Falar que crise é sinônimo de oportunidade já é frase batida. Às vezes sentimos até raiva de quem fala isso, principalmente se somos nós que estamos sofrendo com ela. – Ele fala assim porque não é com ele! É o que nos passa na cabeça.
Porém, não foi apenas uma vez que eu disse isso aos meus clientes, e após algum tempo, pude acompanhar a sua confirmação..
Situações em que no momento do sofrimento nos parece irremediáveis, nos dando a impressão de que iremos descer “ladeira à baixo”, passados algum tempo, se confirmam como a grande solução, o fator crítico para iniciarmos uma nova e melhor etapa.
Não podemos esquecer também que, para que possamos transformar crise em oportunidade (isso mesmo, somos nós que a transformamos), precisamos de alguns ingredientes.
Ora, não é a crise por si só que nos trará um mar de oportunidades. Se assim fosse, todos nós ficaríamos torcendo pela próxima crise. – Estou ansioso para que a crise venha logo!
Nunca ouvi ninguém dizer isso.
Já de partida, para que possamos ter essa postura diante da crise, ou seja, encará-la como um cenário onde poderemos obter ganhos, precisamos de inteligência emocional.
Ter resistência para absorver o impacto que a crise trás é o primeiro ponto. Não deixar se abater. Buscar dentro de si a motivação necessária para reconstruir aquilo que se perdeu. O que chamamos de resiliência.
Esse é o primeiro passo para poder “arejar” a cabeça. A pessoa deprimida, tensa, mal consegue pensar, muito menos usar a criatividade.
Portanto, ser criativo será determinante nesse processo. Poder olhar as lacunas que a crise deixou abertas e construir soluções alinhadas com nosso expertise.
Falemos da crise econômica que estamos vivendo. É assunto recorrente em todos os fóruns de discussão.
A pessoa criativa irá, logo que puder administrar o impacto que porventura tenha sofrido, buscar pontos de oportunidade. Seja um empresário ou gestor de uma empresa, pensando em como recolocar seus produtos ou em como estabelecer uma nova relação com os clientes ou um profissional que precisa desenvolver-se profissionalmente ou se recolocar no mercado.
- O que não eu estava conseguindo fazer por conta do excesso de trabalho e que agora posso?
- Onde será melhor investir nesses tempos?
- Quais foram as mudanças nas necessidades das pessoas? Que produtos podem ser desenvolvidos para atender melhor esse momento?
- O que no meu desenvolvimento deixei de privilegiar e que agora posso fazer com mais facilidade?
Enfim, gostaria apenas de chamar a atenção dos leitores em relação ao seguinte ponto: Olhem sim para as causas da crise, discuta sim seus impactos, mas não se fixem nos aspectos negativos. A melhor saída certamente estará na condição emocional de cada um em viver a situação. Inteligência, criatividade e percepção toda gente tem, mas uns bloqueiam mais, outros menos e outros totalmente. Esses últimos irão sofrer mais.
Maurício de Paula
Coach





















