Seg, 01 de Fevereiro de 2010 14:53
*Por Sérgio Dal Sasso
28/01/2010
(Palestrante, consultor gestão de negócios e escritor – Palestras em administração, empreendedorismo, vendas e educação profissional)
Conhecimento do passado para se ter visão do presente e do futuro, e mais uma boa pitada de gente competente são os ingredientes fundamentais, para que quando integrados, possam formar uma equação saudável das finanças de uma organização. O que temos como fato real na condução de uma organização é que quando do seu fechamento pelos resultados operacionais (diário, semanal, mensal), podemos estar produzindo um relatório lindinho de números ou um material efetivamente aguardado por todos pela disposição e geração de analises, que propiciem na pratica rápidos alinhamentos nos processos e seus reflexos de melhorias. Ao contrario do que muita gente pensa, finanças não é obra do departamento financeiro, que nesse caso é apenas o responsável pela consolidação das informações e por ser financeiro normalmente não tem autonomia para tomar decisões sem que seja autorizado para tal. Na verdade, a qualidade de uma gestão financeira é resultado da integração e comprometimento dos grupos selecionados para gerir as responsabilidades departamentais da organização (centros de responsabilidades). Uma política eficiente de caixa (entradas e saídas monetárias) exige um pleno conhecimento econômico da organização, e isso por todos responsáveis por ela, pois os valores que contabilizam os resultados são repatriados dos ganhos e gastos (vendas, tributos, custos e despesas) para as contas dos itens a serem recebidos ou pagos, aonde o fluxo dos direitos e obrigações só pode ser alterado com a capacidade negóciativa dos talentos e um modelo de gestão favorável a formação de organizações objetivas, sintonizadas e saudáveis. Um movimento financeiro ordenado significa dizer que cada número tem um endereço certo (de ação e reação) entre sua origem e participação equilibrada no movimento da empresa. Ficamos sempre pela qualidade gerencial para que haja entendimento comum em relação à interpretação e responsabilidades quando da agilidade das mudanças. Temos que pensar no que significa de fato ter as finanças sobre controle. Em primeiro lugar uma estrutura humana treinada no se relacionar, no nunca se individualizar, depois deter um sistema de informação, que de fato tenha transparência e seja de fácil entendimento a todos, e por fim que a somatória desses talentos possa produzir em sincronia os efeitos necessários às evoluções. Afinal, o que definimos como “dindim saudável” é o que sobra entre o vender e o custar. Daí vem aquela historia de que cada canto de uma organização deve ter uma visão clara da sua importância e ser avaliada por tal, pois um dia a mais num prazo de compra, é tão salutar como um dia a menos na venda, ou por uma mudança no processo que agregue qualidade e dinâmica de produção ao que fazemos. PALESTRAS INTELIGENTES EM ADMINISTRAÇÃO, EMPREENDEDORISMO, VENDAS E EDUCAÇÃO PROFISSIONAL www.sergiodalsasso.com.br
Qua, 04 de Novembro de 2009 10:19
Raúl Candeloro*
Quanto mais estudo a ciência e a arte de vendas mais acho que um bom profissional da área é, na verdade, um empreendedor. Por isso, tenho passado cada vez mais tempo dedicando-me a essa área também. E um dos trabalhos mais interessantes sobre empreendedorismo foi feito por Saras Sarasvathy.
Em 1997, Sarasvathy, professor da Universidade de Washington, começou a recorrer aos EUA, entrevistando líderes empresariais. “Como você começou?”, perguntava ele. “Quais problemas enfrentou? Como os resolveu?”. Em 2001, publicou os resultados da sua pesquisa em um trabalho intitulado: What Makes Entrepreneurs Entrepreneurial (O que faz empreendedores empreenderem). O trabalho provocou um verdadeiro rebuliço nas escolas de administração e negócios, pois questionava frontalmente todas as teorias existentes sobre a decisão racional na qual se baseia, hoje, o ensino da gestão.
Segundo Sarasvathy, atualmente são ensinados procedimentos e métodos de racionalidade causal. O pensamento moderno do management estratégico pode ser sintetizado assim: “Estude as tendências de mercado. Veja quais são as oportunidades no futuro. Estabeleça uma meta. Para terminar, administre com eficiência os meios a sua disposição para alcançar essa meta”. O mundo dos negócios está impregnado até a medula desse tipo de racionalidade.
Entretanto, Sarasvathy alerta que não é assim que pensam os empreendedores. Seu processo de raciocínio não é de causa, mas sim de efeito. Ao encarar um projeto, um empreendedor conta com três ferramentas: suas capacidades pessoais, as habilidades adquiridas pela educação e seus contatos pessoais (que alguns chamam de network). Com recursos tão limitados, é implausível imaginar que alguém nessas condições diga: “Daqui a dez anos quero ser o maior fabricante de parapipocas do Brasil. Como administrarei os recursos que tenho disponíveis para alcançar esse objetivo?”.
Segundo a “teoria do efeito” do professor Sarasvathy, o que realmente acontece é o contrário. Um empreendedor começa olhando em volta e dizendo: “Bom, eu tenho isto aqui (recursos). O que consigo fazer com eles?”. Assim – nesse processo –, as metas vão se modificando continuamente, conforme também mudam as circunstâncias. Ou seja, o pensamento do empreendedor é guiado pela máxima: “Na medida em que posso modificar o futuro, não preciso tentar prevê-lo”. Aqui se resume toda a diferença. Para Sarasvathy, o empresário de êxito não tenta prever quais serão os mercados mais rentáveis – pensa apenas em termos de efeito. Empreendedores acreditam que o futuro ainda não foi escrito e ele pode ser modificado pela ação humana. Então, para que gastar tanto tempo criando modelos abstratos tentando prevê-lo? Empreendedores não tentam prever o futuro – eles ajudam a moldá-lo.
Da mesma forma, há anos tenho defendido que os bons vendedores pensam como o McGyver. Olham em volta, dizem: “Bom, isto aqui é o que eu tenho disponível”, arregaçam as mangas e criam seus próprios resultados. É isso que separa os campeões do resto – criatividade com foco na solução de problemas e uma força de vontade cujo poder vem da crença indiscutível de poder escrever seu próprio futuro. “A vida é a soma das nossas escolhas”, disse um filósofo. É assim mesmo que pensa o empreendedor de sucesso e também os campeões de vendas.
Qua, 04 de Novembro de 2009 10:06
Raúl Candeloro*
Toda empresa, segundo os estudiosos do assunto, passa por algumas fases durante sua existência. Uma empresa é como se fosse um organismo vivo e é natural que, ao crescer, ela passe por crises também. Quando mal administradas, deixam cicatrizes permanentes ou até mesmo levam à morte da empresa. Se bem administradas, as crises levam ao amadurecimento, ao crescimento e ao sucesso.
Neil Church, por exemplo, escreveu um artigo em 83 para a Harvard Business Review que até hoje é referência no assunto. Basicamente, ele divide em seis fases o crescimento da empresa:
- Nascimento
- Sobrevivência
- Lucro e estabilidade
- Crescimento e lucro
- Aceleração
- Maturidade
Dependendo da fase em que a empresa está, é necessário tomar medidas diferentes: contratar pessoas diferentes, lançar produtos/serviços diferentes (ou não), investir em coisas diferentes. Pessoalmente, prefiro uma outra definição, que foi criada por Larry Greiner. Ele diz que existem cinco fases (recentemente criou uma sexta, mas podemos ficar com as cinco primeiras por enquanto). São elas:
1. Crescimento pela criatividade – É onde tudo começa. Alguém tem uma idéia, trabalha-se muito, ganha-se mal, os sócios decidem tudo e tudo gira em torno deles. Esta fase, geralmente, termina em uma crise – a crise da liderança.
2. Crescimento pela direção – A empresa se estrutura, começa a se organizar, criam-se processos, orçamentos, etc. Esta fase termina na crise da autonomia.
3. Crescimento pela delegação – Os gerentes passam a assumir mais responsabilidades, muda o perfil das contratações, treinamento e remuneração. Esta fase termina na crise do controle.
4. Crescimento através da coordenação – Repensam-se funções, organograma, começa a existir uma maior centralização e tentativa de controle sobre a autonomia das divisões/gerentes. Termina na crise da burocracia.
5. Crescimento através da colaboração – É o ponto mais alto. Trabalha-se em equipes, times de várias áreas, são criados para atacarem juntos os problemas, as informações são distribuídas dentro da empresa para utilização por todos, remuneração por resultados.
Veja que a história de qualquer empresa passa por esse processo. Se a empresa não crescer, estagna e morre. Se crescer, acaba, inevitavelmente, em crise, porque o modelo que a levou ao sucesso no passado passa a amarrá-la no futuro, impedindo que as pessoas façam corretamente seu trabalho. Sucesso empresarial é isto: reconhecer não só oportunidades, mas também as crises (e as oportunidades que elas trazem).
Ter, 03 de Novembro de 2009 13:34
Por Adm. Marizete Furbino*
"Enquanto o poço não seca, não sabemos dar valor à água.”
(Thomas Fuller)
As bases da administração do séc.XIX foram ditadas por Taylor, Fayol e Ford, onde o empregado era visto como indivíduo resistente, cujos esforços precisavam ser predefinidos, monitorados, e sancionados.
No séc.XIX – viu-se a emergência do empreendedor de negócios.
A partir do séc.XX – viu-se a emergência do empreendedor de vida, aquele indivíduo que participa ativamente da construção e sustentação de uma identidade própria, aquele indivíduo que sabe aonde quer chegar consciente de seu percurso e sabedor de seus objetivos e metas.
No séc.XXI – o indivíduo que faz parte da empresa não será visto como um objeto e sim como sujeito valioso de toda história organizacional. Além do bom atendimento, querem e exigem consideração. A gestão se baseará em compartilhamento de poder, confiança, negociação, reciprocidade, compromisso e envolvimento.
Presas às rápidas mudanças, as micro e macro empresas enfrentam grandes desafios à sua consolidação no mercado, sentem necessidades emergentes de adequação, caso contrário estarão fadadas ao fracasso.
Os funcionários, agora denominados colaboradores, sentem necessidade de participar ativamente do processo de gestão, dando suas contribuições, opiniões e sugestões, enfim, exigem ciência de onde trabalhar na empresa, o que fazer, como, quando e porque fazem tais ações. São conscientes que fazem parte da empresa, são na verdade colaboradores empreendedores, fazendo jus ao título de “colaborador”. É preciso que não haja descontentamento por parte de quaisquer Stakeholder, pois, isso poderá comprometer toda organização.
A organização do séc.XXI é consciente de que o maior capital dentro de uma empresa chama-se capital intelectual, portanto considera as pessoas como seu maior bem, um patrimônio intangível. Sabedora de que o conhecimento faz parte do capital intelectual e que ele se concentra nas pessoas, valoriza em demasia cada colaborador, desde o mais baixo escalão até a direção da organização, sem distinção.
Portanto, a empresa do séc. XXI considera seu colaborador como um ser biopsicossocial, que possui anseios, necessidades e talentos próprios e que se não cuidar bem deste patrimônio, corre o risco de naufragar no mercado, já que cada profissional ali existente contribui e muito para o desenvolvimento organizacional.
É preciso que se tenha cuidado ao recrutar, selecionar e manter seus colaboradores, investindo mais e mais nos mesmos, pois se sabe que, investindo nas pessoas que fazem parte da organização, o gestor estará investindo na própria empresa, uma vez que tais pessoas irão aplicar os conhecimentos adquiridos em prol da empresa de que fazem parte, contribuindo assim, para que a empresa se solidifique neste mercado cruel, onde a competitividade é tão acirrada. Portanto, o capital humano, faz todo o diferencial para uma empresa, constituindo-se em uma vantagem competitiva.
Concluímos que é de extrema importância, que a empresa reconheça os colaboradores como um patrimônio intangível valioso, que a participação efetiva dos mesmos é necessária para que a empresa tenha sucesso neste mercado cruel onde a competitividade é tão acirrada.
Marizete Furbino, com formação em Pedagogia e Administração pela UNILESTE-MG, especialização em Empreendedorismo, Marketing e Finanças pelo UNILESTE-MG. É Administradora, Consultora de Empresa e Professora Universitária no Vale do Aço/MG.
Contatos através do e-mail:
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Reprodução autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado a autora e o site www.marizetefurbino.com e comunicada sua utilização através do e-mail
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Qui, 13 de Agosto de 2009 10:16
Sex, 14 de Novembro de 2008 19:17
Qui, 31 de Julho de 2008 18:07
Seg, 28 de Julho de 2008 11:20
Sáb, 21 de Junho de 2008 12:35
Dom, 08 de Junho de 2008 19:36
Seg, 03 de Março de 2008 14:17
Seg, 22 de Outubro de 2007 17:50
Ter, 03 de Julho de 2007 17:58
Qua, 18 de Abril de 2007 13:21
Seg, 02 de Abril de 2007 12:08
Sáb, 24 de Fevereiro de 2007 13:44
Sáb, 24 de Fevereiro de 2007 13:42
Sáb, 24 de Fevereiro de 2007 13:40
Sáb, 24 de Fevereiro de 2007 13:27
Sáb, 24 de Fevereiro de 2007 10:37
Sáb, 24 de Fevereiro de 2007 10:33
Sáb, 24 de Fevereiro de 2007 10:31
Sáb, 24 de Fevereiro de 2007 10:29
Sáb, 24 de Fevereiro de 2007 10:26
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