Muitas vezes estamos diante de situações que realmente apresentam uma configuração perigosa. Fases em que a empresa precisa fazer cortes para reduzir as despesas, chefes despreparados que perseguem seus colaboradores, pessoas que têm atitudes destrutivas em relação a nós, enfim, situações que parecem verdadeiros “ terremotos”, que são como abalos externos a nós e que não temos como controlar.
Ocorre também que, muitas vezes, somos nós que distorcemos as coisas. Nos sentimos ameaçados por situações que não estão acontecendo da forma como estamos vendo, problemas que são aumentados pela nossa percepção e se tornando ameaças gigantescas nas nossas mentes, nos sentimos vítimas de perseguições quando a atitude do outro nem é conosco. Situações assim eu associo com uma ” labirintite”, abalos que são internos, que nós produzimos em nossas mentes.
É muito importante poder diferenciar quando se trata de uma coisa ou outra. O perigo é tomarmos decisões sem saber se o contexto é de “ labirintite” ou “terremoto”.
Sem saber distinguir essas duas condições, as pessoas mandam emails inadequados e, pior, com cópia para várias pessoas (já viu isso alguma vez?), envolvem as pessoas umas contra as outras, fazem complôs, agem de forma defensiva atacando o outro.
Essa questão pode estar no eixo das atitudes impensadas das pessoas e podem gerar resultados desproporcionais.
O autoconhecimento é o melhor mecanismo para evitar deslizes dessa natureza. O profissional que busca se conhecer trona-se mais maduro e equilibrado.
A carreira não é construída apenas por um bom currículo, com boa formação acadêmica e domínio de línguas. As atitudes que tomamos desenham a história que construímos na nossa carreira e, acreditem, isso terá um enorme peso no momento que alguém poderá nos indicar para uma oportunidade de trabalho.





















