*Sergio Canossa
Como motivar os funcionários para as atividades de grupo que são requeridas pelas normas de qualidade e meio-ambiente? Como motivar para realizarem a melhoria contínua na empresa? Como motivar para implementar aquele projeto no prazo definido? Estas e outras perguntas são freqüentes no dia-a-dia dos gestores e a capacidade de resposta ainda é incerta. A resposta não é simples quando se espera uma ação positiva dos funcionários e, eles não percebem a vantagem que a atividade pode lhes proporcionar. Não basta exigir e querer, é preciso envolver.
É certo que tais atividades devam fazer parte da rotina diária dos funcionários e tornar-se um hábito. Mas como estabelecer um comprometimento? Que ações a empresa pode tomar especialmente quando não pode dispor de muitos recursos?
Recompensas são desejadas por todos – é a razão de sobrevivência de cada um na relação de trabalho. Mas, nem sempre as pessoas esperam recompensas financeiras e, muitas vezes apesar de serem bem-vindas elas não são suficientes.
É muito importante que sejam identificadas as necessidades do grupo e, sejam colocados objetivos complementares que vão nesta direção.Tive muitas experiências na condução de grupos em que a motivação foi transformada num dos objetivos da atividade a ser conduzida. A empresa coloca seus objetivos para atingir a melhoria desejada e, a equipe é convidada a incluir seus próprios objetivos – aquilo que entende ser possível ganhar com a implementação, por exemplo: melhores condições de trabalho na linha de produção. As condições podem ser: maior área, layout adequado para passar, não ser demitido por causa da melhoria, mudança no horário, pequenos recursos serem disponibilizados, etc....
O facilitador do grupo e o dono do processo (o gerente) devem dar garantias de que os objetivos alcançados serão atendidos. Este compromisso é importante para estabelecer um canal de confiança e reciprocidade. Quando há certeza de que não se tem restrições ou quais são elas, a equipe trabalha de forma produtiva.
A equipe deve acompanhar e realizar as atividades propostas, mesmo as que envolvem outras áreas e terceiros. A equipe deve gerir a implementação. Tendo o controle ela irá determinar o certo e o errado, irá determinar os limites adequados e, em contrapartida irá verificar o atendimento aos objetivos continuamente.
Com os seus objetivos incluídos na atividade, tendo a oportunidade de coordenar, avaliar e monitorar o tempo todo às atividades planejadas, a equipe certamente saberá se o resultado foi satisfatório e, não tendo sido alcançado ela mesma irá informar aos gestores. É uma verdadeira relação ganha-ganha, pois só é recompensado quem produz resultados efetivos.
*Sergio Canossa : Auditor, consultor e palestrante com mais de 24 anos de experiência nas áreas de qualidade e treinamento. É pedagogo e técnico industrial. Atua também como professor universitário na Faculdade IESA.Tem formação de Black-Belt Seis Sigma e é qualificado para atuar como instrutor de formação de Black-Belts junto ao QSP. É Auditor líder de ISO9000, ISO14001, QS9000, ISO/TS 16949. É CQA - Administrador da Qualidade pela ABCQ. Muita experiência com programas de melhoria da qualidade, auditoria de processos e redução de custos. Avaliador do Prêmio Banas de Metrologia 2007. Autor de diversos artigos publicados em revistas, sites e grupos especializados. Colunista de diversos sites. Sócio da Sercan Treinamento e Consultoria.
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