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Qualidade de vida

DOIS UNIVERSOS À NOSSA ESPERA

DOIS UNIVERSOS À NOSSA ESPERAÉ uma pena que o Homem não observe e não escute devidamente as lições da
Natureza. Está perdendo excelentes oportunidades de aprender com ela para evoluir e
melhorar sua qualidade de vida.

Já há tempos devíamos ter percebido que a solução de muitos problemas que
afligem a saúde do ser humano está cada vez mais próxima dele e mais distante das
fórmulas químicas. Os resultados com as pesquisas com as células-tronco estão aí para
demonstrar isso. Agora vem da Suécia mais um exemplo, conforme notícia publicada no
conceituado British Medical Journal (http://www.bmj.com/content/343/bmj.d7157)
Segundo estatísticas pediátricas, na primeira infância uma de cada quatro crianças
apresenta alguma forma de anemia devido à falta de ferro, o que pode comprometer o
desenvolvimento neurológico delas.

 

Um mundo doente

Um mundo doenteUm mundo doente

* por Tom Coelho



"A educação é um processo social, é desenvolvimento.

Não é a preparação para a vida, é a própria vida.
"
(John Dewey)




Crise na Europa e nos Estados Unidos, queda de governos árabes, discussões
sobre o aquecimento global. As doenças que acometem o mundo não são de ordem
econômica, política ou ambiental. Nossas mazelas são de caráter social. A
sociedade está enferma.
 

Água com estômago vazio

Quanto mais se sabe, maiores hipóteses de sobrevivência...
Beba água com estômago vazio.
Hoje é muito popular, no Japão, beber água imediatamente ao acordar. Além disso, a evidência científica tem demonstrado estes valores. Abaixo divulgamos uma descrição da utilização da água para os nossos leitores.
Para doenças antigas e modernas, este tratamento com água tem sido muito bem sucedido....
Para a sociedade médica japonesa, uma cura de até 100% para as seguintes doenças:
Dores de cabeça, dores no corpo, problemas cardíacos, artrite, taquicardia, epilepsia, excesso de gordura, bronquite, asma, tuberculose, meningite, problemas do aparelho urinário e doenças renais, vômitos, gastrite, diarreia, diabetes, hemorroidas, todas as doenças oculares, obstipação, útero, câncer e distúrbios menstruais, doenças de ouvido, nariz e garganta.
Método de tratamento:
1. De manhã e antes de escovar os dentes, beber 2 copos de água.
2. Escovar os dentes, mas não comer ou beber nada durante 15 minutos.
3. Após 15 minutos, você pode comer e beber normalmente.
4. Depois do lanche, almoço e jantar não se deve comer ou beber nada durante 2 horas.
5. Pessoas idosas ou doentes que não podem beber 2 copos de água, no início podem começar por tomar um copo de água e aumentar gradualmente.
6. O método de tratamento cura os doentes e permite aos outros desfrutar de uma vida mais saudável...
A lista que se segue apresenta o número de dias de tratamento que requer a cura das principais doenças:
1. Pressão Alta - 30 dias
2. Gastrite - 10 dias
3. Diabetes - 30 dias
4. Obstipação - 10 dias
5. Câncer - 180 dias
6. Tuberculose - 90 dias
7. Os doentes com artrite devem continuar o tratamento por apenas 3 dias na primeira semana e, desde a segunda semana, diariamente.
Este método de tratamento não tem efeitos secundários. No entanto, no início do tratamento terá de urinar frequentemente.
É melhor continuarmos o tratamento mesmo depois da cura, porque este procedimento funciona como uma rotina nas nossas vidas. Beber água é saudável e dá energia.
Isto faz sentido: o chinês e o japonês bebem líquido quente com as refeições, e não água fria.
Talvez tenha chegado o momento de mudar seus hábitos de água fria para água quente, enquanto se come.. Nada a perder, tudo a ganhar!
Para quem gosta de beber água fria.
Beber um copo de água fria ou uma bebida fria após a refeição solidifica o alimento gorduroso que você acabou de comer. Isso retarda a digestão.
Uma vez que essa 'mistura' reage com o ácido digestivo, ela reparte-se e é absorvida mais rapidamente do que o alimento sólido para o trato gastrointestinal. Isto retarda a digestão, fazendo acumular gordura em nosso organismo e danifica o intestino.
É melhor tomar água morna, ou se tiver dificuldade, pelo menos água natural.
Nota muito grave - perigoso para o coração:
As mulheres devem saber que nem todos os sintomas de ataques cardíacos vão ser uma dor no braço esquerdo.
Esteja atento para uma intensa dor na linha da mandíbula. Você pode nunca ter primeiro uma dor no peito durante um ataque cardíaco.
Náuseas e suores intensos são sintomas muito comuns.
60% das pessoas têm ataques cardíacos enquanto dormem e não conseguem despertar. Uma dor no maxilar pode despertar de um sono profundo...
Sejamos cuidadosos e vigilantes.
Quanto mais se sabe, maior chance de sobrevivência...
Um cardiologista diz que se todos que receberem esta mensagem, a enviarem a pelo menos uma das pessoas que conhecem, pode ter a certeza de que, pelo menos, poderá salvar uma vida.

 

Vida que segue

* Por Tom Coelho


"A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás;

mas só pode ser vivida olhando-se para frente."

( <http://pensador.uol.com.br/autor/soren_kierkegaard/> Soren Kierkegaard)


Há alguns anos perdi meu pai, vitimado que foi por um câncer nos pulmões.
Logo ele, não fumante e sem qualquer indício clínico de enfermidade. A doença evoluiu silenciosa, sendo diagnosticada tardiamente, já em fase de metástase. Lutamos bravamente por quatro longos e intensos meses, com uma esperança incontestável. Ao final, restou-nos o consolo de que seu sofrimento fora breve.

Não estamos habituados a perdas, sejam elas materiais ou não. Querer e não poder é desagradável, mas ter e perder é doloroso. Isso vale para dinheiro no bolso, um cargo executivo, uma partida jogada ou um amor que de despede.

Contudo, o fato é que no decorrer de nossas vidas, na medida em que amadurecemos, acumulamos conquistas e desilusões. E a experiência nos ensina a capitular de cabeça erguida, a aceitar algumas derrotas sem arquear os ombros, a sofrer com sabedoria. Aprendemos que somos capazes de caminhar sem
pernas e voar sem asas.

Meu pai faleceu em um dia 21 de novembro. Foi sepultado no dia 22 e, na manhã seguinte, minha filha Liz nasceu. Em menos de 48 horas convivi com a tristeza e a alegria, a dor e o deleite, o choro e o riso.

Em seus últimos meses, meu saudoso pai fez questão de me presentear com mais alguns ensinamentos. Assim, quando já debilitado fisicamente não mais conseguia caminhar com suas próprias pernas, e eu tinha que ampará-lo, era como se prenunciasse os dias futuros em que ensinaria minha filha a
caminhar. Também tive que ajudá-lo a tomar banho, assear-se, vestir-se e alimentar-se, tal como faria dias depois com um recém-nascido.

Disse Vinícius de Moraes: "Para isso fomos feitos: para lembrar e ser lembrados; para chorar e fazer chorar; para enterrar nossos mortos. Por isso que temos braços longos para os adeuses, mãos para colher o que foi dado, dedos para cavar a terra...".

Vida que parte, vida que chega, vida que segue.


 

TEMPO NÃO SE ACHA: SE CRIA

* Por Floriano Serra

Dias atrás a imprensa divulgou que Dilma Rousseff, a presidente do Brasil, não perde um episódio da série Game of Thrones - e quando não pode assistir, grava os capítulos.

Apesar dessa introdução, não é minha intenção discutir aqui os hábitos televisivos da presidente, nem suas preferências na telinha. O motivo desta citação é outra.

Sempre achei que o "workaholic" é uma vítima de condicionamentos e crenças existenciais equivocadas, quando não um fugitivo da intimidade afetiva - mas isto é uma longa história cuja natureza não cabe no escopo deste artigo.

Quero apenas lembrar a todos que o ser humano se constitui de corpo, mente e espírito. Para se ter uma vida produtiva, saudável e feliz, é, portanto, preciso cuidar dessas três partes e mantê-las atuantes de forma motivada, atualizada e completa. A omissão de qualquer delas ou a fixação em uma delas causará consideráveis estragos na qualidade de vida do indivíduo e criará nele grandes limitações que o impedirão de desfrutar plenamente tudo o que a vida lhe proporciona. Em outras palavras, a necessidade do tão falado equilíbrio entre vida pessoal, profissional e espiritual não é balela nem conversa fiada de psicólogo.

 

Uma nova vida em dois anos

* Por Tom Coelho



"Semeia um pensamento, colhe um ato; semeia um ato, colhe um hábito;

semeia um hábito, colhe um caráter; semeia um caráter, colhe um destino."

(Marion Lawense)





A vida me tem sido um constante exercício do aprendizado. E, parafraseando o
Talmude, tenho aprendido muito com meus mestres, mais com meus amigos e mais
ainda com meus alunos. Estes personagens surgem a todo instante, vêm e vão,
deixando sempre um pouco de si e levando um pouco de mim também. E assumem
formas variadas, humanas ou inanimadas, eternizadas numa palavra, num gesto,
numa canção ou numa imagem.
Aprendi com o filósofo dinamarquês Sören Kierkegaard que "a vida só pode ser
compreendida olhando-se para trás, mas só pode ser vivida olhando-se para
frente". Assim, embora com a visão sempre voltada ao futuro, próximo e
distante, não raro coloco-me a espreitar meu passado, como quem investiga o
porquê das escolhas feitas e dos caminhos trilhados. E tenho observado que
minha vida, hoje, é reflexo das decisões tomadas há não mais do que apenas
dois anos.
Minhas alegrias ou desalentos, realizações ou frustrações, companheiros ou
adversários, enfim, os frutos que tenho colhido, sejam saborosos ou
insípidos, foram cultivados por mim mesmo, ora em terreno fértil, de onde
viceja a prosperidade, ora em terreno arenoso, de onde grassa a inutilidade.
Fui felicitado com a possibilidade de assistir a um filme singular, "O Clube do Imperador", protagonizado por Kevin Kline, no papel do professor William
Hundert, responsável pelo ensino de História Greco-Romana aos alunos
secundaristas de uma tradicional escola norte-americana cujo lema associado
à sua insígnia é finis origine pendet, ou seja, "o fim depende do início".
Na mesma proporção em que nossa condição vigente é resultado do que fizemos
no passado, as portas do futuro se abrirão como consequência daquilo que
fizermos no presente. Olhe ao seu redor. São as atividades que você realiza
hoje e as pessoas com as quais convive neste momento que determinarão quem
você será e onde aportará ao cabo de um par de anos.
Se um determinado empreendimento não vai bem, esteja certo de que isso
decorre de decisões equivocadas, de estratégias inadvertidas ou de projetos
não implementados no decorrer dos últimos dois anos. Lembre-se de que uma
empresa quebra de duas maneiras: aos poucos e de repente. E relacionamentos
também são assim...
Iniciar um novo curso ou uma pós-graduação fará de você um profissional mais
conceituado e requisitado em dois anos. Mudar sua postura e suas atitudes na
empresa em que trabalha atualmente ensejará ganhos que poderão ser premiados
com uma grande promoção em até dois anos. Considerar a possibilidade de
empreender em um negócio próprio, estruturando sua saída do mercado de
trabalho formal e preparando-se estrategicamente para alçar voos maiores,
com certeza lhe permitirá ter sucesso em breves dois anos. Alterar hábitos
alimentares e adotar uma rotina de exercícios físicos prazerosos e regulares
tornará seu corpo mais saudável em menos de dois anos. Transformar um
relacionamento pessoal superficial e despretensioso em algo nobre e
edificante, uma vez vislumbrado que corações e mentes se completam, poderá
implicar uma união duradoura em meros dois anos.
Espero que você se conscientize da importância de fazer escolhas e de suas
consequências num horizonte próximo. Simplifique sua vida, abdicando de
atividades e relações que não lhe acrescentam paixão e bem-estar. É fácil
identificar isso, pois são fontes de ressentimento e angústia. Pessoas que
você não quer ver, telefonemas que não deseja atender. Você não está
obrigado a manter tais relações. Talvez não as possa romper de imediato, mas
poderá planejar sua saída com a maior brevidade.
Para o político que ganha a eleição, o atleta que se consagra na competição,
o profissional que se completa na realização, o amor que se revigora na
paixão, o fim depende do início. Depende dos propósitos de nossas ideias,
dos princípios que norteiam nossas ações e do caráter, nosso e dos que nos
cercam.

* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em
15 países. É autor de "Sete Vidas - Lições para construir seu equilíbrio
pessoal e profissional", pela editora Saraiva, e coautor de outros quatro
livros.
 

Pequenas mudanças e grandes ideias...

* Por Professor Menegatti

Ao fazermos qualquer modificação em um produto ou serviço, poderíamos nos perguntar:

"Para que poderá servir?" "Em que situações este produto pode ser válido?" "Que público-alvo gostaria desta idéia?"

Por que, então, deveriam os profissionais de marketing dedicar o seu tempo a essas perguntas? Porque a maior parte das inovações foi por acaso:

  • Charles Goodyear estava tentando desenvolver uma borracha que fosse mais fácil de manipular. Por um erro, ele preparou uma mistura que ficou excessivamente rígida, mas que ainda poderia ser usada. Assim ele descobriu o processo de vulcanização, que permitiu a fabricação de pneus e de outros produtos.
  • Muitas empresas já se viram diante de um concorrente que, ao produzir alguma mudança no produto, tornaram-se ameaças reais. Fabricantes de balas ficaram surpresos quando surgiu o pirulito, a primeira guloseima no palito. Então, os tradicionais executivos do ramo se perguntaram: "Como não pensamos nisso antes? Estava diante de nossos olhos e não o enxergamos!".

É interessante observar também, como alguns produtos estão fortemente associados a certos lugares. Pipocas a cinema, amendoim a avião etc.

A oportunidade é propor um lugar ou cenário impossível para o produto como forma de pensar em mudar o seu local de consumo habitual.

Eis alguns exemplos:

  • A colocação de maçãs na recepção de hotéis como forma de darboas-vindas aos hóspedes é uma nova forma de utilizaçãopara essas frutas.
  • O GPS foi concebido para a navegação marítima, mas ao serem instaladosem automóveis foi possível inaugurar um novo serviço de recuperação de carros roubados ou de orientação em cidades.
·        O efeito do cinema é produzido pelo movimento de um filme contendo fotografias impressas. Ao inverter essa idéia, teremos fotografias impressas observadas por pessoas em movimento. Um cenário onde isso é possível é quando as pessoas estão dentro de um trem. O sistema está sendo testado pelo metrô de Nova York. As diferentes imagens de um comercial são pintadas em seqüência nas paredes dos túneis. A idéia é que, ao se olhar pelas janelas de um trem em movimento, o passageiro experimente um efeito semelhante à projeção de um filme!
 

Por que novos produtos duram menos?

* Por Professor Menegatti

Antigamente, aparelhos eletrônicos, como televisão e som, tinham vida útil de oito a dez anos. Hoje são substituídos a cada dois ou três anos. A aceitação do conceito de descartabilidade alimenta ainda mais a febre de lançamentos de novos produtos.

Os consumidores estão cada vez mais propensos a experimentar novidades. Em virtude das empresas estarem a todo o momento lançando novas marcas, novos ingredientes, sabores, características ou embalagens diferentes. Tudo isso porque os clientes estão dispostos a abandonar os produtos que estão usando se o novo o satisfaça plenamente. Em compensação, também poderão abandonar a nova marca se a promessa não for cumprida.

Entre em um supermercado e faça uma análise de quantos iogurtes são oferecidos. Você provavelmente conseguirá achar mais de 50 tipos diferentes. No Brasil podemos encontrar mais de 400 modelos e marcas de carros. Acha muito? Abra uma revista especializada em automóveis e conte quantos tipos diferentes de carros são oferecidos.

As empresas, em busca por diferenciação, já identificaram e desenvolveram mais e mais segmentos e nichos, o que resultou em um mercado hiperfragmentado. Logo, logo chegaremos em breve ao marketing de produtos personalizados, um a um.

 

O bullying sempre existiu

*Por Tom Coelho

O bullying sempre existiu. Anos atrás as vítimas eram chamadas de CDFs,
nerds ou puxa-sacos. Eram jovens que se sentavam nas primeiras fileiras de
carteiras na sala de aula, prestavam atenção no professor e na matéria
lecionada, inquiriam e respondiam perguntas, faziam o dever de casa e,
consequentemente, tiravam boas notas. O contraponto era a "turma do fundão",
formada por rebeldes e descolados.



Os atos de bullying eram bem conhecidos. Desde o "corredor polonês", onde
vários estudantes se enfileiravam para escorraçar o alvo com alguns
petelecos, tapas e breves pontapés, a chamada "geral", até o famigerado "te
pego lá fora". A opressão era mais física do que psicológica, pois o
constrangido tinha em sua defesa o fato de ser, normalmente, melhor aluno
que seus agressores.



Claro que também tínhamos o assédio ao gordo, ao feio e ao varapau. Mas a
questão é que estas ações eram contidas em si mesmas. As escolas mantinham
"bedéis" para colocar ordem na casa e coibir atos de violência, sem falar
que ir "parar na diretoria" era temido pela maioria dos alunos.



Contudo, se o bullying ocorresse, ao chegar em casa a vítima ainda iria ter
com seus pais. Alguns poderiam dizer: "Não reaja, pois não é de sua
natureza", no melhor estilo "ofereça a outra face". Já outros argumentariam:
"Se apanhar de novo lá fora e não reagir, vai levar outra surra quando
chegar em casa".



Mas isso tudo são histórias de 30 ou mais anos atrás, tempos em que a
educação era partilhada pela igreja, a família e a escola. A igreja católica
se viu alvejada, no Brasil, pelo avanço dos evangélicos e outras religiões,
de modo que passou a se preocupar mais com seu negócio do que com seus
clientes. A família abandonou o modelo patriarcal, migrando para o nuclear.
Agora a mulher trabalha fora, acumulando a chamada dupla-jornada, ou seja,
cuidar de seu emprego e dos afazeres domésticos, sobrando menos tempo para
dar atenção aos filhos. Esta nova rotina profissional levou à desagregação
familiar. Assim, a educação foi entregue à tutela quase exclusiva da escola
que, por sua vez, também se tornou um grande negócio.



Neste quadro, coloque como tempero os conflitos de valores, a influência da
mídia e os novos paradigmas sociais. Agora temos alunos que não respeitam
professores, colegas e até os pais, pois têm grande dificuldade de lidar com
o conceito de hierarquia. O apelo ao consumo transformou pátios em
passarelas, por onde desfilam roupas e celulares. Os péssimos hábitos
alimentares promoveram o crescimento da obesidade contrastando com a
ditadura da beleza. E a cereja do bolo: a comunicação pelas redes sociais
que levam as vítimas à exposição instantânea e em larga escala.



A solução para amenizar o bullying não passa por mais regras, coerção e
punição. Passa pelo resgate dos valores e a conscientização sobre o que é
certo e o que é errado, tarefa esta da igreja, da família, da escola e
também da sociedade.


 

A Década da Esperança

Evaldo Costa*
A primeira década do novo século parece trazer bons fluídos para o Brasil e, em especial, ao Rio de Janeiro. Depois de algumas décadas de estagnação, esvaziamento econômico, político e social, a sensação que fica é de um carioca com a cidadania adormecida. É como se o povo deixasse de acreditar nos direitos básicos ou mesmo não houvesse deveres, algo do tipo: aconteça o que acontecer, não é problema meu. Imagem de um povo abatido e descrente nas ações das lideranças. Aliás, a sua maior riqueza e orgulho econômico, só podia mesmo vir da natureza e das profundezas do oceano: o Petróleo.


A “cidade maravilhosa” vem, nas últimas décadas, convivendo com infortúnios e perdendo espaço nas várias esferas. Aos poucos, os órgãos do Governo foram se transferindo para Brasília, as grandes organizações instalando-se em outros estados, o centro financeiro adotou São Paulo. A economia do Estado não ocupa mais a segunda posição no ranking nacional, o Estado já não tem mais a segunda maior frota de veículos do país e o turismo, nossa grande vocação, acabou seriamente abalado pela falta de estrutura, segurança, organização etc, e cedeu espaço para outras cidades, em especial, as do nordeste brasileiro.

O carnaval e o futebol, dois símbolos que identificam muito bem a cultura da região, também parecem ter sucumbido. Salvador, Recife e São Paulo a cada ano levam um pouco mais do brilho da nossa folia. O futebol parece mesmo não “dar bola” ao carioca. Faz tempo que não temos a alegria de ganhar um título nacional ou mesmo ocupar as primeiras posições na tabela de classificação dos principais torneios. O que estamos mesmo é nos acostumando com a parte de baixo da tabela e, por que não dizer, com as quedas para a segunda divisão. Afinal de contas, três dos quatro grandes clubes do Rio: Botafogo, Fluminense e Vasco já “experimentaram do veneno”.Algumas coisas, no entanto, o carioca jamais perdeu: o bom humor, a alegria, a simpatia que lhe é peculiar e, acima de tudo, a esperança de lograr dias melhores. Quando as últimas pontas de esperanças esvaiam-se, surgiram notícias alvissareiras: será no Rio de Janeiro a Copa das Confederações, a cidade terá papel de destaque na Copa do Mundo de 2014, sediará os Jogos Olímpicos de 2016 e, sem falar na bem sucedida realização dos Jogos Pan Americano de 2007. Nada combina tanto com a beleza natural da cidade: é a cara do povo carioca.


As boas notícias não param por aí. O Estado está redefinindo as suas vocações e potencialidades e aos poucos, começa a retornar investimentos de grande envergadura. Além das diversas obras de melhoria, visando preparar a cidade para os eventos, haverá vários outros volumosos investimentos, a exemplo da expansão da exploração e produção de petróleo e gás; construção de uma nova refinaria de petróleo; instalação de um terminal de Gás Natural Liquefeito na Baía de Guanabara; expansão da produção de aço com a CSN e a ThyrsenKrupp; incremento da logística com a construção de dois portos: Itaguaí e Açu e a recuperação de outros; construção do Arco Metropolitano do Rio de Janeiro (ligando Itaguaí a Itaboraí por fora da cidade), expansão da rede hoteleira com a construção de resorts cinco estrelas ao longo da zona costeira, em Cabo Frio e Maricá etc.


Está tudo muito bem. Felizmente o povo voltou a reviver dias sublimes, mas não devem comemorar antes do “dever de casa”. Precisamos colocar os pés no chão, aprender com os erros do passado, planejar com cautela o que tem que ser feito e executar com responsabilidade os melhoramentos em infraestrutura que a cidade tanto carece e merece. E essa não é apenas uma responsabilidade do governo, mas também, das entidades não governamentais, atividade privada, associações de classe e, especialmente, de cada cidadão que vive e torce pelo desenvolvimento sustentável da região.


Chegou a hora de substituir a crítica e o discurso pelo patriotismo e ação. Temos a possibilidade e a responsabilidade de evidenciar e, evidenciaremos, que o Rio de Janeiro não é apenas a cidade do futebol e do samba, mas um povo hercúlio, capaz de dar os melhores exemplos de cidadania, organização, desenvolvimento, enfatizando ao mundo que não é só pela dádiva da natureza que somos conhecidos como “cidade maravilhosa”.

 


Evaldo Costa
Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil
Escritor, consultor, conferencista e professor.
Autor dos livros: “Alavancando resultados através da gestão da qualidade”, “Como Garantir Três Vendas Extras Por Dia” e co-autor do livro “Gigantes das Vendas”
Site: www.evaldocosta.com
Blog: http://evaldocosta.blogspot.com
E-mail: evaldocosta@evaldocosta.com    

 

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