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Rap da eleição ( Parte II)


Ivan Marcos Kruger


...É fácil se esquivar e dizer que a política é um assunto chato. Um
pensamento assim é favorável sempre, pro candidato. Precisamos de mais
nomes, talvez você e eu, ou qualquer um que tenha mais coragem e
incentivo, pra encarar as “raposas” do sistema eletivo. É preciso
conhecer o candidato! Que frase bonita! Mas como fazer isto se ele, a
verdade sempre evita, pra confundir a população, igual camaleão, cada
dia diferente, sendo mandado pelo partido. Esse aí pra presidente ou
deputado? E para o senado?
Deveria Ter uma casa com os políticos lá trancados, feito Big Brother, O
Aprendiz ou Casa dos Artistas, onde não teriam onde esconder as provas,
as verdades ou as listas. Você está demitido! Iria dar pé, as câmeras
revelariam o candidato do jeito que ele é. E o mais votado seria
eliminado depois de ir pro paredão, levaria de carona muita corrupção.
Pense em quem você eliminaria primeiro? Ali, com certeza se revelaria,
quem é falso ou verdadeiro!
É apenas uma idéia, nada diferente desta candidatura, descarada, mal
armada, onde quem ganha são os marqueteiros, que mudam o jeito de
andar, de vestir, e de falar dos candidatos, só por dinheiro. O período de
eleição está diferente, até agora . Passou a fase do “ Eu Prometo” para a
fase da acusação, é o que vigora. É quem mais pode achar um podre
no seu rival. Nos queremos as propostas e não essa zona eleitoral!
De que adianta saber que este ou aquele desviou verba, se o país sempre
fica na mesma m...? De que adianta crucificar o Maranhão, como se em
outros estados não houvesse corrupção?
Há se você soubesse, tem gente grande nesta cidade que desvia ICMS.
Umas aulas de política não iam mal, pra entender os partidos e o
sistema eleitoral. Você sabia que os eleitores são mais de 110
milhões? Somos mais fortes que nossos próprios grilhões. Me
causa um desconforto ser a maioria, e esperar que o quadro mude, quem
sabe um dia. É perca de tempo, “descer a lenha”, “malhando o pau”, em
parte a culpa é do povo, que vota mal. Nenhum outro nome aparece. E
cada povo tem o governo que merece. Espero Ter alcançado o
objetivo, o de pensarmos um pouco mais no processo eletivo. Motivar a
conversa franca e aberta, e fazer com que votemos de maneira certa. A
solução está também na leitura, pois com ela entendemos a candidatura,
qualquer coligação, e toda forma de poder usada como enrolação.
Porque você escolheu aquele candidato? Se você tem uma
resposta, votou certo de fato. Esta tarefa está ao nosso alcance,
mesmo com pouca opção, o voto é a nossa chance!

 

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