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Gestão de Carreira, Coaching e Mentoring
 

Reflexão

Seja um idiota neste Natal

* Professor Luiz Sergio Lico

Seja um Idiota neste NatalAs mídias sociais estão mudando a maneira pela qual as pessoas interagem. Trata-se, sem dúvida, de uma revolução cultural e muitos especialistas falam sobre isso ad nauseam.  A maioria destas opiniões aposta numa única metodologia para fazer suas previsões. Nos círculos acadêmicos ela é chamada de cálculo hipotético universal de tendência estatística, ou seja: o famoso chute.

Poucos sabem realmente mensurar impactos ético-demográficos ou imaginar cenários complexos com responsabilidade. A maioria opina impunemente e isto tem uma razão de ser. Afinal, no Brasil basta balançar uma árvore que caem ao menos 10 consultores. É uma verdadeira praga em nossa cultura, que precisa ser exterminada antes que o conhecimento genuíno seja devorado de vez.

 

 

Quinze anos

* Por Tom Coelho


"Há vários motivos para não se amar uma pessoa.

E um só para amá-la."

(Carlos Drummond de Andrade)



Há uma queixa recorrente e consensual entre as mulheres. Atualmente está se
tornando uma missão quase impossível encontrar um homem que reúna
características como cavalheirismo, inteligência e intelectualidade aos
atributos de um autêntico Don Juan, tais como masculinidade, sensualidade e
beleza física. Tudo o que elas querem é alguém capaz de tirar-lhes o fôlego,
surpreendê-las, fazê-las perder a racionalidade. Mas que depois as traga de
volta ao plano terreno, à objetividade e pragmatismo necessários, sem deixar
esvair o encantamento.


Há também um consenso entre os homens. Nos dias de hoje, há mulheres para se
curtir e mulheres para se namorar. E raramente são as mesmas. A expressão
usual assemelha-se a: "Uma garota como essa não se encontra por aí... Cuide
bem dela, mantenha este relacionamento. E aproveite para se divertir com as
mulheres erradas, enquanto isso".


Entre um universo e outro, o que os une é a solidão. Mulheres de um lado,
homens de outro, compartilhando a vida com amigas e amigos, à espera de
serem "tirados para dançar". Parece que a sociedade moderna nos robotizou,
tornou-nos tão mecânicos que perdemos a capacidade de nos apaixonar. E, mais
ainda, de amar. Construímos um muro em nosso redor com tijolos de
intolerância. Ficamos tão seletivos que terminamos sós.


Amar é olhar para outra pessoa e, mais do que admirá-la, contemplá-la,
observando seus traços, suas feições, seus movimentos, e não desejar perder
nem um milésimo de segundo, negando-se até mesmo a piscar. É ver a imagem da
pessoa amada refletida em outdoors, estampada no rosto de personagens da
televisão. É ter uma música em comum que marca um momento especial ou que se
tornou especial por apenas representar a lembrança de um momento. Lembro-me
de Mário Quintana: "Amar é mudar a alma de casa".


Amar é dialogar, o que significa falar, mas também saber ouvir. Ter a
sensibilidade para perceber quando o outro precisa apenas dizer tudo e de
todas as formas, muitas vezes sem a preocupação de que você esteja ouvindo.
Basta sua presença. Olhos que sinalizam atenção, silêncio que pronuncia
respeito. Acolhimento, conforto, generosidade. Dar como alimento o carinho.


Amar é descoberta. É desvendar sem pressa o passado de quem se gosta não
pela neurose de uma investigação, mas pelo prazer de apreciar aquela
história como quem ouve um pequeno conto infantil ditado pelos pais ao lado
da cama.


Amar é tolerância, é concessão. Não significa mudar e nem exigir que se
mude, mas estar disposto a se adaptar e esperar que se faça o mesmo. Ajustar
expectativas, alinhar propósitos. É caminhar lado a lado, olhando unidos na
mesma direção, ainda que com visão periférica apurada. Maiakovski pontuou
acertadamente: "Amar não é aceitar tudo. Aliás, onde tudo é aceito,
desconfio que haja falta de amor".


Amar é transparência, é dizer o que se pensa, sabendo a hora de falar. É não
praticar a omissão achando ser possível empurrar conflitos para sob o tapete
até que um dia o vento espalhe tudo, maculando o que foi construído.
Transparência que gera credibilidade, que leva à confidencialidade, que
conduz à lealdade. A lealdade que surge não como um dever, mas como
resultado da satisfação do exercício da plenitude, de sentir-se completo.


Amar é tocar. É beijo que acelera o pulso. Sexo com longas preliminares e
aconchego posterior. Dormir abraçado, acordar junto. Filme com pipoca, chuva
romântica do lado de fora. Cuidar e ser cuidado. Promessas insanas de juras
eternas - a eternidade que se perde num instante. É dividir a liberdade.


Amar é superar adversidades, enfrentar o desafio da geografia que, às vezes,
distancia fisicamente dois corações. É sentir a saudade como fruto da
partida.


Amar é intensidade, é compreender a impermanência do tempo, sua
relatividade. Significa rasgar os estúpidos calendários, quebrar os
imponentes relógios e compreender que o tempo tem outra dimensão. É
preferível um amor intenso de 48 horas a uma vida insípida compartilhada por
uma década.


Amar é se mostrar um grande espelho e permitir que o outro possa mirar-se em
você. Ver a si próprio enxergando aquilo que é mais virtuoso, mais nobre. É
ver de maneira perfeita uma pessoa imperfeita. É buscar o equilíbrio, tomar
cuidado com a ansiedade, a angústia, a incompreensão e as cobranças. É ter
coragem de também sofrer.


Amar é tudo isso e um pouco mais. Ação que não se descreve, mas que se
pratica. Coisas que sabíamos fazer quando adolescentes, aos quinze anos,
quando éramos mais intrépidos, menos racionais e, por isso, capazes de ser
mais felizes.





* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em
15 países. É autor de "Sete Vidas - Lições para construir seu equilíbrio
pessoal e profissional", pela editora Saraiva, e coautor de outros quatro
livros. Contatos através do e-mail  tomcoelho@tomcoelho.com.br>
tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite:  <http://www.tomcoelho.com.br>
www.tomcoelho.com.br e  <http://www.setevidas.com.brwww.setevidas.com.br.

 

Não tenha medo de errar...

Você sabia que inúmeras invenções se devem aos equívocos?

Perkins, um químico britânico, descobriu a fórmula dos corantes artificiais quando tentava criar um quinino sintético, o que não conseguiu. Entretanto, notou que o composto utilizado na experiência deixava uma mancha púrpura. Mais pesquisas com essa mancha deu início a indústria de corantes.

Muitas vezes as pessoas desistem porque têm medo de errar. Esses erros podem ser embaraçosos, até mesmo humilhantes. Mas, se você não se arriscar e não errar, deixará de aprender ou de criar alguma coisa nova.

A história mostra que as pessoas mais criativas cometem mais erros. O motivo não é porque sejam menos eficientes, elas simplesmente fazem maior número de tentativas que as outras, têm mais idéias, analisam mais possibilidades, mas em contrapartida se alegram com suas descobertas que impactaram a vida de muitas gerações.

 

O PODER DE QUEM PAGA A CONTA

*Por Floriano Serra

Alguns leitores já devem ter percebido que, quando por alguma razão
certos clientes de prestadores de serviços se sentem contrariados, não hesitam
em dar mostras públicas do seu poder e soltam pérolas como:
- Eu estou pagando! Então exijo que seja feito assim!
Nestes casos, é de se acreditar que a posse de dinheiro não seja
proporcional à posse da boa educação.
Infelizmente, em algumas famílias, também existe a presença de frases
que pretendem deixar claro quem é que manda no pedaço:
- Enquanto você viver às minhas custas, as coisas aqui vão ser do jeito
que eu quero!
Em um grande número de empresas, guardadas as devidas proporções
e contextos, ocorrem situações análogas àquelas: como elas pagam os
salários e concedem os benefícios, o empregado tem que se submeter a
condições e práticas nem sempre profissionais e saudáveis, como atestam
os recentes e inúmeros casos de assédios, "burnouts" e "bullyings" que a
imprensa vem divulgando.
Nesses exemplos, há um lamentável e elementar erro de interpretação
do significado e do objetivo do chamado poder econômico.
Não custa lembrar que a finalidade desse poder não é impor nem obrigar
pessoas a fazerem o que não querem ou algo que contrarie suas condições,
seus valores e seus direitos. Aliás, para conseguir isso ninguém precisa de
poder econômico: basta um ultrapassado chicote - ou chibata - usado farta e
desumanamente no tempo da escravidão.
O poder econômico também não existe para comprar corpos,
consciências, corações e mentes - numa organização, essas coisas não estão
à venda, mas estão à inteira disposição de quem as convide para trilhar o
caminho da ética, da justiça, da legalidade, do Bem.
Estes comentários pretendem convidar determinados profissionais
para uma reflexão sobre uma premissa óbvia, mas nem sempre observada:
o poder que emana do dinheiro - seja na forma de pagamento, mesada ou
salário - não dá a nenhum tipo de liderança o direito de, sob qualquer pretexto,
comprometer a qualidade de vida e a auto-estima dos liderados.
A propósito deste assunto, permitam-se transcrever uma frase
admirável, atribuída a certo Ed Liden, sobre o qual não tenho maiores
informações, mas que certamente sabia o que dizia em matéria de gestão
de pessoas: "Pode-se comprar o tempo de um Homem. Pode-se comprar a
presença física de um Homem em determinado lugar. Pode-se até mesmo
comprar um número exato de habilidosas ações musculares por hora e por
dia. Mas não se pode comprar entusiasmo. Não se pode comprar espírito de
iniciativa. Não se pode comprar lealdade. Não se pode comprar a dedicação do
coração, da mente e da alma. Essas coisas você tem que merecer."
Em resumo: o poder econômico que não conduz as pessoas à
felicidade, não merece o nome de poder.
Talvez chicote - ou chibata.

Floriano Serra é psicólogo, palestrante e docente de seminários
comportamentais. É diretor-executivo da SOMMA4 Gestão de Pessoas,
autor de vários livros e inúmeros artigos sobre o comportamento humano no
trabalho. Ex-diretor de RH de empresas nacionais e multinacionais.

 

Não existe pergunta ridícula...

*Por Prof. Menegatti

Tentem imaginar como seriam as nossas vidas se certas perguntas surpreendentes nunca tivessem sido feitas.

Aquele tipo de pergunta ingênua que as crianças não têm medo de fazer. Veja esses exemplos:

Bill Bowerman (inventor dos calçados da NIKE): "Que acontecerá se eu despejar borracha numa forma de bolo?"

Fred Smith (fundador da Federal Express): "Por que não pode haver um serviço postal de entrega rápida confiável?"

Massaru Ibuka (presidente honorário da SONY): "Por que não removemos a função gravação e o alto-falante, colocando fones de ouvido no gravador?" (Resultado: o walkman)

Muitas dessas perguntas pareceram absurdas a principio. As outras fábricas de calçados acharam à idéia de Bowerman ridícula. Massaru agüentou comentários como: "Um gravador sem alto-falantes... Você ficou louco?"

A palavra inglesa question (pergunta) deriva do latin quaerere (procurar), sendo da mesma raiz de quest (procura). Uma vida criativa é uma procura constante, e boas perguntas são guias utilíssimos.

 

Porque ao crescer perdemos nossa criatividade?

*Por Prof. Menegatti

Graças, principalmente, à televisão, hoje as crianças têm mais informação sobre coisas e lugares, mas menos experiência concreta. Na verdade, conhecem mais e compreendem menos. O contato direto que, no passado, a criança tinha com a agricultura, por exemplo, ensinava-lhe que a vida é um processo com começo, meio e fim. Em virtude de sua rápida sucessão de imagens, a televisão destrói esse senso de processo e dá a ilusão de que as coisas apenas acontecem.

Raramente a criança tem a oportunidade de descobrir de onde vêm as coisas que utiliza, e muito menos como são feitas. "O refrigerante vem em latas; a pipoca, em pacote que se leva ao microondas". A criança não tem como avaliar o tempo e o trabalho gastos nas lavouras e na criação das vacas que dão o leite que ela bebe.

Em minha opinião, as crianças que moram na roça são ótimas em resolver problemas, porque estão acostumadas a observar os pais improvisando quando algo dá errado. Se um boi de uma tonelada teima em não entrar no caminhão, eles não vão chamar um especialista em movimentação de bois, procuram um jeito de resolver o problema eles mesmos.

O que aprendo com isso?

Nossa experiência de criatividade na infância é responsável por muito do que fazemos na idade adulta. Então, a primeira exigência para nos tornarmos adultos criativos é enriquecermos as novas gerações de crianças de muita, muita experiência.

 

TUDO BEM NO ANO QUE VEM

*Por Floriano Serra

Quase todos os articulistas já se renderam à tentação de, no começo de cada ano, escrever sobre a necessidade de as pessoas fazerem novos projectos e tomarem novas decisões para a próxima temporada - e, claro, também propor que seja feito um balanço do que foi ou não foi realizado no período passado, apesar de este também ter sido iniciado com um rol de promessas bem intencionadas. Eu não sou excepção e, no passado, através de vários artigos, fiz coro com muita gente boa: ano novo, vida nova!


No entanto, decorridos tantos novos anos, fez-se luz e aprendi uma valiosa lição que me fez mudar o tom desses meus artigos de início e fim de ano: não há porque elaborar uma bem intencionada lista de novas condutas e planos para vigorar a partir de 1 de Janeiro. Sem essa frase "ano novo, vida nova". Chega de "a partir do primeiro dia do novo ano, tudo vai ser diferente". Porque isso é o que basta para serem prorrogados todos os prazos das tradicionais promessas de iniciar dietas e ginástica, controlar a gula, diminuir o cigarrinho/uísquinho/cervejinha/chocolate, fazer aquela cirurgia, mudar de emprego, (des)casar, voltar à faculdade - sabe-se lá mais o quê.

Por uma razão muito simples e de uma obviedade encantadora: todos os dias são dias de vida nova, de novas acções e tomada de decisões, seja 17 de Março, 14 de Julho, 12 de Outubro - seja amanhã, hoje ou exactamente agora!
Para algumas pessoas, deixar para começar qualquer projecto ou adoptar novos padrões de conduta no próximo ano, a partir de segunda-feira, "um dia destes" ou simplesmente "depois" acaba por ser uma maneira cómoda e fácil de adiar a necessidade de reconhecer e assumir uma mudança na vida - seja na esfera pessoal ou profissional.

Sabe-se que há duas coisas na vida corporativa que têm o igual poder de inquietar e atemorizar a maioria dos profissionais: mudanças e tomada de decisão. São coisas em geral tão difíceis de lidar que há uma montanha de cursos, seminários, livros e palestras continuamente disponíveis no mercado sobre esses dois assuntos. E para complicar a situação, essa dupla terrível anda quase sempre junta. Uma vem logo antes ou logo depois da outra - quando não aparecem ao mesmo tempo. Pense um pouco e veja se isso não é verdade.

Pois bem, essa história de "ano novo, vida nova" tem um pouco de ambas. Quando dizemos "vida nova", estão claras as implicações no que se refere às mudanças. De acordo com o entendimento geral desta expressão, "vida nova" implica modificar os seus padrões de comportamento habituais, as suas expectativas - e às vezes até a sua filosofia de vida. E isso não é exactamente fácil. Acontece que qualquer mudança que se pretenda adoptar, seja em que contexto for, implicará quase sempre a tomada de várias decisões - como, por exemplo, romper com relações, hábitos, estruturas, contratos e tradições - pessoais ou profissionais. O que também não costuma ser nada fácil. Promover mudanças e tomar decisões não são coisas fáceis de fazer, repito, e por isso mesmo são tão valorizadas e admiradas as pessoas que sabem fazê-las com acerto, adequação, firmeza e coerência.

Agora voltemos ao "x" da questão motivadora deste artigo e que vai contra essa história de "ano novo, vida nova": as dificuldades inerentes às mudanças e tomadas de decisão não serão maiores nem menores, nem menos fáceis ou difíceis, em determinados dias do ano. Tanto faz ser o começo, o meio ou o fim dos 365 dias. O que conta mesmo é a energia interior ou qualquer outra expressão que se dê à palavra "determinação" - e ela está no interior de cada um de nós. Pode até ser de forma latente, mas está lá. Cabe a cada indivíduo usar adequadamente essa energia para tomar as decisões e promover as mudanças que julgar necessárias para a sua evolução pessoal e profissional e a sua felicidade em geral.

Enfim, ao longo dos tempos, continuemos a abrir champanhes, a cantar e dançar na mudança dos anos, sob a luz e o rebentar dos fogos de artifício - em casa, na avenida, no clube ou na praia. Mas que o pretexto desse momento seja a oportunidade da festa, da alegria e da confraternização com amigos e familiares - mas nunca como sinal de largada para mudanças e decisões que definitivamente não dependem do calendário.

 

*Floriano Serra - Psicólogo, consultor, palestrante e director executivo da SOMMA4 Gestão de Pessoas

 

Se a vida é um jogo... quais são as regras?

*Por Evaldo Costa

Você crê no poder dos sonhos? Acredita que há um modelo ideal para uma vida feliz? Quer saber como alcançar a felicidade? Deseja tornar a viagem pela vida mais agradável?

Todos desejamos repostas para às questões acima, mas nem todos queremos dar a necessária cota de sacrifício para obtê-las na dose e no tempo certo. São muitas as lições a serem aprendidas se, realmente, desejamos encontrar o nosso verdadeiro propósito na vida.

É fato que a vida tem sido, muitas vezes, comparada a um jogo, em que as regras não são esclarecidas. Nós, simplesmente, começamos o "jogar" descobrindo o nosso caminho através das sinalizações ao longo da "estrada", na esperança de jogar direito. Podemos dizer que nós não sabemos exatamente o objetivo de jogar, nem o que significa realmente ganhar.

Cada pessoa no planeta tem seu próprio caminho, o seu conjunto de lições para aprender são individuais, únicos e intransferíveis. Precisamos fazer o "dever de casa" com disciplina se desejamos assimilar as lições com desenvoltura e evoluir para as próximas etapas.

Como então evoluir encontrando a felicidade? Não há resposta em formato de receita de bolo, mas algumas dicas, como as seguintes descritas, podem nos levar ao encontro da felicidade:

1 - A primeira lição a ser assimilada é não acreditar em solução rápida - Problemas emocionais, espirituais, intelectuais e de saúde são consolidados gradativamente;

2 - Não espere que o tempo resolva todos os seus problemas - o tempo ajuda em muitos sentidos, mas os seus desafios é responsabilidade sua e, portanto, devem ser superados por você;

3 - Viva a vida com sapiência - Não há jeitinhos para superar as lições da vida, portanto, aprendê-las é sempre a melhor solução para os que desejam evolução e uma vida melhor;

4 - Não ache que vai fazer sucesso sem trabalhar - Você se lembra da frase que diz: "somente no dicionário a palavra sucesso aparece antes de trabalho". Pois é isso mesmo, para vencer você terá que dar a sua cota de suor. Portanto, "trabalhe como se tudo dependesse de você e reze como se tudo dependesse de Deus".

5 - Finalmente, tenha muita fé, amor e esperança, pois dificilmente alguém conhecerá a felicidade sem essas três palavras que funcionam como se fossem o tripé da vida.

Pense nisso e ótima semana,

 

Mudar, ser flexível... Mas como?

Mudar... Essa palavra está cada vez mais presente. Ser flexível, passível de mudança, é cada vez mais uma característica exigida com um alto valor para a conquista do tão sonhado emprego.

*Por Edson Fernando Moser

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Mas mudar é muito difícil. As pessoas REALMENTE mudam apenas quando passam por experiências que causam trauma. Portanto, todo processo de mudança é traumático.
Como então ser este funcionário ideal (flexível, adaptado as mudanças), cada vez mais valorizado e procurado pelas empresas, sem passar por experiências traumáticas?

Existem cinco palavras que são a chave para que este processo de mudança ocorra efetivamente: ATITUDE, TEMPO, DIFICULDADE, FOCO e MANUTENÇÃO.

• ATITUDE: "Eu quero mudar, mas não sei se consigo... não sei como fazer..."
A mudança vem de você querer e fazer. Ninguém pode lhe dizer como você deve mudar e o que "se tornar". É você que deve tomar "as rédeas" do seu destino e fazer a mudança que você quer ver acontecer...
"SEJA A MUDANÇA QUE VOCÊ QUER VER NO MUNDO" Mahatma Gandhi

• TEMPO: "Amanhã vou mudar, quando acordar serei outra pessoa..."
Grande ilusão. Ninguém muda da noite pro dia. Se fosse assim essa característica perderia seu valor. Toda mudança demanda tempo, muito tempo. Nunca subestime o tempo que você vai levar pra mudar. Se você quer mudar em um ano, pode ter certeza que você vai levar muito mais tempo. Não apresse o seu futuro...
"DÊ TEMPO AO TEMPO".

• DIFICULDADE: "É muito difícil mudar, eu não vou conseguir, vou desistir..."
Se fosse fácil ninguém desistia. Toda grande vitória só é grande pelas barreiras que passou, não pelo que conseguiu. Com certeza você passará por dificuldades, e pensará em desistir. Encare as barreiras que aparecerem não como problemas, mas como oportunidade de aprendizado, experiência...
"O SUCESSO VEM ANTES DO TRABALHO APENAS NOS DICIONÀRIOS" Albert Ainstein.

• FOCO: "Quanto mais passa o tempo, mais coisas novas surgem, acho que vou deixar de lado um pouco isso..."
Num mundo cada vez mais globalizado, o que não falta são oportunidades aparecendo. Focar nas prioridades é um grande passo. Estabeleça, atribua valores ao que você quer para que quando algo novo surgir, você possa descartar algo não tão importante. Foque em poucas coisas, não tente "abraçar o mundo"...
"MAIS VALE UM PASSARINHO NA MÃO DO QUE DOIS VOANDO..."

• MANUTENÇÃO: "Estive tão perto, até consegui chegar onde queria, mas tive uma 'recaída'..."
O mais difícil não é chegar ao topo, conquistar o objetivo. É manter-se lá. Afinal, nesta hora não temos algo como referencia para buscar, pois chegamos a um "limite físico" da nossa capacidade. Nesta hora precisamos romper limites para nos mantermos por um bom tempo por lá, no lugar que tanto se buscou e batalhou...
"DEPOIS QUE SE CHEGA AO TOPO DE UMA MONTANHA, O NORMAL È COMEÇAR A DESCER, MAS OS MAIS PREPARADOS FICAM CONTEMPLANDO A BELEZA DO LUGAR..." Vitor Negrete


Vale ressaltar que podemos mudar apenas a forma que pensamos, nossas atitudes. Nunca conseguiremos mudar nossa essência. Aquelas características que herdamos de nossos pais não mudamos, somente se passarmos por um GRANDE trauma. O nosso "eu" verdadeiro, aquele que "entrega" de quem descendemos, não se muda. Afinal, "FILHO DE PEIXE, PEIXINHO É" mesmo quando aprende a viver fora da água, continua sendo PEIXINHO...

 

A Face de um Perdedor

*Por Jack DelaVega

No caminho para casa a angústia já apertava o peito de Marcos. Costumava dizer que o pior sentimento que se pode sentir por alguém é pena, pois, pena se sente quando nada pode ser feito, quando se está impotente. Hoje, sentia pena de si mesmo. Entrou em casa silencioso. Deu um beijo na esposa mas não a encarou muito. A filha de três anos e meio brincava na sala:
- Oi Papai, brinca comigo?
- Oi filhota, agora não que o papai vai tomar um banho.
Beijou-a na testa e subiu para o quarto.

Passou pela adega, que ficava embaixo da escada, e lembrou do seu troféu. O Bordeaux 96 estava lá, esperando, impaciente. Infelizmente, não seria hoje o dia dele. Marcos havia guardado aquele vinho para uma data muito especial, uma data que almejava há vários anos. No quarto ficou sentado por alguns minutos na cama sem saber o que fazer. Queria tomar um banho, apagar aquele dia com água quente. Mas para chegar ao chuveiro teria que passar pelo espelho do banheiro e não queria encarar o fracassado do outro lado.

Para alguém que planejou a vida profissional milimetricamente, Marcos era o que se podia chamar de um sujeito bem sucedido. Promoções e prestígio, tudo resultado de trabalho duro e abstinação. Nos últimos anos estava lutando pelo último degrau dessa escalada, a cadeira de presidente. O processo foi desgastante, mas será que poderia ser diferente? Há três anos havia sido informado que estava na lista dos cinco finalistas. Um ano depois, faltando mais dois ainda para a sucessão ocorrer, a lista se reduzia novamente, dessa vez para três nomes. E ele ainda estava no páreo. Cada um desses rounds era pautado por maiores desafios e superação. Nesse tempo foi expatriado para o Chile, responsável pela operação lá. Depois disso, de volta ao Brasil para coordenar uma nova divisão, tudo em um processo de avaliação constante, de deixar o Aprendiz no chinelo. No último ano restaram só dois, Marcos e seu concorrente.
E o veredito saiu hoje.

Debaixo do chuveiro água fervia suas costas, mas podia ser mais quente. Queria cozinhar os pensamentos que o assolavam, queimar as palavras do chefe lhe dando a notícia:
- Marcos, sinto muito, mas você não foi o escolhido.

Por mais que confiasse no chefe, por mais que o respeitasse, isso era demais para ele. Simplesmente fechou os ouvidos para o resto da conversa. Amanhã ele e escutaria o feedback, mas hoje só queria esquecer. Quanto trabalho, quanto esforço, quanta vida em vão. Desceu as escadas pior do que subiu. Foi quando encontrou a esposa ao telefone, com as lágrimas escorrendo pelo rosto:
- A Paulinha acabou de falecer.
A amiguinha da sua filha de quatro anos lutava com uma leucemia a seis meses, apesar das perspectivas positivas o quadro regrediu drásticamente nos últimos dias e ela não resistiu. Marcos sentou atônito, olhou para filha brincando e com os olhos cheios d'água foi à adega e abriu o seu Bordeaux.


Jack DelaVega

 

Problemas, Problemas e mais Problemas.

*Por Paulo Araújo

Meu primeiro chefe costumava dizer que os dias ficam mais cinzentos quando estamos cheios de problemas.
Mas afinal o que é um problema? E todo problema é ruim?

Na vida e na carreira não tem como fugir dos problemas. Eles estão por toda a parte, perseguindo e até mesmo o fato de não ter um problema, posso garantir que já é um problema.

Nossa relação com os problemas começam cedo. Quando crianças temos problemas demais em montar brinquedos difíceis ou em conseguir comida na hora da fome. De pois chega a vida escolar e começamos a ter problemas com notas, provas, lições esquecidas, bagunça na sala e descobrimos que matemática se aprende como? Resolvendo problemas!

Mas é injusto culpar os problemas por todas as mazelas e como é praticamente impossível livrar-se deles melhor é tentar conviver e a aprender com os fatos problemáticos da nossa vida.

A primeira coisa a fazer e assim mudar sua perspectiva é separar os problemas em duas categorias:

1. Problemas que não agregam valor, e;

2. Problemas que agregam valor.

Simples assim!

Os problemas que não agregam valor são aqueles que de uma forma ou outra poderiam ser evitados. O carro quebrou? Pergunte: a revisão estava em dia? A apresentação com o cliente foi péssima? Pergunte: Eu estava preparado? Eu tenho certeza que para a maioria dos problemas que não agregam valor um dos motivos para ter acontecido em 99% das vezes é sempre o mesmo: falta de tempo. E falta de tempo está relacionado diretamente com o que você considera prioritário na sua vida. Para reduzir drasticamente os problemas que não agregam valor você precisa rever suas prioridades de vida e não querer ter tudo ao mesmo tempo. Problemas que não agregam valor só geram passivos, nos fazem perder dinheiro e tempo, resultando tudo isso em mais... Isso mesmo: problemas!

Os problemas que agregam valor são aqueles que surgem devido a ações que o levam a um círculo virtuoso. Estudar muito e falar inglês fluentemente leva a novas propostas de emprego. Trocar de emprego é um problema? Sim, mas neste caso um problema bom. A empresa acertar em cheio no lançamento de um produto e se as vendas superarem as expectativas é muito melhor do que não vender nada e ficar com todo o estoque encalhado. Problemas que agregam valor têm como característica trazer satisfação a quem os criou, seja ela profissional, pessoal, espiritual ou financeira. Esse tipo de problema traz novos desafios, aprendizado, mas cuidado para não transformar um problema que agrega valor em um que não agrega valor.

O problema maior dos problemas é que as pessoas enx ergam todos como pesos, dificuldades e não separam os que agregam dos que não agregam valor e assim por preguiça, falta de tempo, visão e foco passam a vida resolvendo em grande parte só os problemas que não agregam valor. E isso cansa demais!

Classifique já os problemas da sua vida e perceba para quais deles você deve demandar mais tempo e esforço em suas soluções, priorize e prepara-se para criar mais problemas que agregam do que não agregam. E simples assim, complicando o mínimo possível seus dias cinzentos que passarão a ser mais ensolarados com um belo céu azul. Isso é um problema? Só para quem não gosta da cor azul ou vive acinzentando a própria vida.

Paulo Araújo
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OS TÃO OCUPADOS E APRESSADINHOS DE DEUS

*Por Floriano Serra

Se há alguém no mundo com todos os motivos para estar sempre ocupado e
apressado, certamente seria Deus, pela quantidade de pessoas que recorre a Ele, todos
os dias e a todo instante, pelos mais variados motivos. Desde gente que pede para ganhar
na mega-sena, até aqueles que pedem para que tal candidato ser eleito, para chover, para
fazer sol, para sair aquela promoção, para o chefe ser mandado embora, para a namorada ou
namorado voltar, para o guarda rodoviário não usar o bafômetro, para o teste de gravidez dar
negativo ou positivo... Uma loucura. Já perceberam o que ocorre nas partidas decisivas de
futebol? No último segundo, o jogador vai cobrar um pênalti que dará o título ao time. De um
lado, uma equipe se dá as mãos e orando, pede a Deus para a bola ir para fora ou o goleiro
defendê-la. Do outro, a equipe adversária, também de mãos dadas, reza e pede a Deus para
a bola entrar. Ou seja, a divergente expectativa de todos inclusive torcedores, é de que Deus
pare de fazer tudo o que está realizando pelo mundo inteiro para fazer o atacante marcar o
gol ou o goleiro pegar o chute. Pode?
Essa introdução descontraída é para nos fazer lembrar daquele profissional que repete
a todo instante:
- Agora não dá! Estou super-ocupado!
- Depois, depois! Agora não dá! Estou super-atrasado!
Uma vez que esse profissional não é Deus - porque Ele sempre dá um jeito de
atender todo mundo - conclui-se que o acelerado amigo não tem a menor idéia do que seja
administração do tempo.
A exceção das disfunções comportamentais, certamente há quem aja assim por
achar que tal postura passa a imagem de um sujeito muito trabalhador e indispensável à
firma. Pelos muitos anos que convivi com o mundo corporativo, posso assegurar que metade
das atividades que fazem aquele herói correr tanto e estar sempre ocupado, poderia ser
facilmente delegada à membros da equipe. Mas, fazer o que se o homem é centralizador?
Estes, parecem nunca ter ouvido ou lido nada também sobre delegação.
No frigir dos ovos, o primeiro prejudicado é o próprio, pois lhe falta tempo para
participar de programas de integração com os pares e colegas e, sobretudo de atualização -
aliás, é característica sua nunca ter tempo para comparecer aos programas de treinamento e
sempre chegar atrasado e bufando às reuniões.
Nem na hora do almoço nosso elétrico profissional relaxa. Quando não come
apressadamente um sanduíche na sua mesa de trabalho, ele corre ao refeitório e rápida e
literalmente joga a comida mal mastigada na boca. Sem muita conversa, levanta-se e sai
quase correndo, pois "tem muita coisa pra fazer e já está atrasado".
É provável que esse profissional alimente a fantasia de que a empresa parará se
ele diminuir seu ritmo. Se este for o caso, trata-se de um candidato potencial a um trauma
depressivo se um dia for demitido (o que descrevo com detalhes no meu mais recente
livro "Demitido: quando é preciso tirar a camisa"(Qualitymark).
Nessas pessoas, preocupa-me muito o comprometimento da sua qualidade de vida.
Um tempo precioso a ser curtido com a família e amigos está deixando de ser utilizado e no
futuro é mais do que provável que isso traga sérias conseqüências afetivas, psicológicas e
sociais. Claro que isso tem solução. Uma adequada reflexão, uma revisão do estilo de vida,
um claro entendimento do que é urgente e do que é importante (nem sempre estas condições
caminham juntas) poderia ajudar o nosso amigo e estruturar melhor o uso do seu tempo,
controlar sua ansiedade e ser mais feliz. Todos ganhariam com essa mudança, inclusive a
própria empresa.
Pena que geralmente esse profissional não tem tempo para pensar nessas coisas -
muito menos em Deus. Certamente ele nem lerá este artigo: afinal, como sempre, tem um
monte de coisas à sua espera e ele já está muito atrasado...

Floriano Serra é psicólogo, consultor e palestrante. É diretor-executivo da
SOMMA4 Gestão de Pessoas, autor de vários livros e inúmeros artigos sobre o
comportamento humano. Ex-diretor de RH de empresas nacionais e multinacionais. E-mail:
florianoserra@somma4.com.br

 

Vida e Realizações

*Sérgio Dal Sasso, Consultor Organizacional, Escritor e Palestrante. Palestras em administração, empreendedorismo, vendas e educação profissional. Portal: www.sergiodalsasso.com.br


Sonhamos pelos desejos de conquistas e pelos estágios que correspondem à satisfação e realização. Esses fatos são comuns à maioria dos que lutam pelas causas, dos que sempre acreditam em algo faltante para melhorar a sua evolução, reservando parte do tempo para buscas de caminhos e meios que enriqueçam de sentidos e clareza os pensamentos e execuções.

Nossas realizações nem sempre estarão nos topos das montanhas, mas na participação dos projetos que fazem o domínio e sustentação dos feitos. Talvez hoje e nesse momento, tenhamos consciência de que somos parte e que nem sempre seremos o representante maior daquilo que tanto dedicamos. O ponto que equilibra nossa razão com a emoção é exatamente o de estar feliz conseguindo manter com afeição as relações com quem pretendemos cultuar.

Sua sustentação não deve se vincular somente pelo desejo de medalhas, mas no poder participar dos movimentos aonde perceba evolução a sua própria condição, importância e participação.


Hermes & Browni é personagem criado e registrado por Jayme Texeira

Os resultados de tudo que fazemos quase sempre não acontecem no tempo determinado, pois para isso muitas vezes deveríamos dispor de coisas que nem sempre teremos no momento e desta forma todo inicio ou reinicio é dependente de uma seleção de valores multiplicadores, criados e adaptados as nossas próprias possibilidades.

Quando acordo cedo, adoro abrir a janela do quarto, esperando que as nuvens não atrapalhem a visão de um céu aberto e azul. Da mesma forma ao anoitecer adoro pensar em grandes quantidades de estrelas, e sei que isso nem sempre é possível visualmente, mas que com um pouco de imaginação, sempre poderei transpor esses prazeres pessoais para envolver as minhas atitudes com coisas prazerosas que conduzam o sol e as estrelas aos ambientes que me cercam, enriquecendo-os e trazendo junto às pessoas, por se sentirem bem e valorizadas.

Os objetivos, quando bem definidos, integram necessariamente os fatores da razão, da lógica, mas só se superam quando recheados de identificação dos abraços, dos carinhos, dos sorrisos e de um sentimento de ampliação das famílias. Nossas realizações passam pelo escalar das montanhas, mas as ausências de pernas, junto com a presença dos choros, da dor e do frio, deverão ser apoiadas pelos valores maiores que vão justificar pelo continuar, acreditar e fazer valer a pena.

 

Crie as circunstâncias e triunfará



*Por Evaldo Costa

A vida está cruel? Você tem tentado abrir as portas das oportunidades, mas elas estão sempre trancadas? Não perca o controle, pois às vezes, como revela o dito popular, “a nossa vida é colocada de cabeça para baixo, para que possamos aprender a viver de cabeça para cima". O que não se deve é agir como muita gente que, diante de momentos críticos, costuma culpar as circunstâncias. Para este tipo de gente há sempre um bom motivo para explicar o insucesso. O que elas esquecem é que o vencedor não dá a mínima importância para as circunstâncias, ele as cria.



A pessoa que não tem um objetivo claro, que não sabe para onde está indo, e que alimenta pensamentos negativos, dificilmente conhecerá o sucesso. A falta de objetividade causa preocupação, medo, ansiedade, insegurança, frustração. Afinal de contas, somos aquilo que plantamos em nossa mente, então não podemos esperar alcançar a vitória se não a construimos primeiro em nosso pensamento.



Tudo dependerá de como cultivamos as sementes que selecionamos. Pense como se você fosse um agricultor. Ele tem a terra (mente) e tudo que nela plantar, colherá. Daí, imagine que ele tenha nas mãos duas sementes: uma de bom alimento e outra de uma praga qualquer. Ele então, prepara a terra e planta as duas sementes, uma bem ao lado da outra. Depois disso, ele as cultiva regando-as sempre.



Com o tempo, tanto o alimento quanto a praga crescerão. Algum tempo depois ele colherá os dois: o bom alimento, e a erva daninha também. Caso algum dia você contrate um agricultor, não deixe de perguntá-lo sobre as pragas. Ele, provavelmente, lhe explicará que quando plantamos algo de valor, como os alimentos e as frutas, precisamos cuidar bem para garantir uma colheita farta e de qualidade. Porém, ao contrário disso, as pragas não precisam de quase cuidado algum. Elas têm vida própria, e quase sempre se apoderam das boas sementes, sugando todas as suas energias e, muitas vezes, eliminando-as, literalmente.



Naturalmente, a mente humana é muito mais fértil, muito mais incrível e misteriosa do que a terra, mas funciona da mesma maneira. Não importa o que nela plantamos: o sucesso ou o fracasso, ambos retornarão para nós. O fato é que, a mente humana é a última grande área inexplorada na terra. Ela contém riquezas além dos nossos sonhos.



E quanto a você? Tem plantado boas sementes em sua mente ou vai ficar culpando as circunstâncias pelo insucesso?



Pense nisso e ótima semana,



Evaldo Costa

Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil

Escritor, consultor, conferencista e professor.

Autor dos livros: “Alavancando resultados através da gestão da qualidade”, “Como Garantir Três Vendas Extras Por Dia” e co-autor do livro “Gigantes das Vendas”

Site: www.evaldocosta.com

Blog: http://evaldocosta.blogspot.com

Site: www.icbr.com.br

E-mail: evaldocosta@evaldocosta.com

 

LAPIDE SEUS TALENTOS



* Por Wagner Campos


O diamante é um mineral encontrado na natureza e objeto de desejo
do homem há séculos. Ao ser encontrado em seu estado bruto, não
apresenta tanta beleza e seu valor é muito pequeno.

Cabe a um especialista identificar o potencial desta pedra e lapidá-
la de forma perfeita para assim multiplicar por milhares de vezes sua
beleza e valor. Cada diamante é único. Como uma impressão digital,
não há dois idênticos.

Dentro das organizações, os colaboradores são como os minerais.
Alguns são mais valiosos que os outros, alguns são mais procurados
pelo mercado ou melhor transformados, mas há aqueles que ainda
estão em seu estado bruto e precisam da visão de um profissional
para poder multiplicar seus resultados e valor, lapidando-o, assim um
diamante.

Nem sempre a pouca qualidade dos profissionais dentro das equipes
estão ligados diretamente aos próprios profissionais, mas sim aos
seus gestores que não têm uma boa visão de potencial estratégico,
comportamental e de gestão de pessoas.

É muito mais fácil identificar dez grandes problemas a apresentar
uma excelente solução. Algumas vezes, os gestores identificam
apenas os problemas e não se propõem a apresentar soluções,
identificando talentos, habilidades e competências de suas equipes
e lapidando-as de forma a obter o melhor resultado com maior
satisfação, comprometimento e realização de todos.

Como um especialista em diamantes, o gestor de equipes precisa
estar consciente que não há dois profissionais iguais. Cada um é
único, tem seu brilho, seu valor, suas habilidades e competências
e seu potencial. O tamanho do brilho obtido por este profissional
dependerá da capacidade do especialista em lapidar as habilidades
e competências. E assim como um diamante com perfeita
lapidação, um profissional totalmente preparado pelo mercado, com
certeza, será mais desejado pelo mercado e com maior valor para
sua “aquisição”.

Abraham Lincoln disse: “Se eu tivesse oito horas para derrubar uma
árvore, passaria seis afiando meu machado." Que tal passar mais
tempo lapidando sua equipe em vez de gastá-lo buscando novas
pedras preciosas prontas?

Reprodução autorizada desde que mantidos os créditos a Wagner Campos, conforme Lei de
Direitos Autorais 9.610/98.

 

 

 

Acesse: www.trueconsultoria.com.br
www.wagnercampos.com.br

 

 

 

* WAGNER CAMPOS é Consultor Empresarial, Diretor da True
Consultoria e Especialista em Varejo, Marketing e Logística. É Palestrante
Motivacional em Vendas e Liderança. É Professor de MBA em Marketing e
Vendas, MBA Gestão de Pessoas e nos cursos de graduação em Administração,
Marketing e Recursos Humanos. Contribuiu com empresas como Ambev, Unibanco,
Whirlpool Eletrodomésticos e Sebrae. É autor do Livro "Vencendo Dia a Dia".
Contato para Palestras, Consultoria e Treinamentos F: (19) 3444.9599 -
wagner@trueconsultoria.com.br - falecom@wagnercampos.com.br.

 

Ganhos e Perdas

*Por Sérgio Dal Sasso

“Nossa qualidade depende do acreditar no que podemos ser e das buscas pelo fortalecimento de créditos a serem conquistados com o convencimento de outros pelas causas comuns”.




Após um período de ausência de artigos, intencionalmente na mesma medida da presença das atividades da copa do mundo, estamos voltando a falar de educação empresarial. Mas não sem antes dar uns “pitacos” sobre a participação do Brasil na copa e sua relação com o comportamento humano e as inconstantes mudanças de posição. Perdemos um joguinho, faltou equilíbrio é claro, mas apenas pense um pouco sobre o como pensávamos há uma semana, se de fato tínhamos tanta coisa negativa a adicionar ao desempenho e trabalho que vinha sendo desenvolvido, nem “nois” nem a rede globo, não é verdade!

Em fim, como pouco entendo de futebol, não mereço comentar muita coisa, mas apenas torcer para que nosso Pais seja suficientemente bom, e não necessariamente ótimo, em todas as atividades que tragam dignidade e felicidade ao seu povo.  Às vezes me pergunto o que vale mais, ganhar e ter amigos com sorrisos amarelos ou perder e poder saber com quem de fato você pode contar.

A lição de tudo é que temos que contar com “kilometragens” em testes, até que pelo cansaço e exaustão possamos adquirir algo que resulte em performance, utilidade, qualidade e resultados. Daí vem sempre a lição de que devemos raciocinar muito até se encontrar com os valores que identificam nossos gostos com algo potencial e somente a partir daí partir para viabilizar o que pode ser feito. Quando os números se encontrarem com o sentimento de acreditar no que está projetando, o positivismo estabelecerá a evolução para que sua proposta se una com uma crescente auto-afirmação rumo a um sentimento de capacidade executora.

No mais, meus amigos, são nos jogos perdidos onde encontramos o material para realmente aprender, pois o estimulo pelo saber é fruto dos não ignorantes pela dedicação diária pelo fazer hoje adicionando algo para somar a sobra de ontem, pensando sempre em poder se antecipar saudavelmente com criações que permitam a  sustentação do amanhã.



“A vida vai sendo valorizada pelos desafios que validam nossa capacidade de fazer melhorando. Os riscos sempre serão amenizados quando nos acostumamos a enfrentar as coisas se colocando de frente como os problemas”.



Sérgio Dal Sasso é consultor empresarial, escritor e palestrante. Palestras em Empreendedorismo, Administração, Vendas e Educação Profissional. Contato: Portal – www.sergiodalsasso.com.br, falecom@sergiodalsasso.com.br

 

Cinema Mudo

*Por Professor Caxito

Diversos estudos mostram que a comunicação não verbal é tão ou mais
importante do que aquilo que dizemos. No livro “O Desafio da Liderança”, os autores
Kouzes e Posner, apontam que cerca de 7% da comunicação é composto pela fala.
As expressões não verbais são muito mais importantes, e contribuem com 55% da
mensagem. O restante da comunicação está ligado a fatores como a entonação,
ênfase, colocação vocal, volume da voz do interlocutor.
E uma aula de comunicação não verbal é o que nos dá o filme Wall-E, da Pixar,
ganhador do Oscar de Melhor Animação de 2008.
Para mim, Wall-e é uma das animações mais belas que assisti. Claramente
inspirado nos filmes de Chaplin, o personagem é um simpático e singelo robô
que realiza o trabalho de limpar a sujeira deixada pelos humanos em um mundo
Nos 45 minutos iniciais do filme, não há uma só fala: sozinho no planeta, Wall-
e vê sua rotina ser mudada com a chegada de EVE, uma robôzinha charmosa e
moderna, que tem a missão de examinar o planeta em busca de algum vestígio de
Além de não falar, os robôs não tem expressão facial. Mesmo assim, todas as
emoções e expressões de Wall-E e de EVE, mostradas no filme através de leves
mudanças na posição dos olhos de Wall-E ou nos leds de EVE, são perfeitamente
compreensíveis. Mesmo sem nenhum diálogo, a dupla é mais expressiva do que muito
de nós. Medo, raiva, ameaça, amor, compaixão, alegria e desespero são expressos de
forma magistral pelos personagens.
Entender como nos comunicamos não verbalmente e melhorar esta
comunicação é de extrema importância para o sucesso profissional. Muitas vezes,
aquela sensação incômoda de que uma pessoa não nos convence vem exatamente
do desalinhamento entre o que ela fala e o que lemos em sua comunicação não
verbal. Conseguimos, pela interpretação de gestos, captar nas entrelinhas a
mensagem que recebemos.
O alinhamento entre a comunicação verbal e não verbal é fundamental para
a credibilidade do profissional. No caso dos líderes, transmitir insegurança na voz
e desalinhamento leva à falta de credibilidade, fundamental para o exercício da
O silêncio também é um tipo de comunicação não verbal. Por meio dele,
mostramos nossa irritação ou descontentamento. Ao calar, forçamos a outra pessoa a
tentar descobrir o que está atrás desse silêncio. Assim como a indiferença , o silêncio
indica a fragilidade das relações. Ao conhecer Wall-e, EVE simplesmente o ignora.
Nosso ingênuo robozinho se apaixona por este ser inalcançável, que nem ao menos
nota sua presença. Mas no dia a dia, a indiferença, o silêncio e o desprezo atingem
profundamente aqueles que recebem esta mensagem não verbal.
Uma dos mais poderosos meios de comunicação não verbal é o olhar. É
através do olhar que Wall-e e EVE transmitem grande parte de seus sentimentos. A
admiração e encantamento com que Wall-e olha EVE durante todo o filme. E olhar de
EVE, no decorrer da história, passa pela indiferença, pelo desprezo, pela curiosidade,
pela raiva, pelo interesse e termina com o olhar de paixão.
Há alguns anos, gerenciei uma grande equipe de vendedores. Após uma
fusão com outra empresa, assumi uma nova equipe de vendas. Todos os dias, os
vendedores precisavam falar comigo, e eu tinha o hábito de continuar trabalhando no
computador ou em algum relatório enquanto os ouvia.
Minha equipe anterior já me conhecia, e sabia que eu estava ouvindo. Porém,
comecei a ter problema com a equipe nova, que reclamava que eu não prestava
atenção ao que diziam. Ao não olhar para as pessoas enquanto elas falavam, a
mensagem não verbal que eu passava era a de desprezo e desatenção. De alguém
não confiável e descomprometido. Levei muito tempo para desfazer esta imagem
negativa que criei junto à equipe.
Então, da próxima vez que for conversar com alguém, preste atenção á sua
linguagem corporal, aos sinais não verbais que emite. Pois, se eles não estiverem
alinhados com seu discurso, você pode, além de comprometer seus relacionamentos,
construir uma imagem negativa como profissional.

 

O Sabor do Saber



* Por Tom Coelho


“Se os textos lhes agradam, ótimo. Caso contrário, não continuem,
pois a leitura obrigatória é uma coisa tão absurda quanto a felicidade obrigatória.”
(Jorge Luis Borges)





Tomei conhecimento a partir de um artigo do excelente Gilberto Dimenstein que 180 mil jovens com formação superior não foram suficientes e capazes para atender à demanda por 872 vagas de estágio e trainee em empresas brasileiras.



Reflexo da crise de nosso modelo educacional, estes números, tabulados no ano de 2002 pela pesquisadora Sofia Esteves do Amaral, indicam o abismo existente entre o que as escolas entregam e o que as empresas solicitam. A qualificação acadêmica está desalinhada da qualificação profissional.



É indiscutível que devemos promover uma “cruzada pela educação”. Vender a ideia da educação para o Brasil, colocando-a como prioridade, ao lado da saúde e da ciência e tecnologia, nas discussões orçamentárias e de planejamento estratégico nacional. Criar o conceito de responsabilidade educacional e infligir com a perda do mandato prefeitos que desviam recursos das salas de aulas para a construção de estradas e outras finalidades que lhes conferem capital político mais imediato. E investir no docente, sua formação e sua remuneração, pois a chave da boa escola é o professor.



Todavia, mesmo diante de toda esta breve argumentação, minha conclusão mais precisa é que o problema da educação está na escola que ficou chata, perdeu a graça, não acompanhou a evolução do mundo moderno. O aluno não vê aula, quando vê não presta atenção, não se aplica nos deveres de casa e vai mal nas provas. Lembra-me aquela máxima marxista: uns fingem que ensinam, outros fingem que aprendem. Esqueceram-se apenas de avisar ao mercado desta combinação.



São estes alunos que serão reprovados num simples processo seletivo. E serão eles que, gerenciando companhias ou decidindo empreender um negócio próprio, engordarão as já elevadas estatísticas de insucessos empresariais.



A educação perdeu o sabor. E é curioso constatar isso quando desvendamos pela etimologia que as palavras sabor e saber têm a mesma origem no verbo latino sapare. O conhecimento é para ser provado, degustado. É como se a cabeça (o estudar) estivesse em plena consonância com o coração (o gostar).





Cozinhando palavras



O que me faz avançar madrugada adentro postado diante de uma tela, digitando em um teclado, com música ao fundo e pensamento ao longe, produzindo artigos como este? A resposta está no desejo de escrever um texto que traga prazer ao leitor tal qual o banquete preparado por um cozinheiro a seus convidados.



Todo escritor tem duas fontes de inspiração: uma musa e outros escritores. Minha musa é o próprio mundo, uma obra de arte, um livro dos mais belos para quem o sabe ler. Já meus “padrinhos” são tantos que não posso colocar-me a relacioná-los. Acabariam as laudas, faltaria paciência ao leitor e eu incorreria invariavelmente no pecado capital da negligência, deixando de citar nomes por traição da memória.



Rubem Alves é um destes nomes. Vem dele a inspiração desta metáfora que envolve escritores e cozinheiros. Minha cozinha fica numa sala. Minha bancada é uma mesa. Meu fogão é um computador. Minhas panelas são minha cabeça. Meus ingredientes são as palavras. Vou selecionando-as, misturando-as e provando de seu resultado. Saboreio com os olhos e cuido para que temperos em excesso não comprometam outros sabores.



Há dias em que estou tomado pela culinária italiana. Então produzo textos encorpados que alimentam a consciência e que pedem uma taça de vinho tinto, cor de sangue, de contestação. Corpo e sangue. São os momentos de questionamento da ordem, este prazer da razão, banhado pela desordem, esta delícia da emoção.



Em outros dias, sinto-me inspirado pela cozinha francesa. É quando me torno econômico no uso dos ingredientes, mas extravagante no uso dos temperos. É quando surgem os textos mais leves na forma e mais profundos em seu conteúdo, convidando todos a uma demorada reflexão.



Assim sucedem as semanas, sucedem os artigos. A cada semana um prato novo. Alguns nascem naturalmente, demandam pouco tempo de cozimento. Outros, por sua vez, ficam dias no forno. Consomem uma quantidade incrível de palavras. Letras que vêm e que vão. Chegam mesmo a queimar os dedos, mas finalizá-los tem seu propósito ao imaginar a satisfação de quem os lerá, estampada no brilho dos olhos, no sorriso de canto de boca.



Assim entrego-me a este ofício, marchando pitagoricamente com o pé direito para as minhas obrigações e com o pé esquerdo para os meus prazeres, tendo a certeza de que o escrito com esforço será lido com apreciação.



Paul Valéry dizia que um homem feliz é aquele que, ao despertar, reencontra-se com prazer, reconhecendo-se como aquele que gosta de ser. Saber o que se é e o que se deseja ser: quanto sabor há nisso!





* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 15 países. É autor de “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional”, pela Editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br e www.setevidas.com.br.
 

Metas

*Por Raúl Candeloro
Existem dois momentos do ano em que todo mundo pára para repensar sua vida. Alguns de maneira mais rápida e superficial, outros de forma mais profunda. Mas não há como fugir: tanto na virada do ano quanto no seu aniversário, é impossível não dar um suspiro, pensar em como o tempo passa rápido, em tudo o que aconteceu e no que ainda está por vir. Essa também é uma boa hora de estabelecer metas e ver se atingimos aquelas que havíamos dito que atingiríamos no ano passado. Gosto muito de uma frase de Earl Nightingale, que diz que a felicidade é a realização progressiva de uma meta valiosa. Vou aproveitar para falar sobre metas, porque não acredito que exista sucesso sem metas.

Metas sempre foram importantes, mas a comprovação mais radical disso foi publicada por Mark McCormack, no seu livro O que Não Ensinam em Harvard. Posso já ter falado sobre isso antes, mas sempre vale a pena repetir. Perguntaram a todos os MBAs de Harvard que estavam se formando: “Você tem objetivos claros e definidos, colocados no papel, com um planejamento para atingi-los?”. 3% dos graduandos tinham metas, haviam colocado no papel e se planejado para alcançá-las. 13% tinham metas, mas não haviam colocado no papel. 84% não tinham meta alguma. Dez anos depois, os pesquisadores foram verificar como estava a vida profissional dos entrevistados. Veja que interessante: descobriu-se que os 13% com objetivos ganhavam, em média, duas vezes mais do que os 84% sem objetivos. Mas o mais impressionante é que os 3% com objetivos no papel (e planejamento) ganhavam dez vezes mais do que os outros 97% juntos.

Mesmo assim, continuamos vendo profissionais de vendas “brincando” de metas e gerentes “brincando” de cobrá-las. Exemplo típico: outro dia eu estava dando uma palestra em uma empresa cuja meta para o ano é faturar X milhões. O presidente da empresa abriu o encontro falando sobre a meta. O diretor comercial abriu minha palestra falando sobre a meta. No meio da palestra, fiz uma dinâmica rápida sobre estabelecimento de metas. Pedi que os vendedores fizessem uma lista de suas metas para o ano. Todo mundo olhou como se estivesse falando grego (em janeiro, em uma empresa-líder no Brasil no seu ramo e ninguém tem meta?). Expliquei rapidamente como estabelecer algumas metas e dei cinco minutos para fazerem sua lista. Ao final do tempo, pedi que lessem a lista. Nenhum deles colocou “ajudar minha empresa a faturar x milhões” – que era o único motivo pelo qual estavam todos ali. Ao cobrar isso da turma, um dos vendedores mais veteranos ainda teve o descaramento de dizer: “Mas eu coloquei na minha lista”. “É mesmo?”, perguntei – “deixe-me ver”. E fui até sua mesa. O papel estava em branco. O vendedor ficou vermelho, lógico, porque não esperava que eu fosse conferir. Os amigos e colegas tirando sarro e rindo. E o gerente dele ali, na frente. Vendedor mal-educado é como criança mal-educada: a culpa não é da criança, é dos pais. Mesma coisa com um vendedor.

A verdade é que as pessoas não estabelecem objetivos por várias razões. A primeira, e talvez principal, é que não acham que seja importante. O estudo de Harvard mostra que é com certeza. A segunda razão é que simplesmente não sabem estabelecer metas. Algumas pessoas têm sonhos, devaneios e fantasias e acham que são metas. “Gostaria de ser rico”, por exemplo, não é uma meta. Uma meta é clara, específica, objetiva, por escrito e com data. Terceiro, as pessoas têm medo de colocar uma meta e não conseguir atingi-la porque isso é frustrante. Então muitas pessoas preferem a mediocridade da acomodação ao risco (e a recompensa) de ter planos e metas. Quarto, e último, as pessoas têm medo da rejeição e do ridículo, de passar vergonha em público por ter estabelecido uma meta e não tê-la atingido. Mas em um ambiente positivo, com um gerente inteligente, o não-atingimento de uma meta pode ser uma ferramenta muito valiosa de desenvolvimento para o vendedor – basta fazer as perguntas certas e agir corretivamente.

A verdade é que metas e objetivos nos dão um senso de propósito, de direção. Ao atingir suas metas, você vai sentir-se mais energizado, mais confiante, capaz de buscar desafios ainda maiores. Mais importante de tudo: ao estabelecer suas metas, você assume o controle da sua vida. Pense em como isto é importante: se você não estabelecer suas metas, alguém vai estabelecê-las por você. E essa com certeza não é a marca de um vendedor campeão.

 

 

 

Raúl Candeloro (raul@vendamais.com.br) é palestrante e editor das revistas VendaMais®, Motivação® e Liderança®, além de autor dos livros Venda Mais, Correndo Pro Abraço e Criatividade em Vendas. Formado em Administração de Empresas e mestre em empreendedorismo pelo Babson College, é responsável pelo portal www.vendamais.com.br

 

O Sexto Homem

*Por Tom Coelho





Leandro Barbosa, ou apenas Leandrinho, é um dos brasileiros a brilhar na liga norte-americana de basquetebol, a NBA. O armador foi eleito o melhor sexto jogador da temporada 2006/2007 e o segundo melhor na temporada 2007/2008. Eu disse “sexto jogador”. Isso significa que ele é um dos melhores reservas do mundo. Inicia os jogos no banco, sendo chamado a participar no decorrer das partidas quando entra e resolve: muitos pontos convertidos e ótimas assistências realizadas.

O arqueiro do São Paulo, Rogério Ceni, era apenas o terceiro goleiro do Sinop Futebol Clube nos idos de 1990. Durante o campeonato estadual, o goleiro titular e o primeiro reserva ficaram lesionados. Ceni assumiu a posição e já na partida inaugural defendeu um pênalti. Sua equipe sagrou-se campeã naquele ano e logo depois ele principiaria uma carreira vitoriosa em sua atual equipe.

Os dois exemplos relatados demonstram que não ser o primeiro pode ser uma condição apenas temporária. E a lição é perfeitamente aplicável ao mundo corporativo.

A maioria dos profissionais que inicia uma carreira almeja alcançar o topo da pirâmide com a maior velocidade possível. Subir na hierarquia, acumulando dinheiro, poder e realizações. Mas sendo este é o desejo de muitos é evidente que o funil de oportunidades é rigoroso. Poucos têm êxito. E mesmo os bem-sucedidos descobrem com rapidez que mais difícil do que chegar ao cume é permanecer por lá.

Se você está no banco de reservas, o que simbolicamente equivale a integrar o segundo ou terceiro escalão em sua empresa, aproveite o momento para preparar sua ascensão futura.

1. Aprenda. Enquanto subalterno, seguramente você está vinculado a atividades operacionais. Em lugar de reclamar desta condição, aproveite para aprender tudo sobre o seu trabalho –e sobre o trabalho dos outros. Lembre-se de que os fundamentos são essenciais. Não se pode calcular uma integral de uma função sem compreender as quatro operações matemáticas básicas.


2. Observe. Como você é pouco notado, pode transitar livremente pela companhia e compreender sua estrutura de poder. Pesquise e observe quem é quem, como funcionam as relações interpessoais. Olhos abertos e boca fechada. Não é por acaso que ascensoristas e office-boys são tão bem informados.

3. Melhore. Pratique o kaizen, ou seja, o aprimoramento contínuo. Exercite suas habilidades, eleve sua destreza no exercício das tarefas. Faça mais com menos. Gaste menos tempo executando para sobrar mais tempo para pensar e planejar. Assim você começará a se destacar.

"Alguns atletas descobrem
que jamais serão craques,
mas podem ser ótimos técnicos.
Ou que podem ser apenas
o sexto homem e ainda assim fazer
toda a diferença."

4. Conheça. Procure estabelecer relações interpessoais verdadeiras. Neste estágio você será avaliado por seus pares pelo que você de fato é e não pela posição que ocupa. E poderá construir uma teia de amizades que lhe dará suporte quando estiver lá em cima. Seja solícito com todos, mas evite entrar em “panelas”!

5. Prepare-se. Se trabalhar com afinco, esteja certo: sua hora chegará. Por isso, aproveite o distanciamento que sua posição atual lhe confere para lapidar suas competências. Projete a “pessoa ideal”, aquela que vislumbra ser, e planeje sua escalada.

No decorrer deste processo, você poderá atirar no que viu e acertar no que não viu. Talvez opte por mudar de empresa. Talvez decida, por exemplo, redirecionar sua carreira para a forma consultiva ao invés de executiva. Alguns atletas descobrem que jamais serão craques, mas podem ser ótimos técnicos. Ou que podem ser apenas o sexto homem e ainda assim fazer toda a diferença.

 

 

 

 

 

 

*Tom Coelho, é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 15 países. É autor de “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional”, pela Editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br.
Visite: www.tomcoelho.com.br e www.setevidas.com.br.

 

Juntos, Seremos Mais!


*Por Adm. Marizete Furbino


“Grandes visionários são importantes; grandes administradores são fundamentais”.
(Tom Peters)

Cooperação e colaboração se tornaram palavras de ordem no séc.XXI.

Para que a organização alcance um diferencial no mercado, é preciso que funcione como um ser humano, além de viva e atuante, funcione de forma integrada, interagida e interligada, de modo que, todos os envolvidos no processo organizacional realizem de fato cooperação e colaboração.

Em uma organização inter-relacionada, torna-se necessário que, cada pessoa, bem como cada departamento, não só compartilhe o seu papel, é preciso ir além, é preciso somar forças, compartilhar conhecimentos, talentos, buscas e anseios, contribuindo assim e lutando em prol do alcance de objetivos comuns. 

É preciso que haja espírito de união e confraternização, onde todos, sem exceção, desde o porteiro até a diretoria, estejam direcionados às conquistas, mas, com dignidade e respeito, compartilhando, interagindo e integrando as diferenças, enxergando que, para se obter sucesso, torna-se necessário somar forças e não realizar verdadeiros massacres dentro de uma organização, pois, o massacre, além de ser um nefasto comportamento desumano, não irá contribuir com a produtividade e sim com o medo, com a insegurança e com a frustração dos envolvidos, corrompendo então, o elo que poderia existir entre todos, comprometendo assim, o objetivo final.

É de suma importância, obstruir esta mesquinhez, que muitas vezes ronda e/ou aparece impregnada dentro das organizações, esta competição não saudável, onde cada um e cada departamento, com muito egoísmo e vaidade, vivem apenas cuidando de seu território. É preciso ir além, é preciso enxergar a organização como um todo e não fragmentada, onde todos possam além de contribuir, perseguir os mesmos objetivos e juntos, somar forças em prol dos mesmos resultados.

Torna-se necessário trabalhar a cooperação e a colaboração nas organizações, deixando claro seu valor para todos, mostrando que cada um dentro da organização possui o seu talento e o seu valor, e que, através de um verdadeiro trabalho em equipe, todos saem ganhando, pois, existirá maior interação, cooperação, colaboração e por conseqüência, crescimento do coletivo, assim, obtêm-se melhor resultado, uma vez que juntos, seremos sempre mais.

 

 

 

15/09/2007

Marizete Furbino, com formação em Pedagogia e Administração pela UNILESTE-MG, especialização em Empreendedorismo, Marketing e Finanças pelo UNILESTE-MG. É Administradora, Consultora de Empresa e Professora Universitária no Vale do Aço/MG.








Contatos através do e-mail: marizetefurbino@yahoo.com.br

 

O que vem depois?



*Por Evaldo Costa

Você tem sonhos? Metas de longo, médio e curto prazo? Deseja comprar ou trocar de carro? Uma casa nova? Um novo emprego? Ser aprovado no vestibular? Em concurso público? Se temos uma meta a cumprir é sinal que estamos no caminho certo. Pois é como diz o dito popular: “não há bons ventos para quem não sabe para onde ir”.



Mas, admitamos que você queira comprar um carro novo e depois de algumas economias leva o possante para a garagem de sua casa. O que vem depois? Pode ser, por exemplo, um imóvel? Daí, você reune os recursos necessários e adquire o tão sonhado bem. O que vem depois? Pode ser a publicação de uma obra. Então você se mata entrando madrugadas adentro até chegar à noite de autógrafos. Sem dúvidas, uma conquista e tanto. Mas, passado a euforia da conquista, você encontra-se relaxado no sofá e sem perceber surge a tal pergunta que não quer se calar: o que vem depois?



Podem ser férias prolongadas pela Europa, Ásia, África, Américas ou Oceania. Então você recorre às economias, cuida da logística para que nada saia errado em sua ausência, compra a pacote turístico e embarca para o descanso almejado. As férias foram um sucesso. Você curtiu cada instante da viagem. Todavia, uma semana após o retorno para o aconchego, você encontra-se relaxado repassando e relembrando cada foto. Chega à última e você respira fundo e involuntariamente surge a costumeira indagação: e o que vem depois?



É, exatamente, essa pergunta que nos dá motivação e move a nossa vida em direção às realizações. É ela que nos desperta a vontade e gera a fagulha que acende a fogueira da conquista, a energia para superar as adversidades e aproveitar as oportunidades, criando o compromisso que nos mantem na rota do sucesso.



Porém, há quem diga que a motivação dura pouco. Daí, eu digo, ela dura pouco mesmo, assim como o banho, mas é por isso que eu recomendo tomar banho todos os dias. Portanto, antes de conseguirmos alcançar a próxima meta, devemos nos perguntar sempre: O que vem depois? Agindo assim, reuniremos a energia necessária para vencer.



Uma outra dica é: enquanto não alcançamos a próxima meta, devemos admirar, agradecer e alegrarmos com o que temos. Concentrar as nossas energias naquilo que possuímos sem invejar o que ainda não conquistamos é uma sabedoria que vencedores como os atletas Pelé, Zico, Romário, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno, o astro do Golf Tiger Woods, políticos como Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso, Barack Obama, líderes com o Franklin Roosevelt, Gandhi entre outros, dominam.



É como dizia Sarah Breathnach: “Quando não podemos optar por nos concentrar no que está faltando em nossas vidas, mas somos gratos pela abundância que está presente .... nós experimentamos o céu na terra".



Agora que você sabe disso, é só esforçar-se para transformar o conhecimento em hábito. Pois, como diz o mestre Zig Ziglar: “A motivação faz com que você caminhe para o topo, o hábito mantém você lá”.



Pense nisso e ótima semana,



Evaldo Costa

Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil

Escritor, consultor, conferencista e professor.

Autor dos livros: “Alavancando resultados através da gestão da qualidade”, “Como Garantir Três Vendas Extras Por Dia” e co-autor do livro “Gigantes das Vendas”

Site: www.evaldocosta.com

Blog: http://evaldocosta.blogspot.com

E-mail: evaldocosta@evaldocosta.com

 

Mais ou Menos? Não!

*Por Adm. Marizete Furbino

 

Somos o que fazemos repetidamente. A excelência, então, não  é um ato, mas um hábito.   (Aristóteles)

Com o iniciar deste terceiro milênio, enfrentamos múltiplos desafios; um deles é a acirrada competitividade. O mercado exige que sejamos ótimos, caso contrário seremos literalmente esmagados. Vivemos em um mundo globalizado, na era da incerteza, e esta traz consigo grandes mudanças, sendo uma destas a de não permitir que sejamos mais ou menos.

O investimento pesado, nos Recursos Humanos e na tecnologia da informação, se tornou o grande aliado da organização que deseja pelo menos, sobreviver no mercado, pois o conhecimento e a informação passam a ter uma nova conotação, passando a ser os pilares da organização, gerando o rebento denominado produtividade.

Neste mercado, inovação é uma palavra de conotação muito forte, e esta aparece atrelada ao conhecimento e à informação, que juntas, são capazes de gerar vantagem competitiva.

Neste cenário, o foco organizacional deverá ser verificado, analisado e alterado, pois vivemos em um mundo recheado de mudanças e incertezas, exigindo do colaborador e da organização a capacidade de compreensão e adequação no que tange a este momento de transição. Algumas palavras deverão ser de fato implementadas, não podendo ficar de fora do vocabulário organizacional, tais como: integração, inter-relação e interação.

Em meio a tantas mudanças, incertezas e desafios, surge um novo perfil do profissional, e o profissional tem que se adequar, isto se quiser também sobreviver nesse mercado. 

Este profissional tem que estar mais do que comprometido com a organização para o qual exerce suas funções; este profissional deverá estar envolvido, antevendo-se aos fatos. Além de preocupar-se com suas competências, buscando o conhecimento, atualizando-se e qualificando-se sempre, tendo em vista a sua contribuição para com a melhoria contínua da organização, agregando valor em tudo que faz, e fazendo assim o diferencial, este profissional deverá preocupar-se com suas habilidades técnicas e gerenciais, zelando por valores éticos, pela integridade e pela transparência no que faz, avaliando sempre suas atitudes, comportamentos e condutas, fazendo da reflexão sua rotina diária. 

Gostar do que faz é  pouco. Este profissional tem que realmente amar o que faz e assim, tornando-se leve, o que poderia ser de fato, um fardo. É preciso ter sede em querer fazer e fazer bem feito.

É necessária uma conscientização de que, nada mais é previsível, certo e/ou estável; por isso, administrar uma organização se tornou um desafio extraordinário e constante; portanto, a adaptação a este cenário se tornou fator imprescindível para qualquer profissional e/ou organização, que queira pelo menos, sobreviver neste mercado.

Em meio a este cenário competitivo, humildade, ousadia e energia se tornaram a trilogia do momento, pois é preciso que se tenha humildade para reconhecer os erros e realizar os acertos; humildade para reconhecer que não  é dono da verdade e que precisa atuar dentro da organização de forma mais amena, realizando parcerias com todos os envolvidos no processo, procurando sempre realizar o trabalho em equipe, pois assim terá um resultado grandioso. É preciso que se tenha ousadia para alcançar as realizações, para fazer de fato acontecer, e é preciso também que se tenha energia, disposição e muito fôlego para atuar com afinco, dedicação e muita sabedoria, e assim alcançar a eficiência e eficácia; caso contrário, correr-se-á sério risco de ser literalmente esmagado pelo mercado, degolado e engolido pelo cenário que aí está.

É preciso romper com o passado e se predispor a mudar.

 

 

 

 

 

 

 

08/09/2007

Marizete Furbino, com formação em Pedagogia e Administração pela UNILESTE-MG, especialização em Empreendedorismo, Marketing e Finanças pelo UNILESTE-MG. É Administradora, Consultora de Empresa e Professora Universitária no Vale do Aço/MG.

Contatos através do e-mail: marizetefurbino@yahoo.com.br

 

Melhoria Contínua

*Por Adm. Marizete Furbino
“Hoje melhor do que ontem, amanhã melhor do que hoje”.

A gestão de pessoas pode ser considerada, como um dos fatores determinantes para uma organização enfrentar os desafios de um mundo extremamente competitivo e recheado de mudanças, o que vivemos no séc. XXI.

No mercado, tem prevalecido uma competitividade acirrada e o mínimo que uma organização pode-se fazer é trabalhar em prol de sua sobrevivência. Ir de encontro à melhoria contínua é preciso.

A melhoria contínua também é conhecida como Kaizen, uma palavra de origem Japonesa, onde "Kai" significa mudar e "Zen" significa para melhor. Porém, a tradução que expressa melhor o significado desta filosofia é melhoria contínua.

Ter vontade e querer melhorar continuamente é preciso, tanto em âmbito pessoal, quanto em âmbito profissional, portanto, preocupar-se com a melhoria contínua significa preocupar-se com a sobrevivência, pois, esta contribui e muito para alavancar uma organização. Preocupar-se em  fazer melhor todos os dias tornou-se extremamente necessário.

Uma das ferramentas de gestão, que contribui e muito para que a melhoria contínua aconteça dentro da organização, denomina-se BSC (Balanced Scorecard), que é uma sigla que pode ser traduzida para Indicadores Balanceados de Desempenho.

Portanto, o  Balanced Scorecard, é mais do que mensuração de desempenho, pois, constitui uma valiosa ferramenta estratégica  de gestão, permitindo que a organização avalie, obtenha feedback do cumprimento das ações e sincronize o seu  negócio, bem como o serviço e todos os colaboradores em prol dos objetivos organizacionais, contribuindo para que exista inter-relacionamento departamental, integração, interação, criatividade e sinergia, além de propiciar, a realização de medidas financeiras e não-financeiras, de comunicação, permitindo haver o feedback com relação ao planejamento estratégico adotado com as ações operacionais.

O objetivo maior do Balanced Scorecard é de  proporcionar alinhamento de todos  e de tudo dentro da organização à estratégia organizacional, em busca do cumprimento das ações traçadas, procurando então, alcançar as metas e objetivos  garantindo o foco, o que contribui e muito para uma tomada de decisão acertada.

Uma boa política organizacional, atrelada a um ambiente de trabalho motivador, juntamente com esta ferramenta valiosa de gestão “Balanced Scorecard”, resultam em uma verdadeira estratégia de sobrevivência. Com isso, sua organização terá as condições necessárias para promover a melhoria contínua do desempenho e do aumento da produtividade, com maior valor agregado e com qualidade, permitindo além do alto índice de competição, trilhar pelo caminho da excelência.

A melhoria contínua deve fazer parte da filosofia e do planejamento de cada organização e deve também, ser levada a sério, desde a alta cúpula. Saber utilizar os erros como nosso aliado, pode fazer a grande diferença. É sempre possível fazer melhor.

É importante salientar que, só se alcança de fato a excelência, quando verdadeiramente há consciência e sentimento, por parte de todos os envolvidos no processo, no qual a vida organizacional é o maior de todos os empreendimentos, e que fazemos parte desta, uma vez que, devemos ser ao mesmo tempo colaboradores-empreendedores, investidores, intermediários e beneficiados  deste imensurável empreendimento, digo imensurável, quando penso nos colaboradores como o  patrimônio  valioso que uma organização possa ter.

 

 

 

 

 

 

18/08/2007

Marizete Furbino, com formação em Pedagogia e Administração pela UNILESTE-MG, especialização em Empreendedorismo, Marketing e Finanças pelo UNILESTE-MG. É Administradora, Consultora de Empresa e Professora Universitária no Vale do Aço/MG.

Contatos através do e-mail: marizetefurbino@yahoo.com.br

 
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