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Existe hora certa para o intercâmbio?*

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* Por Lilian Simões

Recentemente, li em uma revista brasileira de grande circulação, que em 2009 o Brasil foi o sétimo maior exportador de intercambistas do mundo. E em 2010, o número de intercambistas brasileiros foi da ordem de 160 mil, sendo que 70 mil eram paulistanos. São muitos os que sonham com dar uma escapadinha, viver experiências novas no exterior e, principalmente, conquistar a fluência no idioma estudado. Diante disso, surge muitas vezes a pergunta: Mas qual é a hora certa de ir ou mandar seus filhos para um intercâmbio?

 

Com tantos perigos e tanta liberdade lá fora, fica um medo no coração dos pais dos jovens que querem estudar em outros países. Agora para os mais maduros que só alcançaram a capacidade de fazer tal viagem agora, depois de adultos ou idosos, fica um pouco de vergonha. Mas será que isso tem fundamento?

 

Bom, eu digo que, independente da idade, um intercâmbio sempre faz bem para o ser humano. Além de melhorar o currículo, um período de estudos ou trabalho em outro país pode trazer versatilidade, bagagem cultural e experiência.

 

No caso dos adolescentes, a experiência internacional precoce pode colaborar para o destaque, tanto na vida escolar como social. Ele aprende, por exemplo, a ter maior independência e confiança em si mesmo, uma vez que está longe dos pais e amigos e tem que decidir tudo sozinho.

 

No caso de um universitário, se não apenas pensar em curtir os novos amigos e baladas, o intercâmbio pode fazer diferença na carreira profissional que está prestes a se iniciar. É um diferencial na futura luta por emprego, já que as companhias também pressupõem que o profissional está antenado nas inovações vindas de fora.

 

Para os adultos, uma especialização ou curso de idiomas no exterior é extremamente positiva. Nessa etapa da carreira, unir experiência a bagagem internacional e fluência em idiomas, certamente, ajuda na ascensão profissional. Nesta faixa etária o profissional está no auge da carreira e há cursos de idiomas voltados especialmente para executivos, com vocabulário de business e, ainda, cursos de extensão, como marketing e informática, que aprimora o idioma e oferece informação sobre o tema estudado.

 

Até para um intercambista de 60 anos, a viagem pode ser prazerosa e construtiva, pois conhecendo de perto a outra cultura, o idoso se sente mais a vontade para absorver a nova língua.

Então, sobre a hora certa de fazer um intercâmbio, eu adicionaria que é muito importante, principalmente para o adulto, sair do Brasil com o conhecimento no mínimo intermediário na língua. Mas, fora isso, eu respondo: "qualquer hora". Não tem idade. Tudo depende de querer e focar no objetivo.

 

*Lilian Simões, diretora da Essential Idiomas, consultoria brasileira especializada em idiomas para executivos.

 

Lilian Simões

Lilian Simões é diretora da consultoria para executivos Essential Idiomas, há 22 anos. A empresária realiza cursos de atualização para capacitação em idiomas todos os anos no exterior e já morou nos EUA, Inglaterra e África do Sul. É reconhecida com mérito na proficiência da língua inglesa e formada em Marketing Pleno pela Madia Marketing School. Lilian Simões - Essential Idiomas

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