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Gestão de Carreira, Coaching e Mentoring
 

Decisão

QUAL TRASEIRO CHUTAR NA SUA EMPRESA?

*Por Floriano Serra
Nos Estados Unidos, o leite já foi derramado - ou melhor, o petróleo.
Até o momento em que escrevo este artigo (junho de 2010) ainda não foi
encontrada uma maneira de impedir o vazamento de óleo iniciado em abril e a
catástrofe continua no Golfo do México, provocando o maior desastre ambiental
da história daquele país. Muitos meses (talvez anos) se passarão antes do mundo
se refazer dos prejuízos e eliminar as seqüelas para o meio ambiente e os seres
humanos - a exceção das vidas perdidas. A respeito dos culpados, o presidente
dos Estados Unidos, Barack Obama, em entrevista à NBC, disse que está tentando
descobrir “o traseiro de quem vai chutar...”
O que essa introdução tem a ver com o mundo corporativo? Tudo, se
usarmos o poder da analogia.
Em grande parte das empresas há “petróleo” vazando todos os dias: gastos
descontrolados ou desnecessários, cronogramas atrasados, contas não pagas ou
não recebidas, turn-over altíssimo, elevado número de faltas, atrasos, licenças e
saídas antecipadas de pessoal, conflitos por disputas de poder, reuniões longas
e inúteis, perda de participação da empresa no mercado, falta de sintonia entre
produção e vendas (há demanda, mas não há produtos ou há produtos estocados
que não conseguem ser vendidos), devolução de produtos, diminuição crescente
dos lucros, prejuízos acumulados – são os mais relevantes. E que, tal qual o outro,
se não forem rápida e corretamente corrigidos, provocarão prejuízos inestimáveis e
deixarão seqüelas por muito tempo.
O vazamento do óleo no oceano é um problema visível, o que nem sempre
acontece com os “vazamentos” corporativos. E como estes podem ser evitados ou
descobertos antes que se tornem um problema?
Esses acontecimentos – incluindo a explosão da plataforma, bem como os
sucessivos recalls da indústria automobilística – me fazem pensar: cadê o Controle
de Qualidade? Cadê os Selos de Garantia? Cadê as Boas Normas de Fabricação?
Cadê o acompanhamento das supervisões (com check-lists, follow-ups e outros
instrumentos que permitem a checagem do correto cumprimento das etapas do
trabalho)? E finalmente: cadê as lideranças?
Sei que acidentes acontecem e problemas existem para serem vencidos –
frases que costumam ser ditas mais como desculpas do que como constatações
– mas, dentre outras funções, as lideranças existem para motivar e orientar os
funcionários a produzirem com o máximo de acerto e o mínimo de erro – de
preferência nenhum.
Acontece que motivar e orientar significa saber relacionar-se e comunicar-se
adequadamente com seus colaboradores, e é aqui que o “óleo” costuma começar a
vazar. São os pontos comportamentais mais vulneráveis numa empresa.
É evidente que chutar traseiros não é a melhor forma de corrigir problemas
– não se deve levar muito a sério as figuras de retórica usadas pelos políticos. No
mundo corporativo, essa expressão pode significar demissão, suspensão ou apenas
advertência. Mesmo assim, esse tripé pode e deve ser evitado.
Em qualquer área da atividade humana em que problemas possam ocorrer, o
melhor a fazer ainda é usar a velha e boa prevenção. Só que isso requer interesse,
tempo e competência. O líder que passa a maior parte do seu expediente fazendo
política, enviando e recebendo e-mails, trocando amenidades ao telefone ou
debruçado sobre sua mesa de trabalho elaborando relatórios que ninguém vai levar
a sério ou “bolando” projetos que jamais serão implantados porque inviáveis, não
terá tempo nem estará interessado em descobrir “vazamentos”. Só por essa postura
já poderá ser questionada sua competência como gestor.
A confortável poltrona onde geralmente os lideres se sentam, deveria ser
o lugar menos ocupado numa empresa. Ela deveria servir apenas para abrir e
encerrar o expediente com os necessários despachos e assinaturas. Para o restante
do tempo, vale o “pernas pra que te quero”. Delegar não significa omitir-se. Confiar
não significa abrir mão do acompanhamento. A responsabilidade final sempre será
do líder.
Ver de perto o que está sendo feito – não com sentido policialesco, mas com
a firme disposição de estimular, de tirar dúvidas, de mostrar ao colaborador que está
lado a lado jogando no mesmo time e pronto para compartilhar responsabilidades –
este é o perfil do líder que evita “vazamentos de óleo”.
Se não for esse o perfil das lideranças numa empresa e se ela decidir apurar
ou corrigir seus “vazamentos” – haja “traseiros”!

 

 

 

 

Floriano Serra é psicólogo, consultor, palestrante e facilitador de seminários
comportamentais. É diretor-executivo da SOMMA4 Gestão de Pessoas, autor de
vários livros e inúmeros artigos sobre o comportamento humano. Ex-diretor de RH
de empresas nacionais e multinacionais. E-mail: florianoserra@somma4.com.br

 

A Fragilidade da Vida

Por Adm. Marizete Furbino*

 “Vida louca vida, vida breve...”

(Bernardo Vilhena/Lobão)  


 A idéia de que a vida é  frágil demais nos assusta a cada instante! 

Remete-nos à reflexão importante sobre o modo de ser do homem contemporâneo. Este homem que trabalha, trabalha e trabalha e que nunca se encontra realizado profissionalmente, vivendo em uma busca constante, em sua trajetória profissional e pessoal. Cada vez mais vivemos numa sociedade da técnica, sociedade esta, digitalizada, em que tudo parece previsível, passível de transformação numérica. E é justamente no íntimo dessa convicção sobre o exato, que o inesperado faz sua intromissão devastadora, deixando marcas na história da humanidade. Na forma brutal, de um acidente fatal, onde a morte aproxima-se no recôndito do corpo de pessoas que estavam em um avião, que se abate sobre um edifício, causando-nos tamanha perplexidade e um sentimento enorme de impotência. 

O desenvolvimento científico dos últimos anos, em progressão geométrica, tem criado condições para uma vida saudável e uma idade avançada, um prolongamento da expectativa de vida que não conhecíamos  há alguns poucos decênios passados. Somos com isso induzidos a uma segurança absoluta. O transitório torna-se permanente até que o inesperado acontece e leva-nos a ter uma nova concepção de vida. O tempo tem nova dimensão na velocidade dos acontecimentos que passam por nós numa sucessão ininterrupta, tudo reduzindo ao instante presente como se fosse eterno. Os dias não têm fim com o por do sol, prolongando-se pelas noites que se estendem até o raiar do sol. 

No entanto, apesar de tudo isso, é terrível constatar que a vida humana é  muito frágil. Nossos dias passam velozes. Não nos adianta toda a segurança do mundo, toda a riqueza e poder. Estamos sujeitos sempre aos incômodos, incluindo-se as doenças e a morte. Portanto, devemos viver nossos dias com sabedoria, pois, a vida é uma só, uma única e poderosa oportunidade para realizarmos projetos grandiosos e enobrecedores, capazes de produzir efeitos enriquecedores nos outros e principalmente em nós mesmos. 

Para isso, olhe ao seu redor, perceba o reflexo que causa nos demais, perceba como se sente perante os mesmos e todos os dias perante você próprio. Faça uma auto-análise de como está vivendo.  

O que me fez ficar pensando hoje foi o fato de a vida ser tão frágil. Em um momento estamos aqui bem, e em outro, em um piscar de olhos, não estamos mais. Tal fato contribuiu e muito para que eu refletisse e decidisse a viver cada momento, aproveitar cada oportunidade, ficar junto de quem gosto o máximo de tempo possível. Sei que é difícil, mas acho que tenho que parar de esperar que as coisas melhorem, que o trabalho diminua, que eu tenha mais dinheiro, que eu encontre um grande amor para aproveitar o que a vida está me oferecendo agora. 

Não sei se estarei aqui daqui a um dia, daqui a um mês, daqui a um ano. Estarei aqui o tempo que me for permitido e quero que esse seja o melhor tempo de todos. 

Marizete Furbino, com formação em Pedagogia e Administração pela UNILESTE-MG, especialização em Empreendedorismo, Marketing e Finanças pelo UNILESTE-MG. É Administradora, Consultora de Empresa e Professora Universitária no Vale do Aço/MG.

Contatos através do e-mail: marizetefurbino@yahoo.com.br

Reprodução autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado a autora e o site www.marizetefurbino.com e comunicada sua utilização através do e-mail marizetefurbino@yahoo.com.br

 

A fábrica dos sonhos

Sergio Dal Sasso*

Na vida real produzir sonhos é conseguir ampliar ao máximo nossa capacidade de criar formas de transferências com o que temos de bom em relação ao que podemos fazer frente aos outros, elevando seus níveis de satisfação pelo prazer de receberem algo acima do esperado.

Como chegar à chave de um riso sério? Como produzir algo acima das expectativas? Às vezes nos deparamos por situações aonde nem todo o estudar, o pesquisar podem estabelecer o que desejamos, às vezes temos o produto certo, aquele absolutamente comprovado como necessário, mas que não emplaca, pois falta algo que faça o elo certo para aceitação do mercado.

A pouco, dentro de um dia chuvoso e no meio de uma das minhas caminhadas, passava perto de uma esquina, quando de longe observei um artista plástico, sentado no chão e encostado num poste de semáforo, desenhando sobre uma prancheta. Não séria difícil observá-lo, ainda mais pelo dia não propicio a tal função (Penso! Será que existem dias propícios para fazer bem alguma coisa...), mas no meio daquela garoa, aonde a vontade seria a de uma cama com um cobertor, lá estava ele desenhando algo. A primeira suspeita que se fez passar por minha mente estava relacionada com seu estado mental, logo superada quando ao chegar mais perto, verifiquei que desenhava uma residência histórica e comercial, disposta no outro lado da rua. Como qualquer candidato a normalidade, não me contive e perguntei: Por quê? A resposta breve do artista foi a de que essa foi a formula que ele encontrou para unir seu talento às possibilidades de sobreviver. Pela facilidade e velocidade na arte do desenhar descobriu sobre o poder do como provocar o encantamento, ofertando algo pronto, diferenciado e adicionando um toque pessoal junto ao elemento da surpresa pelo propor algo não esperado. Ampliando a breve conversa comentou que consegue vender oitenta por cento do que produz, e a um valor dobrado se comparado caso estivesse em uma praça esperando que alguém viesse comprar algo feito ou procurar pelos seus serviços. Nada mal quando descobrimos que toda boa coisa pode ter sempre uma forma melhor para se obter mais resultados, mas que depende também da nossa própria disposição em querer avançar.

Tudo vale na produção dos sonhos, e às vezes mais do que a lógica de estar tudo certinho, soma muito a capacidade de sermos observadores, do retirar também do cotidiano as observações que podem pesar nas nossas construções, somando em detalhes para que estejamos em linha direta com os objetivos, com os investimentos.

Às vezes sonhamos com tantas coisas, queremos tantas coisas e ficamos esperando que alguém nos toque no sentido de ajudar a produzir parte do que queremos e na maioria das vezes ninguém aparece, já que não são obrigados a nos entender. Para nós que dependemos do que produzimos, vem a certeza de que somente elaborar frases completas e perfeitas não garantem que os sonhos sejam totalmente realizados, pois dependemos dos sentimentos, do estabelecer vírgulas para que nossas metas estejam adicionadas com ferramentas que agradem ampliadamente o estimulo pelo gosto de provar-nos, de continuar provando e de recomendar pelo evoluir do apreciar.

Pense muito sobre isso, no quanto acreditamos conhecer os mercados, na parcela do tempo que usamos para observar os detalhes que podem fazer as diferenças. Pense também na qualidade das pessoas que fazem seu time e na forma exata de aproveitarmos isso tudo, antes mesmo do apertar os botões e garantir que tudo que temos esteja de fato sendo usado para inovar e ter resultados.

O desejo mais precioso de um trabalho é que seja parte da fantasia dos outros, e a maior satisfação de resposta de um mercado sempre será: Vocês descobriram exatamente o que eu estava procurando!

 

*Unidades de negócios:
www.sergiodalsasso.com.br (Palestras e Treinamentos)
www.educacaoprofissional.com.br (Conteúdo Editorial)
www.gtconsult.com.br (Consultoria Empresarial).

 

Verdades e Mentiras

 

Lembre-se: você é o que deseja ser!

 

Que é decisão?

 

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A guerra contra a indecisão

 

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