Evaldo Costa*
Dois acontecimentos merecem à nossa atenção. O primeiro é que desde 1908 quando o modelo “T”, primeiro carro de fabricação em série, saiu da fábrica da Ford, nenhuma mudança na concepção do automóvel foi tão significativa quanto a que está acontecendo com os primeiros modelos hibridos e elétricos. A segunda, são os apelos para redução da poluição do ar provocado pelos automóveis, a exemplo do movimento “dia mundial sem carro” (dia 22/09).
A tentativa de produzir um carro que polua menos está ganhando força. Surgiu com o motor hibrido, ou seja, os que utilizam dois motores: um a combustão e outro elétrico. Normalmente, em baixa velocidade o carro funciona a bateria, quando ela fica fraca o motor à combustão é acionado para recarregá-la. Uma das vantagens deste modelo é que eles poluem 40% menos do que aqueles equipados somente com motor à combustão.
Esta é uma fase de transição para o motor 100% elétrico que deve, com o tempo, substituir o motor à explosão. Entre as vantagens do motor elétrico está a forma de tração mais simples e eficaz, a não necessidade de caixas de velocidades, muito mais silencioso e estão alinhados com os anseios da população, já que tem índices de poluição quase zero.
A cada dia, os veículos que poluem menos ganham mais espaço. Fabricantes de todas as partes investem no desenvolvimento de carros “verdes”. Governos de várias partes estão incentivando a produção deles, investidores então apostando nesse mercado, indústrias se desenvolvendo rapidamente, novas marcas surgem e os consumidores estão ávidos pela novidade. Estes são apenas alguns ingredientes que podem provocar importantes mudanças no ranking dos maiores construtores.
Mais uma vez, a célebre frase: “o que nos trouxe até aqui não garante o nosso futuro” parece mais atual do que nunca. Nenhum país, fabricante, ou marca, por mais prestígio que tenha, está imune aos efeitos que mudanças dessa magnitude podem provocar.
Novos competidores, abordagens, carros mais modernos são apenas alguns ingredientes para conquistar a atenção dos consumidores. Aliás, a mídia internacional classificou, na última semana (15/09/2009), um dos maiores e mais importante salão de automóveis do mundo, o de Frankfurt (Alemanha), como ecologicamente correto, tamanho foi o número de carros “verdes” em exposição.
A debutante Fisker, por exemplo, parece fazer sucesso com o Karma, seu modelo híbrido-elétrico (Plug-In Hybrid-Electric). Mas, outras montadoras como Peugeot, Toyota, Citroën, Audi, Renault e Subaru também mostraram os seus modelos.
Junto com as novidades surgem oportunidades e ameaças. Pode ser cedo para arriscar qualquer previsão sobre o assunto, mas que uns ganharão e outros ficarão a “ver navios” isso parece não haver dúvidas. O que ninguém sabe é como e quando isso poderá ocorrer. Mas, de uma coisa todos podemos estar convencidos: o grande vencedor será a população (principalmente das metrópoles) que poderá respirar ar menos poluído.
Evaldo Costa
Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil
Escritor, consultor, conferencista e professor.
Autor dos livros: “Alavancando resultados através da gestão da qualidade”, “Como Garantir Três Vendas Extras Por Dia” e co-autor do livro “Gigantes das Vendas”
Site: www.evaldocosta.com
Blog: http://evaldocosta.blogspot.com
E-mail:evaldocosta@evaldocosta.com
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