dados. Utilize evidências objetivas. “Ouvir dizer” não é evidência.
10.Ataque o problema principal. Deixe claro a relevância da melhoria
Comentarios (3)
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Surgiu nesta década a Sociedade de Informacao da 3ª Onda, segundo Alvin Toffler.
Depois disso passamos pela era do CPD até a década de 90, iniciando a era da informação onde as informações são o maior ativo das organizações.
Com isso, aumenta o papel dos CIOs, que deixam de atuarem apenas com aquisições, riscos e gerenciamento e passam a criar planos estratégicos que estejam alinhados com os objetivos das empresas.
O CIO da década de 90 é diferente do CIO atual, pois a inovação em TI direcionou os executivos a buscarem melhoria contínua dos processos e focar não somente no aspecto técnico, mas também nas relações humanas, marcando forte presença junto as equipes e usuários.
Forte abraço!





















