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Gestão de Carreira, Coaching e Mentoring
 

Empreendedorismo

SUA EMPRESA É UMA SELEÇÃO?

 

*Por Gilberto Wiesel
A Copa do Mundo traz à tona muitos questionamentos sobre formação de equipes, entrosamento e eficiência de grupo, tanto quanto à seleção de seu país quanto aos adversários. Torcedores se perguntam quem será convocado, se enfurecem pelo corte dos jogadores que não estão na lista oficial, os convocados desfrutam da glória de estar entre os melhores do mundo e suportam a cobrança para que dêem o melhor de si para fazer valer a honra de lutar pela sua nação.

Como no futebol, o mundo dos negócios também aflora as mais inúmeras dúvidas ao se construir e liderar um grupo, desde o momento de selecionar quem fará parte da sua equipe, até a apresentação de resultados. O empreendedor se pergunta se os seus funcionários dão o melhor de si em suas atividades, se continuam no banco de reservas esperando o momento de entrar nas disputas, se o departamento de recursos humanos levou seus critérios e exigências a sério na hora de convocar os profissionais, até mesmo se deve ou não liberar esses colaboradores para que acompanhem aos jogos.

Montar uma verdadeira seleção de trabalhadores é uma tarefa árdua, é preciso que se crie uma relação de extrema confiança com o setor de contratação, deixar sempre muito claro suas intenções quanto aos funcionários, tudo o que será oferecido e o que se espera em troca. Todas as perguntas feitas necessitam de bom senso e paciência para que sejam corretamente respondidas. Mas, a pergunta que nenhum empresário pode deixar de se fazer é se ele mesmo sabe a hora de ser ofensivo nos negócios, ou se deixa que seus concorrentes lhe imponham o ritmo de jogo.

No futebol, os esquemas táticos são a forma como os treinadores escalam seu time dentro de campo. Seleções tornaram-se famosas por ousadias na formação, como a Holanda de 74 e seu esquema conhecido como “Carrossel Holandês”, no qual os jogadores não tinham posições definidas, mas exibiam grande habilidade técnica e coletiva. Comandar um grupo, definir suas funções, confiar em suas habilidades e saber a hora de atacar ou se defender são virtudes de extrema importância para líderes em geral, sejam técnicos de futebol ou empresários.

Lembre-se que não basta exigir resultados dos seus jogadores se eles não tiverem ferramentas para conquistar as metas almejadas. Disponibilizar equipamentos eficientes e serviços técnicos para manutenção de eletrônicos e outros tipos de instrumentos de trabalho é um dos passos a ser inserido na luta pela liderança de mercado.

Como na Holanda da década de 70, para se conseguir destaque é preciso que se desenvolvam as habilidades coletivas da sua equipe. Mantenha a auto-estima alta e valorize cada integrante dela, esclareça os papéis a serem desempenhados e torne o ambiente propício ao desenvolvimento do espírito de coletividade. Um empresário, assim como o treinador, deve acreditar no seu time, e ser seu maior incentivador. Criar uma estratégia tática que seja eficiente para a empresa e para os colaboradores, formar um grupo bem estruturado, ter força de vontade para se defender quando preciso, recuperar a posse da bola nas negociações e partir novamente para o ataque podem ser ações cruciais para se levar para casa a tão cobiçada taça de campeão.

Gilberto Wiesel é Conferencista, Escritor e Coach. É Master-Practitioner em Programação Neurolinguistica pela Sociedade Brasileira de PNL e membro da Time Line Theraphy Association, Hawai-USA. É Empresário, Administrador de Empresas, Pós-graduado em Marketing pela FGV. Diretor dor Grupo Wiesel que atua na área de Educação Corporativa.
 

Carro elétrico mais próximo do consumidor

*Por Evaldo Costa
Pode não parecer, mas a cada dia o carro elétrico está mais próximo do consumidor. Está chegando a hora de cuidarmos da infra-estrutura para recebê-lo? Naturalmente, teremos que nos preparar em várias frentes. Temos que cuidar das políticas de desenvolvimento de produtos, tecnologias de motorização, abastecimento, suprimento, regulamentação, rede de distribuição etc. É qual é o melhor momento para começarmos a nos estruturar?



O melhor momento é agora. Naturalmente, antes da chegada dele, precisamos contar com um mínimo de infra-estrutura. Quem estiver construindo imóveis, por exemplo, deve se preocupar com tomadas nas garagens. Estacionamentos, públicos e privados, devem possuir tomadas nos boxes, shoppings centers devem adequar seus estacionamentos para que os clientes carreguem as baterias do veículo enquanto fazem compras. Empresas devem ajustar suas instalações para que os seus funcionários recarreguem os carros enquanto trabalham etc.



Engana-se quem pensa que tudo isso pode demorar décadas. Nunca houve tanto investimentos para o desenvolvimento do veículo elétrico quanto atualmente. E ele aumenta a cada dia. O resultado é a rápida evolução tecnológica. Para se ter uma ideia, na Maratona de Eficiência Energética de 2009, onde competiram alunos de diversas faculdades do Brasil, o carro elétrico com maior autonomia atingiu 39,6km percorridos. Na última semana, um grupo do Japão denominado Japan EV Club, converteu um Daihatsu Mira, originalmente movido à gasolina, para eletricidade e quebrou o seu próprio recorde mundial, que foi de 550km indo de Tóquio a Osaka, ao completar a viagem de mil km sem recarga.



A americana Tesla Motors está trabalhando duro para aumentar a produção de seus carros. A rede de distribuição deles cobre vários estados americanos e já alcança o Canadá e alguns países da Europa. Na última semana, um alto executivo me revelou não ter planos, a curto prazo, para o mercado brasileiro. Mas, isso dependerá de muitos fatores, entre eles a disposição do governo brasileiro em investir para viabilizá-lo.



Países como Estados Unidos, Japão, Israel, França, Alemanha, Canadá, Inglaterra, China, Austrália entre outros possuem projetos para subsidiar e desenvolver a produção em massa do veículo elétrico. O Brasil também começa a se mexer. Por aqui, as montadoras que mais investem em veículos elétricos são Fiat, que desenvolve o Palio Elétrico em parceria com a Itaipu Binacional — e a Mitsubishi, cujo modelo i-MiEV já roda em São Paulo para testes.



O governo brasileiro precisa dar os primeiros passos visando a adequação nos tributos, homologação do veículo elétrico e estímulo à produção e ao consumidor. Pequenas demonstrações, neste sentido, surgem diariamente em várias partes do planeta. A China, por exemplo, na semana passada, deu um passo para colocar carros 100% elétricos nas ruas. A montadora BYD deu um passo à frente dos concorrentes, colocando uma pequena frota de táxis (seis veículos) elétricos rodando na cidade de Shenzhen (ver http://www.vancouversun.com).



Pode parecer uma iniciativa pequena, mas são com esses pequenos experimentos que o carro elétrico ganhará as ruas do planeta, mais cedo do que se espera.



Evaldo Costa

Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil

Escritor, consultor, conferencista e professor.

Autor dos livros: “Alavancando resultados através da gestão da qualidade”, “Como Garantir Três Vendas Extras Por Dia” e co-autor do livro “Gigantes das Vendas”

Site: www.evaldocosta.com

Blog: http://evaldocosta.blogspot.com

E-mail: evaldocosta@evaldocosta.com

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EM BUSCA DA EXCELÊNCIA

*Por Jerônimo Mendes

Excelência é uma palavra recorrente na vida das pessoas e das empresas. É possível encontrá-la na visão, na missão, nos valores e também nos objetivos estratégicos das organizações. Quando se trata de qualidade, é praticamente impossível não mencionar a palavra com todas as suas variantes: profissional, pessoal, empresarial, no atendimento aos clientes e assim por diante.

Em todas as empresas existe alguém com o discurso da excelência na ponta da língua: é preciso buscar a excelência, atingir o nível da excelência, fazer da excelência uma bandeira, pensar em excelência como um caminho irreversível para conquistar a confiança dos clientes.

Meu discurso não é diferente em termos de desenvolvimento pessoal e profissional. Depois de algum tempo você adquire consciência de que a busca da excelência, principalmente em relação ao que pretende morrer fazendo, é o único caminho para o sucesso e para a realização pessoal.

A busca da excelência passa antes pelo entendimento do conceito. O que significa ser excelente? O que a excelência tem a ver com você? Por que algumas pessoas são mais equilibradas no trato com os demais? Por que alguns profissionais conseguem manter uma carreira mais consistente? Por que a excelência deve fazer parte do seu vocabulário? Por que a excelência deve se tornar um valor importante na sua vida e na sua carreira?

A resposta para todas as questões podem ser desdobradas em três pontos fundamentais:

Excelência é um compromisso irreversível com a efetividade e com o aprendizado: operar, avaliar, realizar e trabalhar com excelência significa fazer o melhor possível e utilizar recursos de maneira ótima para produzir resultados que vão além das expectativas alheias.

Excelência é um processo de aprendizado: ainda que você não tenha atingido seus objetivos, a consciência de ter realizado o melhor o permitirá aprender com a experiência para se tornar mais efetivo nos próximos desafios.

Excelência é o oposto da mediocridade: contentar-se com o mínimo, procrastinar, botar a culpa nos outros e arranjar desculpas nunca lhe permitirão enfrentar a triste realidade da sua incompetência, pelo menos em determinado momento, e a necessidade da sua evolução.



Obstáculos à conquista da excelência costumam aparecer por conta da atitude defensiva do ego. Se você considera mais importante ter razão do que ser efetivo, torna-se impossível refletir, melhorar e aprender com as equipes. Assim, a busca da excelência se perde de vista escondida numa cortina de fumaça destinada a estabelecer o ganhador e o perdedor.

Por fim, excelência combina com humildade. Assim como nas empresas, se você não tiver a capacidadee de aceitar o fato de que as ideias estão condicionadas aos modelos mentais e, portanto, não se constituem verdade absoluta, dificilmente será capaz de entender que outras maneiras de interpretar a realidade poderão ser mais efetivasdo que as suas.

Pense nisso e seja feliz!

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Administrador, Escritor e Palestrante

Especialista em Desenvolvimento Pessoal e Profissional, apaixonado por Empreendedorismo.

Para receber meus artigos semanalmente, cadastre seu e-mail no site e indique para os amigos.

Conheça o meu novo BLOG e deixe sua opinião: http://www.liderancablog.com

Para reproduzir esse e outros artigos, basta manter os créditos e mencionar o site do autor.

Obrigado por prestigiar o meu trabalho!

Jerônimo

 

Logística Reversa no Brasil


*Por Amarildo Nogueira
Quando falamos em logística imaginamos um fluxo de produtos, desde o momento em que é
gerada a necessidade de atendimento de um produto até sua entrega ao cliente que estará
aguardando a sua chegada. Mas é importante ressaltar que existe um fluxo reverso, do ponto
de consumo até o ponto onde este produto teve seu início de produção. Este fluxo reverso
precisa ser gerenciado para obtenção de ganhos sustentável expressivos nos negócios.
Ainda falamos pouco sobre logística reversa, porém este assunto está se tornando cada vez
mais comum em boa parte das empresas. Podemos usar como exemplo as empresas de gás
de cozinha, que necessitam do botijão vazio para fazer o reabastecimento. Os clientes que
necessitam comprar um novo botijão abastecido tem que entregar o vazio, pagando somente
o valor do gás. Nas grandes cidades as empresas que vendem água em galões de 20 litros
adotam o mesmo critério. Estes exemplos são os que evidenciamos em nosso dia-a-dia.
Ouvimos muito nos dias de hoje a palavra reciclagem, o Brasil é o segundo maior em
reciclagem de latas de alumínio. É notável que o grande aproveitamento de matéria-
prima reciclada, tendo desenvolvido meios inovadores na coleta de latas descartadas.
Com o índice de 96,2% na reciclagem de latas de alumínio para bebidas em 2005, o país
se manteve pelo quinto ano consecutivo na liderança do ranking mundial dessa atividade.
Segundo dados divulgados pela Abralatas e pela ABAL ( Associação Brasileira do Alumínio
), o Brasil atingiu a marca de 127,6 mil toneladas de latas de alumínio recicladas em
2005. São aproximadamente 9,4 bilhões de latas no ano ou 2,6 milhões de latas recicladas
diariamente. Este número expressivo é proveniente da necessidade que muitas pessoas tem,
fazendo da reciclagem uma fonte de renda familiar.
Para Stock 1998 “Logística reversa se refere ao papel da logística no retorno de produtos,
redução da fonte, reciclagem, substituição de materiais, reuso de materiais, disposição dos
resíduos, disposição de resíduos, reforma, reparação e remanufatura...”
Na da indústria onde o processo de gerenciamento da logística reversa é mais recente,
destacamos as indústrias de eletrônicos, cosméticos, varejo e automobilística, que
conseguem ganhos expressivos evitando desperdícios. Estes setores também têm que
lidar com o fluxo de retorno de embalagens e produtos, de devoluções de clientes ou do
reaproveitamento de materiais para produção.
Com a preocupação em preservar o meio ambiente, existe uma clara tendência de que a
legislação ambiental caminhe no sentido de tornar as empresas cada vez mais responsáveis
pelo ciclo de vida de seus produtos. Isto significa ser legalmente responsável pelo seu
destino após a entrega dos produtos aos clientes e do impacto que estes produzem no meio
ambiente.
Os fornecedores acreditam que os clientes valorizam as empresas que possuem políticas mais
liberais de retorno de produtos. Esta é uma vantagem percebida onde os fornecedores ou
varejistas assumem os riscos pela existência de produtos danificados. Isto envolve, é claro,
uma estrutura para recebimento, classificação e expedição de produtos retornados.
Além disto, os esforços em desenvolvimento e melhorias nos processos de logística reversa
podem produzir também retornos consideráveis, que justificam os investimentos realizados.
Por traz do conceito de logística reversa está um conceito mais amplo que é o do "ciclo de
vida". A vida de um produto, do ponto de vista logístico, não termina com sua entrega ao
cliente. Produtos se tornam obsoletos, danificados, ou não funcionam e deve retornar ao
seu ponto de origem para serem adequadamente descartados, reparados ou reaproveitados.
Do ponto de vista financeiro, fica evidente que além dos custos de compra de matéria-
prima, de produção, de armazenagem e estocagem, o ciclo de vida de um produto inclui
também outros custos que estão relacionados a todo o gerenciamento do seu fluxo reverso.
Do ponto de vista ambiental, esta é uma forma de avaliar qual o impacto que um produto
sobre o meio ambiente durante toda a sua vida. Esta abordagem sistêmica é fundamental
para planejar a utilização dos recursos logísticos de forma a contemplar todas as etapas do
ciclo de vida dos produtos.
Neste contexto, podemos então definir logística reversa como sendo o processo de
planejamento, implementação e controle do fluxo de matérias-primas, estoque em processo
e produtos acabados (e seu fluxo de informação) do ponto de consumo até o ponto de
origem, com o objetivo de recapturar valor ou realizar um descarte adequado, conforme
podemos observar na fig.1.
Fig. 1 - Cadeia de recuperação de produtos Fonte :Fleichmann et al. 2000
Podemos destacar como pontos importantes na rede de recuperação de produtos os tópicos
abaixo:
• Coleta
• Inspeção
• Reprocessamento
• Disposição
• Redistribuição
Não podemos deixar de falar dos sistemas de informação que garantem o
recebimento e atendimento correto dos pedidos, desde que esteja parametrizado
conforme as atividades da empresa.É importante ressaltar que os colaboradores
precisam estar treinados para desenvolver bem suas funções, evitando assim erros de
envio dos produtos aos seus clientes evitando assim o retorno desnecessário.
A logística reversa esta sendo levada cada vez mais a sério no Brasil.
As empresas sabem que para serem competitivas precisam além de ter um bom
produto, disponibilizá-los no momento certo e conforme necessidade do cliente. Isto
não impede que seus processos possam ser revistos para continuar atendendo as
necessidades e obtendo redução de custos, pois quando bem definida trará ganhos
expressivos para as organizações.
 

Empreendedorismo e desempenho



*Por Sérgio Dal Sasso
Empreender é estar bem preparado para fazer algo e ter boas possibilidades de se dar bem.  O maior capital que podemos ter nos dias de hoje é deter um bom conhecimento em conjunto com a praticidade de usar isso tudo para conquistar o reconhecimento da própria competência.

Quer estejamos sozinhos em uma atividade ou em equipe, o que de fato definirá nosso grau empreendedor são as respostas favoráveis dos que nos assistem em relação ao desempenho e resultados nos ambientes profissionais.

Um detalhe importante para não ser esquecido é que o espírito empreendedor não está somente ligado a ter negócios, mas em ser o negócio e nesse mundo atual o que tem valor é a empresa que se encontra dentro de você e não os meios que serão adotados para que mostremos nosso potencial.

Alguns princípios serão de relevância a qualquer coisa que façamos no transcorrer da formatação e consolidação da atividade, mas está na fase inicial de qualquer projeto que pretendemos executar, o potencial de diferenciação no sentido de se começar organizado e com conhecimento de causa daquilo que vamos nos envolver.

Temos que ter muito cuidado nas fases iniciais, pois normalmente por estarmos com alguma disponibilidade de recursos, acabamos nos empolgando pela pressa de se estruturar a atividade sonhada, esquecendo-se muitas vezes das etapas anteriores indispensáveis para validar de fato um negocio promissor.

É muito chato para quem quer ver um negocio prontinho e funcionando o mais rápido possível, entender que tudo dependerá de uma visão ampla e preliminar, com base em pesquisas, estudos e formação de percepções (visão do setor, concorrentes, clientes e conjuntura), que fundamentarão as viabilidades ou não das pretensões do aonde vamos ancorar nosso barquinho.

Será por ai o ponto de partida. Pelo aprendizado e entendimento do se começar consolidadamente organizado e estruturado, para que todo o conhecimento possa ser refinado ao longo dos exercícios que fundamentarão o modelo da operação e o sucesso de qualquer empreendimento.

Se tivesse que ensinar algo a alguém, talvez dissesse que tudo tem a ver com o formatar da direção, completando-a com o que se pode adicionar para os avanços (força pessoal, treinamento intelectual e vontade) e assim reforçar seu sentido de execução tática até que tudo seja incorporado dentro do que você pretende.

O que poderia valer mais: Saber dirigir de fato ou ser o melhor teórico conhecedor das leis (que regulamentam a boa condução do que fazemos)? Nesse caso se tivesse que optar por um dos dois, iria ser aquele que na prática aprendeu a dirigir pela persistência até que a evolução me conduzisse por antecipação à sensibilidade e conhecimento do saber desviar, do brecar e do acelerar para distanciar-me dos problemas. Por outro lado teria a consciência contínua pela necessidade de acrescentar os acessórios faltantes para completar as garantias de seguranças e desenvolvimento ao já que vem sendo feito.

O encontrar da direção é muito mais profundo do que ter objetivos claros na vida, ou mesmo qualificação adequada ao seu exercício. A direção define por onde começamos e projeta possibilidades para que possamos chegar aonde queremos, enquanto os objetivos são possibilidades mutantes que acompanham a própria evolução da maturidade, decorrentes de erros e acertos versus resultados.

Sua trajetória deve ser enriquecida para uma formação variável de possibilidades, que garantam percepções de que diferentes caminhos podem ser usados, para superar os desvios e atingir os objetivos compostos pela direção.

Querer ser o melhor dos melhores (novamente uma tese temporária) está pela perspectiva de conseguirmos alcançar a própria visão analítica que destine as direções, formulando equações longe das que só medicam, mas não curam e dos modelos afirmativos dos que querem vender sua teses, do tipo assino, mas não garanto ou executo.


















































*Sérgio Dal Sasso, Consultor Empresarial, Palestrante Administração, Empreendedorismo, Vendas e Educação Profissional - www.sergiodalsasso.com.br

 

Entrevista: Administrando as finanças de uma empresa

*Por Sérgio Dal Sasso

28/01/2010

(Palestrante, consultor gestão de negócios e escritor – Palestras em administração, empreendedorismo, vendas e educação profissional)


Conhecimento do passado para se ter visão do presente e do futuro, e mais uma boa pitada de gente competente são os ingredientes fundamentais, para que quando integrados, possam formar uma equação saudável das finanças de uma organização.
O que temos como fato real na condução de uma organização é que quando do seu fechamento pelos resultados operacionais (diário, semanal, mensal), podemos estar produzindo um relatório lindinho de números ou um material efetivamente aguardado por todos pela disposição e geração de analises, que propiciem na pratica rápidos alinhamentos nos processos e seus reflexos de melhorias.
Ao contrario do que muita gente pensa, finanças não é obra do departamento financeiro, que nesse caso é apenas o responsável pela consolidação das informações e por ser financeiro normalmente não tem autonomia para tomar decisões sem que seja autorizado para tal. Na verdade, a qualidade de uma gestão financeira é resultado da integração e comprometimento dos grupos selecionados para gerir as responsabilidades departamentais da organização (centros de responsabilidades). 
Uma política eficiente de caixa (entradas e saídas monetárias) exige um pleno conhecimento econômico da organização, e isso por todos responsáveis por ela, pois os valores que contabilizam os resultados são repatriados dos ganhos e gastos (vendas, tributos, custos e despesas) para as contas dos itens a serem recebidos ou pagos, aonde o fluxo dos direitos e obrigações só pode ser alterado com a capacidade negóciativa dos talentos e um modelo de gestão favorável a formação de organizações objetivas, sintonizadas e saudáveis.
Um movimento financeiro ordenado significa dizer que cada número tem um endereço certo (de ação e reação) entre sua origem e participação equilibrada no movimento da empresa. Ficamos sempre pela qualidade gerencial para que haja entendimento comum em relação à interpretação e responsabilidades quando da agilidade das mudanças.
Temos que pensar no que significa de fato ter as finanças sobre controle. Em primeiro lugar uma estrutura humana treinada no se relacionar, no nunca se individualizar, depois deter um sistema de informação, que de fato tenha transparência e seja de fácil entendimento a todos, e por fim que a somatória desses talentos possa produzir em sincronia os efeitos necessários às evoluções.
Afinal, o que definimos como “dindim saudável” é o que sobra entre o vender e o custar. Daí vem aquela historia de que cada canto de uma organização deve ter uma visão clara da sua importância e ser avaliada por tal, pois um dia a mais num prazo de compra, é tão salutar como um dia a menos na venda, ou por uma mudança no processo que agregue qualidade e dinâmica de produção ao que fazemos.
PALESTRAS INTELIGENTES EM ADMINISTRAÇÃO, EMPREENDEDORISMO, VENDAS E EDUCAÇÃO PROFISSIONAL
www.sergiodalsasso.com.br

 

Como pensa um empreendedor?

Raúl Candeloro*

Quanto mais estudo a ciência e a arte de vendas mais acho que um bom profissional da área é, na verdade, um empreendedor. Por isso, tenho passado cada vez mais tempo dedicando-me a essa área também. E um dos trabalhos mais interessantes sobre empreendedorismo foi feito por Saras Sarasvathy.

Em 1997, Sarasvathy, professor da Universidade de Washington, começou a recorrer aos EUA, entrevistando líderes empresariais. “Como você começou?”, perguntava ele. “Quais problemas enfrentou? Como os resolveu?”. Em 2001, publicou os resultados da sua pesquisa em um trabalho intitulado: What Makes Entrepreneurs Entrepreneurial (O que faz empreendedores empreenderem). O trabalho provocou um verdadeiro rebuliço nas escolas de administração e negócios, pois questionava frontalmente todas as teorias existentes sobre a decisão racional na qual se baseia, hoje, o ensino da gestão.

Segundo Sarasvathy, atualmente são ensinados procedimentos e métodos de racionalidade causal. O pensamento moderno do management estratégico pode ser sintetizado assim: “Estude as tendências de mercado. Veja quais são as oportunidades no futuro. Estabeleça uma meta. Para terminar, administre com eficiência os meios a sua disposição para alcançar essa meta”. O mundo dos negócios está impregnado até a medula desse tipo de racionalidade.

Entretanto, Sarasvathy alerta que não é assim que pensam os empreendedores. Seu processo de raciocínio não é de causa, mas sim de efeito. Ao encarar um projeto, um empreendedor conta com três ferramentas: suas capacidades pessoais, as habilidades adquiridas pela educação e seus contatos pessoais (que alguns chamam de network). Com recursos tão limitados, é implausível imaginar que alguém nessas condições diga: “Daqui a dez anos quero ser o maior fabricante de parapipocas do Brasil. Como administrarei os recursos que tenho disponíveis para alcançar esse objetivo?”.

Segundo a “teoria do efeito” do professor Sarasvathy, o que realmente acontece é o contrário. Um empreendedor começa olhando em volta e dizendo: “Bom, eu tenho isto aqui (recursos). O que consigo fazer com eles?”. Assim – nesse processo –, as metas vão se modificando continuamente, conforme também mudam as circunstâncias. Ou seja, o pensamento do empreendedor é guiado pela máxima: “Na medida em que posso modificar o futuro, não preciso tentar prevê-lo”. Aqui se resume toda a diferença. Para Sarasvathy, o empresário de êxito não tenta prever quais serão os mercados mais rentáveis – pensa apenas em termos de efeito. Empreendedores acreditam que o futuro ainda não foi escrito e ele pode ser modificado pela ação humana. Então, para que gastar tanto tempo criando modelos abstratos tentando prevê-lo? Empreendedores não tentam prever o futuro – eles ajudam a moldá-lo.

Da mesma forma, há anos tenho defendido que os bons vendedores pensam como o McGyver. Olham em volta, dizem: “Bom, isto aqui é o que eu tenho disponível”, arregaçam as mangas e criam seus próprios resultados. É isso que separa os campeões do resto – criatividade com foco na solução de problemas e uma força de vontade cujo poder vem da crença indiscutível de poder escrever seu próprio futuro. “A vida é a soma das nossas escolhas”, disse um filósofo. É assim mesmo que pensa o empreendedor de sucesso e também os campeões de vendas.

 

Cuide bem dos seus clientes

Raúl Candeloro*

 

Toda empresa, segundo os estudiosos do assunto, passa por algumas fases durante sua existência. Uma empresa é como se fosse um organismo vivo e é natural que, ao crescer, ela passe por crises também. Quando mal administradas, deixam cicatrizes permanentes ou até mesmo levam à morte da empresa. Se bem administradas, as crises levam ao amadurecimento, ao crescimento e ao sucesso.

Neil Church, por exemplo, escreveu um artigo em 83 para a Harvard Business Review que até hoje é referência no assunto. Basicamente, ele divide em seis fases o crescimento da empresa:

  1. Nascimento
  2. Sobrevivência
  3. Lucro e estabilidade
  4. Crescimento e lucro
  5. Aceleração
  6. Maturidade
Dependendo da fase em que a empresa está, é necessário tomar medidas diferentes: contratar pessoas diferentes, lançar produtos/serviços diferentes (ou não), investir em coisas diferentes. Pessoalmente, prefiro uma outra definição, que foi criada por Larry Greiner. Ele diz que existem cinco fases (recentemente criou uma sexta, mas podemos ficar com as cinco primeiras por enquanto). São elas:

1. Crescimento pela criatividade – É onde tudo começa. Alguém tem uma idéia, trabalha-se muito, ganha-se mal, os sócios decidem tudo e tudo gira em torno deles. Esta fase, geralmente, termina em uma crise – a crise da liderança.

2. Crescimento pela direção – A empresa se estrutura, começa a se organizar, criam-se processos, orçamentos, etc. Esta fase termina na crise da autonomia.

3. Crescimento pela delegação – Os gerentes passam a assumir mais responsabilidades, muda o perfil das contratações, treinamento e remuneração. Esta fase termina na crise do controle.

4. Crescimento através da coordenação – Repensam-se funções, organograma, começa a existir uma maior centralização e tentativa de controle sobre a autonomia das divisões/gerentes. Termina na crise da burocracia.

5. Crescimento através da colaboração – É o ponto mais alto. Trabalha-se em equipes, times de várias áreas, são criados para atacarem juntos os problemas, as informações são distribuídas dentro da empresa para utilização por todos, remuneração por resultados.

Veja que a história de qualquer empresa passa por esse processo. Se a empresa não crescer, estagna e morre. Se crescer, acaba, inevitavelmente, em crise, porque o modelo que a levou ao sucesso no passado passa a amarrá-la no futuro, impedindo que as pessoas façam corretamente seu trabalho. Sucesso empresarial é isto: reconhecer não só oportunidades, mas também as crises (e as oportunidades que elas trazem).
 

“RATOS descontentes viram-se contra GATOS gordos”.

Por Adm. Marizete Furbino*

"Enquanto o poço não seca, não sabemos dar valor à água.”

(Thomas Fuller)  

As bases da administração do séc.XIX foram ditadas por Taylor, Fayol e Ford, onde o empregado era visto como indivíduo resistente, cujos esforços precisavam ser predefinidos, monitorados, e sancionados. 

No séc.XIX – viu-se a emergência do empreendedor de negócios. 

A partir do séc.XX – viu-se a emergência do empreendedor de vida, aquele indivíduo que participa ativamente da construção e sustentação de uma identidade própria, aquele indivíduo que sabe aonde quer chegar consciente de seu percurso e sabedor de seus objetivos e metas. 

No séc.XXI – o indivíduo que faz parte da empresa não será visto como um objeto e sim como sujeito valioso de toda história organizacional. Além do bom atendimento, querem e exigem consideração. A gestão se baseará em compartilhamento de poder, confiança, negociação, reciprocidade, compromisso e envolvimento.  

Presas às rápidas mudanças, as micro e macro empresas enfrentam grandes desafios à sua consolidação no mercado, sentem necessidades emergentes de adequação, caso contrário estarão fadadas ao fracasso.  

Os funcionários, agora denominados colaboradores, sentem necessidade de participar ativamente do processo de gestão, dando suas contribuições, opiniões e sugestões, enfim, exigem ciência de onde trabalhar na empresa, o que fazer, como, quando e porque fazem tais ações. São conscientes que fazem parte da empresa, são na verdade colaboradores empreendedores, fazendo jus ao título de “colaborador”. É preciso que não haja descontentamento por parte de quaisquer Stakeholder, pois, isso poderá comprometer toda organização.  

A organização do séc.XXI é consciente de que o maior capital dentro de uma empresa chama-se capital intelectual, portanto considera as pessoas como seu maior bem, um patrimônio intangível. Sabedora de que o conhecimento faz parte do capital intelectual e que ele se concentra nas pessoas, valoriza em demasia cada colaborador, desde o mais baixo escalão até a direção da organização, sem distinção.  

Portanto, a empresa do séc. XXI considera seu colaborador como um ser biopsicossocial, que possui anseios, necessidades e talentos próprios e que se não cuidar bem deste patrimônio, corre o risco de naufragar no mercado, já que cada profissional ali existente contribui e muito para o desenvolvimento organizacional.   

É preciso que se tenha cuidado ao recrutar, selecionar e manter seus colaboradores, investindo mais e mais nos mesmos, pois se sabe que, investindo nas pessoas que fazem parte da organização, o gestor estará investindo na própria empresa, uma vez que tais pessoas irão aplicar os conhecimentos adquiridos em prol da empresa de que fazem parte, contribuindo assim, para que a empresa se solidifique neste mercado cruel, onde a competitividade é tão acirrada. Portanto, o capital humano, faz todo o diferencial para uma empresa, constituindo-se em uma vantagem competitiva. 

Concluímos que é de extrema importância, que a empresa reconheça os colaboradores como um patrimônio intangível valioso, que a participação efetiva dos mesmos é necessária para que a empresa tenha sucesso neste mercado cruel onde a competitividade é tão acirrada. 

Marizete Furbino, com formação em Pedagogia e Administração pela UNILESTE-MG, especialização em Empreendedorismo, Marketing e Finanças pelo UNILESTE-MG. É Administradora, Consultora de Empresa e Professora Universitária no Vale do Aço/MG.

Contatos através do e-mail: marizetefurbino@yahoo.com.br

Reprodução autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado a autora e o site www.marizetefurbino.com e comunicada sua utilização através do e-mail marizetefurbino@yahoo.com.br 
 

 

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