Dom, 08 de Agosto de 2010 18:43
*Por Floriano Serra
Em defesa da qualidade de vida no trabalho, venho escrevendo artigos desde o ano de 2000 e já tenho mais de 300 deles publicados em jornais, revistas e websites, além de quatro livros sobre o mesmo tema. No entanto, diante do que a gente fica sabendo daquilo que há anos se passa na maioria das empresas em termos de desumanização das políticas e procedimentos da gestão de pessoas, confesso que às vezes me dá vontade de parar com essa atividade quixotesca – já fui chamado de utópico. Eu, que, como psicólogo, tanto acredito na capacidade de mudança do ser humano, chego a pensar, em alguns momentos, que as mal administradas prioridades do universo corporativo não vão mudar nunca e os burnouts e bullying vão continuar tirando a paz e a saúde de dedicados profissionais. Mas aí leio algumas boas notícias e fico com a sensação de que finalmente, como que por milagre, algumas coisas nesse sentido vão mudar para melhor – e decido continuar nessa missão. Por exemplo: está tramitando na Câmara o Projeto de Lei número 7.202/ 2010 que inclui o assédio moral como acidente de trabalho. Pelo projeto e segundo as notícias, “os peritos do INSS é que darão o diagnóstico de assédio, que poderá ser usado como prova em ações judiciais”. Além de receber o auxílio- doença acidentário, o empregado terá estabilidade no emprego por 12 meses. Só para se ter uma idéia do que pode resultar desse projeto, basta lembrar que no período de 2006 a 2009, a concessão desse auxílio para funcionários com transtornos psicológicos e comportamentais (que incluem o assédio moral) subiu de 612 casos para 13.478! Trocando em miúdos: se os gestores não aprenderem a tratar melhor seus colaboradores, as empresas poderão ter seus custos trabalhistas consideravelmente elevados. Ou seja: terão que mexer nos bolsos ou nos líderes. A propósito deste assunto, em Nova York o presidente da gigante Hewlett-Packard (HP) acaba de renunciar após ser acusado de assédio. Ou seja, a coisa é séria. Outra boa noticia: de acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), no ano passado houve um crescimento de 15,11% na contratação de profissionais com mais de 50 anos! Fantástico! Quando se sabe que muitas empresas vêm recusando candidatos com mais de 35 anos por serem “velhos”, isso não é um verdadeiro milagre? Tudo indica que, finalmente, algumas empresas passaram a reconhecer, respeitar e utilizar a experiência dos “idosos”, minimizando o abominável preconceito que ainda sobrevive em muitas organizações. Como se não bastassem essas auspiciosas novidades, lá vem a terceira boa noticia: Bill Gates, fundador da Microsoft e o investidor Warren Buffett conseguiram arregimentar 40 bilionários americanos a doar metade da fortuna para atividades filantrópicas e beneficentes! Eles calculam que sua campanha vai arrecadar cerca de 600 bilhões de dólares para a caridade. Definitivamente, é ou não é um milagre? Refletindo sobre essas três ótimas noticias, me veio à mente a idéia de escrever outro artigo ou mesmo um novo livro intitulado “Como você gostaria de ser lembrado?”. Acho que tem tudo a ver.
Floriano Serra é psicólogo, consultor, palestrante e facilitador de seminários comportamentais. É diretor-executivo da SOMMA4 Gestão de Pessoas, autor de vários livros e inúmeros artigos sobre o comportamento humano. Ex-diretor de RH de empresas nacionais e multinacionais. E-mail: florianoserra@somma4.com.br
Dom, 08 de Agosto de 2010 18:09
*Por Professor Caxito
Conheça a ti mesmo
Quando pensamos em falar em público, logo nos vem a mente a imagem de um púlpito ou palco, uma tela e um projetor, slides e um microfone.
Porém, a arte de falar em público é muito mais ampla. Em cada conversa, reunião ou telefonema, cada viagem que você faz durante seu dia de trabalho, você está exercitando a arte de falar, a arte de se comunicar. E da mesma forma que em uma apresentação para um grande público, você precisa saber se comunicar.
Para captar o interesse de seu interlocutor, ou de sua platéia, sua mensagem deve ter clareza e objetividade.
Tive um excelente professor na minha graduação. Ele é um profissional como uma história profissional fantástica, atuou como executivo de um grande banco em vários países do mundo. Conhecia muito de finanças e era competentíssimo. Porém, os alunos detestavam a sua aula. Por um simples motivo: poucos entendiam o que ele estava falando. Por que sua linguagem era cheia de termos técnicos, construções rebuscadas e citações que só uma pessoa com ampla cultura entenderia.
Já a falta de objetividade, com certeza você deve ter vivenciado. Sabe aquele seu amigo ou companheiro de trabalho que começa a falar de um assunto e termina em outro? Você o cumprimenta com um “bom dia” e ele começar a explicar todo o seu trajeto desde a casa até a empresa, e entra em detalhes sobre o barulho estranho que o carro fez e ai dispara a contar sobre a viagem que fez à praia, etc.
E você ali, doido para arrumar uma desculpa para ir cuidar de sua vida.
Será que sua comunicação tem sido clara e objetiva? Temos muita dificuldade em avaliar a forma como nos comunicamos. E raramente as outras pessoas nos alertam sobre os problemas e erros que cometemos ao falar.
Para ser um bom comunicador, você precisa constantemente analisar sua comunicação cotidiana, sua forma de se expressar. Aqui vão algumas dicas para ajudá-lo:
Bons oradores desenvolvem um bom autoconhecimento e domínio de si, além de um profundo conhecimento do tema sobre o qual precisam falar. Planejam sua fala de forma a utilizar o ambiente e os recursos de que dispõem para exprimir suas idéias e convicções e atrair a atenção e o interesse do público.
Utilizam a voz de forma ritmada, evitando o tom monocórdico, alterando a altura, intensidade vibração e o entusiasmo para enfatizar os pontos mais importantes do discurso, com um tom amigável e sem exagero.
Conte “Causos”
Vê Se Te Enxerga!
Comungue!
Outro ponto em comum em bons comunicadores é a capacidade de contar casos! Incluem exemplos vivos nas conversas, ou seja, pessoas de verdade fazendo coisas reais.
Cada um de nós pode ter a sua opinião pessoal sobre o Presidente Luis Inácio Lula da Silva, que não cabe aqui discutir. Podemos até afirmar que ele comete muitos erros de português e utiliza de forma exagerada as gírias e às vezes até palavrões.
Mas é indiscutível a sua capacidade de usar parábolas, exemplos reais e casos para dar seu recado e ser entendido pelo seu público, que é basicamente composto por pessoas com pouca formação cultural.
Ser modesto e despretensioso também é um aspecto chave para o sucesso na comunicação. Arrogância afasta as pessoas. Não tente, durante uma conversa, mostrar sua superioridade. Você tem um ponto de vista sobre um determinado assunto e a oportunidade de defendê-lo frente a uma pessoa, que pode concordar ou não com sua visão.
Comunicar e Comungar são palavras com origens semelhantes, e expressam a idéia de dividir, compartilhar, fazer junto. O entendimento daquilo que você defende depende dos conhecimentos de cada um. Assim, você deve falar com cada pessoa da forma que ela entende. O respeito deve ser total.
Faça contato visual com a pessoa, mas tome cuidado com o olhar. Não se fixe nem fique pulando o olhar muito rapidamente, para não passar a impressão de que está perdido ou nervoso. Por outro lado, não fique para cima ou para o nada, pois seu interlocutor o achará arrogante.
Seja oportuno. Amarre suas observações ao jornal de hoje. Atualize constantemente seu material. Identifique como o tema de sua conversa é impactado pelas mais recentes notícias.
Em seu cotidiano, o motorista de Taxi tem a oportunidade de entabular uma dezena de conversas. Alguns clientes gostam de um bate-papo, outros preferem o silêncio. Um bom comunicador conseguirá perceber estas característica, e usar a habilidade de se comunicar para construir relacionamentos. E bons relacionamentos significam bons negócios.
Dom, 08 de Agosto de 2010 17:50
*Por Gilberto Wiesel.
A velocidade da informação, proporcionada pelo avanço da tecnologia, nos mantêm imersos em um constante e abundante fluxo de notícias, casos, dados e, principalmente, anúncios. Publicidades de produtos e serviços nos rodeiam todo o tempo, o consumo não se resume mais ao simples ato de adquirir algo, e passa a fazer parte das nossas vidas e aspirações. As marcas são mais do que simplesmente referência de compras, elas ocupam um grande espaço na rotina dos consumidores, são parte dos sonhos da população. A questão então é como, em meio a todos esses inúmeros e repletos anúncios, promoções e ofertas, destacar a sua marca, a sua empresa, e fazer parte dos sonhos do seu cliente?
Acima de tudo, é preciso que se estabeleça uma relação de confiança entre seu negócio e sua clientela e, além disso, transformar esse relacionamento em duradouro e sustentável. A sua marca pode se transformar na ligação entre a atual realidade e o projeto ao qual seu cliente aspira. A confiança na sua empresa é capaz de alimentar o plano de futuro dessas pessoas, e é de extrema importância que seu consumidor perceba o investimento da sua companhia nos sonhos dele.
Muitos empresários pensam que preço baixo é um gerador automático de confiança, o que certamente não é verdade. A agressividade na competição pelo menor custo, por meio da diminuição da qualidade, seja dos produtos ou dos serviços, é uma estratégia que pode até elevar o número de vendas, mas não reforça em nada a relação cliente/empresa, ainda mais no que se refere à lealdade. Se o seu objetivo é fidelizar seus clientes, não se esqueça: qualidade é fundamental.
Para investir e fazer parte das aspirações mais ambiciosas dos seus consumidores é preciso estar presente, manter o canal entre as duas partes aberto, ou seja, saber que a comunicação é fator decisivo. Estar na mídia agrega credibilidade e valor ao seu produto ou serviço, reforça a personalidade da sua empresa, confere simpatia à marca e, principalmente, instiga a curiosidade dos compradores. Os que já conhecem, querem se aprofundar no que você oferece e, quem ainda não ouviu falar, gostaria de conhecer aquilo que se destacou em meio a tantos outros similares.
Na busca pelos próprios arranjos, na atualmente tão subjetiva aldeia global, necessitamos de tempo para sonhar, tempo para executar nossos ideais, tempo para cuidar do que construímos. Estamos sempre em busca do melhor serviço, pelo menor preço, no menor tempo possível.
Oferecer visibilidade daquilo que o consumidor quer, precisa ou deseja, acompanhada de qualidade e dedicação, é economia de tempo para o cliente, acréscimo de confiança para o empresário, e um reforço de extrema importância para o realce de sua marca nesse mundo tão segmentado e, ao mesmo tempo, tão único.
Mensagem: A gentileza é uma lingua que até um mudo pode falar e até um ego pode ouvir e compreender. Cristian Bovee
Atenciosamente,
Website Gilberto Wiesel.
www.gilbertowiesel.com.br
Dom, 08 de Agosto de 2010 16:50
*Por Professor caxito
A maioria das pessoas não pensa em planejar sua carreira. Nós deixamos a
vida nos levar. Gosto muito da música “Deixa a vida me levar” do Zeca pagodinho,
mas esta frase só é bonita na música. Se você deixa a vida te levar, principalmente
na sua vida profissional, dificilmente vai alcançar seus sonhos. Mas como planejar sua carreira? O primeiro passo é examinar sua identidade. É saber quem você é de verdade, o que gosta de fazer, o que te deixa feliz. Quem faz aquilo que gosta faz bem e quem faz bem é reconhecido profissionalmente. A seguir, você precisa definir quais são seus valores. No que você acredita. Os valores são pessoais. Alguns dão mais importância a família. Outros ao sucesso, outros ao dinheiro e aos bens materiais. Nenhum valor é certo ou errado: ele deve fazer sentido para você. É importante, ao definir seus valores, não mentir para você mesmo. Se dá importância ao dinheiro, não defina como seu valor principal a família só por que isso é socialmente mais aceitável. Seja sincero: é sobre os seus valores que você vai planejar seus objetivos O próximo passo é estabelecer metas e objetivos. Onde você estará profissionalmente daqui a cinco anos? Seja bastante específico: qual o cargo deseja ocupar? Em que tipo de empresa? Quanto pretende ganhar? Quanto mais detalhado for seu objetivo mais facilmente você vai conseguir desenhar seu plano de ação para chegar lá. O plano de ação é seu próximo passo. Para definir um plano de ação, você precisa saber com detalhes quais as competências precisa ter para ocupar o cargo que almeja. Se o cargo que você quer daqui a cinco anos exige nível superior, você precisa começar a estudar até o próximo ano. Se o cargo exige ter a capacidade de liderança, você precisa começar a fazer cursos sobre o assunto. Faça uma lista de coisas que você precisa fazer em cada ano até chegar a seu objetivo. Esta lista de tarefas deve ser bem detalhada. Quando você vai se matricular em um curso? Que curso? Onde? Por que este curso vai te levar a seus objetivos? Quanto vai custar? Mas não adianta planejar e não fazer. A cada mês, defina um dia no qual você vai revisar seus planos. Desta forma, evita sair de seu caminho. É claro que este planejar sua carreira é um tema é muito profundo e que exige muita atenção aos detalhes. Na próxima coluna, vamos falar com mais profundidade sobre o plano de ação para alcançar seus objetivos. Mas eu vou te dar agora um dever de casa, uma tarefa: Defina quais são seus valores. E defina também onde quer estar daqui a cinco anos. Na próxima edição, voltamos a conversar.
Sáb, 03 de Julho de 2010 16:26
*Por Evaldo Costa
Na última quarta-feira (16/6) o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a manutenção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) zero para picapes, caminhonetes, caminhões e tratores até final de 2010. A notícia, naturalmente, é favorável já que o impacto da produção agrícola e do transporte rodoviários na economia não é insignificante.
As caminhonetes e picapes permanecerão com uma alíquota do IPI de 4% (sem a medida, o IPI subiria para entre 8% e 10% a partir de julho). Naturalmente, as montadoras que operam forte neste segmento, como é o caso da Toyota, Mitshubishi, Nissan, GM, e agora a VW, poderão ter desempenho destacado nos próximos meses. Pelo que tudo indica, as vendas de caminhonetes e picapes tem tudo para manter-se em alta. Pois, além do incentivo do governo, surgiu um novo competidor no pedaço: a Amarok da Volkswagen.
Muito embora o governo tenha mirado o setor produtivo, sabemos que o mercado de picapes destinado ao lazer tem crescido bastante, nos últimos anos, por aqui e a manutenção do incentivo, poderá ser um motivo a mais para que ese segmento se expanda ainda mais, o que justifica o lançamento da Volkswagen.
A picape Amarok tem aparência que agrada, mas a questão é saber se o seu posicionamento de preço permitirá que ameace o mercado de suas concorrentes que, provavelmente, lançarão algumas estratégias de mareketing para evitar perda de market share. De uma coisa podemos ter certeza: com o aumento da concorrência, o consumidor será o maior beneficiado.
E por falar nisso, a Volkswagen estará apresentando, nesta semana, no Rio de Janeiro, à sua rede de concessionária, a versão reestilizada do Space fox. O carro tem tudo para fazer sucesso e ajudar a montadora alemã a manter a liderança do mercado nacional.
Evaldo Costa
Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil
Escritor, consultor, conferencista e professor.
Autor dos livros: “Alavancando resultados através da gestão da qualidade”, “Como Garantir Três Vendas Extras Por Dia” e co-autor do livro “Gigantes das Vendas”
Site: www.evaldocosta.com
Blog: http://evaldocosta.blogspot.com
E-mail: evaldocosta@evaldocosta.com
Sáb, 03 de Julho de 2010 16:11
*Por Gilberto Wiesel
Termos como “produtos ecologicamente corretos”, “sustentabilidade” e “meio ambiente” permeiam a mídia, a política, os encontros empresariais, o mundo. Mas, a sustentabilidade ainda não é hábito no cotidiano da atual geração consumidora. Este é um período de transição na educação ambiental da população e, apesar das empresas já estarem agindo, precisam firmar a tomada de iniciativas que visam o futuro. Ainda são poucos os frutos de propostas e mesmo ações no presente, quando o consumidor ainda não está preparado e nem aprova completamente o produto ou a intenção, mas a questão é a futura geração de consumidores. Conhecidos como geração Z, são críticos, dinâmicos, tecnológicos e tendem a transformar as intenções ecologicamente corretas de agora em hábito, preferência e ações. Nascidos a partir de meados dos anos 90, esses ainda meninos e meninas lêem atenciosamente os rótulos, se preocupam efetivamente com o meio ambiente, são ensinados desde a escola da importância da natureza e, principalmente, já incluem no cotidiano os costumes de uma vida sustentável. E como preparar sua empresa para esses futuros clientes? As ações estratégicas com foco no futuro são suficientes para conquistar essa nova geração de compradores? E quando, além de projeções, também são necessários resultados imediatos? A mudança necessária para atender às necessidades e vontades dos “consumidores sustentáveis” exige planejamento e paciência. Mas, acima de tudo, exige ação a partir do presente. É preciso um trabalho de educação ambiental dos consumidores atuais, porém, só a disseminação da importância da preservação do meio ambiente pode não ser suficiente para a real conscientização. Exemplos dentro das empresas, como as que vendem produtos sustentáveis, mas não fazem ao menos coleta seletiva dentro da própria linha de produção ou escritórios, mantêm as intenções nas ideias e longe dos costumes. Alguns empreendimentos, por exemplo, lançaram versões mais ecológicas e baratas de produtos, como o sabão em pó Ariel Ecomax, que produz menos espuma e reduz o número de enxágues, ou o papel higiênico Neve Naturali, feito a partir de aparas selecionadas e compactado, economizando embalagem. Mesmo com esse cuidado com o meio ambiente, esses produtos ainda são menos vendidos que suas versões tradicionais. A maioria dos clientes prefere manter-se fiel aos produtos de sempre. Outro ponto a se pensar é a dificuldade em encontrar esses produtos, visto que muitos deles são vendidos apenas em lojas especializadas. Os poucos encontrados nos supermercados são, em sua grande maioria, mais caros que os convencionais, ou seja, produtos ecologicamente corretos ainda não estão ao alcance de todos. Para suprir as necessidades dessa nova geração, o empresário precisa arriscar na criação de diferentes conceitos. Mas lembre-se, atingir os consumidores e se preparar para as exigências dos futuros clientes não significa esquecer as características que fizeram com que esses consumidores se tornassem leais à sua marca. Inovação pode ser a grande diferença entre perdurar ou não no mercado, ainda mais com esses pequenos futuros consumidores, que aprovam e querem consumir o novo e o sustentável. Algumas empresas já iniciaram campanhas focadas especialmente nestes novos clientes. Um exemplo de ações para o futuro é o “Danoninho para Plantar”. Cada bandeja do produto da Danone traz consigo um sache com sementes de flores e hortaliças que contém instruções para se plantar no próprio potinho, além de um código que permite a criança plantar uma “árvore virtual” na Floresta do Dino, no site da empresa. Cada “árvore virtual” plantada ajuda no reflorestamento da Mata Atlântica. Esse é um exemplo de como investir em consumidores do futuro, ao mesmo tempo em que se cria ações ecológicas no presente. Assim como não se pode deixar de disseminar a importância da preservação do meio ambiente e agir em prol disso, é preciso se preparar para essa nova geração consumidora. Os futuros compradores querem, além de planejamento, mudanças reais nos produtos, princípios e atitudes das empresas. Preparar-se para essa nova fase é difundir informação e renovar os hábitos em benefício do planeta, e transformar a sustentabilidade tão exigida por esses novos clientes de discurso para ações concretas.
Sáb, 03 de Julho de 2010 15:50
*Por Sérgio Dal Sasso
Tema: Como você sabe, os bacharelados interdisciplinares são novos modelos de graduação oferecidos por algumas universidades federais cujo objetivo é oferecer um curso de três anos, de onde o estudante sai com uma formação geral em uma área de conhecimento. Depois, o aluno tem duas opções: ou se forma ou opta um curso específico com um diploma na profissão que escolher.
Isso atrasaria a formação do profissional, mas, por outro lado, "garantiria" um formando mais capacitado, segundo alguns especialistas. Como você analisa essa nova proposta de formação?
Nos dias atuais fala-se um muito em tempo e seu aproveitamento. Em particular verifica-se na prática, que as carreiras bem sucedidas sempre estão acompanhadas de um entendimento comum, entre o que se faz e o quanto se gosta de fazer.
Nesse sentindo ter uma visão antecipada com um aprendizado mais generalista, pode contribuir significativamente para se definir com maior certeza o por onde e como usaremos nosso potencial para que seja mais útil, proveitoso e bem sucedido.
Os cursos de menores durações, sejam humanistas ou técnicos, de qualquer forma tendem a ser mais objetivos no sentido de preparar mais rapidamente o profissional para o exercício de uma determinada função no mercado de trabalho. Sendo assim, propiciam mais rapidamente os testes práticos em relação ao que queremos como atividade profissional.
O resultado dessa competência de certo naturalmente vai pedir por substituições de rumo ou mesmo aperfeiçoamentos para que possamos fazer jus aos passos seguintes das carreiras.
Você acredita que o mercado de trabalho está preparado para receber formandos em graduações interdisciplinares? Explique.
Existe uma necessidade mercadológica no sentido de se formar colaboradores que detenham a integração do conhecimento estratégico com a visão tática. Os profissionais que buscam por um sucesso continuado, devem estar atentos tanto pelo desenvolvimento da sua função, como de conhecer o negócio como um todo. Nesse sentindo a visão multidisciplinar (visão aprofundada dos processos e mercados) é hoje tão importante quanto à técnica, pois dependeremos dessa conjugação para poder participar tanto na execução dos trabalhos, como no auxilio participativo as decisões a serem tomadas.
Há melhores oportunidades (ou mais) para esse profissional no universo corporativo? Dê exemplos.
Sem duvida que sim. Vejamos o lado real dos mercados! Para que os negócios sejam competitivos eles precisam ter bons produtos conjugados com bons serviços, ao mesmo tempo em que devem estar dotados de custos competitivos. A questão dos custos competitivos requer entre outros fatores, de uma equipe ágil, capacitada, dinâmica, inovadora e competente, onde o fator de troca de conhecimentos entre as equipes em suas áreas e entre elas serão sempre estratégicos para geração de qualidade do que fazemos e as novidades que pretendemos fazer pela evolução das atividades.
Os exemplos mais claros estão relacionados com as empresas que conseguem lançar suas novidades na frente da média dos mercados que atuam, e que com isso colhem os frutos da inovação, garantindo a rentabilidade adicional para que continuem investindo em seus propósitos.
Você acha que os bacharelados interdisciplinares acompanham a reorganização do mundo corporativo? Explique.
Se não acompanham é fato que isso é fundamental para o seu entendimento e adequação no mercado de trabalho. Estar antenado pelas novas tendências de perfil, tanto internamente na organização como na visão de mercado e sua relação com as necessidades do mundo corporativo, é o próprio passaporte de certificação de garantias do nosso sucesso e aproveitamento das oportunidades.
As informações são importantes, mas o grande exercício que temos que aprender está na capacidade de utilizá-las como trunfo as nossas evoluções e pretensões no fortalecimento das direções por onde pretendemos trilhar. Coisa do tipo, ter uma visão do onde e do como começar, sabendo que no meio desse caminho deveremos ter um recheio de muita informação, percepção e ação para que nossas atuações sejam percebidas dentro da empresa e pelo mercado relacionado com o que estamos fazendo.
Em sua opinião, a formação humanística, profissionalizante, é importante para reforçar o espírito crítico e de cidadania no futuro profissional? Explique.
Sem duvida, pois em qualquer situação sempre vamos lidar com as pessoas, pois delas seremos dependentes pelo avançar, pelo mudar. Saber se relacionar, ter postura, ter equilíbrio, construir comunicações adequadas e segmentadas, são elementos para se fazer pontes e um dos principais fundamentos para que nos aproximemos dos resultados pretendidos.
Seja qual for a nossa atividade, exercer o poder pela arte do se comunicar e saber viver em ambientes de equipes será sempre tão fundamental como deter o conhecimento técnico da sua atividade.
Algo a acrescentar?
Nas nossas carreiras temos que ser especialistas, pois esse é o lado concreto que define as razões iniciais das contratações. A partir desse estágio inicial, o sucesso profissional estará na forma do como conseguirá vender seu peixe, sempre pensando que um bom trabalho, do tipo que serve como modelo a ser seguido, necessitará de bons professores e nesse sentido sua exposição terá tudo a ver com a capacidade de absorção e a facilidade com que conseguirá transpassar conhecimentos e ser aceito pelo reconhecimento do que faz.
É no dia a dia, no exercício do óbvio operacional, que devemos criar diferenças pelos objetivos e capacidade de buscar por melhorias que ampliem nossas atuações e participações. Sucesso a todos!
Sérgio Dal Sasso, consultor empresarial, escritor e um dos mais capacitados palestrantes do Brasil. Palestras em Empreendedorismo, Administração, Vendas e Educação Profissional.
Portal e contatos: www.sergiodalsasso.com.br, falecom@sergiodalsasso.com.br.
Sáb, 03 de Julho de 2010 15:04
*Por Raúl Candeloro Uma das mensagens que mais recebo por e-mail é: "Raúl, como faço para aumentar minhas vendas?" Passei anos respondendo "depende", o que sempre deixava as pessoas frustradas e, por conseqüência, a mim também. Finalmente, consegui reunir as informações disponíveis sobre isso de maneira organizada, simples e direta, de forma que qualquer pessoa possa entender. Talvez, isso possa ajudá-lo também, caso esteja passando por uma situação parecida. As opções para aumentar as vendas de qualquer empresa ou profissional de vendas são: 1. Aumentar seu mercado – Para isso, você precisa usar algum tipo de segmentação. • Geográfica – Trabalhar, por exemplo, novos bairros, cidades ou novos canais de venda como: internet, mala-direta, catálogo e call center. • Demográfica – Trabalhar alguma característica do público ligada aos sexos feminino ou masculino, idade, renda, grau de instrução, etc. • Psicográfica – Levar em conta características psicológicas dos clientes. Butiques, lojas de surfe, skate e de novidades em informática são exemplos típicos no varejo, mas existem "n" opções de produtos ou serviços que podem ser segmentados em clientes conservadores, arrojados ou outros atributos psicológicos – racionais, emocionais, lentos, rápidos, etc. • Por comportamento de consumo – Por exemplo: curva ABC, ou seja, colocar seus principais esforços em uma determinada faixa da sua própria base de clientes com necessidades especiais. Uma segmentação desse tipo também tem o grande benefício de ajudar a decidir se serão necessários novos produtos e serviços para atender a esses públicos e quais os conhecimentos, habilidades e atitudes necessários para que o vendedor tenha sucesso. 2. Aumentar sua participação de mercado – de duas formas: • Roubando clientes da concorrência – Com o lançamento de produtos ou serviços segmentados corretamente. • Parando de perder clientes para a concorrência – Fazendo a análise de perda de vendas e satisfação de clientes – a questão definitiva: "Você nos indicaria para um amigo ou colega?" Esse trabalho de medir a satisfação dos clientes é fundamental – recomendo o Reichheld como fonte para quem quiser se aprofundar. 3. Aumentando a freqüência de compra – Fazendo com que seus clientes voltem e comprem mais vezes. Isso, muitas vezes, implica em entender o ciclo de compras do cliente e tentar se antecipar a ele na próxima compra, via telefone, e-mail, mala-direta ou visita pessoal. 4. Aumentando o valor médio de compra – Fazendo com que os clientes gastem mais, em média, quando compram de você. Aqui, geralmente, a venda casada (cross selling), trabalhando todo o mix disponível pela empresa, o up selling (vendendo produtos e/ou serviços mais caros), etc. Basicamente, é isso. Ao visualizar suas opções dessa forma, mais organizada, fica muito mais fácil entender quais estratégias devem ser adotadas para aumentar as vendas de maneira mais eficaz (e eficiente também). Canso de analisar cinco concorrentes de um ramo e descobrir que são todos iguais, brigando pelo preço, em vez de colocar seu foco no cliente, focam os concorrentes e passam a imitar uns aos outros sem diferencial algum. Melhor mesmo é usar o cérebro e sair dessa briga sem vencedores. Raúl Candeloro é palestrante e editor das revistas VendaMais, Liderança e InvestMais, além de autor de vários livros de Vendas. Formado em Administração de Empresas e mestre em empreendedorismo pelo Babson College, é responsável pelo portal www.vendamais.com.br. E- mail: raul@vendamais.com.br.
Ter, 20 de Abril de 2010 19:26
*Por Raúl Candeloro
Certa vez, li uma frase atribuída ao Dalai Lama que dizia, mais ou menos, o seguinte: “Se um rio estiver envenenado e você quiser descobrir de onde vem o veneno, deve seguir correnteza acima até descobrir a fonte do veneno”.
A mesma lógica é usada por quem trabalha com qualidade total – o que os japoneses chamam de “causa fundamental”, ou seja, a raiz de um problema. Sempre que acontece alguma coisa, é preciso perguntar por que isso ocorreu e continuar perguntando até descobrir a causa fundamental.
Em vendas, isso tem sido muito útil, principalmente quando ouço aquela pergunta “Raúl, como faço para vender mais?”. E a causa fundamental está invariavelmente ligada a quatro grandes fatores: falta de uma definição clara da missão, erros de posicionamento, estratégias desalinhadas e metas confusas. Tratarei dos três últimos assuntos no futuro, porque hoje quero me concentrar na questão da missão, muitas vezes esquecida ou maltratada. Uma missão clara e bem-definida, seja a missão da empresa ou sua missão pessoal, traz três grandes vantagens:
- Um senso claro de propósito – Quando a missão é clara, todo mundo entende quais são os objetivos, qual o “norte” para onde estamos indo. Muito menos tempo é perdido com reuniões e discussões desnecessárias.
- Facilidade maior na tomada de decisões – O especialista Brian Tracy diz que nossa vida é uma seqüência natural de problemas, como ondas no mar, uma atrás da outra. E, de vez em quando vem uma onda maior – a crise. Ou seja, a vida tem uma seqüência, mais ou menos, assim: problema, problema, problema, crise! Problema, problema, etc. Ter uma missão clara e definida ajuda a lidar com esses problemas, pois na hora de decidir entre as alternativas disponíveis tem-se uma referência forte: ou está alinhado com a missão ou não está.
- Moral elevado – Equipes que têm um forte senso de propósito e um norte claro para a tomada de decisões obtêm como benefício direto uma motivação maior da equipe. Um estudo feito mundialmente pela Watson Wyatt, por exemplo, mostrou que as empresas com missão clara, definida e compreendida pelos funcionários tinham lucratividade 30% maior do que os concorrentes “perdidos” (sem missão).
Acredito que as próprias equipes de vendas devem também ter suas missões muito claras. Aliás, esse é um exercício muito interessante – reúna seus vendedores e pergunte a eles é a missão de cada um como vendedor. Você descobrirá dezenas de respostas diferentes. E nem todas estarão alinhadas com a missão da própria empresa ou com a visão que a liderança tem sobre sua equipe de vendas. E talvez esteja aqui uma das causas fundamentais de resultados fracos, equipe desmotivada, etc.
Por exemplo: freqüentemente, ouvimos empresas reclamando da guerra de preços. É muito interessante começar a fazer perguntas para vendedores que reclamam disso – a maioria nunca parou para questionar seriamente por que isso realmente ocorre. Por que o cliente acha um produto ou serviço caro? Pode ser uma série de coisas: pode ser que realmente esteja mais caro (pergunta da causa fundamental – por que somos mais caros? Pergunte até encontrar a causa fundamental). Pode ser que o cliente não perceba o valor oferecido (pergunta – por que ele não percebe?). Pode ser que o cliente não valorize os atributos extras do seu produto ou serviço (pergunta – por que estamos oferecendo isso? Por que ele não valoriza?). Pode ser porque temos concorrentes (pergunta – por que temos concorrentes? Resposta rápida – porque vocês estão vendendo a mesma coisa que os outros). E, assim por diante. Isso tudo faz com que a verdadeira raiz do problema e a verdadeira função (e missão) do vendedor sejam questionadas.
Acho que é disto que estamos precisando em vendas – ir atrás das causas fundamentais, da raiz dos problemas, para trabalhar de maneira mais inteligente, mais digna e mais profissional. E tudo começa com a definição clara da sua missão como vendedor. Pare para pensar e notará que todo o restante gira em torno disso.
Raúl Candeloro (raul@vendamais.com.br) é palestrante e editor das revistas VendaMais®, Motivação® e Liderança®, além de autor dos livros Venda Mais, Correndo Pro Abraço e Criatividade em Vendas. Formado em Administração de Empresas e mestre em empreendedorismo pelo Babson College, é responsável pelo portal www.vendamais.com.br
Ter, 20 de Abril de 2010 19:13
*Por Floriano Serra
Muitos gestores ainda não perceberam as novas tendências comportamentais dos colaboradores. Hoje, mais do que nunca, todos querem ser felizes no trabalho. Querem tratamento respeitoso, justo e digno. Simples assim. No entanto, as relações de trabalho em muitas organizações não estão compatíveis com essas novas tendências.
É óbvio que as empresas não são entidades beneficentes, nem parques de diversões. Elas investem pesado em seus negócios e visam, com todo o direito e justiça, os melhores resultados possíveis, traduzidos na forma de crescimento e lucros.
Mas também é óbvio que isso não justifica que esse crescimento e lucro sejam obtidos à custa do bem estar e da saúde dos seus colaboradores. O que não se pode tolerar é que, em nome de cada vez maior produtividade e ganhos, uma organização submeta seus colaboradores a pressões que coloquem em risco sua saúde física e psicológica.
No campo dos modelos de gestão de pessoas, a mídia começa a dar o devido destaque a dois “bês” ingleses que estão comprometendo a saúde dos empregados, as relações do trabalho, a imagem da empresa e, por extensão, seus resultados.
O burnout é um deles. Trata-se de uma resposta de caráter depressivo ao estresse ocupacional crônico, manifestando-se através de profundo esgotamento físico e emocional, de causa diretamente ligada aos relacionamentos pessoais no contexto profissional. Essa síndrome não é novidade. Já havia sido apontada há mais de 20 anos pelos Ph.Ds Christina Maslach e Michael P. Leiter, pesquisadores da Universidade da Califórnia / Berkeley, EUA. Inclusive está classificada no Código Internacional de Doenças (CID-10) sob o código Z73.
A Síndrome do Burnout se apresenta em 3 dimensões: exaustão emocional, despersonalização e baixa realização pessoal – todas comprometendo a saúde, a auto-estima, as relações e o desempenho, podendo também aparecer sob a forma de dores musculares, enxaqueca, gastrite, síndrome do intestino irritável, insônia, hipertensão, diabetes, depressão, alcoolismo e dependência a drogas.
E agora, como se não bastasse o “b” citado, surge o “Bullying”, expressão que define atos de violência física ou psicológica, praticados no trabalho, de forma intencional e repetitiva, por um indivíduo ou grupo, visando intimidar ou agredir uma pessoa incapaz de se defender. É, portanto, parente próximo do assédio moral. Em várias situações do trabalho pode-se perceber a presença do bullying: estabelecimento de metas e prazos impossíveis de serem cumpridos; atribuição de tarefas simples a profissionais altamente qualificados; cancelamento de reuniões e compromissos em cima da hora sem avisar aos envolvidos; “congelamento” de alguém da equipe; atribuição de tarefas que exijam a permanência no trabalho até altas horas da noite ou que sejam feitas durante feriados e fins de semana; omissão de informações relevantes e de interesse da equipe; ocorrência contínua de críticas destrutivas e atitudes semelhantes. Os profissionais que sofrem a ação do bullying, com a repetição do mesmo, podem adquirir distúrbios psíquicos até irreversíveis e serem compelidos a atos extremos.
Nenhum desses dois “bês” se constitui em novidade: de mesma forma que ocorreu com o burnout, também com relação ao bullying os primeiros alertas foram feitos há mais de duas décadas por médicos e pesquisadores do comportamento. Este segundo “b”, detectado inicialmente em ambientes escolares, apenas recentemente foi percebido também no ambiente corporativo.
Diante desse quadro, as lideranças, que sempre foram as responsáveis pela definição e manutenção da qualidade do clima e das relações nas suas áreas, têm agora um novo desafio perante suas equipes: o de impedir que as relações entre seus membros se deteriorem tanto que se aproximem perigosamente daqueles dois “bês” nefastos. Sob risco de fazerem surgir um terceiro “b”, aquele que se refere ao próprio “Boss”.
Ter, 20 de Abril de 2010 19:04
*Por Floriano Serra
Em um grande número de organizações, o que não faltam são as “calamidades” comportamentais, algumas das quais, de tanto se repetirem, tornam-se crônicas e, ao mesmo tempo, folclóricas e motivos de lágrimas e risos nos corredores. Essas calamidades podem diferir na forma, mas todas têm uma coisa em comum: detonam o clima interno, acabam com o respeito aos princípios e valores da empresa e, por vias indiretas, comprometem as relações entre os colegas e dificultam o cumprimento dos resultados. Os “jeitinhos” e os “jeitões” constituem duas dessas calamidades – dentre outras.
Comecemos pelos “jeitões”. Quem, no seu local de trabalho, não tem ou nunca teve um colega ou chefe com um “jeitão” fora dos padrões civilizados? Tomemos o caso de um gestor que é grosseiro de doer, grita e trata seus colaboradores como se fossem máquinas ou coisas insensíveis e sem auto-estima. E quando alguém mais corajoso decide procurar a Alta Direção para fazer queixa daquele assediador moral em série, ouve do maioral: “Ah, não esquenta com isso! É o “jeitão” dele, mas no fundo é ótima pessoa... E, olha, com esse “jeitão” ele faz o pessoal cumprir todas as metas!”. E o gestor, com seu “jeitão” anacrônico, continua pelos corredores à fora machucando impunemente a equipe, protegido pela cultura interna que aprova esse “jeitão eficaz” de atingir resultados...
Anote aí: nas empresas que abrigam essa calamidade, “jeitão” é a nova palavra para definir grosseria, falta de modos e de educação, insensibilidade e total desconhecimento da arte de liderar pessoas. Isso me faz lembrar as palavras do guru em administração Stephen Covey, consultor americano, autor do best-seller “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”, que vendeu mais de 15 milhões de exemplares: “A maioria das lideranças ainda está estancada no modelo de trabalhador em que as pessoas são vistas como coisas a ser controladas e reguladas. Mas hoje é imperativo ter consciência de que as pessoas são feitas de corpo, mente, emoções e espírito”. Um bom treinamento em sensibilização – com a Análise Transacional, por exemplo - consegue amenizar e em alguns casos até extinguir esses “jeitões”. Outra calamidade são os “jeitinhos”. Diariamente, em muitas empresas, as normas, políticas, regulamentos e diretrizes são criativamente dribladas ou ignoradas por “jeitinhos”. São aqueles atalhos e “adaptações” que fogem da estrada principal que conduz ao ponto certo, visando “facilitar” o trabalho de muita gente esperta, que esquecem que isso complica e compromete a vida das organizações. O “jeitinho” existe onde hajam profissionais sem a devida disciplina, paciência e comprometimento para cumprir as etapas e os passos às vezes complexos e burocráticos de algumas tarefas e processos, mas que asseguram a excelência e a legalidade do trabalho. Resultado: os milhões gastos pela empresa em programas e projetos de qualidade, excelência e boas práticas de fabricação descem diariamente pelo ralo do desperdício.
Essas calamidades podem ser anuladas pela própria organização, se sua gestão definir e fizer seguir rigorosamente as corretas práticas de trabalho, se investir no desenvolvimento da maturidade comportamental das equipes e em saudáveis e éticos princípios e valores.
Felizmente, em sua grande maioria, as organizações atuam conforme o figurino, sem permitir a ocorrência dessas calamidades. São as empresas vencedoras – não necessariamente as de maior porte e lucro, mas as de maior ética, melhor clima e aquelas com maior preocupação com seu capital humano. Mas ainda há muita gente que parece esquecer o óbvio: numa empresa ou em qualquer organismo social, nenhum “jeitão” comportamental está acima dos direitos e do bem estar da coletividade, assim como nenhum “jeitinho” está acima do compromisso com as leis e com a qualidade.
É simples assim.
*Floriano Serra é psicólogo, consultor, palestrante e facilitador de seminários comportamentais. É diretor-executivo da SOMMA4 Gestão de Pessoas, autor de vários livros e inúmeros artigos sobre o comportamento humano. Ex-diretor de RH de empresas nacionais e multinacionais.
Qua, 07 de Abril de 2010 10:43
*Por Evaldo Costa
Você dirige alguma equipe? Considera-se um bom gestor, mas deseja se tornar um líder eficaz? Pois saiba que muita gente que ocupa cargo de direção acaba se acomodando e achando-se o rei da “cocada preta”. Daí, o tempo passa e quando acorda para a realidade já é tarde demais e o recomeço é quase sempre cruel.
Você, por exemplo, já trabalhou ou trabalha em alguma empresa em que o seu superior, quando tem que comunicar mudanças, começa a reunião mais ou menos assim: “Bom dia. Hoje temos um importante comunicado a fazer: a nossa diretoria resolveu que devemos a partir de agora...”. Ou assim: “Bom dia. O nosso gerente geral achou por bem mudar a nossa política comercial a partir de hoje”.
Para esse tipo de gente, a responsabilidade pelas mudanças nunca é sua e sim dos superiores. É um chefe do tipo bom camarada, amigão, boa praça. Procura estar sempre ao lado se seus subordinados em festas, almoços, jantares, confraternização etc. Nunca contraria vontades coletivas dos subordinados e recorre as “amizades” para saber como anda o seu prestígio.
Normalmente, é bem articulado e hábil comunicador. Ele sabe usar a energia e o entusiasmo para convencer a sua audiência. Fala tudo que acontece e que a equipe quer ouvir, mas quase ninguém dá a mínima para o que ele diz e quase nada acontece. Ele não costuma cuidar bem dos processos, daí a área que dirige ser desorganizada, todos tentam resolver tudo, quase ninguém se entende e os conflitos são comuns. Além do mais, ele vive “apagando incêndio” e quando cobrado pelos superiores tem sempre uma boa justificativa na ponta da língua para explicar suas ineficiências.
Esse tipo de gestor está sempre pronto para comunicar as mudanças, mas nunca está disposta a explicá-las. Além disso, o insucesso é culpa dos outros e as boas idéias sempre sua. Como nem sempre está atento para aprender com as mudanças, dificilmente tornar-se-á um líder, o mais provável é que continue agindo como o chefe de sempre. Afinal de contas, nos ensina Croft M. Pentz: “A pessoa torna-se sábio, observando cuidadosamente o que acontece quando ele não é”.
Para evitar a arapuca dos que se acham acima do bem e do mal e tonar-se um líder vencedor e admirado, o gestor deverá agir com sabedoria, recorrendo aos seguintes princípios:
* Explique detalhadamente o que pretende, mas não diga como a tarefa deverá ser realizada – As pessoas inteligentes não acreditam em mensagem que são comunicadas. Elas desejam entender a razão das mudanças; * Use o conhecimento e não a hierarquia – Pessoas inteligentes não se impressionam com títulos; * Diga o que fazer, mas não como quer que seja feito – Pessoas inteligentes gostam de ser desafiadas, encontrar os seus próprios caminhos e sentirem-se úteis; * Identifique talentos abandonando velhos paradigmas – Não se impressione com os candidatos de boa formação. Nem sempre as pessoas com mais capacidade de agregar valor são aquelas melhor educadas ou com mais títulos.
O fato é que os chefes comunicam já os líderes explicam.
Pense nisso e ótima semana,
Evaldo Costa
Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil Escritor, consultor, conferencista e professor. Autor dos livros: “Alavancando resultados através da gestão da qualidade”, “Como Garantir Três Vendas Extras Por Dia” e co-autor do livro “Gigantes das Vendas” Site: www.evaldocosta.com Blog: http://evaldocosta.blogspot.com E-mail: evaldocosta@evaldocosta.com
Qua, 31 de Março de 2010 09:41
*Por Evaldo Costa
Você tem desilusões e contratempos? Tem talento, mas não consegue ganhar dinheiro? Não sabe bem se está no caminho certo? Se este for o seu caso, não se preocupe tanto, você é normal. A grande maioria, um dia vai se deparar com situações iníquas que leve a este tipo de reflexão.
Mas se é assim, o que fazer, diante de uma encruzilhada, para optar certo e não permitir que o “leme da vida” fuja do nosso controle? Muita coisa é claro, mas se você for capaz de responder de forma cristalina as questões seguintes, seguramente manter-se-á firme no leme da vida e aportará, em segurança, onde pretende chegar.
1. Eu amo o que faço? Há um velho ditado que revela: "Se você ama o que faz, terá que trabalhar um dia em sua vida". Mas, nem sempre amamos as coisas que fazemos. Então, se você não ama tudo que faz, então faça tudo que ama. Mas, se ainda assim não puder fazer tudo que ama, foque o principal, ou seja, o que você mais valoriza e deseja na vida. Daí se tiver que abrir mão de alguma coisa, terá realizado o que mais importa.
2. Eu tenho o talento para o sucesso esperado? Essa é uma boa pergunta, pois você pode amar o que você está fazendo, porém sem nenhuma chance de ser bem sucedido. De nada adianta, por exemplo, trabalhar na profissão que tanto sonha se não reunir as habilidades capazes de fazer de você um vencedor. Muita gente que gostaria de ser jogador de futebol, por exemplo, consegue realizar seu objetivo, mas menos de 5% faz fama e fortuna como atleta profissional.
3. Detenho o conhecimento necessário para prosperar?
O talento sozinho não garante o sucesso. Você deve conhecer muita gente, artistas, por exemplo, que tem muito talento e acabam no anonimato. O talento é indispensável para fazer algo com maestria, mas o conhecimento dará a base necessária para transformá-lo em ouro.
4. O que faço tem reais possibilidades de sucesso? Você pode amar o que faz e ter desenvolvido o talento necessário para conquistar o que deseja, mas se não há potencial para comercializá-lo, você não conseguirá alcançar o sucesso que tanto espera. Por exemplo, imagine você tentando começar um novo negócio para oferecer serviço de mensagem eletrônica (do tipo page, lembra-se?). Com tantas opções de contatos virtuais oferecido via celular, internet etc, será pouco provável vencer.
5. Estou trabalhando o suficiente para conseguir o que quero?
Tem gente que reúne os quatro primeiros quesitos e acha que o sucesso está garantido. Daí cruza os braços, bota as pernas para o alto e espera o dinheiro cair do céu. O que acontece? Vê todas as oportunidades fugirem por entre os dedos, como se água ou areia fossem.
Em resumo, se você respondeu "não" a qualquer destas perguntas saiba que suas chances de sucesso são limitadas, daí o melhor é mudar a rota enquanto há tempo. Porém, se respondeu "SIM" para todas as perguntas, não quer dizer que você está no paraíso, mas a vitória está próxima. Finalmente, lembre-se de que a maioria das grandes vitórias da vida está apenas alguns centímetros de distância dos maiores fracassos.
De uma coisa é certa, onde há talento, paixão, potencial, conhecimento e muito trabalho, há reais possibilidades de sucesso. Daí, é só fazer o que nos recomenda Ralph Waldo Emerson: “Escreva em seu coração que cada dia é o melhor dia do ano."
Pense nisso e ótima semana,
Evaldo Costa
Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil
Escritor, consultor, conferencista e professor.
Autor dos livros: “Alavancando resultados através da gestão da qualidade”, “Como Garantir Três Vendas Extras Por Dia” e co-autor do livro “Gigantes das Vendas”
Site: www.evaldocosta.com
Blog: http://evaldocosta.blogspot.com
E-mail: evaldocosta@evaldocosta.com
Qua, 24 de Março de 2010 10:33
*Por Evaldo Costa
Quem na vida não tem um sonho? Todos desejamos algo que julgamos importante conquistar, não é mesmo? Uns se contentam com um sorriso, já outros desejam fortunas, carros, aviões, reconhecimento e muito sucesso. O que se busca não importa muito, o que conta mesmo é ter algo que justifique o nosso esforço.
Mas, a questão é: você se sente preparado para construir o seu sucesso?
Muita gente quer obter algo achando que pensamento positivo é o bastante. Ledo engano, criar uma imagem do que se deseja e transferir boas energias para que ela se materialize é importante, mas não garante, por si só, o tão desejado sonho.
Para obter algo precioso é preciso um bom plano mental e físico. Precisa-se saber o que se quer e como obtê-lo. Caso contrário, tudo dependerá de bons fluidos. Quem deseja o pódio deve ter confiança em sua trajetória, mas é preciso agir e correr riscos para conquistá-lo, no tempo e na forma desejada.
Para realizar sonhos, o primeiro passo é tomar as rédeas de sua vida, deixando para trás o medo, insegurança, preguiça, dúvidas, inveja e não temer os demais obstáculos que estarão sempre lhe testando. Não tenha vergonha de buscar ajuda. Dificilmente conquistaremos algo sem o apoio de outras pessoas.
O segundo passo é agir com muito amor a ponto de nos apaixonarmos pela causa. Quando nos apaixonamos por algo ou alguém, realizamos maravilhas. O mestre Zig Ziglar nos ensina: “O dever faz com que façamos as coisas bem feitas, mas o amor faz com que façamos melhor ainda”.
O terceiro e último passo é não permitir desperdício de energia. Concentre-se no ponto desejado e não esmoreça nunca. Haverá momentos que você irá pensar que está no caminho errado, que não conseguirá o que tanto deseja, que é incompetente, que o seu sonho está muito além de suas reais possibilidades... Saiba que estará diante de mais um teste para saber o quanto você deseja alcançar a sua meta e se já está pronto para obtê-la.
É como disse Randy Pausch: "As paredes de tijolo não estão lá para nos manter fora, as paredes de tijolos estão lá para nos dar uma chance de mostrar o quanto queremos alguma coisa”.
Pense nisso e ótima semana,
Evaldo Costa
Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil
Escritor, consultor, conferencista e professor.
Autor dos livros: “Alavancando resultados através da gestão da qualidade”, “Como Garantir Três Vendas Extras Por Dia” e co-autor do livro “Gigantes das Vendas”
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E-mail: evaldocosta@evaldocosta.com
Qua, 24 de Março de 2010 10:30
*Por Floriano Serra
Em um grande número de organizações, o que não faltam são as “calamidades” comportamentais, algumas das quais, de tanto se repetirem, tornam-se crônicas e, ao mesmo tempo, folclóricas e motivos de lágrimas e risos nos corredores.
Essas calamidades podem diferir na forma, mas todas têm uma coisa em comum: detonam o clima interno, acabam com o respeito aos princípios e valores da empresa e, por vias indiretas, comprometem as relações entre os colegas e dificultam o cumprimento dos resultados.
Os “jeitinhos” e os “jeitões” constituem duas dessas calamidades – dentre outras.
Comecemos pelos “jeitões”. Quem, no seu local de trabalho, não tem ou nunca teve um colega ou chefe com um “jeitão” fora dos padrões civilizados? Tomemos o caso de um gestor que é grosseiro de doer, grita e trata seus colaboradores como se fossem máquinas ou coisas insensíveis e sem auto-estima. E quando alguém mais corajoso decide procurar a Alta Direção para fazer queixa daquele assediador moral em série, ouve do maioral: “Ah, não esquenta com isso! É o “jeitão” dele, mas no fundo é ótima pessoa... E, olha, com esse “jeitão” ele faz o pessoal cumprir todas as metas!”
E o gestor, com seu “jeitão” anacrônico, continua pelos corredores à fora machucando impunemente a equipe, protegido pela cultura interna que aprova esse “jeitão eficaz” de atingir resultados...
Anote aí: nas empresas que abrigam essa calamidade, “jeitão” é a nova palavra para definir grosseria, falta de modos e de educação, insensibilidade e total desconhecimento da arte de liderar pessoas. Isso me faz lembrar as palavras do guru em administração Stephen Covey, consultor americano, autor do best-seller “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”, que vendeu mais de 15 milhões de exemplares: “A maioria das lideranças ainda está estancada no modelo de trabalhador em que as pessoas são vistas como coisas a ser controladas e reguladas. Mas hoje é imperativo ter consciência de que as pessoas são feitas de corpo. mente, emoções e espírito”.
Um bom treinamento em sensibilização – com a Análise Transacional, por exemplo - consegue amenizar e em alguns casos até extinguir esses “jeitões”.
Outra calamidade são os “jeitinhos”. Diariamente, em muitas empresas, as normas, políticas, regulamentos e diretrizes são criativamente dribladas ou ignoradas por “jeitinhos”. São aqueles atalhos e “adaptações” que fogem da estrada principal que conduz ao ponto certo, visando “facilitar” o trabalho de muita gente esperta, que esquecem que isso complica e compromete a vida das organizações. O “jeitinho” existe onde hajam profissionais sem a devida disciplina, paciência e comprometimento para cumprir as etapas e os passos às vezes complexos e burocráticos de algumas tarefas e processos, mas que asseguram a excelência e a legalidade do trabalho. Resultado: os milhões gastos pela empresa em programas e projetos de qualidade, excelência e boas práticas de fabricação descem diariamente pelo ralo do desperdício. Essa calamidade pode ser anulada pela própria organização, se sua gestão definir e fizer seguir rigorosamente as corretas práticas de trabalho, se investir no desenvolvimento da maturidade comportamental das equipes e em saudáveis e éticos princípios e valores.
Felizmente, em sua maioria, as organizações atuam conforme o figurino, sem permitir a ocorrência dessas calamidades. São as empresas vencedoras – não necessariamente as de maior porte e lucro, mas as de maior ética, melhor clima e aquelas com maior preocupação com seu capital humano.
Muita gente ainda parece esquecer o óbvio: numa empresa ou em qualquer organismo social, nenhum “jeitão” comportamental está acima dos direitos e do bem estar da coletividade, assim como nenhum “jeitinho” está acima do compromisso com as leis e com a qualidade.
É simples assim.
Floriano Serra é psicólogo, consultor, palestrante e facilitador de seminários comportamentais. É diretor-executivo da SOMMA4 Gestão de Pessoas, autor de vários livros e inúmeros artigos sobre o comportamento humano. Ex-diretor de RH de empresas nacionais e multinacionais. E-mail: florianoserra@somma4.com.br
Qua, 24 de Março de 2010 10:14
*Por Evaldo Costa
Você aloca pelo menos 25% da sua verba de propaganda na mídia virtual? Sua página na Internet gera negócios? Usa os recursos virtuais disponíveis para divulgar seus produtos e vender mais? Adota eficazmente a mídia social para gerar mais vendas? Se não respondeu afirmativamente às questões acima é bom se preocupar, pois a maneira de fazer negócio mudou e você pode não ter percebido.
Acabo de chegar de uma convenção nos Estados Unidos e estou impressionado com a adoção de soluções virtuais pelas empresas norte americanas. Não que isso seja novidade, mas a crise fez com que eles recorressem a novos meios de gerar negócios e reduzir custos.
O rádio e o jornal em papel foram os que mais perderam espaço. Quem mais ganhou foi a Internet e a TV a cabo. Mas, o que chama atenção mesmo, são as investidas na mídia social. Usá-la com sabedoria pode significar lucros. Não usá-la poderá representar distanciamento do consumidor.
Mas, afinal de contas o que é necessário para obter sucesso na mídia social? resposta pode não ser tão simples, mas segundo especialistas da área, algumas dicas funcionam bem. Para Jenny Wilmshurst, basta migrar os contatos que você tem (off-line) para on-line, mantendo e ampliando relacionamentos. Mas, lembra que a comunicação social não é uma solução rápida, porém é a nova onda e daí, pode não ser bom descolar dela.
Até porque, diz Jenny, ela pode ser altamente complementar às suas atividades de vendas, bem como agregar valor aos seus produtos e serviços. Várias opções de mídia social podem ser integrandas ao mix de marketing on-line e off-line. Isso ajuda a atrair a atenção do consumidor e a diminuir a necessidade de grandes investimentos na mídia tradicional.
Para outra especialista em mídias sociais, Linda Schenk, da empresa de consultoria americana Social Media Works, é preciso recorrer aos diversos mecanismos disponíveis gerando conteúdo e focando áreas de interesse. Para ela, não se pode pensar em mídia social sem levar em conta os principais players do mercado virtual e, também, ferramentas disponíveis, a exemplo do YouTube, FaceBook, LinkedIn, Twitter, Orkut (no Brasil) e recursos como o Email Marketing , blog entre outros.
Mas, os gurus lembram que é preciso atuar com cuidado, pois os riscos são proporcionais às oportunidades. Se a empresa não tem uma boa proposta, a mídia social poderá servir contra os seus interesses. Daí, a importância de boa reputação para colher bons frutos.
É como nos ensina o dito popular "A vida não é esperar a tempestade passar ... É preciso aprender a dançar na chuva!"
Pense nisso e ótima semana,
Evaldo Costa
Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil
Escritor, consultor, conferencista e professor.
Autor dos livros: “Alavancando resultados através da gestão da qualidade”, “Como Garantir Três Vendas Extras Por Dia” e co-autor do livro “Gigantes das Vendas”
Site: www.evaldocosta.com
Blog: http://evaldocosta.blogspot.com
E-mail: evaldocosta@evaldocosta.com
Qua, 03 de Março de 2010 10:16
*Por Adm. Marizete Furbino
“Nenhuma empresa é melhor do que o seu administrador permite”.
(Peter Drucker)
Em meio a tanta turbulência do séc. XXI, mais do que nunca, a figura do administrador dentro de qualquer organização, seja de pequeno, médio ou grande porte, se tornou imprescindível.
Assim como o médico é essencial à vida de qualquer cliente, o administrador é essencial em qualquer organização.
O séc. XXI vem recheado de incertezas, desafios e mudanças constantes, e ninguém melhor para assumir riscos, com maior probabilidade de acertos, obtendo resultado esperado, do que um administrador.
O administrador, sendo o grande responsável por toda organização, procura atuar com muito comprometimento e envolvimento. Com o seu talento e competência irá contribuir para que a organização a qual esteja inserido, não só sobreviva neste mercado globalizado, onde a competitividade é tão acirrada, mas, permaneça sólida no mesmo. E este constitui um dos grandes desafios para o administrador, que com muita maestria, consegue realizar suas ações, pautadas na eficiência e eficácia, obtendo resultados esperados e trabalhando sempre em prol da melhoria contínua da organização.
Como agente desvelador da realidade em que vive, agente de mudança e de transformação, o administrador através de seus conhecimentos e de sua visão, realiza análise da organização e do mercado, verificando as oportunidades, ameaças, as fraquezas e fortalezas, o que faz com que a organização a qual está sob sua direção, faça um diferencial no mercado, transformando fraquezas em fortalezas e ameaças em oportunidades.
As organizações devem reconhecer, que o administrador foi preparado para ocupar o seu lugar no mercado e que contratando-o, só se tem ganho, pois, este profissional é capaz de alavancar qualquer organização.
O administrador, através de uma visão sistêmica, visão esta, do todo organizacional, desenvolve um trabalho de qualidade, conseguindo êxito em suas ações com e através das pessoas que fazem parte de todo processo organizacional.
Através de sua competência, sabe muito bem atrair, manter e reter talentos, enxergando cada funcionário como colaborador e como um dos maiores patrimônios que a organização possui, realizando um trabalho, onde todos os departamentos executam suas atividades em equipe, de forma harmoniosa, interligada, interagida e inter-relacionada, conduzindo o processo de tal forma que todos não só conheçam os objetivos organizacionais, mas trabalhem com colaboração, cooperação, afinco e dedicação, em prol dos mesmos.
O administrador é um exímio identificador e solucionador de problemas. Age em tempo hábil, procurando fazer do tempo o seu aliado e das pessoas que compõem a equipe verdadeiros parceiros, proporcionando que a organização atenda as perspectivas destes e que estes atendam as perspectivas da organização.
O administrador nunca deixa de atualizar seus conhecimentos, está sempre buscando-os, pois, tem plena consciência que, o saber é inesgotável e que para crescer profissionalmente precisa saber mais e mais, para assim, fazer o diferencial no mercado.
Possui uma capacidade de relacionamento invejável, pois, sabe que depende das pessoas para se obter o resultado desejado.
O administrador além de atuar com profissionalismo e de preocupar-se em demasia com o seu nome, se preocupa também, com suas atitudes, comportamentos e condutas, pois, sabe que é um ser humano notado e visado dentro e fora da organização, tem consciência que seu estilo influencia o comportamento das pessoas e que qualquer deslize é imperdoável e pode ter a conotação de perdas, caso não sejam condizentes com a política organizacional em que está inserido. Cidadania e ética são palavras que estão presentes de fato na vida profissional de um administrador.
Sem o administrador, a organização não descobrirá o caminho, não saberá quais estratégias utilizar e como resultado, não chegará a lugar algum.
22/09/2007 Marizete Furbino, com formação em Pedagogia e Administração pela UNILESTE-MG, especialização em Empreendedorismo, Marketing e Finanças pelo UNILESTE-MG. É Administradora, Consultora de Empresa e Professora Universitária no Vale do Aço/MG.
Contatos através do e-mail: marizetefurbino@yahoo.com.br
Qua, 03 de Março de 2010 10:00
*Por Wagner Campos
Os jovens (geração Y) possuem várias características interessantes para o mercado. São estão cheios de vontade, querem iniciar sua vida profissional, não possuem vícios e normalmente aceitam propostas nem sempre tão atrativas devido a não terem experiência e desejarem ter um bom emprego. A desvantagem é que justamente por não terem experiência anterior, estes mesmos jovens possuem algumas limitações relacionadas a comunicação, dificuldade em relacionamento interpessoal em alguns casos e a falta de visão profissional o que no final das contas, se torna um fator impeditivo para iniciação profissional.
Os profissionais na faixa dos 30-40 anos (geração X) possuem boa experiência profissional de em média 7 anos, graduação adequada e especializações nas áreas que desejam atuar, sabem se comunicar e utilizam com perfeição sua visão estratégica. A desvantagem é o fato de serem profissionais que tem seus salários expressivos, buscam grandes desafios e são abordados constantemente por outras empresas que oferecem planos de carreira atrativos o que causa uma redução no tempo de permanência na empresa atual. As empresas procuram oferecer um bom pacote envolvendo salário, benefícios e plano de carreira de forma a se tornarem atrativas para estes profissionais e conseguir mantê-los pelo maior tempo possível.
Obviamente os “cinquentões” (baby boomers) ainda estão na ativa. São responsáveis pela existência do mercado atual pois foram os precursores das grandes mudanças do mercado nas últimas décadas. Estes profissionais possuem boa titulação, grande experiência no mercado e são muito centrados. No entanto algumas empresas generalizam tais profissionais acreditando que devido a idade, muitos não estão tão atualizados nem possuem o mesmo ritmo que os profissionais mais jovens. Provavelmente esta interpretação se deve ao fato de que os profissionais mais maduros são menos impulsivos que os mais jovens e o mercado as vezes pode confundir ponderação com estagnação.
A receita ideal seria múltipla através de “doses” de 18 anos tendo suas “porções” da seguinte forma: 18x36x54. Ausência de vícios, fôlego e vontade de crescer dos 18; estratégia, determinação, busca por desafios e superação dos resultados dos 36 e ponderação e análise dos 54.
Reprodução autorizada desde que mantidos os créditos e formas de contato.
É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem. * WAGNER CAMPOS é Especialista em Marketing e Palestrante Motivacional em Vendas e Liderança. É Professor de MBA em Marketing e Vendas. Contribuiu com empresas como Ambev, Unibanco, Whirlpool Eletrodomésticos e Sebrae. É autor do Livro "Vencendo Dia a Dia".
Contato para Palestras, Consultoria e Treinamentos - wagner@trueconsultoria.com.br - falecom@wagnercampos.com.br.
Acesse: www.trueconsultoria.com.br www.wagnercampos.com.br
Ter, 02 de Março de 2010 10:36
*Por Tatiana Salvador Borgoni
O mercado brasileiro de tecnologia vive um momento de crescimento e profissionalização, e apesar da recente crise global instaurada (e talvez por conta dela também), as empresas estão investindo fortemente em tecnologia e na contratação de talentos, proporcionando um grande desafio às áreas de Recrutamento e Seleção das empresas e consultorias.
Por que é um desafio?
Cada vez mais, profissionais das áreas de Recrutamento e Seleção com foco em TI vem se deparando com um desafio: a busca por profissionais bem qualificados para um mercado extremamente competitivo.
Candidatos com experiência profissional deficiente e altas remunerações; atuação com ferramentas específicas de um setor ou já obsoletas; sem domínio, ou até mesmo sem conhecimento de um segundo idiomas, dificultam o dia-a-dia dos profissionais de Seleção.
E não pára por aí. Atrair o melhor profissional, com remuneração adequada às suas qualificações e preservar a sua motivação frente ao projeto compõe um dos maiores desafios do Profissional de RH de Resultados.
Qual é o segredo?
O grande segredo está no Analista de Recrutamento e Seleção que precisa ter a perspicácia de descobrir no candidato entrevistado, suas verdadeiras motivações, expectativas e potencial para o incremento de seus Planos de Carreira, prevenindo a rotatividade de pessoas antes que ela aconteça.
Esta responsabilidade estende-se à equipe de Desenvolvimento em RH, que pode proporcionar aos gestores da empresa, condições de avaliar o desempenho individual de cada colaborador, desenvolvendo-os e capacitando-os a assumir novas responsabilidades.
Desta maneira as empresas e consultorias conseguem valorizar e reconhecer o desempenho de seus colaboradores e consultores, mostrando o seu real valor e reconhecimento, evitando que o seu interesse na busca de novos projetos, seja apenas por melhores remunerações.
Por que acontece o Turnover?
A dificuldade ao entender o mercado e a importância da excelência e sensibilidade no atendimento às áreas clientes, a necessidade de incrementar sua maturidade profissional, a não identificação com alguma das políticas da empresa contratada; a não aderência de seu perfil profissional às atividades do projeto que lhe foram propostas; a ausência da auto-motivação para resultados ou a busca não estruturada de uma melhor remuneração e colocação profissional; são algumas das muitas razões para a alta rotatividade de profissionais na área de TI.
Infelizmente, ou felizmente, o candidato de TI que mantêm o comportamento de um profissional em busca de melhores salários à qualquer custo – sem se preocupar com um maior comprometimento com o Negócio e com os Resultados das empresas nas quais atuou e sem buscar qualificações atualizadas – tem uma empobrecida vida útil, já que em algum momento de sua vida pessoal e profissional ele perceberá a necessidade de pleitear cargos mais estratégicos e muitos não conseguirão suprir as expectativas de nosso competitivo mercado profissional de TI.
E em meio a estes desafios, empresas contratantes e consultorias selecionadoras precisam ficar atentas aos profissionais que estejam iniciando a sua formação e vida profissional, já que este ainda não foi “contaminado” pela busca incessante por altos salários, o que se torna uma oportunidade mútua: o RH apoiando-os na orientação e desenvolvimento profissional para uma carreira mais consolidada, e a empresa qualificando e agregando valor aos seus negócios.
*Tatiana Salvador Borgoni é Psicóloga Clínica e Coordenadora da área de Recrutamento e Seleção da Talent Four Consulting
Ter, 23 de Fevereiro de 2010 09:24
*Por Evaldo Costa
O que fazer para ter sucesso na vida pessoal e profissional? Muita gente pagaria uma boa grana para saber a resposta. No entanto, às vezes, tanto nos negócios, quanto na vida pessoal, uma inexpressiva dose extra de esforço é que separa o bom do excepcional.
Estamos falando do conceito 100 GRAUS. O que eu adoro neste conceito é que você pode adotá-lo par vencer na vida. Poderá, por exemplo, ser 100 GRAUS em atendimento, atitude, liderança, qualidade... ou quem sabe, optar por construir a sua vida inteira em torno deste conceito, para se diferenciar e distanciar de seus oponentes.
Só para lembrar, o conceito 100° é aquele que evidencia que a água a 99° está muito quente, quase ververdo. Mas, não está fervendo. Com um grau a mais ela ferve. E é justamente esse um grau a mais que faz toda a diferença, pois fervendo a água gera vapor, o vapor pode mover uma caldeira e movimentar grandes locomotivas, navios... O interessante é que a 99° nada disso seria possível.
Para ilustrar darei um depoimento de como uma pessoa 100° atendimento faz enorme diferença em nossa vida. Recentemente, cheguei de uma de minhas longas viagens à Ásia e tive que sair às pressas do aeroporto para o banco, a fim de cumprir alguns compromissos inadiáveis. Tudo estaria perfeito, não fosse eu estar fora do horário de expediente bancário e, para piorar ainda mais a situação, sem talão de cheques e cartão de débito.
A minha empresa tem conta na agência do primeiro piso, e no segundo, fica outra agência destinada a clientes especiais. Não acho que eu seja um cliente especial, mas gosto que eles me tratem como se eu fosse.
Cheguei esbaforido (o relógio de temperatura da rua apontava 41° cravados). Eu aguardava na porta da agência a autorzação para o meu acesso. Como demorava, implorei inutilmente à gerente de plantão (que fingia não me ver) para que autorizasse o meu acesso. Ela, se quer, deu-se ao trabalho de levantar-se da cadeira, e pelo interfone disse que eu deveria aguardar a minha gerente autorizar o meu acesso. Apenas um detalhe: a tal “gerente” já foi responsável pela conta da minha empresa.
Logo que adentrei a agência, a minha gerente Janaína, imediatamente, providenciou pessoalmente um talão de cheque para mim, ajudou-me a organizar os pagamentos e, de sobra, cuidou para que eu não entrasse na enorme fila dos caixas (apesar do banco estar fechado ao público, havia muita gente aguardando atendimento).
Em trinta anos, nunca contei com gerente tão eficiente, atenciosa, educada, que me atendesse tão bem a ponto de motivar-me a escrever este artigo. Daí, convido a você, a refletir sobre o que disse S. Brown: "Ninguém tem a felicidade garantida. A vida simplesmente dá, a cada pessoa, tempo e espaço. Depende de você enchê-los de alegria." E, se me fosse permitido agregar uma única frase, eu diria: vale muito a pena ser 100 GRAUS em tudo que fizer.
Evaldo Costa
Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil
Escritor, consultor, conferencista e professor.
Autor dos livros: “Alavancando resultados através da gestão da qualidade”, “Como Garantir Três Vendas Extras Por Dia” e co-autor do livro “Gigantes das Vendas”
Site: www.evaldocosta.com
Blog: http://evaldocosta.blogspot.com
E-mail: evaldocosta@evaldocosta.com
Qua, 03 de Fevereiro de 2010 10:24
*Por Evaldo Costa Buscando o sucesso? Quer crescimento pessoal e profissional, mas acha que os seus esforços não estão sendo recompensados? Apesar dos resultados não estarem aparecendo como gostaria, é preciso ter paciência, pois mais cedo ou tarde eles virão. O crescimento sustentável envolve tempos difíceis. Quanto maior o prêmio, maior serão os esforços para obtê-lo. A lição da conquista pode ser aprendida com a mãe natureza em que há sol e chuva, verão e inverno, tempestade e bonança. Já em nossas vidas, há sucesso e fracasso, felicidade e sofrimento, dor e alegria, bondade e maldade, egoísmo e compaixão... Neste contexto, a fibra e o caráter de cada um são fundamentais para suportar os maus momentos da vida. Já a humildade e a simplicidade são fatores preponderantes para evitar os excessos nas conquistas. O sucesso sem falha leva a falso orgulho. Falha sem sucesso leva ao desespero. Mas, o sucesso e o fracasso, trabalhando em conjunto quando há fé em Deus e esperança no coração, proporcionam assim o verdadeiro crescimento. Quando parece não haver mais forças é que começamos a vencer. Quando parecemos enfraquecidos é que realmente começamos a aprender. Uma passagem bíblica revela: "A minha graça é tudo que você precisa. Somente quando você está fraco tudo pode ser feito totalmente pelo meu poder" (2 Coríntios 12:9).
Os que desejam o sucesso devem querer muito pagar o preço, pois a vitória não dá desconto. É como disse Márcia Wieder: "Concentre-se mais em seu desejo do que na sua dúvida, e o sonho cuidará de si próprio. Você pode se surpreender de quão facilmente isso acontece. Suas dúvidas não são tão poderosas como seus desejos, a menos que você as torne assim”. Daí é persistir e agir pacientemente que o sucesso chegará e encontrará terreno fértil para perpetuar-se. Evaldo Costa Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil Escritor, consultor, conferencista e professor. Autor dos livros: “Alavancando resultados através da gestão da qualidade”, “Como Garantir Três Vendas Extras Por Dia” e co-autor do livro “Gigantes das Vendas” Site: www.evaldocosta.com Blog: http://evaldocosta.blogspot.com E-mail: evaldocosta@evaldocosta.com
Qui, 10 de Dezembro de 2009 07:24
*Por Minoru Ueda
2010 está chegando! É hora de comprar uma nova agenda, planejar novos modos de vida, repensar o que foi produzido em 2009, colocar na balança os prós e contras e, por fim, fazer um esforço para executar as mudanças necessárias. Enfim, é momento de transição, momento de olhar ao redor e dizer: “o que 2010 quer de mim?”
É com alegria que escrevo este texto nestes últimos dias de 2009, pois coloco nas minhas palavras uma grande tarefa para pensarmos na transição do ano: a descoberta de novas formas de relacionamento interpessoal. Para isso, escolhi uma referência simbólica oriental que tem tudo a ver com a potência de vida capaz de abrir o ano com força total. Você já deve ter ouvido falar na antiga tradição oriental de dobraduras de papel. Quem nunca viu um desses no tempo de escola? Todos queriam aprender a fazer origami. Mas por que algo tão simples é tão interessante?
Origami é uma palavra japonesa que significa dobrar papel (“oru” = "dobrar" e kami = "papel"). Pelo fato dessa atividade envolver nosso senso lúdico (brincadeira) ela é capaz de nos fazer voltar ao nosso tempo de criança. Porém, ao fazer o tsuru (uma das modalidades do origami) não se trata apenas de dobrar papel. Há um sentido simbólico por trás dessa “brincadeira”. É isso que me encanta e que me motiva a escrever este texto! Há uma história de uma garota japonesa chamada Sadako Sasaki. Ela descobriu ter leucemia devido aos problemas da bomba atômica em Hiroshima, período da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Segundo a cultura japonesa, aquele que fizer mil origamis representando uma garça (tsuru = "garça") teria um pedido realizado. Sasaki, durante o tempo que esteve no hospital, começou a fazer as dobraduras depois de aprender com uma amiga. Seu desejo era ficar curada. Infelizmente, ela veio a falecer antes de completar as mil garças. Os jovens do local se reuniram e passaram a continuar o trabalho de Sasaki, até que ergueram um monumento na cidade em sua homenagem. Mas o que isso tem a ver com o ano novo?
Acredito que o prazer que temos em fazer um tsuru por dobras de papel esteja ligado à sustentabilidade pelo ato simbólico que o papel dobrado passa a carregar, como vimos no caso da garota. Há um espírito de renovação pelo fato de se dobrar cuidadosamente um pedaço de papel. Este “cuidado”, ou melhor, “carinho” em tocar o papel e lhe dar a forma de uma garça nos remete a nosso instinto de criação, de curiosidade, de aprendizado. O que mais seria a sustentabilidade a não ser o ato de criar e de aprender pela curiosidade saudável de desvendar o mundo.
Para o ano de 2010, gostaria que meus leitores considerassem a figura do tsuru como uma metáfora para a sustentabilidade das relações, visto que ele já representa longa vida. Que este carinho em dobrar o papel para conseguir alcançar a forma da garça seja um carinho semelhante no relacionamento com nossos companheiros de trabalho, amigos, família e todos aqueles que passarão por nossas vidas em 2010. Assim, como competência emocional e como prazer lúdico de representar a garça pela dobradura, espero que o ano que chega seja uma oportunidade para lidar com as pessoas da mesma maneira cuidadosa e carinhosa que dobraríamos o papel. Além do mais, o que seria nosso contato com as pessoas a não ser grandes dobras de sentimentos que se fazem em nossas almas.
Um ano de 2010 de muita esperança, assim como é o objetivo simbólico do tsuru.
*Minoru Ueda é professor da Fundação Instituto de Administração (FIA/FEA-USP). Desenvolve treinamentos corporativos, participa de congressos e seminários como conferencista na área comportamental. E-mail: ueda@qualidadenoatendimento.com.br – Site: www.minoruueda.com.br – Blog: http://minoruueda.blogspot.com/
Sex, 06 de Novembro de 2009 09:52
Prof. Luís Sérgio Lico*
Imagine a seguinte situação: Você acabou de redigir um ou mais currículos e agora precisa divulgar o material. Nestes tempos virtuais, correio é a última opção. Sem muita grana para cartuchos de tinta, envelopes e selos a opção mais em conta é mandar por email. Ótimo, então vamos baixar listas no torrent, emule, freqüentar fóruns, grupos de discussão, sites e garimpar emails. Quanto mais network, melhor. Após esta etapa, o lógico é enviar mensagens em massa e depois, aguardar.
O problema é que parece que ninguém liga para o que você envia! Mesmo se o cargo está à altura de suas qualificações, nada está ocorrendo. Milhares de envios e nada... Muita gente, simplesmente não sabe o que fazer nestas horas, mas nem tudo é culpa do selecionador. Nem o mercado é tão cruel como parece, embora os filósofos há muito tenham alertado para a questão da aprendizagem e do desvanecimento humano. O que ocorre são pessoas dissociadas com os canais de comunicação e linguagem, que se valem de ferramentas, mas não conseguem perceber a estrutura do mecanismo.
Para bom entendedor, meia palavra basta. Pensando nisto, eu faço uma pergunta simples e direta: Já viu que isto, feito há pouco, não funciona. Você deseja continuar a não conseguir ser chamado para entrevistas e manter-se desempregado? Quer continuar a ser solenemente ignorado?
Então, siga as instruções quando enviar um email com seu currículo. Faça exatamente como indicado:
1 – Outlook/Express: No campo “Assunto”, temos um pacote com várias opções:
- Deixe em branco
- Nunca coloque o código da vaga. (Eles não sabem o que anunciam? Prá que esta chatice...)
- Coloque Envio de CV (se há vaga por que alguém imaginaria que você está enviando o cv ?)
- Coloque seu nome e clique no ícone: urgente.
- Repasse com o título do anúncio, exemplo: Várias Vagas, Re: abertura de vaga em Campinas...
- Arranje um título inédito: “Em Busca de Nova Oportunidade”, “Pronto para Desafios” etc.
2 – A Carta de Apresentação:
1) Mesmo que esteja explicado no anúncio que não é necessária carta de apresentação, insista. Escreva uma e anexe ao currículo, os selecionadores têm muito tempo para ler. Faça de tudo para ela ser longa e redundante, quer dizer: não se incomode em repetir, para dar aquela ênfase.
2) Se a carta for obrigatória, tome cuidado dobrado: Escreva bastante e com formalidade, usando e abusando de jargões tipo: Outrossim, deveras, epígrafe, conforme entendimentos telefônicos mantidos e outros bichos. Não se esqueça que o fecho é importantíssimo e capriche: reitere seus protestos de elevada estima e consideração, coloque-se ao seu total dispor e vai por aí. Seja criativo!
3 – No corpo do Currículo, no campo “Objetivo”, utilize este menu com várias opções:
1) Coloque esta pérola da objetividade: “À disposição”
2) Especifique várias áreas: Logística, Administrativa, Marketing, Atendimento, Operacional, Gerência, Cozinha... (Isso! Quanto mais áreas, melhor, afinal, mostra a sua grande versatilidade).
3) Coloque vários cargos: Operador, Gerente, Professor, Analista, Pedreiro (uma hora você acerta!)
4) Pode também contar um pouco sobre você, lógico que usando uma linguagem bem coloquial: Tipo: " Estou batalhando pra caramba”, “preciso de um trampo”, “Pau para toda obra”
5) Preencha com o que o mercado quer ouvir: “Superar as expectativas”, “Comprometimento”.
6) Use de sinceridade total: “Quero trabalhar”
4 - Idiomas:
- Se você não fala nada, coloque que seu nível de inglês é básico.
- Se você já passou da fase “the book is on the table”, coloque que seu inglês é intermediário.
- Se já consegue ler embalagem de shampoo e letras de música, coloque nível avançado. Afinal, pode-se sempre usar o embromation na entrevista. Reze para o selecionador não ser fluente, senão você perdeu o seu tempo e o dele, além é lógico, da vaga. Mas o que é o tempo? Sai zica!
5 - Pretensão Salarial:
- Mesmo que for pedida, omita. Afinal para que colocar pretensão salarial, se eu não sei quanto pagam? Só por que os currículos sem ela são deletados? Tem que ter fé e otimismo.
- Coloque o valor, pelo porte da empresa. Multinacional paga mais. Não tenha dó e cobre caro!
- Peça o mínimo indispensável para não morrer de fome (depois passe o ano pedindo aumento)
6 - Envio de Currículos sem Solicitação:
- Ignore o link Trabalhe Conosco, afinal eles nunca acessam este banco de dados.
- Baixe listas e emails do Emule ou ETorrent e incorpore em você um spammer. Hahahaha!
- Passe o dia fuçando a rede em busca de alguém para enviar seu currículo. (Não importa quem)
- Descubra o email de um funcionário, preferivelmente do RH e enviei muitas, muitas, muitas vezes (mesmo) o seu currículo. (Pense positivo: se ele decorar seu nome provavelmente será chamado para uma vaga, no mínimo uma entrevista.)
- Panfletagem de currículo é besteira, afinal você precisa ou não trabalhar? Envie massivamente.
- Medite nesta verdade: Todas as pessoas adoram ficar com suas caixas postais lotadas.
- Discuta em fóruns e com quem enviou vagas para você, por mínimos erros encontrados.
7 - Seu Endereço de Email:
- Você ama aquele endereço que criou quando completou 15 anos? Continue enviando seus currículos com ele, quem não vai adorar? São bem apropriados: chupacabra@... deusalora@... euquerovc@... locao2007@... dormingueira@... barbyrosa@... noisnafita@... e outros tão bons! Coisa de marketing. Entende? Fixar bem a marca é essencial.
- Só abra sua caixa postal aos domingos, assim você economiza acesso discado.
- Anexe o endereço dos selecionadores à sua lista. (Assim, pode enviar correntes, piadas, PPTs e isto vai manter certa proximidade.)
8 – Envio de Fotos
- Se o anúncio pedir fotos, é hora de destacar-se. Traje social é fora de moda. Se a firma for muito chulé e precisar deste anacronismo, capriche na estampa colorida da gravata. (Mickey é ótima!)
- Economize com foto digital. Use aquela das férias, de short ou a do aniversário de sua sobrinha, você fica tão bem de chapeuzinho de festa...
- Abuse do Photoshop para criar efeitos especiais. Impressione! (homenagem a Michael Jackson)
- Gaste o que puder no design da barba e bigode, quanto mais firula e caminho de rato, melhor.
- Inove. Mire-se no exemplo do Jô Soares. Misture listras e bolinhas com xadrez (Chique paca!)
- Não esconda o alargador de orelhas nem os piercings. Você tem que parecer autêntico!
Não vamos (por enquanto) completar as “10 dicas de insucesso” para você continuar sendo um profissional invisível. Acorde e faça as coisas direito! O mundo padece da vertigem da velocidade, de patologias da egoidade, friezas sociais e incompetências diversas, mas certas coisas não mudam. É preciso aliar o conhecimento (técnico e de si, ou seja: de você) com as práticas de mercado.
O primeiro passo para isso é deixar de ficar zonzo com a situação e tomar a atitude mais sensata. Na maioria dos casos, uma leitura atenta do perfil e exigências para a vaga já indica o que você deve ou não fazer. Em todo o caso, leia o artigo “Currículo Moderno”, disponível em nosso portal. Ele deve indicar quais os rumos modernos para que você faça bonito e aumente suas chances de ser notado. Feliz Emprego Novo! Sem ironia.
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