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Gestão de Carreira, Coaching e Mentoring
 

Motivação

A Ingratidão de Hawking

* Por Floriano Serra


O britânico Stephen Hawking, doutor em Cosmologia, o mais famoso e consagradocientista da atualidade neste tema, é também considerado o mais brilhante físico teóricodesde Einstein. Em seu best-seller científico "Uma Breve História do Tempo" (1998),ele demonstrava aceitar a possibilidade de um Criador do Universo, dizendo até quepoderíamos "conhecer a mente de Deus, se um dia fosse descoberta uma teoria completado Big Bang".Agora, Hawking mudou de idéia. No seu novo livro "The Grand Design", lançado mêspassado, ela afirma que "Não há lugar para Deus nas teorias da criação do universo."Segundo ele, "é provável que o universo tenha nascido do nada". Se Sir Isaac Newtonfosse vivo teríamos um belo debate.Esse tema não é a minha praia, já que sou psicólogo. Mas ingratidão, como outrosaspectos do comportamento humano, é. E eu acho, com todo o respeito, que Hawkingestá sendo ingrato com Deus.Nascido em 1942, em Oxford, Inglaterra, aos 21 anos de idade Hawking foidiagnosticado como portador de esclerose amiotrófica lateral, rara e terrível doençadegenerativa que paralisa gradativamente os músculos do corpo e para a qualinfelizmente ainda não há cura. De acordo com os médicos da época, ele teria apenasmais dois anos de vida. Pois bem, isso aconteceu a 32 anos atrás! Durante esse tempo,Hawking já fez traqueotomia, já teve pneumonia e. aos poucos, foi perdendo o movimentodos braços e pernas, da musculatura voluntária a até a força para manter a cabeçaerguida. Atualmente, Hawking utiliza um sintetizador de voz para se comunicar e estáquase completamente paralisado. Contudo, apesar dessas enormes limitações, continuana ativa - escreveu inúmeros livros e artigos, dá aulas e palestras, criou teorias, ganhoudiversos prêmios, casou duas vezes, tem três filhos e um neto e, como já foi dito, acabade lançar mais uma polêmica obra. Ele é considerado "um milagre médico."Eu prefiro considerá-lo um milagre de Deus. Penso que não seria necessário Hawkingperscrutar a infinitude do Universo e elaborar suas inteligentes teorias para descobrir seexiste ou não um Deus criador do Universo. Essa prova está bem pertinho dele - paranão dizer dentro dele.Em um trecho do seu novo livro, Hawking diz que "não era necessário pedir a ajudade Deus para explicar a origem do Universo". Diante disso, é de se supor que o genialcientista não tenha, ele próprio, pedido a ajuda de Deus para se tornar o milagre vivo queé. E talvez também não tenha elaborado alguma teoria para explicar sua extraordináriasobrevivência diante da situação.Dentre outras inúmeras coisas, é por isso que acho Deus muito legal: ele não buscanem pede reconhecimento e méritos para seus milagres e criações. Não pede nemmesmo que acreditem na Sua existência. Mas apenas que as pessoas se amem, seajudem e se respeitem. E, se tiverem tempo, que pensem n'Ele de vez em quando,mesmo que seja para dizer um "oi, tudo bem?". Simples assim.Será pedir muito?

 

O Poder da Linguagem

* Por Evaldo Costa

A linguagem é o maior recurso que o ser humano possui para alcançar tudo aquilo que mais deseja na vida. O homem depende da linguagem para viver em sociedade, ela é a base de nossa cultura e dificilmente haveria civilização, não fosse o emprego da linguagem e o poder das palavras. É através delas que influenciamos e provocamos as mudanças, quase sempre, necessárias para construir uma vida melhor.

Muitos pensamos que o que move o mundo é o dinheiro, os bens materiais que tanto nos atrai ou mesmo a busca pelo prestígio e poder. Tudo isso é muito importante e mexe de verdade com o comportamento humano, porém o que mais é capaz de provocar mudanças, transceder teorias e transformar o mundo é, de fato, a linguagem. 

As palavras são muito poderosas, quando saem de nossa boca tem o potencial de criar ou dissipar estresses, cativar ou afastar pessoas, conquistar ou destruir sonhos, provocar paixão ou abrir feridas que duram por uma vida inteira. Tudo vai depender de nossa habilidade de lidar com elas no tempo, dose, forma e tempero adequado.

É através do uso habilidoso das palavras que, por exemplo, o líder conquista seguidores, obtém resultados positivos da equipe, aumenta a produtividade da empresa, a moral dos liderados, a eficácia dos projetos e o sucesso organizacional. Os líderes admirados são aqueles que sabem que as palavras criam a nossa realidade, por isso dão o seu melhor para proporcionar momentos memoráveis.

O escritor Joseph Jaworski, diz que "É através da linguagem que criamos o mundo, porque ele não é nada até que o descrevemos. E quando nós o descrevemos, criamos distinções que governam as nossas ações. Dito de outra forma, a linguagem não descreve o mundo que vemos, mas vemos o mundo que descrevemos."

Portanto, fazemos algo acontecer a medida que pronunciamos as palavras, frases ou expressões. Quando as usamos sem empatia e como meio para levar as pessoas a fazer algo para nós, comprar os nossos serviços, ou qualquer outra ação de nosso exclusivo interesse, as possibilidades dos resultados serem desastrosos serão enormes.

Porém, quando recorremos a elas para ajudar as pessoas a serem felizes, obter sucesso e a realizar sonhos, os resultados serão concretos, mágicos, exuberantes... daí conseguiremos tudo o que mais desejamos na vida, e isso é o que mais importa.

A conclusão é que quando gravamos as nossas palavras no coração das pessoas, somos capazes de intervir e mudar o mundo em que vivemos. Então, se sabemos disso podemos nos esforçar para interagirmos melhor com os nossos familiares, amigos, companheiros, colegas de trabalho, clientes e fornecedores, remodelando assim o ambiente onde estamos inseridos e contribuindo para que os resultados das nossas ações sejam capitalizados para alcançarmos as conquistas que tanto almejamos.

Afinal de contas, é como nos ensina o tradicional dito popular: "As nossas palavras se transformam em ações. As nossas ações se transformam em hábitos. Os hábitos moldam o nosso caráter, que por sua vez determina o ruma de nossa vida."

Pense nisso e ótima semana.

 

Evite o negativo...

As pessoas, quando expostas continuamente a algo negativo, começam a aceitar os pensamentos que as depreciam e diminuem. Também passam a sofrer as conseqüências da auto-estima baixa. Com o tempo, o diálogo interno, ou seja, aquela voz que fica conversando conosco o dia inteiro torna-se também negativa.

 

A exposição regular ao diálogo interno negativo, assim como a exposição prolongada ao sol, pode com o tempo matar uma pessoa sem que ela perceba. A razão é o fato de ela ter criado para si um ambiente interno altamente tóxico.

Se um amigo negativo está levando você literalmente para o buraco. Você tem três opções:

  • Continuar o relacionamento e sofrer as conseqüências.
  • Tentar mudar o pensamento dele.
  • Separar ou pelo menos reduzir a sua exposição à sua influência.

Como dizia Lee Iacocca, ex-presidente da Chrysler "o sucesso não vem do que você conhece, mas de quem você conhece". Tome uma decisão de escolher cuidadosamente aqueles que o rodeiam. A escolha dos amigos é uma das mais importantes entre todas as estratégias de sucesso.

______________________

 

OS DESAFIOS PARA MOTIVAR A EQUIPE

*Por Gilberto Wiesel

Em minhas palestras, constantemente, sou questionado com perguntas do tipo:
-Como manter a motivação dos colaboradores?
-O que podemos fazer para que as pessoas não sejam influenciadas negativamente e percam a motivação?
-Quanto tempo realmente as pessoas se mantêm motivadas no dia a dia?
-Até que ponto a motivação é importante?
-O que, especificamente, motiva o ser humano?
Eu, particularmente, gosto muito desse tipo de pergunta, pois elas me dão a oportunidade de esclarecer uma série de fatores que são percebidos de forma incorreta. Explico:
É necessário partir do principio básico que, para você motivar as pessoas, ou melhor, ajudá-las na motivação diária, não precisa ser um expert nas técnicas existentes, nem mesmo um estudioso da área. O que precisa é, em primeiro lugar, aprender a olhar aqueles que estão a sua volta como seres humanos, dotados de necessidades e desejos individuais e também com caracterís ticas próprias, com DNA único, com sentimentos e emoções particulares e que, portanto, jamais se poderá motivar um indivíduo, tratando-o como se fosse parte de uma estatística ou parte de um conjunto.
Para cada situação, há uma abordagem diferente, ou seja, o que motiva você, provavelmente, não motiva a mim e assim sucessivamente. O maior erro dos gestores é acreditar que podemos motivar as pessoas a partir de uma única estratégia e que ela poderá atingir a todos.
Portanto, não precisamos entender de motivação, mas de pessoas. Para isso, basta que olhemos para nós mesmos. Às vezes, erramos justamente porque pensamos em fazer com os outros exatamente aquilo que não sentimos ser verdadeiro. Propomos verdades absolutas como se elas pudessem suprir as demandas individuais de cada um. Então, erramos no remédio.
Motivar é respeitar a individualidade das pessoas, é entender o que realmente é importante para ela e, a partir dessa identificação, proporciona r os mecanismos para atingi-la.
Somos seres capazes de nos automotivarmos, mas precisamos, muitas vezes, de estímulos externos que façam acordar nossos sentimentos internos, aliás, essa é outra situação que, constantemente, me questionam. Se os motivadores somos nós ou necessitamos de outros para isso?
Gosto de responder a esse questionamento com perguntas:
Suponhamos que você convive diariamente com um gestor que está todos os dias de mau humor, de mal com a vida, nunca cumprimenta as pessoas, está sempre apontando o lado negativo das coisas que acontecem na empresa e nunca elogia nada. Você acredita que essa pessoa motiva ou desmotiva os colaboradores?
É lógico que desmotiva. São os estímulos externos afrontando os nossos sentimentos. Acho muito cômodo para os líderes colocarem a culpa pela falta de motivação da equipe, nas próprias pessoas, alegando que ninguém motiva ninguém, cabendo a cada um a responsabilidade para isso. Estão manif estando com essa atitude incompetência para lidarem com essas situações.
Temos que perceber e entender que cada um reage de forma diferente àquilo que percebe e, assim, tem atitudes de acordo com suas interpretações. Portanto, vai depender muito do que acreditamos e sentimos para esboçarmos uma reação. Algumas pessoas se motivam por desafios ou ameaças, outras têm exatamente comportamento inverso.
Lembro de um professor que tive na infância que usava a ameaça como forma de motivação. Dizia que não seríamos nada, que não chegaríamos a lugar algum se não estudássemos mais e duvidava que conseguiríamos. Ele, o professor, acreditava que dessa forma poderia estar provocando uma reação positiva nos alunos, pois ele era assim, precisava ser ameaçado para ir em frente. Esqueceu que talvez os alunos não se estimulassem da mesma forma. Lembro que muitos colegas ficavam chorando e não conseguiam se levantar. Outros, ao contrário, estudavam ainda mais para mostrar ao profes sor que conseguiriam. Realmente, muitos ficavam pelo caminho. Não eram bons? Não eram inteligentes? Não tinham capacidade como os demais? Ou eram motivados de forma errada? Quantas empresas e gestores conheço que usam a mesma estratégia.
Encontrei, após alguns anos, aqueles mesmos colegas que choraram na época com a abordagem daquele professor. Por sorte, no decorrer de sua vida, encontraram verdadeiros motivadores e puderam manifestar toda sua essência e, hoje, são vencedores.
Motivar é saber extrair de cada pessoa o que ela tem de melhor. É dar a oportunidade àqueles que ainda não conseguiram encontrar o seu eu verdadeiro, de manifestar todo o seu potencial. Cabe, no entanto, a cada um, aproveitar para fazer a maior aventura de sua vida. Viajar. Viajar, mas para dentro de nós, para descobrirmos o que temos de melhor e de que forma podemos usar todo o nosso potencial interno para nos superarmos.
Isso serve também para todas as pessoas que estão ho je em cargos de liderança, pois para saberem motivar os seus colaboradores têm que, necessariamente, empreender essa verdadeira descoberta interior.
A partir disso então, poderá ser um motivador da alma humana e obter resultados mais duradouros com todos os que o rodeiam.
Boa Sorte!

*Gilberto Wiesel é Conferencista, Consultor e Diretor do Grupo Wiesel que atua na área de Educação Corporativa com foco em liderança, empreendedorismo e desenvolvimento de competências. Administrador de empresas pós-graduado em Marketing pela FGV, Especializado em Vendas pela ESPM. É Master-Practitioner em Programação Neurolinguistica pela Sociedade Brasileira de PNL e membro da Time Line Theraphy Association, Hawai-USA. Coach com Certificação Internacional em Professional e Sealf Coaching pela ECA - European Coaching Association e GCC - Global Coaching Community. Para mais informações, acesse: www.gilbertowiesel.com.br

 

PORQUE PROGRAMAS MOTIVACIONAIS NÃO DÃO CERTO?


* Por Wagner Campos

Eventualmente
algumas
empresas
realizam
palestras
treinamentos motivacionais “enlatados” para seus colaboradores, com
o intuito de manter ou melhorar a sinergia entre as equipes e evitar a
desmotivação das mesmas.
O que muitas delas não compreendem, no entanto, é que não basta
um treinamento ou palestra durante o ano para manter a motivação,
comprometimento, sinergia e realização dos colaboradores. As
empresas devem desenvolver um programa motivacional completo
para ser aplicado durante o ano todo.
A motivação é uma das mais importantes ferramentas estratégicas
pois contribui para a criação do diferencial competitivo e faz com que
seus resultados contribuam para a melhoria do clima organizacional.
Os gestores organizacionais precisam estar atentos aos fatos que
podem contribuir para a ineficiência dos programas motivacionais
desenvolvidos. É necessário observar e compreender que é a
somatória de fatores e estratégias que fornecem subsídios para o
sucesso dos programas.
E quais são as razões que levam muitas vezes ao fracasso dos
programas motivacionais desenvolvidos pelas empresas? Veja abaixo:
ü O ambiente organizacional não é atrativo e não entusiasma
seus funcionários. Muitas vezes proporciona estresses causados
por ações individuais e não pelo trabalho;
ü O local de trabalho é visto apenas como um local de troca, ou
seja: tempo trabalhado x dinheiro recebido;
ü A gestão da empresa não faz a menor idéia da importância de
incentivar seus funcionários;
ü Muitas vezes os gestores acreditam que seus subordinados
podem ser substituídos a qualquer momento, por qualquer
razão, sem demonstrar interesse em desenvolvê-los ou
compreendê-los;
ü A empresa não realiza pesquisa seu clima organizacional e
desta forma não tem uma visão real de sua situação ambiental;
ü Faltam ferramentas que desenvolvam as competências de suas
equipes;
ü Há ausência de preocupação com segurança e bem-estar dos
colaboradores;
ü Faltam programas de treinamentos e reciclagem de suas
equipes;
Desenvolver um programa motivacional consistente é uma tarefa
muito importante para qualquer empresa. Pode ser realizado de
forma simples ou complexa, dependendo da amplitude desejada.
Não basta então oferecer uma palestra ou treinamento para se obter
resultados a médio e longo prazo. As palestras e treinamentos devem
ser utilizados como sustentação do projeto e não para remediar a
ausência de um.
Um programa motivacional deve ser desenvolvido com muita
atenção e dedicação, atendendo a vários quesitos e não deixando
de considerar em sua estrutura os treinamentos que deverão ser
oferecidos, incentivos, palestras, análise de clima organizacional,
reconhecimento dos colaboradores e transparência.



























Acesse: www.trueconsultoria.com.br
www.wagnercampos.com.br
 

Como Motivar a Geração Y?

*Por Fabiano Caxito

Creio que muitos profissionais de Recursos Humanos e professores universitários enfrentam o mesmo questionamento que me tem atormentado: como lidar com os jovens nascidos após 1980, que nasceram em mundo dominado pela tecnologia, pelos games, celulares, TV a cabo, internet, e cresceram em contato com culturas, hábitos e realidades completamente diversas daquelas que o cercam em sua vida.

Há algum tempo estudo o comportamento desta geração que não tem paciência para coisas longas e demoradas, que busca gratificação instantânea e feedback contínuo e não lida bem com promessas futuras.

A maior parte da literatura que aborda a geração Y é escrita por autores americanos e portanto relaciona-se com uma realidade diferente daquela que encontramos em nosso cotidiano.

Como pesquisador da relação entre a educação e o mercado de trabalho, busquei identificar se as características apontadas pelos autores americanos podem ser encontradas em nossos jovens, em especial entre os jovens da Classe C, que representam grande parte da força de trabalho que chega ao mercado, por meio de uma pesquisa realizada com mais de 300 alunos de uma universidade particular situada na Zona Leste de São Paulo.

Rebecca Ryan, no livro Millenial Leaders (ed. Morgan-James, 2008) destaca seis pontos fundamentais para os jovens Y manterem-se motivados e se dediquem à uma empresa. Relaciono a seguir estes pontos aos dados coletados na pesquisa realizada.

- Voz: a geração Y quer ser ouvida, quer que sua opinião seja respeitada. A pesquisa aponta que 84,9% dos jovens acredita que o poder na empresa deve ser coletivo e 84,3% busca um ambiente de trabalho justo, no qual suas idéias e opiniões sejam ouvidas. Porém, apenas 65,3% considera que a empresa os ouve.



- Participação: Querem fazer parte de algo que tenha significado, algo que tenha impacto sobre a empresa, as pessoas, o ambiente e a sociedade. A pesquisa aponta que 79,7% dos jovens se considera idealista e sonha com um mundo mais justo e 69,5% se consideram engajados em questões sociais.



- Significado: Os jovens Y se importam com mais coisas do que somente o resultado financeiro da companhia. Querem que a empresa seja responsável socialmente e ambientalmente. No grupo pesquisado, 80,6% dos jovens quer fazer parte de uma empresa preocupada com a sociedade e o ambiente.



- Equilíbrio entre vida Pessoal e Profissional: Se dedicam a empresa, mas querem manter a qualidade de vida. Mais uma vez a pesquisa confirma as afirmações da autora: 82,5% dos respondentes aponta que manter um equilíbrio entre meu trabalho e minha vida pessoal é muito importante. Contudo, 55,6% aponta que se sente estressado no trabalho.



- Desenvolvimento pessoal: Estão abertos a aprender as ferramentas, tecnologias e competências necessárias para executar seu trabalho atual e para crescer pessoal e profissional: 86,8% acredita no futuro profissional e no seu papel na construção da carreira; 82,8% acha que lida bem com as mudanças; 86,8% deseja aprender continuamente. Porém, apenas 24,5% acredita que recebe da empresa a quantidade de treinamento necessária para o seu crescimento profissional



- Reconhecimento: gerentes não podem se esquecer que liderar envolve a constante motivação das suas equipes. Neste ponto, a situação se complica: apesar de 78,5% dos respondentes considerar que ser reconhecido pelos seus méritos é fundamental para a motivação, e 67,7% acreditar que as recompensas financeiras e promoções devem estar relacionadas à competência e não ao tempo de casa, apenas 26,7% sentem que seu trabalho é devidamente reconhecido pelos seus superiores imediatos.



O que concluo a partir da pesquisa é que nossos jovens, mesmo aqueles provenientes da Classe C apresentam várias das características identificadas nos jovens americanos e apontadas pelos autores que escrevem sobre o tema.

Mas o que chama atenção é a distância entre as expectativas destes jovens e a realidade que eles encontram no mercado de trabalho.

Alegre e descontraído, os jovens da Geração Y não se importam com hierarquia. Gostam de trabalhar com pessoas com as quais se identificam, acreditam no trabalho em equipe e no poder compartilhado e coletivo. Não é que sejam insubordinados: a verdade é que não se adaptam a regras rígidas

E o que acontece quando este jovem chega a um ambiente de trabalho marcado pela hierarquia, formalidade, por normas e regras rígidas que orientam a roupa que deve ser usada, o linguajar adequado, que determina ate mesmo com quem e quando se pode falar. No qual a gratificação e a recompensa, quando ocorre, só são distribuídas no final do ano. No qual a promoção e o reconhecimento dependem do tempo de casa? Em um lugar onde o acesso a internet e as redes sociais são bloqueadas, pois “atrapalham” o desenvolvimento do trabalho. No qual a criatividade e a dedicação têm hora e local para acontecer: o trabalho deve ser desenvolvido no horário comercial, dentro do escritório?

O que não podemos deixar de entender é que as mudanças trazidas pela chegada da Geração Y ao mercado de trabalho não são passageiras. A medida que mais e mais jovens iniciem sua carreira, e assumam cargos de liderança, as empresas precisarão se adaptar a esta geração vibrante, conectada e inquieta.

 

Adninistrador com muito amor

 * Jerônimo Mendes

MISSÃO DO AUTOR
Despertar o potencial existente nas pessoas para a construção de uma vida melhor e mais desafiadora.

Meu pai quis muito que eu fosse engenheiro eletrônico, talvez pelo fato de ele ter cursado eletrônica por correspondência, oferecido pelo antigo Instituto Universal Brasileiro, e também por não ter conseguido ingressar na universidade, como era o seu desejo inicial. Ele tinha orgulho de saber consertar rádios e tocadiscos e até mesmo televisores naquela época, mas encerrou a sua modesta carreira como mecânico de manutenção considerando que a fase da infância e da adolescência não foi tão generosa com ele como foi comigo.
Durante muito tempo eu tentei realizar o sonho de meu pai e acabei fazendo o curso técnico de eletrotécnica na época, talvez para agradá-lo, talvez para agradar a mim mesmo, talvez para encontrar um rumo na vida, afinal, quase metade do pessoal saia da minha cidade para estudar na capital e cursar a Escola Técnica. O fato é que eu não tinha a mínima vocação para a área técnica, mas isso não invalidou a boa intenção do meu pai de querer o melhor para o filho.
Apesar das inúmeras tentativas, em diferentes universidades, acabei desistindo da ideia de me tornar engenheiro e fiz vestibular para Administração de Empresas. Por um bom tempo, tive que carregar aquele velho estigma de que “se você não serve para engenharia, faça administração mesmo”, pois o importante é ter um curso superior. Havia ainda o fato de que eu precisava sobreviver e não podia depender da família, o que me obrigava a trabalhar de dia e estudar à noite sem liberdade para escolher, mas isso é outra história.
Ao longo de quatro anos seguidos, eu fiz o meu melhor. Mergulhei de corpo e alma num curso que, inicialmente, era ridicularizado, rotulado e tomado sempre como segunda, terceira ou ainda quarta opção. O glamour girava em torno da medicina, da engenharia e do direito e qualquer pai e mãe consciente desejava que o filho optasse por um deles, pois imaginava que assim poderia almejar uma carreira mais promissora e menos sofredora.
Faz exatamente vinte anos que eu concluí o curso de Administração de Empresas. Os quatro anos da faculdade estão entre os melhores da minha vida, sem sombra de dúvida. Aprendi a tratar a administração como arte, religião e ciência, o que me ajudou a abrir os olhos e as portas para uma nova forma de sobrevivência, além do crescimento pessoal e profissional e o conseqüente aproveitamento da minha vocação original.
Leva tempo para descobrir o quanto somos ricos e quanta riqueza somos capazes de produzir com tudo que aprendemos na vida e na escola. Naquela época, apesar do orgulho de ter um curso superior, eu tinha receio de dizer a profissão, me sentia inferiorizado e carregava o hábito infeliz de me comparar o tempo todo com aqueles que, inevitavelmente, pareciam melhores do que eu. Que bobagem de minha parte! Para o nosso próprio bem, o tempo e a experiência se encarregam de corrigir essas coisas.
Vinte anos depois, tenho orgulho de me considerar um administrador de verdade. Fico feliz de ser contratado por empresários de diferentes segmentos para contribuir com o conhecimento e a boa experiência adquirida pelo exercício da profissão. Sinto imensa alegria quando entro na sala de aula e consigo compartilhar conhecimento com alunos engenheiros, médicos, advogados, professores, técnicos, contadores e outras profissões tão nobres e promissoras quanto a minha. Depois de tanto tempo, posso encher a boca e dizer que o esforço não foi em vão. Tudo vale a pena quando a alma não é pequena, dizia Fernando Pessoa.
Por fim, quero compartilhar um pouco mais da minha experiência com todos os administradores que ajudam a construir um mundo melhor ao abraçar a profissão com todas as suas forças e o seu talento ao mergulhar de cabeça numa área que hoje recebe, de coração aberto, interessados das mais diversas áreas do ensino e do conhecimento, afinal, a administração é onipresente e não se pode mais ignorá-la em qualquer circunstância.
§  Seja um administrador consciente da sua missão: nunca permita que o brilho das demais profissões ofusque o brilho e a importância da sua profissão; a seriedade do administrador gera prosperidade e perpetua as empresas; o que vale é o sentido de contribuição e realização;
§  Não seja um administrador medíocre: o mundo corporativo é repleto de profissionais medíocres em todas as áreas do conhecimento; não seja um deles, faça valer o seu diploma; a mediocridade não cabe em nosso vocabulário, portanto, seja um administrador diferente; o que você faz agrega valor ao trabalho?
§  Administre a si mesmo: quando você tem consciência de onde deseja chegar e não mede esforços para atingir seus objetivos, a realização é uma questão de tempo; não culpe ninguém, não espere nada, faça alguma coisa, de preferência mais do que se espera de você. Pense nisso e seja um administrador por excelência!

 

Caminhada para viver melhor

Evaldo Costa*

Você já teve alguma decepção? Momentos de dissabores? Já sentiu a dor da traição? Sobreviveu, não foi? A questão, porém, não é se vamos superar a dor, mas como evitá-la ou minimizá-la. Tudo vai depender de como lidamos com a situação.
 
Não raro, diante de infortúitos, nos transformamos em pessoas de “coração de pedra”, e remoemos cada momento de infelicidade. Daí, a nossa indiferença, amargura, intolerância com tudo e todos. Acabamos nos tornando uma “ilha abandonada” no meio do oceano, cercada de rochas, para impedir que qualquer embarcação tente atracar. Afinal de contas, nelas poderão vir outros traidores dispostos a tudo para apossar-se do pouco que restou.
 
Sem “visitantes” o nosso coração se esfria, não temos a quem apoiar e nem com quem contar para suportar nossos tropeços. A vida fica sem significado e a amargura toma conta do “nosso mundo”. Mas, por que coisas assim acontecem? Afinal de contas, os melhores ensinamentos apontam que devemos ser amigos, benevolentes e solidários com os problemas alheios?   
 
Uma das razões é que nem sempre aprendemos a viver como deveríamos. O mesmo pai que comparece aos encontros religiosos prometendo fidelidade, amor, compaixão, compreensão, bondade... Embriaga-se, espanca os filhos, agride a mulher, comete adultério e até delitos mais graves.
 
É como se ler, falar ou pregar os bons ensinamentos religiosos “obrigassem” aos outros e isentasse a si da necessidade de praticar o que diz. Às vezes, confundimos os bons ensinamentos dos livros sagrados com os que recomendam o seu conteúdo.
Aquele que é ofendido pelos que pregam o bem, não deve negar a existência dele e sim reconhecer a incapacidade do orador.    
 
Daí, diante de momentos críticos, não devemos ignorar ou colocar em segundo plano alguns princípios básicos, a saber:
·         Não confundir as preces com quem as prega;
·         Servir aos outros sem esperar ser servido;
·         Não achar que queixar-se das pessoas e situações resolve os problemas;
·         Reconhecer que na maioria das ocasiões, nós somos os verdadeiros responsáveis pelas desilusões do caminho;
·         Focar no amor e abandonar o rancor. Afinal de contas, o amor constrói e o rancor destrói.
 
Finalmente, pense no que nos ensinou Chico Xavier: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”.


 
Evaldo Costa
Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil
Escritor, consultor, conferencista e professor.
Autor dos livros: “Alavancando resultados através da gestão da qualidade”, “Como Garantir Três Vendas Extras Por Dia” e co-autor do livro “Gigantes das Vendas”
Site: www.evaldocosta.com

 

O frágil limite entre Liberdade e Permissividade

Floriano Serra *          
Quando a conversa gira em torno de motivação, uma das queixas mais comuns e constantes que ouvimos de profissionais é a da falta de liberdade nas suas organizações. Essa falta de liberdade vai desde o excesso de formalismo no ambiente de trabalho, impedindo quaisquer atitudes e comportamentos mais descontraídos e afetuosos, até a existência da “lei da mordaça” que impede manifestações contrárias a normas, diretrizes e má conduta dos gestores – mesmo que justas e procedentes. 


Na maior parte das vezes, a definição dos padrões de conduta numa área, depende muito mais do estilo de condução do seu líder do que de uma política formal da empresa – embora muitas delas possuam e pratiquem tais políticas. A questão é saber se as regras estão na medida certa.             Um clima muito formal e conservador numa empresa costuma criar barreiras para que os colegas interajam de forma mais alegre e descontraída, cerceando a liberdade do bom humor e da espontaneidade. No geral, essa “lei do silêncio e da sisudez” compromete a produtividade, que costuma fluir melhor quando há uma saudável e amistosa integração nas equipes. 


Por outro lado, um modelo de liderança muito tolerante e benevolente, pode levar uma equipe ainda não devidamente amadurecida e comprometida, a praticar excessos comportamentais que em nada contribuem para os resultados da área e os da própria empresa. Se o clima descrito no parágrafo anterior cria condições para a agressividade e o assédio moral, este aqui facilita a ocorrência de anarquia e assédio sexual, por exemplo. 


Resumo da ópera: todos os excessos são condenáveis. 
É de responsabilidade do processo seletivo da empresa identificar e aprovar candidatos que se mostrem receptivos e sensíveis aos valores, princípios e condutas da empresa. Há entrevistas, dinâmicas de grupo e testes psicológicos que possibilitam a identificação do profissional consciente e responsável, daquele que deve ter a clara noção de que o bom humor e a alegria são instrumentos valiosíssimos para a integração de uma equipe – desde que praticados na medida correta e condizente com os valores da empresa e com as regras da boa convivência social.
                   
Brincadeiras de mau gosto, que invadam privacidades, firam a auto-estima dos colegas, criem constrangimentos ou que atentem contra a moral e os bons costumes, não são bem vindas no ambiente de trabalho. 
Mesmo assim, não há motivos para que a liderança faça a opção pelo outro extremo da situação. A pressão existente no trabalho – seja por prazo, qualidade ou quantidade - mesmo sendo uma pressão natural para a obtenção dos resultados que a empresa busca, precisa de periódicas válvulas de escape para evitar o estresse, e isso pode ser obtido através de atitudes bem humoradas e espirituosas por parte da equipe e do próprio líder. Este, aliás, deveria atuar, neste aspecto, como uma espécie de maestro, dando o tom, o ritmo e a profundidade das ações. Porque se o próprio gestor comanda a falta de gosto e decência, então nada melhor se pode esperar do conjunto de liderados. 
Usando da liberdade existente na área, o saudável bom humor deve fluir de maneira natural, adequada e oportuna. Há momentos certos para que seja aberta a válvula de escape que diminuirá a pressão do grupo. Identificar as características comportamentais e encontrar o equilíbrio é uma das competências esperadas da liderança.
 
Liberdade responsável não compromete resultados, não agride, não desqualifica, não atenta contra a ética, a moral nem a auto-estima das pessoas. Se isso acontecer num ambiente, estaremos diante de permissividade. O membro do grupo que não souber a diferença entre uma coisa e outra, ou foi mal selecionado ou mal treinado. Deverá ser alvo de um criterioso programa de orientação e desenvolvimento que lhe esclareça a cultura da empresa e saiba em detalhes, quais são seus valores, princípios e normas. Mas se o “infrator” for o líder, então estaremos falando de uma promoção se não equivocada, pelo menos precoce. 
 
Floriano Serra é psicólogo, consultor, palestrante e ministra seminários comportamentais. É         presidente da SOMMA4 Projetos em Gestão de Pessoas, autor de vários livros e inúmeros             artigos sobre o comportamento humano. Ex-diretor de RH e Qualidade de Vida de empresas          nacionais e multinacionais.

 

Construa o futuro que bem desejar

Evaldo Costa*
Você sabia que temos o poder de superar todos os obstáculos da vida? Não importa se estamos diante de uma crise financeira, uma questão familiar, uma doença preocupante ou vício, um obstáculo penoso no trabalho, ou um problema em seu relacionamento etc. Saiba que a solução está no modo de pensar e na habilidade de agir.


Mas como é isto possível? Precisamos livrar a nossa mente dos pensamentos do passado que nos causam infelicidade. Se não conseguirmos eliminá-los, continuemos refém deles e não sairemos do lugar.


O melhor de tudo é que temos a capacidade inquestionável de elevar a nossa consciência para explorar novas maneiras de aliviar os pensamentos e atrair tudo aquilo que nos interessa.

Lembremo-nos de que a nossa vida é uma dádiva do presente que nos é dado como o maior presente e, portanto, é ela que mais importa, até porque, sem presente não há futuro.

Pense nisso e ótima semana.

Evaldo Costa
Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil
Escritor, consultor, conferencista e professor.
Autor dos livros: “Alavancando resultados através da gestão da qualidade”, “Como Garantir Três Vendas Extras Por Dia” e co-autor do livro “Gigantes das Vendas”
Site: www.evaldocosta.com
Blog: http://evaldocosta.blogspot.com
E-mail: evaldocosta@evaldocosta.com

 

Nas Luzes do Conhecimento

Sérgio Dal Sasso*
Andando muito rápido podemos estar atropelando as coisas, se vamos devagar corremos o risco de ficar para trás. É bom pensar sempre que a melhor velocidade é aquela que estabelece a reunião entre o talento e sua capacidade de organização, no que se refere ao entendimento do passado, do presente e das condições que devemos ter para poder evoluir a forma do como se expressar com versatilidade para que no futuro continuemos a transferir o que se quer e ser bem entendido.
A luz necessária para garantir uma visão distanciada do hoje em relação ao futuro, passa pelos antecedentes que serão necessários para construir as bases que ofertem garantias a sustentação dos caminhos pelo que acreditamos enxergar em nossa frente.
De forma bem simples tudo que somos nessa vida deriva da assimilação diante da experiência vivida e a capacidade de conseguirmos reunir o resultado prático do que acumulamos, para que melhoremos potencialmente nossos valores, ampliando as possibilidades de se sair dos buracos, tanto quanto, ter os pés no chão diante dos sucessos. Não dá para imaginar nada que dure o tempo todo, mas podemos sempre estar munidos dos conhecimentos para contornar ou sustentar os estágios que nesse momento estamos vivendo.
A magia para se conquistar o sucesso, depende do acreditar em si próprio, reconhecer as próprias imperfeições, aprender a conviver e aceitar as relações com gente melhores do que nós. A visão clara do reconhecimento das nossas dependências, do não nos considerarmos imunes, será sempre um facilitador para um dar as mãos a partir dos momentos em que se está bem, para que o amanhã seja mais completo por novas percepções, já que estas por mais claras que aparentam ser no momento, na prática são incertas.
A nossa utilidade quando da participação e o somar nas decisões vem exatamente pela existência das incertezas. Afinal empresas e profissionais são remunerados exatamente pelo potencial qualificado das suas previsões e empenho em buscar os acertos. É por isso que sempre devemos "planilhar" nossas mentes para que não deixemos de aproveitar tudo que já fomos, ligando ao como fazemos hoje e o que falta para melhorias da compreensão do amanhã.
Para o amanhã, hoje dependemos de um qualificado “sim ou não” diante das necessidades a serem visualizadas para os avanços, mas seja qual for à posição a ser adotada, deve estar apoiada com uma postura segura para garantir que as possibilidades sejam possíveis de acertos imediatos ou reversíveis através de manobras de ajustes pelos planos alternativos.

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