Raúl Candeloro*
Toda empresa, segundo os estudiosos do assunto, passa por algumas fases durante sua existência. Uma empresa é como se fosse um organismo vivo e é natural que, ao crescer, ela passe por crises também. Quando mal administradas, deixam cicatrizes permanentes ou até mesmo levam à morte da empresa. Se bem administradas, as crises levam ao amadurecimento, ao crescimento e ao sucesso.
Neil Church, por exemplo, escreveu um artigo em 83 para a Harvard Business Review que até hoje é referência no assunto. Basicamente, ele divide em seis fases o crescimento da empresa:
- Nascimento
- Sobrevivência
- Lucro e estabilidade
- Crescimento e lucro
- Aceleração
- Maturidade
1. Crescimento pela criatividade – É onde tudo começa. Alguém tem uma idéia, trabalha-se muito, ganha-se mal, os sócios decidem tudo e tudo gira em torno deles. Esta fase, geralmente, termina em uma crise – a crise da liderança.
2. Crescimento pela direção – A empresa se estrutura, começa a se organizar, criam-se processos, orçamentos, etc. Esta fase termina na crise da autonomia.
3. Crescimento pela delegação – Os gerentes passam a assumir mais responsabilidades, muda o perfil das contratações, treinamento e remuneração. Esta fase termina na crise do controle.
4. Crescimento através da coordenação – Repensam-se funções, organograma, começa a existir uma maior centralização e tentativa de controle sobre a autonomia das divisões/gerentes. Termina na crise da burocracia.
5. Crescimento através da colaboração – É o ponto mais alto. Trabalha-se em equipes, times de várias áreas, são criados para atacarem juntos os problemas, as informações são distribuídas dentro da empresa para utilização por todos, remuneração por resultados.
Veja que a história de qualquer empresa passa por esse processo. Se a empresa não crescer, estagna e morre. Se crescer, acaba, inevitavelmente, em crise, porque o modelo que a levou ao sucesso no passado passa a amarrá-la no futuro, impedindo que as pessoas façam corretamente seu trabalho. Sucesso empresarial é isto: reconhecer não só oportunidades, mas também as crises (e as oportunidades que elas trazem).



















