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MBA Exterior – Vale a pena se endividar

 

Rony Golczewski

Esta quinta-feira, 4 de julho, é o grande dia. O começo de uma nova vida, uma nova realidade. Embarco à noite para Durham, ainda em recuperação da estou de ressaca da festa de despedida do dia anterior com meus amigos. Mas antes de ir, ainda preciso resolver um passo muito importante. No dia da viagem, estarei em São Paulo para a minha entrevista final com a diretoria do Instituto Ling, uma instituição privada, sem fins lucrativos voltada para a educação. A proposta do Instituto Ling, transcrita de seu site, é apoiar, através de investimentos em educação, jovens brasileiros que compartilhem de seus valores e que demonstrem potencial de liderança para promover a transformação da sociedade brasileira em uma sociedade mais evoluída, justa e progressista.

 

Para participar do processo de seleção o candidato tem que já estar aprovado em um MBA que conste na lista das preferidas pelo instituto. Estando na lista, envia-se todos os materiais solicitados, inclusive um plano de contas detalhado onde deve se demonstrar necessidade de recursos financeiros e daí informar o valor da bolsa de estudos pretendida.

 

Estas bolsas de estudos são mais uma forma de financiar o MBA. Para aqueles que não possuem recursos próprios ou estão indo patrocinados por suas empresas, é uma excelente oportunidade para tornar o projeto viável. Além do Instituto Ling (www.institutoling.com.br), a Fundação Estudar (www.estudar.org.br) é outra organização brasileira que oferece bolsas para aqueles que estão indo cursar MBA no Brasil ou no exterior. As bolsas são reembolsáveis após o curso, sem a cobrança de juros. São pagas em parcelas mensais, após o bolsista estar empregado e proporcionais ao seu salário.

 

Mesmo para aqueles que não ganham bolsas aqui no Brasil, existem outras formas de financiamento. A maioria das faculdades dá bolsas de estudos por mérito. Cada uma tem o seu critério de avaliação e não é raro conhecer pessoas que receberam um abatimento no valor da anuidade. Geralmente costuma-se avaliar o potencial de liderança, conquistas profissionais, envolvimento em atividades extracurriculares, desempenho acadêmico passado e as notas do GMAT e do TOEFL.

 

A última forma de financiar o MBA é através dos "loans", empréstimos feitos por instituições financeiras para os alunos que foram aceitos. Geralmente a concessão do empréstimo é automática nas escolas mais conceituadas. Não há a necessidade de fiador, mesmo para os alunos estrangeiros. As taxas costumam ser mais altas para estes, mas no caso de se conseguir um fiador americano, as taxas se reduzem a mais da metade e são as mesmas que para os locais.

 

Por fim, gostaria de acrescentar que nada menos do que 70% dos alunos costumam recorrer a alguma forma de empréstimo e que a dívida média pós-MBA gira em torno de 60 000 dólares por aluno. Irei me privar de muitas coisas no futuro, mas em nenhum momento questiono a validade disso e do valor que esta experiência irá agregar à minha vida. Estou me endividando consciente e feliz.

 

 

 

 

 

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