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Gestão de Carreira, Coaching e Mentoring
 

Carreira

O Administrador faz Acontecer!

 

*Por Adm. Marizete Furbino

“Nenhuma empresa é melhor do que o seu administrador permite”.

(Peter Drucker)

Em meio a tanta turbulência do séc. XXI, mais do que nunca, a figura do administrador dentro de qualquer organização, seja de pequeno, médio ou grande porte, se tornou imprescindível. 

Assim como o médico é essencial à vida de qualquer cliente, o administrador é essencial em qualquer organização.

O séc. XXI vem recheado de incertezas, desafios e mudanças constantes, e ninguém melhor para assumir riscos, com maior probabilidade de acertos, obtendo resultado esperado, do que um administrador. 

O administrador, sendo o grande responsável por toda  organização, procura atuar com muito comprometimento e envolvimento.  Com o seu talento e competência irá contribuir para que a organização a qual esteja inserido, não só sobreviva neste mercado globalizado, onde a competitividade é tão acirrada, mas, permaneça sólida no mesmo. E este constitui um dos grandes desafios para o administrador, que com muita maestria, consegue realizar suas ações, pautadas na eficiência e eficácia, obtendo resultados esperados e trabalhando sempre em prol da melhoria contínua da organização.

Como agente desvelador da realidade em que vive, agente de mudança e de transformação, o administrador através de seus conhecimentos e de sua visão, realiza análise da organização e do mercado, verificando as oportunidades, ameaças, as fraquezas e fortalezas, o que faz com que a organização a qual está sob sua direção, faça um diferencial no mercado, transformando fraquezas em fortalezas e ameaças em oportunidades.

As organizações devem reconhecer, que o administrador foi preparado para ocupar o seu lugar no mercado e que contratando-o, só se tem ganho, pois, este profissional é capaz de alavancar qualquer organização.



O administrador, através de uma visão sistêmica, visão esta, do todo organizacional, desenvolve um trabalho de qualidade, conseguindo êxito em suas ações com e através das pessoas que fazem parte de todo processo organizacional.

Através de sua competência, sabe muito bem atrair, manter e reter talentos, enxergando cada funcionário como colaborador e como um dos maiores patrimônios que a organização possui, realizando um trabalho, onde todos os departamentos executam suas atividades em equipe, de forma harmoniosa, interligada, interagida e inter-relacionada, conduzindo o processo de tal forma que todos não só conheçam os objetivos organizacionais, mas trabalhem com colaboração, cooperação, afinco e dedicação, em prol dos mesmos.

O administrador é um exímio identificador e solucionador de problemas. Age em tempo hábil, procurando fazer do tempo o seu aliado e das pessoas que compõem a equipe verdadeiros parceiros, proporcionando que a organização atenda as perspectivas destes e que estes atendam as perspectivas da organização.

O administrador nunca deixa de atualizar seus conhecimentos, está sempre  buscando-os, pois, tem plena consciência que, o saber é inesgotável e que para crescer profissionalmente precisa saber mais e mais, para assim, fazer o diferencial no mercado.

Possui uma capacidade de relacionamento invejável, pois, sabe que depende das pessoas para se obter o resultado desejado.

O administrador além de atuar com profissionalismo e de preocupar-se em demasia com o seu nome, se preocupa também, com suas atitudes, comportamentos e condutas, pois, sabe que é um ser humano notado e visado dentro e fora da organização, tem consciência que seu estilo influencia o comportamento das pessoas e que qualquer deslize é imperdoável e pode ter a conotação de perdas, caso não sejam condizentes com a política organizacional em que está inserido.  Cidadania e ética são palavras que estão presentes de fato na vida profissional de um administrador.

Sem o administrador, a organização não descobrirá o caminho, não saberá quais estratégias utilizar e como resultado, não chegará a lugar algum.

 

 

 

22/09/2007
Marizete Furbino, com formação em Pedagogia e Administração pela UNILESTE-MG, especialização em Empreendedorismo, Marketing e Finanças pelo UNILESTE-MG. É Administradora, Consultora de Empresa e Professora Universitária no Vale do Aço/MG.

Contatos através do e-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

Mercado de trabalho X Gerações

*Por Wagner Campos  

Os jovens (geração Y) possuem várias características interessantes para o mercado. São estão cheios de vontade, querem iniciar sua vida profissional, não possuem vícios e normalmente aceitam propostas nem sempre tão atrativas devido a não terem experiência e desejarem ter um bom emprego. A desvantagem é que justamente por não terem experiência anterior, estes mesmos jovens possuem algumas limitações relacionadas a comunicação, dificuldade em relacionamento interpessoal em alguns casos e a falta de visão profissional o que no final das contas, se torna um fator impeditivo para iniciação profissional.

Os profissionais na faixa dos 30-40 anos (geração X) possuem boa experiência profissional de em média 7 anos, graduação adequada e especializações nas áreas que desejam atuar, sabem se comunicar e utilizam com perfeição sua visão estratégica. A desvantagem é o fato de serem profissionais que tem seus salários expressivos, buscam grandes desafios e são abordados constantemente por outras empresas que oferecem planos de carreira atrativos o que causa uma redução no tempo de permanência na empresa atual. As empresas procuram oferecer um bom pacote envolvendo salário, benefícios e plano de carreira de forma a se tornarem atrativas para estes profissionais e conseguir mantê-los pelo maior tempo possível.

Obviamente os “cinquentões” (baby boomers) ainda estão na ativa. São responsáveis pela existência do mercado atual pois foram os precursores das grandes mudanças do mercado nas últimas décadas. Estes profissionais possuem boa titulação, grande experiência no mercado e são muito centrados. No entanto algumas empresas generalizam tais profissionais acreditando que devido a idade, muitos não estão tão atualizados nem possuem o mesmo ritmo que os profissionais mais jovens. Provavelmente esta interpretação se deve ao fato de que os profissionais mais maduros são menos impulsivos que os mais jovens e o mercado as vezes pode confundir ponderação com estagnação.

A receita ideal seria múltipla através de “doses” de 18 anos tendo suas “porções” da seguinte forma: 18x36x54. Ausência de vícios, fôlego e vontade de crescer dos 18; estratégia, determinação, busca por desafios e superação dos resultados dos 36 e ponderação e análise dos 54. 

Reprodução autorizada desde que mantidos os créditos e formas de contato.

É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem. * WAGNER CAMPOS é Especialista em Marketing e Palestrante Motivacional em Vendas e Liderança. É Professor de MBA em Marketing e Vendas. Contribuiu com empresas como Ambev, Unibanco, Whirlpool Eletrodomésticos e Sebrae. É autor do Livro "Vencendo Dia a Dia".

 

Contato para Palestras, Consultoria e Treinamentos  - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

Acesse: www.trueconsultoria.com.br

www.wagnercampos.com.br

 

Os desafios de RH na busca por talentos em TI



*Por Tatiana Salvador Borgoni

O mercado brasileiro de tecnologia vive um momento de crescimento e profissionalização, e apesar da recente crise global instaurada (e talvez por conta dela também), as empresas estão investindo fortemente em tecnologia e na contratação de talentos, proporcionando um grande desafio às áreas de Recrutamento e Seleção das empresas e consultorias.



Por que é um desafio?

Cada vez mais, profissionais das áreas de Recrutamento e Seleção com foco em TI vem se deparando com um desafio: a busca por profissionais bem qualificados para um mercado extremamente competitivo.



Candidatos com experiência profissional deficiente e altas remunerações; atuação com ferramentas específicas de um setor ou já obsoletas; sem domínio, ou até mesmo sem conhecimento de um segundo idiomas, dificultam o dia-a-dia dos profissionais de Seleção.



E não pára por aí. Atrair o melhor profissional, com remuneração adequada às suas qualificações e preservar a sua motivação frente ao projeto compõe um dos maiores desafios do Profissional de RH de Resultados.



Qual é o segredo?

O grande segredo está no Analista de Recrutamento e Seleção que precisa ter a perspicácia de descobrir no candidato entrevistado, suas verdadeiras motivações, expectativas e potencial para o incremento de seus Planos de Carreira, prevenindo a rotatividade de pessoas antes que ela aconteça.



Esta responsabilidade estende-se à equipe de Desenvolvimento em RH, que pode proporcionar aos gestores da empresa, condições de avaliar o desempenho individual de cada colaborador, desenvolvendo-os e capacitando-os a assumir novas responsabilidades.



Desta maneira as empresas e consultorias conseguem valorizar e reconhecer o desempenho de seus colaboradores e consultores, mostrando o seu real valor e reconhecimento, evitando que o seu interesse na busca de novos projetos, seja apenas por melhores remunerações.



Por que acontece o Turnover?

A dificuldade ao entender o mercado e a importância da excelência e sensibilidade no atendimento às áreas clientes, a necessidade de incrementar sua maturidade profissional, a não identificação com alguma das políticas da empresa contratada; a não aderência de seu perfil profissional às atividades do projeto que lhe foram propostas; a ausência da auto-motivação para resultados ou a busca não estruturada de uma melhor remuneração e colocação profissional; são algumas das muitas razões para a alta rotatividade de profissionais na área de TI.



Infelizmente, ou felizmente, o candidato de TI que mantêm o comportamento de um profissional em busca de melhores salários à qualquer custo – sem se preocupar com um maior comprometimento com o Negócio e com os Resultados das empresas nas quais atuou e sem buscar qualificações atualizadas – tem uma empobrecida vida útil, já que em algum momento de sua vida pessoal e profissional ele perceberá a necessidade de pleitear cargos mais estratégicos e muitos não conseguirão suprir as expectativas de nosso competitivo mercado profissional de TI.



E em meio a estes desafios, empresas contratantes e consultorias selecionadoras precisam ficar atentas aos profissionais que estejam iniciando a sua formação e vida profissional, já que este ainda não foi “contaminado” pela busca incessante por altos salários, o que se torna uma oportunidade mútua: o RH apoiando-os na orientação e desenvolvimento profissional para uma carreira mais consolidada, e a empresa qualificando e agregando valor aos seus negócios.





*Tatiana Salvador Borgoni é Psicóloga Clínica e Coordenadora da área de Recrutamento e Seleção da Talent Four Consulting

 

Um grau para o sucesso

*Por Evaldo Costa

O que fazer para ter sucesso na vida pessoal e profissional? Muita gente pagaria uma boa grana para saber a resposta. No entanto, às vezes, tanto nos negócios, quanto na vida pessoal, uma inexpressiva dose extra de esforço é que separa o bom do excepcional.


Estamos falando do conceito 100 GRAUS. O que eu adoro neste conceito é que você pode adotá-lo par vencer na vida. Poderá, por exemplo, ser 100 GRAUS em atendimento, atitude, liderança, qualidade... ou quem sabe, optar por construir a sua vida inteira em torno deste conceito, para se diferenciar e distanciar de seus oponentes.



Só para lembrar, o conceito 100° é aquele que evidencia que a água a 99° está muito quente, quase ververdo. Mas, não está fervendo. Com um grau a mais ela ferve. E é justamente esse um grau a mais que faz toda a diferença, pois fervendo a água gera vapor, o vapor pode mover uma caldeira e movimentar grandes locomotivas, navios... O interessante é que a 99° nada disso seria possível.



Para ilustrar darei um depoimento de como uma pessoa 100° atendimento faz enorme diferença em nossa vida. Recentemente, cheguei de uma de minhas longas viagens à Ásia e tive que sair às pressas do aeroporto para o banco, a fim de cumprir alguns compromissos inadiáveis. Tudo estaria perfeito, não fosse eu estar fora do horário de expediente bancário e, para piorar ainda mais a situação, sem talão de cheques e cartão de débito.



A minha empresa tem conta na agência do primeiro piso, e no segundo, fica outra agência destinada a clientes especiais. Não acho que eu seja um cliente especial, mas gosto que eles me tratem como se eu fosse.



Cheguei esbaforido (o relógio de temperatura da rua apontava 41° cravados).  Eu aguardava na porta da agência a autorzação para o meu acesso. Como demorava, implorei inutilmente à gerente de plantão (que fingia não me ver) para que autorizasse o meu acesso. Ela, se quer, deu-se ao trabalho de levantar-se da cadeira, e pelo interfone disse que eu deveria aguardar a minha gerente autorizar o meu acesso. Apenas um detalhe: a tal “gerente” já foi responsável pela conta da minha empresa.



Logo que adentrei a agência, a minha gerente Janaína, imediatamente, providenciou pessoalmente um talão de cheque para mim, ajudou-me a organizar os pagamentos e, de sobra, cuidou para que eu não entrasse na enorme fila dos caixas (apesar do banco estar fechado ao público, havia muita gente aguardando atendimento).



Em trinta anos, nunca contei com gerente tão eficiente, atenciosa, educada, que me atendesse tão bem a ponto de motivar-me a escrever este artigo. Daí, convido a você, a refletir sobre o que disse S. Brown: "Ninguém tem a felicidade garantida. A vida simplesmente dá, a cada pessoa, tempo e espaço. Depende de você enchê-los de alegria." E, se me fosse permitido agregar uma única frase, eu diria: vale muito a pena ser 100 GRAUS em tudo que fizer.

 

 

Evaldo Costa

Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil

Escritor, consultor, conferencista e professor.

Autor dos livros: “Alavancando resultados através da gestão da qualidade”, “Como Garantir Três Vendas Extras Por Dia” e co-autor do livro “Gigantes das Vendas”

Site: www.evaldocosta.com

Blog: http://evaldocosta.blogspot.com

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Paciência dos vencedores

 *Por Evaldo Costa
Buscando o sucesso? Quer crescimento pessoal e profissional, mas acha que os seus esforços não estão sendo recompensados? Apesar dos resultados não estarem aparecendo como gostaria, é preciso ter paciência, pois mais cedo ou tarde eles virão.
 
O crescimento sustentável envolve tempos difíceis. Quanto maior o prêmio, maior serão os esforços para obtê-lo. A lição da conquista pode ser aprendida com a mãe natureza em que há sol e chuva, verão e inverno, tempestade e bonança.
 
Já em nossas vidas, há sucesso e fracasso, felicidade e sofrimento, dor e alegria, bondade e maldade, egoísmo e compaixão... Neste contexto, a fibra e o caráter de cada um são fundamentais para suportar os maus momentos da vida. Já a humildade e a simplicidade são fatores preponderantes para evitar os excessos nas conquistas.
 
O sucesso sem falha leva a falso orgulho. Falha sem sucesso leva ao desespero. Mas, o sucesso e o fracasso, trabalhando em conjunto quando há fé em Deus e esperança no coração, proporcionam assim o verdadeiro crescimento.
 
Quando parece não haver mais forças é que começamos a vencer.  Quando parecemos enfraquecidos é que realmente começamos a aprender. Uma passagem bíblica revela: "A minha graça é tudo que você precisa. Somente quando você está fraco tudo pode ser feito totalmente pelo meu poder" (2 Coríntios 12:9).

Os que desejam o sucesso devem querer muito pagar o preço, pois a vitória não dá desconto. É como disse Márcia Wieder: "Concentre-se mais em seu desejo do que na sua dúvida, e o sonho cuidará de si próprio. Você pode se surpreender de quão facilmente isso acontece. Suas dúvidas não são tão poderosas como seus desejos, a menos que você as torne assim”.
Daí é persistir e agir pacientemente que o sucesso chegará e encontrará terreno fértil para perpetuar-se.
 
Evaldo Costa
Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil
Escritor, consultor, conferencista e professor.
Autor dos livros: “Alavancando resultados através da gestão da qualidade”, “Como Garantir Três Vendas Extras Por Dia” e co-autor do livro “Gigantes das Vendas”
Site: www.evaldocosta.com
Blog: http://evaldocosta.blogspot.com
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Um tsuru de esperança para 2010

*Por Minoru Ueda 

2010 está  chegando! É hora de comprar uma nova agenda, planejar novos modos de vida, repensar o que foi produzido em 2009, colocar na balança os prós e contras e, por fim, fazer um esforço para executar as mudanças necessárias. Enfim, é momento de transição, momento de olhar ao redor e dizer: “o que 2010 quer de mim?” 

É com alegria que escrevo este texto nestes últimos dias de 2009, pois coloco nas minhas palavras uma grande tarefa para pensarmos na transição do ano: a descoberta de novas formas de relacionamento interpessoal. Para isso, escolhi uma referência simbólica oriental que tem tudo a ver com a potência de vida capaz de abrir o ano com força total. Você já deve ter ouvido falar na antiga tradição oriental de dobraduras de papel. Quem nunca viu um desses no tempo de escola? Todos queriam aprender a fazer origami. Mas por que algo tão simples é tão interessante?  

Origami é  uma palavra japonesa que significa dobrar papel (“oru” = "dobrar" e kami = "papel"). Pelo fato dessa atividade envolver nosso senso lúdico (brincadeira) ela é capaz de nos fazer voltar ao nosso tempo de criança. Porém, ao fazer o tsuru (uma das modalidades do origami) não se trata apenas de dobrar papel. Há um sentido simbólico por trás dessa “brincadeira”. É isso que me encanta e que me motiva a escrever este texto! Há uma história de uma garota japonesa chamada Sadako Sasaki. Ela descobriu ter leucemia devido aos problemas da bomba atômica em Hiroshima, período da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Segundo a cultura japonesa, aquele que fizer mil origamis representando uma garça (tsuru = "garça") teria um pedido realizado. Sasaki, durante o tempo que esteve no hospital, começou a fazer as dobraduras depois de aprender com uma amiga. Seu desejo era ficar curada. Infelizmente, ela veio a falecer antes de completar as mil garças. Os jovens do local se reuniram e passaram a continuar o trabalho de Sasaki, até que ergueram um monumento na cidade em sua homenagem. Mas o que isso tem a ver com o ano novo?  

Acredito que o prazer que temos em fazer um tsuru por dobras de papel esteja ligado à sustentabilidade pelo ato simbólico que o papel dobrado passa a carregar, como vimos no caso da garota. Há um espírito de renovação pelo fato de se dobrar cuidadosamente um pedaço de papel. Este “cuidado”, ou melhor, “carinho” em tocar o papel e lhe dar a forma de uma garça nos remete a nosso instinto de criação, de curiosidade, de aprendizado. O que mais seria a sustentabilidade a não ser o ato de criar e de aprender pela curiosidade saudável de desvendar o mundo.  

Para o ano de 2010, gostaria que meus leitores considerassem a figura do tsuru como uma metáfora para a sustentabilidade das relações, visto que ele já representa longa vida. Que este carinho em dobrar o papel para conseguir alcançar a forma da garça seja um carinho semelhante no relacionamento com nossos companheiros de trabalho, amigos, família e todos aqueles que passarão por nossas vidas em 2010. Assim, como competência emocional e como prazer lúdico de representar a garça pela dobradura, espero que o ano que chega seja uma oportunidade para lidar com as pessoas da mesma maneira cuidadosa e carinhosa que dobraríamos o papel. Além do mais, o que seria nosso contato com as pessoas a não ser grandes dobras de sentimentos que se fazem em nossas almas.  

Um ano de 2010 de muita esperança, assim como é o objetivo simbólico do tsuru. 
 

*Minoru Ueda é professor da Fundação Instituto de Administração (FIA/FEA-USP). Desenvolve treinamentos corporativos, participa de congressos e seminários como conferencista na área comportamental. E-mail: ueda@qualidadenoatendimento.com.br – Site: www.minoruueda.com.br – Blog: http://minoruueda.blogspot.com/         

 

Erros Mortais no Currículo

Prof. Luís Sérgio Lico*

Imagine a seguinte situação: Você acabou de redigir um ou mais currículos e agora precisa divulgar o material. Nestes tempos virtuais, correio é  a última opção. Sem muita grana para cartuchos de tinta, envelopes e selos a opção mais em conta é mandar por email. Ótimo, então vamos baixar listas no torrent, emule, freqüentar fóruns, grupos de discussão, sites e garimpar emails. Quanto mais network, melhor. Após esta etapa, o lógico é enviar mensagens em massa e depois, aguardar.

O problema é que parece que ninguém liga para o que você envia! Mesmo se o cargo está à altura de suas qualificações, nada está ocorrendo. Milhares de envios e nada... Muita gente, simplesmente não sabe o que fazer nestas horas, mas nem tudo é culpa do selecionador. Nem o mercado é tão cruel como parece, embora os filósofos há muito tenham alertado para a questão da aprendizagem e do desvanecimento humano. O que ocorre são pessoas dissociadas com os canais de comunicação e linguagem, que se valem de ferramentas, mas não conseguem perceber a estrutura do mecanismo.

Para bom entendedor, meia palavra basta. Pensando nisto, eu faço uma pergunta simples e direta: Já viu que isto, feito há pouco, não funciona. Você deseja continuar a não conseguir ser chamado para entrevistas e manter-se desempregado? Quer continuar a ser solenemente ignorado?

Então, siga as instruções quando enviar um email com seu currículo. Faça exatamente como indicado:

1 – Outlook/Express: No campo “Assunto”, temos um pacote com várias opções: 

  1. Deixe em branco
  2. Nunca coloque o código da vaga. (Eles não sabem o que anunciam? Prá que esta chatice...)
  3. Coloque Envio de CV (se há vaga por que alguém imaginaria que você está enviando o cv ?)
  4. Coloque seu nome e clique no ícone: urgente.
  5. Repasse com o título do anúncio, exemplo: Várias Vagas, Re: abertura de vaga em Campinas...
  6. Arranje um título inédito: “Em Busca de Nova Oportunidade”, “Pronto para Desafios” etc.

2 – A Carta de Apresentação:  

1) Mesmo que esteja explicado no anúncio que não é necessária carta de apresentação, insista. Escreva uma e anexe ao currículo, os selecionadores têm muito tempo para ler. Faça de tudo para ela ser longa e redundante, quer dizer: não se incomode em repetir, para dar aquela ênfase.  

2) Se a carta for obrigatória, tome cuidado dobrado: Escreva bastante e com formalidade, usando e abusando de jargões tipo: Outrossim, deveras, epígrafe, conforme entendimentos telefônicos mantidos e outros bichos. Não se esqueça que o fecho é importantíssimo e capriche: reitere seus protestos de elevada estima e consideração, coloque-se ao seu total dispor e vai por aí. Seja criativo!  

3 – No corpo do Currículo, no campo “Objetivo”, utilize este menu com várias opções:  

1) Coloque esta pérola da objetividade: “À disposição”

2) Especifique várias áreas: Logística, Administrativa, Marketing, Atendimento, Operacional, Gerência, Cozinha... (Isso! Quanto mais áreas, melhor, afinal, mostra a sua grande versatilidade).

3) Coloque vários cargos: Operador, Gerente, Professor, Analista, Pedreiro (uma hora você acerta!)

4) Pode também contar um pouco sobre você, lógico que usando uma linguagem bem coloquial: Tipo: " Estou batalhando pra caramba”, “preciso de um trampo”, “Pau para toda obra”

5) Preencha com o que o mercado quer ouvir: “Superar as expectativas”, “Comprometimento”.

6) Use de sinceridade total: “Quero trabalhar”    

4 - Idiomas:  

  1. Se você não fala nada, coloque que seu nível de inglês é básico.
  2. Se você já passou da fase “the book is on the table”, coloque que seu inglês é intermediário.
  3. Se já consegue ler embalagem de shampoo e letras de música, coloque nível avançado. Afinal, pode-se sempre usar o embromation na entrevista. Reze para o selecionador não ser fluente, senão você perdeu o seu tempo e o dele, além é lógico, da vaga. Mas o que é o tempo? Sai zica!

5 - Pretensão Salarial:   

  1. Mesmo que for pedida, omita. Afinal para que colocar pretensão salarial, se eu não sei quanto pagam? Só por que os currículos sem ela são deletados? Tem que ter fé e otimismo.
  2. Coloque o valor, pelo porte da empresa. Multinacional paga mais. Não tenha dó e cobre caro!
  3. Peça o mínimo indispensável para não morrer de fome (depois passe o ano pedindo aumento)

6 - Envio de Currículos sem Solicitação:  

  1. Ignore o link Trabalhe Conosco, afinal eles nunca acessam este banco de dados.
  2. Baixe listas e emails do Emule ou ETorrent e incorpore em você um spammer. Hahahaha!
  3. Passe o dia fuçando a rede em busca de alguém para enviar seu currículo. (Não importa quem)
  4. Descubra o email de um funcionário, preferivelmente do RH e enviei muitas, muitas, muitas vezes (mesmo) o seu currículo. (Pense positivo: se ele decorar seu nome provavelmente será chamado para uma vaga, no mínimo uma entrevista.)
  5. Panfletagem de currículo é besteira, afinal você precisa ou não trabalhar? Envie massivamente.
  6. Medite nesta verdade: Todas as  pessoas adoram ficar com suas caixas postais lotadas.
  7. Discuta em fóruns e com quem enviou vagas para você, por mínimos erros encontrados.

7 - Seu Endereço de Email:  

  1. Você ama aquele endereço que criou quando completou 15 anos? Continue enviando seus currículos com ele, quem não vai adorar? São bem apropriados: chupacabra@... deusalora@...  euquerovc@... locao2007@... dormingueira@... barbyrosa@... noisnafita@... e outros tão bons! Coisa de marketing. Entende? Fixar bem a marca é essencial.
  2. Só abra sua caixa postal aos domingos, assim você economiza acesso discado.
  3. Anexe o endereço dos selecionadores à sua lista. (Assim, pode enviar correntes, piadas, PPTs e isto vai manter certa proximidade.)

8 – Envio de Fotos  

  1. Se o anúncio pedir fotos, é hora de destacar-se. Traje social é fora de moda. Se a firma for muito chulé e precisar deste anacronismo, capriche na estampa colorida da gravata. (Mickey é ótima!)
  2. Economize com foto digital. Use aquela das férias, de short ou a do aniversário de sua sobrinha, você fica tão bem de chapeuzinho de festa...
  3. Abuse do Photoshop para criar efeitos especiais. Impressione! (homenagem a Michael Jackson)
  4. Gaste o que puder no design da barba e bigode, quanto mais firula e caminho de rato, melhor.
  5. Inove. Mire-se no exemplo do Jô Soares. Misture listras e bolinhas com xadrez (Chique paca!)
  6. Não esconda o alargador de orelhas nem os piercings. Você tem que parecer autêntico!

Não vamos (por enquanto) completar as “10 dicas de insucesso” para você continuar sendo um profissional invisível. Acorde e faça as coisas direito! O mundo padece da vertigem da velocidade, de patologias da egoidade, friezas sociais e incompetências diversas, mas certas coisas não mudam.  É preciso aliar o conhecimento (técnico e de si, ou seja: de você) com as práticas de mercado. 

O primeiro passo para isso é deixar de ficar zonzo com a situação e tomar a atitude mais sensata. Na maioria dos casos, uma leitura atenta do perfil e exigências para a vaga já indica o que você deve ou não fazer. Em todo o caso, leia o artigo “Currículo Moderno”, disponível em nosso portal. Ele deve indicar quais os rumos modernos para que você faça bonito e aumente suas chances de ser notado. Feliz Emprego Novo! Sem ironia.

 

Você comemora suas conquistas?

Evaldo Costa*
Você ainda se lembra da primeira realização importante de sua vida? Recorda-se da sensação que sentiu logo após ela ter ocorrido? Você sorriu e vibrou muito, e na primeira oportunidade pegou o telefone e contou para a pessoa mais especial que conhecia, não foi mesmo?
 
Eu ainda não esqueci como foi gratificante a minha primeira realização importante: a minha primeira venda. Fiquei tão entusiasmado que parecia até que havia ganhado uma fortuna na loteria. Mas, foi mesmo algo formidável, pois eu tinha em torno de dez anos de idade e trabalhava lavando carros e garagens das casas para ter algum trocado para ir ao cinema e comprar balas e doces na cantina do colégio.
 
Todos os anos havia festas juninas na praça que ficava bem em frente à casa da minha avó, com quem eu morava. Daí, ao final da tarde, as pessoas montavam as barracas para que tudo estivesse pronto depois da missa das dezenove horas, quando a festa “esquentava”. Neste dia, eu trabalhei ajudando na montagem de uma barraca. À noite, as pessoas foram chegando e a festa ficou bem animada. Havia duas pessoas vendendo doces, bebidas e vários outros apetrechos no local que eu ajudei a montar. Fiquei, a certa distância, o tempo todo com olhar fixo, esperando ser convidado para ajudar.
 
No dia seguinte, repeti a rotina, só que desta vez não havia mais tantas pessoas e as vendas escassearam. Daí, eu me aproximei e disse ao dono da barraca: “Sr. Antônio, eu posso vender muitas coisas se me permitir oferecer as mercadorias pela festa”. Ele, que já devia saber do meu interesse, olhou-me com admiração e revelou: “Evaldo, admiro o seu interesse, mas a festa está com pouca gente. Além disso, se alguém se interessar, poderá vir até aqui e comprar”. Olhei para ele com enorme entusiasmo e insisti: “tudo bem, mas eu garanto que venderei bastante. É só confiar em mim”.
 
Diante de minha insistência, ele virou-se, apanhou alguns objetos “encalhados”, entregou-me e disse: ”Então vamos ver. Pode vender cada um por um cruzeiro. Se o cliente pedir desconto pode dar até quinze centavos de desconto”. Na verdade, não foi tão fácil quanto eu imaginava. Eu achei que teria sucesso, pois observava outros garotos maiores fazendo vendas seguidas. Só que eu não tinha experiência em vendas, era um pouco tímido, não sabia argumentar e, para piorar ainda mais, tinha receio de abordar as pessoas para oferecer os produtos.
 
O tempo parecia passar muito mais rápido que o normal. Eu já havia rodado a praça uma dúzia de vezes sem conseguir uma única venda sequer. No fundo, eu esperava que alguém viesse a mim e comprasse minhas mercadorias. Eu estava tão desapontado, que durante as caminhadas ao me aproximar da barraca onde me ofereci para ajudar, desviava o caminho. Eu não podia acreditar no que estava acontecendo. A festa chegava ao final, às pessoas começavam a recolher-se e eu tendo que retornar sem as vendas que havia afirmado conseguir.
 
A decepção era enorme. Quando tudo parecia perdido, me abasteci com coragem que não sei de onde veio e caminhei em direção a uma família que começava a deixar o local. Percebendo a minha intenção de abordá-los, desviaram-se discretamente e seguiram. Eu tive a sensação de mais um fracasso. A cabeça curvou-se para baixo e os ombros despencaram-se como se houvesse uma tonelada sobre eles.
Para minha felicidade, ao final do grupo caminhava lentamente uma amável senhorinha. Eu mal podia acreditar quando ela parou bem de frente para mim e com sorriso apaziguador, disse: “deixe-me ver isso. Quanto custa?” Eu estava muito nervoso e disse apressadamente o valor. Ela então com voz dócil disse-me: “Me dê um para cada”. Eram sete pessoas e eu tinha dez peças. Enquanto ela pegava o dinheiro eu perguntei. “A senhora quer aproveitar e levar essas outras três que sobraram para presentear mais alguém? A senhora paga mais duas e eu lhe dou a terceira de brinde.”
 
Ela olhou-me com amável sorriso e concluiu: “garoto esperto, hein! Gostei de você e vou aceitar a sua oferta”. Deu-me dez cruzeiros e eu tinha que lhe dar um Cruzeiro de troco. Daí, eu coloquei a mão no bolso para apanhar algumas poucas moedas. Ela voltou a sorrir com ar bondoso e finalizou: “fica com o troco para tomar um sorvete”. Eu agradeci muito e saí em disparada para a barraca, a fim de entregar o dinheiro e, claro, mostrar que eu consegui realizar a minha missão.
 
Agora eu volto a lhe perguntar: quando obtém uma realização você ainda se emociona na mesma intensidade da primeira conquista?  Será que você já não tem mais motivos para alegrar-se tanto? Se não comemora mais, algo está errado. Devemos considerar que nenhuma conquista é igual as demais, daí uma razão para agirmos como se fosse a primeira. Ralph Waldo Emerson costumava dizer: "Escreva em seu coração que cada dia é o melhor dia do ano."
 
O que aprendi de lá para cá? Que devemos estudar, praticar, preparar para então, partir para nossa missão. Se não agirmos assim, acabamos caindo na falsa ilusão de que já sabemos tudo e daí não haverá motivos para comemoração. Então eu volto a lhe perguntar: qual é o maior jogador de futebol da atualidade? Quantos gols ele já fez? Ele continua comemorando os seus triunfos? Então porque não comemorar os nossos? Afinal de contas, nos ensina o mestre Zig Ziglar: “Outras pessoas ou coisas podem parar você temporariamente, porém você é o único que pode fazer isso permanentemente”.
 
 
Evaldo Costa
Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil
Escritor, consultor, conferencista e professor.
Autor dos livros: “Alavancando resultados através da gestão da qualidade”, “Como Garantir Três Vendas Extras Por Dia” e co-autor do livro “Gigantes das Vendas”
Site: www.evaldocosta.com
Blog: http://evaldocosta.blogspot.com
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