Qual está sendo o impacto da crise financeira mundial na gestão de pessoas no Brasil ?
Em momentos de incerteza sobre o impacto da crise financeira mundial na economia brasileira, aumenta entre os empresários a atitude que a melhor opção, pelo menos por enquanto, é ter cautela e aguardar para ver o que acontece.
Em contrapartida, existe um outro grupo de empreendedores que, com mais ousadia e visão de mercado, vê neste cenário a oportunidade para inovar, conquistar fatias de mercado e crescer.
Estes líderes sabem que o maior desafio das empresas,não é apenas diminuir as despesas, mas também propor alternativas e executar ações criativas. Além disso, sabem principalmente da necessidade de envolver o capital humano como sustentador de cada ação, afinal se as pessoas responsáveis por executá-las não estiverem preparadas e dispostas a assumir o desafio, não importa quão certa é a decisão.
É justamente aí que as empresas precisam gerar calma e dar fôlego às suas equipes para que suportem a tensão momentânea e para que não se abalem a ponto de prejudicar ainda mais os resultados.Há programas de desenvolvimento que auxiliam sobremaneira no enfrentamento de uma crise e ainda podem estimular os negócios.
O profissional de RH deve apresentar esses recursos à empresa e fazer com que sejam incrementados o quanto antes.
Alguns deles são: O Coaching, que auxilia os executivos a lidar com os percalços do mercado: modificando suas posturas; incentivando o aprimoramento de atitudes perante os fatores com os quais lida, e estimulando a busca constante pelo autoconhecimento, o que auxilia a estabilizar a ansiedade e focar nas possibilidades e oportunidades para a organização.
Além disso , o Coaching promove a experiência de enfrentamento da crise, como conhecimento essencial para futuras anormalidades que possam afetar a empresa e prepará-os para enfrentar situações desse tipo no futuro.
O outro é a Identificação e Desenvolvimento de Potenciais, que foca unicamente na busca por profissionais, dentro das próprias empresas, com alto poder de gerar novas idéias, oportunidades e soluções para ela no mercado. Esses são os profissionais do futuro, os que podem, neste momento crucial, aprender com a crise e promover bons frutos. Essencial para as empresas que procuram sucessores para cargos estratégicos e que queiram prepará-los para as nuances imprevisíveis que o mercado e a economia impõem às organizações.
Há ainda a Avaliação de Potencial, um programa de desenvolvimento contínuo e indispensável para qualquer empresa. Nada melhor do que os profissionais serem avaliados e colocados nos lugares certos dentro da organização, de acordo com seu potencial e motivadores. Acertando na contratação, durante a crise, fica muito mais fácil obter resultados através do trabalho dos colaboradores.
Não pode ser esquecida também a Gestão Participativa , vital para o sucesso das corporações em momentos de crise. Ela faz com que os colaboradores vistam a camisa das empresas, resultando no aumento da produtividade e, principalmente, na capacidade de inovação. É mais provável que quem tem o contato com o parceiro possa, a qualquer momento, surgir com uma solução diferenciada que trabalhe de acordo com o foco de sua empresa. Nesse sentido, a forte confiança no relacionamento entre a área produtiva e o cliente é fundamental para que haja um feedback valioso sobre as percepções do cliente nos períodos mais complicados.Não se sabe se este é o momento certo de recuar ou avançar. Mas é fato que não se deve parar. Perceber o que a empresa quer e precisa é ponto-chave para continuar o caminho a passos largos na busca de seu objetivo final.
Enfim, diante das alternativas de investimentos com resultados garantidos, só não ganha, em períodos como este, as empresas que não acreditarem em seu maior poder de fogo, ou seja, seus colaboradores.
Não ganham também aquelas que não se preocuparam em se preparar para o momento atual e que, certamente, também não se preocupam, agora, com o futuro. Essas não estão e nem estarão preparadas para a próxima crise, já que não sabem reconhecer a oportunidade certa de aproveitamento de seu potencial humano.
O que acha disso ? O que está fazendo em sua organização?
Um produtivo 2009 para todos. Silvia OSSO






















Por experiência própria e contatos da rede pessoal, essas são raridades.
A grande maioria das empresas teme inovação : não mexe quando o "time está ganhando" e reduz o já baixo custo da mão-de-obra. Aliás esse é o maior objetivo da automação e terceirização: tornar a mão de obra um mero insumo de custo variável do produto. E as demissões são concatenadas para tal fim. Assim, o único custo fixo da empresa (não do produto) é o lucro. Daí a nosso velha conhecida estagflação voltando aos emergentes, ao contrário dos desenvolvidos.
PS.: parece um erro de digitação:
incrementados não deveria ser implementados ?