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Gestão de Carreira, Coaching e Mentoring
 

Empreendedorismo

Paternalismo corporativo

* por Tom Coelho

"Onde quer que você veja um negócio de sucesso, pode acreditar que ali houve, um dia, uma decisão corajosa." (Peter Drucker)

msg 03O fenômeno é observado geralmente em pequenas empresas. Um funcionário recém-admitido, ao término de sua primeira semana de trabalho, vai ao encontro do diretor. Adentra a sala meio cabisbaixo, trazendo nas mãos contas de luz e água atrasadas, e a notícia: o corte no fornecimento não passa do dia seguinte.

Desempregado que esteve nos últimos meses, sente-se hoje feliz com a oportunidade de trabalhar. Mas como as despesas familiares não dão trégua e dinheiro emprestado é mercadoria cara, não vê alternativa diferente de solicitar ao patrão um adiantamento salarial.

O empresário recebe as tais contas, acessa a internet, faz o pagamento e imprime os comprovantes. Aquela agonia acabou. Um motivo a menos para angústia.

 

 

A hora de parar

* Por Tom Coelho



"Por um cravo, perde-se a ferradura,

por uma ferradura, um cavalo,

e, por um cavalo, o cavaleiro."

(Frei Luis de Granada)





Ambição é uma coisa boa. Ela nos desperta desejos, promove o
comprometimento, estimula a perseverança. Torna-nos mais fortes e nos faz
buscar a superação. Pela ambição conquistamos mais posses e mais poder.
Sentimo-nos mais ricos, mais bonitos e até mais livres. O que a estraga é a
ganância.
Como tudo na vida que desgarra da ponderação do equilíbrio, a ambição
desmedida evolui para a ganância. Nesse estágio, o desejo vira cupidez; o
comprometimento, obsessão; a perseverança, teimosia. As posses denotam
opulência; o poder, prepotência. A liberdade se esvai e renasce como fênix,
enjaulada.
O problema é uma questão de proporção. Na escalada para o progresso, não
sabemos - ou não aceitamos - a hora de parar.
Tome como exemplo o mundo corporativo. Uma empresa lança um produto ou
serviço que é bem aceito pelo mercado. Realiza um lucro considerável e
resolve reinvesti-lo. E, ao prosseguir nesse processo, eleva ainda mais seu
volume de vendas e faturamento. Mas também seus custos. A cada nova rodada,
mais matéria-prima e mais mão de obra são necessárias. Os investimentos em
marketing e infraestrutura, entre outros, são igualmente crescentes.
O que muitas vezes não se observa é que há um determinado momento em que o
processo deve ser interrompido sob pena de se ingressar no que a teoria
econômica chama de "deseconomia de escala". A matemática tem uma imagem
singular para ilustrar isso: o ponto de inflexão. Num gráfico cartesiano, é
o momento em que a curva muda sua concavidade, ou seja, se a linha era
crescente, passa a ser decrescente.
Em suma, isso significa que mais faturamento não representará
indefinidamente mais lucro. Ou seja, trabalha-se mais para ganhar-se menos!
E tudo porque a ambição, antes saudável e responsável pela prosperidade do
negócio, visita o reino da ganância e não aceita o momento de parar quando o
ótimo foi atingido.
Na vida pessoal não é diferente. Defendo a tese de que relacionamentos
amorosos, por exemplo, têm prazo de validade. E me alinho aos votos sagrados
de "até que a morte os separe" juramentados na celebração dos casamentos. O
ponto é: de qual morte estamos falando? As pessoas imaginam tratar-se da
morte física. Prefiro interpretar como a morte do sentimento.
Todo início de relacionamento é mágico. É quando se pratica o jogo da
conquista e da sedução. Nossas ações são orquestradas e as palavras
escolhidas de forma meticulosa. Mostramos o que temos de melhor: nossa vida
é virtuosa, nossos valores são nobres e nossos feitos são admiráveis.
Vestimos as melhores roupas, usamos os mais agradáveis perfumes. A pele tem
viço; o olho, brilho; o sorriso, autenticidade.
Os ambientes por onde circulamos são aconchegantes. A bebida parece sempre
gelada, mesmo que seja um conhaque, e a comida sempre saborosa, mesmo que
não seja consumida.
Tudo isso acontece porque estamos envoltos numa atmosfera de encantamento e
sinergia, embevecidos pela eficiência do diálogo, que corre fácil, posto que
há muito por se falar, anos para se compartilhar. Queremos em um par de
horas nos desnudar, não apenas das roupas, mas de nossa história pessoal,
mostrando quem somos, de onde viemos e para onde queremos ir - e o destino
reserva lugar ao interlocutor, a figura amada, quase inanimada, que nos
sorri.
O processo é o mesmo para homens e mulheres. Diferem as estratégias, as
táticas, mas não os propósitos.
Transcorrida essa etapa consuma-se a conquista. Bocas que se encontram,
braços que se enlaçam, corpos que se aquecem. E então, vive-se o romance que
nutre e cega. O horizonte se retrai.
A estabilidade leva a relação a mares calmos e a ausência de ondas revela o
que antes não se podia enxergar. Descobrimos - e revelamos - que virtudes
carregam consigo defeitos, que amabilidade é temperada com eventual
intolerância e que gentilezas são bonificadas com fleuma.
É nesse momento que se estabelecem os limites entre paixão e amor. É quando
a união amadurece. É quando percebemos que o beijo ardente e o sexo
prazeroso são imprescindíveis, mas não únicos. O diálogo ganha novos temas,
mas não se perde. E notamos, como bem pontuou Gabriel García Márquez, que
amamos quem está conosco não por quem a pessoa é, mas por quem nos tornamos
na presença dela.
Agora, trata-se de manutenção. De conquistar um pouco mais a cada dia. Ou
tudo novamente.
Mas a natureza nos reservou um mundo dual. Dia e noite, quente e frio, yin e
yang. E, não raro, os relacionamentos não apenas se desgastam, mas se
esgotam. Não há mais calor no beijo, os olhares se desviam, os diálogos são
fúteis. Primeiro, a discórdia. Depois, o conflito. Por fim, o confronto.
Transformamos nossas cabeças num cemitério de lembranças e passamos a
cultivar toda ordem de sentimentos negativos. O pacote vem completo, com
mágoas, ressentimentos, infidelidade, desamor e tristeza. Esperamos
resolutamente que um extremo seja alcançado para tomar a decisão da
separação que poderia ter florescido quando ainda havia respeito e admiração
mútuos.
Não sabemos terminar.





* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em
15 países. É autor de "Sete Vidas - Lições para construir seu equilíbrio
pessoal e profissional", pela editora Saraiva, e coautor de outros quatro
livros.
 

Preparação para empreender!

*(Sérgio Dal Sasso, consultor, escritor e palestrante. Palestras empreendedorismo para carreiras, profissões, empresas e instituições públicas. Portal: www.sergiodalsasso.com.br)

O melhor da vida é poder dormir quando o sono vem, garantindo que as entradas de sonhos bons possam estimular as possibilidades e interesses da própria evolução. Na contra partida para se conquistar um sentimento de paz e felicidade devemos enfrentar o mundo da forma como ele realmente se apresenta pensando sempre que as oportunidades existem, mas que se formam diante das dificuldades que os outros encontram para resolvê-las.

Carreiras, sucesso e negócios são apetites necessários aos que pretendem usufruir plenamente ao que a vida e suas 24 horas diárias possam ofertar para adições de desejos e realizações. Talvez a única coisa comum entre os seres humanos é carga horária disponível a todos. Dos que a sabem usar escuta-se que o dia está curto ou que está passando muito rápido, dos outros um desejo de que o tempo passe rápido diante da vontade de fuga por um esconder das coisas que não andam bem. Na verdade nossa competição é pessoal e vem, resumidamente, da forma do como vencemos barreiras para o equilíbrio pela qualificação do dia a dia, e por sentimento diário de poder ter conquistado pelo dever cumprido, isso estendido a profissão e a vida pessoal.

Toda receita de bolo é simples, mas estão no despertar dos interesses os fatores que farão com que os resultados possam surgir contribuindo para que os estímulos sigam pelos caminhos do avançar. Assim no mundo competitivo o que se espera de cada um de nos é que realmente sejamos pessoas interessantes, apoiadas pelas construções de novidades e sustentação de "feedbacks" favoráveis. Para estarmos no grupo dos interessantes devemos atentar no fortalecimento da comunicação e da negociação, pois é nesse esforço pelo expositivo que nos destacaremos para que a capacitação do conhecer das coisas seja transferível, criando vínculos pelo reconhecimento das nossas competências.

Lembremos sempre que o nosso dia útil é sempre recheado por uma maioria de obrigações e que estas demandam de fatos para se fazer o dia, que exigem a revisão dos anteriores, garantindo em possibilidades a construção e solidez do amanhã.  Nesse sentido, qualquer que seja sua função e pretensão deve-se atentar que o seu dia, mesmo que sempre possa estar nascendo de boas intenções e desejos, seja incluindo por uma prévia de um bom planejamento, para que sua visão estratégica tenha formas, organização e disciplina, itens facilitadores e quase que indispensáveis às garantias de que seu lado tático esteja próximo do cumprimento do que se pensou em fazer.

"O empreender é poder se realizar bem, quando do evoluir das capacidades e competências pelas decisões"

www.sergiodalsasso.com.br

falecom@sergiodalsasso.com.br


 

Faça de 2011 o ano da sua empresa!

*Por Gilberto Wiesel

Consultor fala sobre tomada de decisão e aconselha: "aproveite para colocar em prática ideias e projetos que ficaram arquivados em 2010". Leia mais!

O ano começou e, com ele, as expectativas, projeções, metas e objetivos são ações que preocupam os líderes das empresas. Você já parou para pensar nisso? O que fazer para diferenciar sua organização das outras neste novo ano?

Uma coisa é certa: a fim de não ficar atrás das concorrentes, mudanças são necessárias. Afinal, cada vez mais os clientes exigem inovações nos produtos e serviços oferecidos pelas empresas.

Além disso, essas alterações são bem vistas também pelos próprios funcionários. Para se ter uma ideia, de acordo com uma pesquisa recente da Philips com 875 brasileiros, 45% deles não estão satisfeitos com a remuneração que recebem.

Diante disso, o que fazer para deixar seus colaboradores mais felizes? Como tornar sua empresa diferenciada em 2011? Em primeiro lugar, é necessário colocar em prática a educação empreendedora.

Fazem parte deste conceito, noções de respeito às diferenças, sustentabilidade e organização do tempo. Por meio de atitudes como essa, a rotina da empresa flui melhor, já que a administração eficaz das horas de trabalho gera mais produtividade, só para citar um exemplo.

Além disso, é fundamental manter unida a equipe de profissionais. Para isso, uma das primeiras ações é respeitar as diferenças entre os funcionários e encará-los como peças essenciais para o desempenho eficaz das atividades de sua empresa. Assim, o ambiente de trabalho torna-se mais colaborativo e os clientes internos têm melhores rendimentos na rotina organizacional.

Estimular a criatividade e o desenvolvimento de novos projetos é outro elemento que colocará seus negócios na dianteira. Mas o que significa ter colaboradores criativos?

Para a empresa, representa riqueza de ideias e pensamentos, o que certamente contribui na hora de tomar decisões ou desenvolver novos produtos ou serviços. A vantagem é estendida também aos outros clientes, os consumidores.

Cada vez mais exigentes, eles buscam inovações e empresas que estejam à frente em diversos pontos, como responsabilidade social e preocupação com questões ligadas ao meio ambiente e à sustentabilidade.

Mas não é só isso. Além de implantar ações criativas e que coloquem sua organização na vanguarda corporativa, é importante também interpretar as tendências do momento.

Um exemplo: em 2011, uma das expectativas gira em torno da maior participação feminina nos ambientes profissionais. E qual o significado disso? Sem dúvida, representa mais delicadeza, flexibilidade e praticidade na tomada de decisões, características que fazem das mulheres ótimas líderes nos negócios.

Por falar em tendências, outra maneira de ganhar destaque é não ficar alheio às novas tecnologias. Ou seja, busque compreender as inovações e veja as possibilidades de seu negócio continuar próspero também no mundo virtual.
Para isso, estabeleça mais afinidade com as mídias sociais, por exemplo, locais em que é possível ficar relativamente mais próximo de seus consumidores. Desta forma, a maior comunicação e interatividade com seus clientes permitem que você conheça melhor as reais necessidades do público.

Estamos ainda nos primeiros dias do ano, mas não fique parado! Aproveite para colocar em prática ideias e projetos que ficaram arquivados em 2010. Integre a equipe de funcionários, as metas de sua empresa e os anseios dos clientes! Fuja do comum: implemente mudanças que surpreendam tanto os clientes internos quanto os consumidores! Faça de 2011 o ano de sua empresa!

 

*Gilberto Wiesel (Conferencista, consultor e diretor do Grupo Wiesel que atua na área de Educação Corporativa com foco em liderança, empreendedorismo e desenvolvimento de competências. Administrador de empresas pós-graduado em Marketing pela FGV. É Master-Practitioner em Programação Neurolinguistica pela Sociedade Brasileira de PNL e membro da Time Line Theraphy Association, Hawai-USA. Para mais informações, acesse: www.gilbertowiesel.com.br)

 

SUA EMPRESA É UMA SELEÇÃO?

 

*Por Gilberto Wiesel
A Copa do Mundo traz à tona muitos questionamentos sobre formação de equipes, entrosamento e eficiência de grupo, tanto quanto à seleção de seu país quanto aos adversários. Torcedores se perguntam quem será convocado, se enfurecem pelo corte dos jogadores que não estão na lista oficial, os convocados desfrutam da glória de estar entre os melhores do mundo e suportam a cobrança para que dêem o melhor de si para fazer valer a honra de lutar pela sua nação.

Como no futebol, o mundo dos negócios também aflora as mais inúmeras dúvidas ao se construir e liderar um grupo, desde o momento de selecionar quem fará parte da sua equipe, até a apresentação de resultados. O empreendedor se pergunta se os seus funcionários dão o melhor de si em suas atividades, se continuam no banco de reservas esperando o momento de entrar nas disputas, se o departamento de recursos humanos levou seus critérios e exigências a sério na hora de convocar os profissionais, até mesmo se deve ou não liberar esses colaboradores para que acompanhem aos jogos.

Montar uma verdadeira seleção de trabalhadores é uma tarefa árdua, é preciso que se crie uma relação de extrema confiança com o setor de contratação, deixar sempre muito claro suas intenções quanto aos funcionários, tudo o que será oferecido e o que se espera em troca. Todas as perguntas feitas necessitam de bom senso e paciência para que sejam corretamente respondidas. Mas, a pergunta que nenhum empresário pode deixar de se fazer é se ele mesmo sabe a hora de ser ofensivo nos negócios, ou se deixa que seus concorrentes lhe imponham o ritmo de jogo.

No futebol, os esquemas táticos são a forma como os treinadores escalam seu time dentro de campo. Seleções tornaram-se famosas por ousadias na formação, como a Holanda de 74 e seu esquema conhecido como “Carrossel Holandês”, no qual os jogadores não tinham posições definidas, mas exibiam grande habilidade técnica e coletiva. Comandar um grupo, definir suas funções, confiar em suas habilidades e saber a hora de atacar ou se defender são virtudes de extrema importância para líderes em geral, sejam técnicos de futebol ou empresários.

Lembre-se que não basta exigir resultados dos seus jogadores se eles não tiverem ferramentas para conquistar as metas almejadas. Disponibilizar equipamentos eficientes e serviços técnicos para manutenção de eletrônicos e outros tipos de instrumentos de trabalho é um dos passos a ser inserido na luta pela liderança de mercado.

Como na Holanda da década de 70, para se conseguir destaque é preciso que se desenvolvam as habilidades coletivas da sua equipe. Mantenha a auto-estima alta e valorize cada integrante dela, esclareça os papéis a serem desempenhados e torne o ambiente propício ao desenvolvimento do espírito de coletividade. Um empresário, assim como o treinador, deve acreditar no seu time, e ser seu maior incentivador. Criar uma estratégia tática que seja eficiente para a empresa e para os colaboradores, formar um grupo bem estruturado, ter força de vontade para se defender quando preciso, recuperar a posse da bola nas negociações e partir novamente para o ataque podem ser ações cruciais para se levar para casa a tão cobiçada taça de campeão.

Gilberto Wiesel é Conferencista, Escritor e Coach. É Master-Practitioner em Programação Neurolinguistica pela Sociedade Brasileira de PNL e membro da Time Line Theraphy Association, Hawai-USA. É Empresário, Administrador de Empresas, Pós-graduado em Marketing pela FGV. Diretor dor Grupo Wiesel que atua na área de Educação Corporativa.
 

EM BUSCA DA EXCELÊNCIA

*Por Jerônimo Mendes

Excelência é uma palavra recorrente na vida das pessoas e das empresas. É possível encontrá-la na visão, na missão, nos valores e também nos objetivos estratégicos das organizações. Quando se trata de qualidade, é praticamente impossível não mencionar a palavra com todas as suas variantes: profissional, pessoal, empresarial, no atendimento aos clientes e assim por diante.

Em todas as empresas existe alguém com o discurso da excelência na ponta da língua: é preciso buscar a excelência, atingir o nível da excelência, fazer da excelência uma bandeira, pensar em excelência como um caminho irreversível para conquistar a confiança dos clientes.

Meu discurso não é diferente em termos de desenvolvimento pessoal e profissional. Depois de algum tempo você adquire consciência de que a busca da excelência, principalmente em relação ao que pretende morrer fazendo, é o único caminho para o sucesso e para a realização pessoal.

A busca da excelência passa antes pelo entendimento do conceito. O que significa ser excelente? O que a excelência tem a ver com você? Por que algumas pessoas são mais equilibradas no trato com os demais? Por que alguns profissionais conseguem manter uma carreira mais consistente? Por que a excelência deve fazer parte do seu vocabulário? Por que a excelência deve se tornar um valor importante na sua vida e na sua carreira?

A resposta para todas as questões podem ser desdobradas em três pontos fundamentais:

Excelência é um compromisso irreversível com a efetividade e com o aprendizado: operar, avaliar, realizar e trabalhar com excelência significa fazer o melhor possível e utilizar recursos de maneira ótima para produzir resultados que vão além das expectativas alheias.

Excelência é um processo de aprendizado: ainda que você não tenha atingido seus objetivos, a consciência de ter realizado o melhor o permitirá aprender com a experiência para se tornar mais efetivo nos próximos desafios.

Excelência é o oposto da mediocridade: contentar-se com o mínimo, procrastinar, botar a culpa nos outros e arranjar desculpas nunca lhe permitirão enfrentar a triste realidade da sua incompetência, pelo menos em determinado momento, e a necessidade da sua evolução.



Obstáculos à conquista da excelência costumam aparecer por conta da atitude defensiva do ego. Se você considera mais importante ter razão do que ser efetivo, torna-se impossível refletir, melhorar e aprender com as equipes. Assim, a busca da excelência se perde de vista escondida numa cortina de fumaça destinada a estabelecer o ganhador e o perdedor.

Por fim, excelência combina com humildade. Assim como nas empresas, se você não tiver a capacidadee de aceitar o fato de que as ideias estão condicionadas aos modelos mentais e, portanto, não se constituem verdade absoluta, dificilmente será capaz de entender que outras maneiras de interpretar a realidade poderão ser mais efetivasdo que as suas.

Pense nisso e seja feliz!

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Administrador, Escritor e Palestrante

Especialista em Desenvolvimento Pessoal e Profissional, apaixonado por Empreendedorismo.

Para receber meus artigos semanalmente, cadastre seu e-mail no site e indique para os amigos.

Conheça o meu novo BLOG e deixe sua opinião: http://www.liderancablog.com

Para reproduzir esse e outros artigos, basta manter os créditos e mencionar o site do autor.

Obrigado por prestigiar o meu trabalho!

Jerônimo

 

Logística Reversa no Brasil


*Por Amarildo Nogueira
Quando falamos em logística imaginamos um fluxo de produtos, desde o momento em que é
gerada a necessidade de atendimento de um produto até sua entrega ao cliente que estará
aguardando a sua chegada. Mas é importante ressaltar que existe um fluxo reverso, do ponto
de consumo até o ponto onde este produto teve seu início de produção. Este fluxo reverso
precisa ser gerenciado para obtenção de ganhos sustentável expressivos nos negócios.
Ainda falamos pouco sobre logística reversa, porém este assunto está se tornando cada vez
mais comum em boa parte das empresas. Podemos usar como exemplo as empresas de gás
de cozinha, que necessitam do botijão vazio para fazer o reabastecimento. Os clientes que
necessitam comprar um novo botijão abastecido tem que entregar o vazio, pagando somente
o valor do gás. Nas grandes cidades as empresas que vendem água em galões de 20 litros
adotam o mesmo critério. Estes exemplos são os que evidenciamos em nosso dia-a-dia.
Ouvimos muito nos dias de hoje a palavra reciclagem, o Brasil é o segundo maior em
reciclagem de latas de alumínio. É notável que o grande aproveitamento de matéria-
prima reciclada, tendo desenvolvido meios inovadores na coleta de latas descartadas.
Com o índice de 96,2% na reciclagem de latas de alumínio para bebidas em 2005, o país
se manteve pelo quinto ano consecutivo na liderança do ranking mundial dessa atividade.
Segundo dados divulgados pela Abralatas e pela ABAL ( Associação Brasileira do Alumínio
), o Brasil atingiu a marca de 127,6 mil toneladas de latas de alumínio recicladas em
2005. São aproximadamente 9,4 bilhões de latas no ano ou 2,6 milhões de latas recicladas
diariamente. Este número expressivo é proveniente da necessidade que muitas pessoas tem,
fazendo da reciclagem uma fonte de renda familiar.
Para Stock 1998 “Logística reversa se refere ao papel da logística no retorno de produtos,
redução da fonte, reciclagem, substituição de materiais, reuso de materiais, disposição dos
resíduos, disposição de resíduos, reforma, reparação e remanufatura...”
Na da indústria onde o processo de gerenciamento da logística reversa é mais recente,
destacamos as indústrias de eletrônicos, cosméticos, varejo e automobilística, que
conseguem ganhos expressivos evitando desperdícios. Estes setores também têm que
lidar com o fluxo de retorno de embalagens e produtos, de devoluções de clientes ou do
reaproveitamento de materiais para produção.
Com a preocupação em preservar o meio ambiente, existe uma clara tendência de que a
legislação ambiental caminhe no sentido de tornar as empresas cada vez mais responsáveis
pelo ciclo de vida de seus produtos. Isto significa ser legalmente responsável pelo seu
destino após a entrega dos produtos aos clientes e do impacto que estes produzem no meio
ambiente.
Os fornecedores acreditam que os clientes valorizam as empresas que possuem políticas mais
liberais de retorno de produtos. Esta é uma vantagem percebida onde os fornecedores ou
varejistas assumem os riscos pela existência de produtos danificados. Isto envolve, é claro,
uma estrutura para recebimento, classificação e expedição de produtos retornados.
Além disto, os esforços em desenvolvimento e melhorias nos processos de logística reversa
podem produzir também retornos consideráveis, que justificam os investimentos realizados.
Por traz do conceito de logística reversa está um conceito mais amplo que é o do "ciclo de
vida". A vida de um produto, do ponto de vista logístico, não termina com sua entrega ao
cliente. Produtos se tornam obsoletos, danificados, ou não funcionam e deve retornar ao
seu ponto de origem para serem adequadamente descartados, reparados ou reaproveitados.
Do ponto de vista financeiro, fica evidente que além dos custos de compra de matéria-
prima, de produção, de armazenagem e estocagem, o ciclo de vida de um produto inclui
também outros custos que estão relacionados a todo o gerenciamento do seu fluxo reverso.
Do ponto de vista ambiental, esta é uma forma de avaliar qual o impacto que um produto
sobre o meio ambiente durante toda a sua vida. Esta abordagem sistêmica é fundamental
para planejar a utilização dos recursos logísticos de forma a contemplar todas as etapas do
ciclo de vida dos produtos.
Neste contexto, podemos então definir logística reversa como sendo o processo de
planejamento, implementação e controle do fluxo de matérias-primas, estoque em processo
e produtos acabados (e seu fluxo de informação) do ponto de consumo até o ponto de
origem, com o objetivo de recapturar valor ou realizar um descarte adequado, conforme
podemos observar na fig.1.
Fig. 1 - Cadeia de recuperação de produtos Fonte :Fleichmann et al. 2000
Podemos destacar como pontos importantes na rede de recuperação de produtos os tópicos
abaixo:
• Coleta
• Inspeção
• Reprocessamento
• Disposição
• Redistribuição
Não podemos deixar de falar dos sistemas de informação que garantem o
recebimento e atendimento correto dos pedidos, desde que esteja parametrizado
conforme as atividades da empresa.É importante ressaltar que os colaboradores
precisam estar treinados para desenvolver bem suas funções, evitando assim erros de
envio dos produtos aos seus clientes evitando assim o retorno desnecessário.
A logística reversa esta sendo levada cada vez mais a sério no Brasil.
As empresas sabem que para serem competitivas precisam além de ter um bom
produto, disponibilizá-los no momento certo e conforme necessidade do cliente. Isto
não impede que seus processos possam ser revistos para continuar atendendo as
necessidades e obtendo redução de custos, pois quando bem definida trará ganhos
expressivos para as organizações.
 

Empreendedorismo e desempenho



*Por Sérgio Dal Sasso
Empreender é estar bem preparado para fazer algo e ter boas possibilidades de se dar bem.  O maior capital que podemos ter nos dias de hoje é deter um bom conhecimento em conjunto com a praticidade de usar isso tudo para conquistar o reconhecimento da própria competência.

Quer estejamos sozinhos em uma atividade ou em equipe, o que de fato definirá nosso grau empreendedor são as respostas favoráveis dos que nos assistem em relação ao desempenho e resultados nos ambientes profissionais.

Um detalhe importante para não ser esquecido é que o espírito empreendedor não está somente ligado a ter negócios, mas em ser o negócio e nesse mundo atual o que tem valor é a empresa que se encontra dentro de você e não os meios que serão adotados para que mostremos nosso potencial.

Alguns princípios serão de relevância a qualquer coisa que façamos no transcorrer da formatação e consolidação da atividade, mas está na fase inicial de qualquer projeto que pretendemos executar, o potencial de diferenciação no sentido de se começar organizado e com conhecimento de causa daquilo que vamos nos envolver.

Temos que ter muito cuidado nas fases iniciais, pois normalmente por estarmos com alguma disponibilidade de recursos, acabamos nos empolgando pela pressa de se estruturar a atividade sonhada, esquecendo-se muitas vezes das etapas anteriores indispensáveis para validar de fato um negocio promissor.

É muito chato para quem quer ver um negocio prontinho e funcionando o mais rápido possível, entender que tudo dependerá de uma visão ampla e preliminar, com base em pesquisas, estudos e formação de percepções (visão do setor, concorrentes, clientes e conjuntura), que fundamentarão as viabilidades ou não das pretensões do aonde vamos ancorar nosso barquinho.

Será por ai o ponto de partida. Pelo aprendizado e entendimento do se começar consolidadamente organizado e estruturado, para que todo o conhecimento possa ser refinado ao longo dos exercícios que fundamentarão o modelo da operação e o sucesso de qualquer empreendimento.

Se tivesse que ensinar algo a alguém, talvez dissesse que tudo tem a ver com o formatar da direção, completando-a com o que se pode adicionar para os avanços (força pessoal, treinamento intelectual e vontade) e assim reforçar seu sentido de execução tática até que tudo seja incorporado dentro do que você pretende.

O que poderia valer mais: Saber dirigir de fato ou ser o melhor teórico conhecedor das leis (que regulamentam a boa condução do que fazemos)? Nesse caso se tivesse que optar por um dos dois, iria ser aquele que na prática aprendeu a dirigir pela persistência até que a evolução me conduzisse por antecipação à sensibilidade e conhecimento do saber desviar, do brecar e do acelerar para distanciar-me dos problemas. Por outro lado teria a consciência contínua pela necessidade de acrescentar os acessórios faltantes para completar as garantias de seguranças e desenvolvimento ao já que vem sendo feito.

O encontrar da direção é muito mais profundo do que ter objetivos claros na vida, ou mesmo qualificação adequada ao seu exercício. A direção define por onde começamos e projeta possibilidades para que possamos chegar aonde queremos, enquanto os objetivos são possibilidades mutantes que acompanham a própria evolução da maturidade, decorrentes de erros e acertos versus resultados.

Sua trajetória deve ser enriquecida para uma formação variável de possibilidades, que garantam percepções de que diferentes caminhos podem ser usados, para superar os desvios e atingir os objetivos compostos pela direção.

Querer ser o melhor dos melhores (novamente uma tese temporária) está pela perspectiva de conseguirmos alcançar a própria visão analítica que destine as direções, formulando equações longe das que só medicam, mas não curam e dos modelos afirmativos dos que querem vender sua teses, do tipo assino, mas não garanto ou executo.


















































*Sérgio Dal Sasso, Consultor Empresarial, Palestrante Administração, Empreendedorismo, Vendas e Educação Profissional - www.sergiodalsasso.com.br

 

Entrevista: Administrando as finanças de uma empresa

*Por Sérgio Dal Sasso

28/01/2010

(Palestrante, consultor gestão de negócios e escritor – Palestras em administração, empreendedorismo, vendas e educação profissional)


Conhecimento do passado para se ter visão do presente e do futuro, e mais uma boa pitada de gente competente são os ingredientes fundamentais, para que quando integrados, possam formar uma equação saudável das finanças de uma organização.
O que temos como fato real na condução de uma organização é que quando do seu fechamento pelos resultados operacionais (diário, semanal, mensal), podemos estar produzindo um relatório lindinho de números ou um material efetivamente aguardado por todos pela disposição e geração de analises, que propiciem na pratica rápidos alinhamentos nos processos e seus reflexos de melhorias.
Ao contrario do que muita gente pensa, finanças não é obra do departamento financeiro, que nesse caso é apenas o responsável pela consolidação das informações e por ser financeiro normalmente não tem autonomia para tomar decisões sem que seja autorizado para tal. Na verdade, a qualidade de uma gestão financeira é resultado da integração e comprometimento dos grupos selecionados para gerir as responsabilidades departamentais da organização (centros de responsabilidades). 
Uma política eficiente de caixa (entradas e saídas monetárias) exige um pleno conhecimento econômico da organização, e isso por todos responsáveis por ela, pois os valores que contabilizam os resultados são repatriados dos ganhos e gastos (vendas, tributos, custos e despesas) para as contas dos itens a serem recebidos ou pagos, aonde o fluxo dos direitos e obrigações só pode ser alterado com a capacidade negóciativa dos talentos e um modelo de gestão favorável a formação de organizações objetivas, sintonizadas e saudáveis.
Um movimento financeiro ordenado significa dizer que cada número tem um endereço certo (de ação e reação) entre sua origem e participação equilibrada no movimento da empresa. Ficamos sempre pela qualidade gerencial para que haja entendimento comum em relação à interpretação e responsabilidades quando da agilidade das mudanças.
Temos que pensar no que significa de fato ter as finanças sobre controle. Em primeiro lugar uma estrutura humana treinada no se relacionar, no nunca se individualizar, depois deter um sistema de informação, que de fato tenha transparência e seja de fácil entendimento a todos, e por fim que a somatória desses talentos possa produzir em sincronia os efeitos necessários às evoluções.
Afinal, o que definimos como “dindim saudável” é o que sobra entre o vender e o custar. Daí vem aquela historia de que cada canto de uma organização deve ter uma visão clara da sua importância e ser avaliada por tal, pois um dia a mais num prazo de compra, é tão salutar como um dia a menos na venda, ou por uma mudança no processo que agregue qualidade e dinâmica de produção ao que fazemos.
PALESTRAS INTELIGENTES EM ADMINISTRAÇÃO, EMPREENDEDORISMO, VENDAS E EDUCAÇÃO PROFISSIONAL
www.sergiodalsasso.com.br

 

Como pensa um empreendedor?

Raúl Candeloro*

Quanto mais estudo a ciência e a arte de vendas mais acho que um bom profissional da área é, na verdade, um empreendedor. Por isso, tenho passado cada vez mais tempo dedicando-me a essa área também. E um dos trabalhos mais interessantes sobre empreendedorismo foi feito por Saras Sarasvathy.

Em 1997, Sarasvathy, professor da Universidade de Washington, começou a recorrer aos EUA, entrevistando líderes empresariais. “Como você começou?”, perguntava ele. “Quais problemas enfrentou? Como os resolveu?”. Em 2001, publicou os resultados da sua pesquisa em um trabalho intitulado: What Makes Entrepreneurs Entrepreneurial (O que faz empreendedores empreenderem). O trabalho provocou um verdadeiro rebuliço nas escolas de administração e negócios, pois questionava frontalmente todas as teorias existentes sobre a decisão racional na qual se baseia, hoje, o ensino da gestão.

Segundo Sarasvathy, atualmente são ensinados procedimentos e métodos de racionalidade causal. O pensamento moderno do management estratégico pode ser sintetizado assim: “Estude as tendências de mercado. Veja quais são as oportunidades no futuro. Estabeleça uma meta. Para terminar, administre com eficiência os meios a sua disposição para alcançar essa meta”. O mundo dos negócios está impregnado até a medula desse tipo de racionalidade.

Entretanto, Sarasvathy alerta que não é assim que pensam os empreendedores. Seu processo de raciocínio não é de causa, mas sim de efeito. Ao encarar um projeto, um empreendedor conta com três ferramentas: suas capacidades pessoais, as habilidades adquiridas pela educação e seus contatos pessoais (que alguns chamam de network). Com recursos tão limitados, é implausível imaginar que alguém nessas condições diga: “Daqui a dez anos quero ser o maior fabricante de parapipocas do Brasil. Como administrarei os recursos que tenho disponíveis para alcançar esse objetivo?”.

Segundo a “teoria do efeito” do professor Sarasvathy, o que realmente acontece é o contrário. Um empreendedor começa olhando em volta e dizendo: “Bom, eu tenho isto aqui (recursos). O que consigo fazer com eles?”. Assim – nesse processo –, as metas vão se modificando continuamente, conforme também mudam as circunstâncias. Ou seja, o pensamento do empreendedor é guiado pela máxima: “Na medida em que posso modificar o futuro, não preciso tentar prevê-lo”. Aqui se resume toda a diferença. Para Sarasvathy, o empresário de êxito não tenta prever quais serão os mercados mais rentáveis – pensa apenas em termos de efeito. Empreendedores acreditam que o futuro ainda não foi escrito e ele pode ser modificado pela ação humana. Então, para que gastar tanto tempo criando modelos abstratos tentando prevê-lo? Empreendedores não tentam prever o futuro – eles ajudam a moldá-lo.

Da mesma forma, há anos tenho defendido que os bons vendedores pensam como o McGyver. Olham em volta, dizem: “Bom, isto aqui é o que eu tenho disponível”, arregaçam as mangas e criam seus próprios resultados. É isso que separa os campeões do resto – criatividade com foco na solução de problemas e uma força de vontade cujo poder vem da crença indiscutível de poder escrever seu próprio futuro. “A vida é a soma das nossas escolhas”, disse um filósofo. É assim mesmo que pensa o empreendedor de sucesso e também os campeões de vendas.

 

Cuide bem dos seus clientes

Raúl Candeloro*

 

Toda empresa, segundo os estudiosos do assunto, passa por algumas fases durante sua existência. Uma empresa é como se fosse um organismo vivo e é natural que, ao crescer, ela passe por crises também. Quando mal administradas, deixam cicatrizes permanentes ou até mesmo levam à morte da empresa. Se bem administradas, as crises levam ao amadurecimento, ao crescimento e ao sucesso.

Neil Church, por exemplo, escreveu um artigo em 83 para a Harvard Business Review que até hoje é referência no assunto. Basicamente, ele divide em seis fases o crescimento da empresa:

  1. Nascimento
  2. Sobrevivência
  3. Lucro e estabilidade
  4. Crescimento e lucro
  5. Aceleração
  6. Maturidade
Dependendo da fase em que a empresa está, é necessário tomar medidas diferentes: contratar pessoas diferentes, lançar produtos/serviços diferentes (ou não), investir em coisas diferentes. Pessoalmente, prefiro uma outra definição, que foi criada por Larry Greiner. Ele diz que existem cinco fases (recentemente criou uma sexta, mas podemos ficar com as cinco primeiras por enquanto). São elas:

1. Crescimento pela criatividade – É onde tudo começa. Alguém tem uma idéia, trabalha-se muito, ganha-se mal, os sócios decidem tudo e tudo gira em torno deles. Esta fase, geralmente, termina em uma crise – a crise da liderança.

2. Crescimento pela direção – A empresa se estrutura, começa a se organizar, criam-se processos, orçamentos, etc. Esta fase termina na crise da autonomia.

3. Crescimento pela delegação – Os gerentes passam a assumir mais responsabilidades, muda o perfil das contratações, treinamento e remuneração. Esta fase termina na crise do controle.

4. Crescimento através da coordenação – Repensam-se funções, organograma, começa a existir uma maior centralização e tentativa de controle sobre a autonomia das divisões/gerentes. Termina na crise da burocracia.

5. Crescimento através da colaboração – É o ponto mais alto. Trabalha-se em equipes, times de várias áreas, são criados para atacarem juntos os problemas, as informações são distribuídas dentro da empresa para utilização por todos, remuneração por resultados.

Veja que a história de qualquer empresa passa por esse processo. Se a empresa não crescer, estagna e morre. Se crescer, acaba, inevitavelmente, em crise, porque o modelo que a levou ao sucesso no passado passa a amarrá-la no futuro, impedindo que as pessoas façam corretamente seu trabalho. Sucesso empresarial é isto: reconhecer não só oportunidades, mas também as crises (e as oportunidades que elas trazem).
 

“RATOS descontentes viram-se contra GATOS gordos”.

Por Adm. Marizete Furbino*

"Enquanto o poço não seca, não sabemos dar valor à água.”

(Thomas Fuller)  

As bases da administração do séc.XIX foram ditadas por Taylor, Fayol e Ford, onde o empregado era visto como indivíduo resistente, cujos esforços precisavam ser predefinidos, monitorados, e sancionados. 

No séc.XIX – viu-se a emergência do empreendedor de negócios. 

A partir do séc.XX – viu-se a emergência do empreendedor de vida, aquele indivíduo que participa ativamente da construção e sustentação de uma identidade própria, aquele indivíduo que sabe aonde quer chegar consciente de seu percurso e sabedor de seus objetivos e metas. 

No séc.XXI – o indivíduo que faz parte da empresa não será visto como um objeto e sim como sujeito valioso de toda história organizacional. Além do bom atendimento, querem e exigem consideração. A gestão se baseará em compartilhamento de poder, confiança, negociação, reciprocidade, compromisso e envolvimento.  

Presas às rápidas mudanças, as micro e macro empresas enfrentam grandes desafios à sua consolidação no mercado, sentem necessidades emergentes de adequação, caso contrário estarão fadadas ao fracasso.  

Os funcionários, agora denominados colaboradores, sentem necessidade de participar ativamente do processo de gestão, dando suas contribuições, opiniões e sugestões, enfim, exigem ciência de onde trabalhar na empresa, o que fazer, como, quando e porque fazem tais ações. São conscientes que fazem parte da empresa, são na verdade colaboradores empreendedores, fazendo jus ao título de “colaborador”. É preciso que não haja descontentamento por parte de quaisquer Stakeholder, pois, isso poderá comprometer toda organização.  

A organização do séc.XXI é consciente de que o maior capital dentro de uma empresa chama-se capital intelectual, portanto considera as pessoas como seu maior bem, um patrimônio intangível. Sabedora de que o conhecimento faz parte do capital intelectual e que ele se concentra nas pessoas, valoriza em demasia cada colaborador, desde o mais baixo escalão até a direção da organização, sem distinção.  

Portanto, a empresa do séc. XXI considera seu colaborador como um ser biopsicossocial, que possui anseios, necessidades e talentos próprios e que se não cuidar bem deste patrimônio, corre o risco de naufragar no mercado, já que cada profissional ali existente contribui e muito para o desenvolvimento organizacional.   

É preciso que se tenha cuidado ao recrutar, selecionar e manter seus colaboradores, investindo mais e mais nos mesmos, pois se sabe que, investindo nas pessoas que fazem parte da organização, o gestor estará investindo na própria empresa, uma vez que tais pessoas irão aplicar os conhecimentos adquiridos em prol da empresa de que fazem parte, contribuindo assim, para que a empresa se solidifique neste mercado cruel, onde a competitividade é tão acirrada. Portanto, o capital humano, faz todo o diferencial para uma empresa, constituindo-se em uma vantagem competitiva. 

Concluímos que é de extrema importância, que a empresa reconheça os colaboradores como um patrimônio intangível valioso, que a participação efetiva dos mesmos é necessária para que a empresa tenha sucesso neste mercado cruel onde a competitividade é tão acirrada. 

Marizete Furbino, com formação em Pedagogia e Administração pela UNILESTE-MG, especialização em Empreendedorismo, Marketing e Finanças pelo UNILESTE-MG. É Administradora, Consultora de Empresa e Professora Universitária no Vale do Aço/MG.

Contatos através do e-mail: marizetefurbino@yahoo.com.br

Reprodução autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado a autora e o site www.marizetefurbino.com e comunicada sua utilização através do e-mail marizetefurbino@yahoo.com.br 
 

 

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