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Robson Paz Vieira*
Tecnologia de nada adianta quando a equipe de atendimento não é bem preparada Quando uma empresa decide instalar um Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC), pode optar por soluções tecnológicas que arquivam o nome do consumidor em um banco de dados, controlam data, motivo, prioridade da ocorrência e previsão de solução. Também é possível registrar o tempo gasto na resolução da ocorrência e o tipo de solução adequado. Mas toda essa estratégia para fidelizar o consumidor desaparece diante de uma equipe mal-preparada, que acaba estressando o cliente em vez de ajudar. Para o consultor, uma equipe de atendimento bem treinada faz toda diferença e reforça a boa imagem da empresa na memória do consumidor. "É preciso orientar a equipe que o SAC não representa os interesses da empresa junto ao consumidor, mas os interesses do consumidor junto à empresa. É, inclusive, um ótimo medidor de desempenho e quadidade, já que aponta o que não está dando certo". Abaixo segue os quatro princípios do SAC eficiente: - Quando o consumidor registra uma reclamação, antes disso alguma parte do processo não foi cumprida satisfatoriamente. É preciso ter em mente que o SAC não faz milagres para a empresa, mas reflete os problemas de imagem que a marca vem enfrentando por conta de não atingir a qualidade total. Corrigir essas falhas é o primeiro passo; - O atendente deve ser treinado a valorizar cada cliente que liga para reclamar. "Um cliente a mais, ou a menos, não fará diferença", é o que diz o colaborador descomprometido com o sucesso da marca. Um bom preparo mostrará a ele a importância de funcionar como um verdadeiro radar para a empresa; - É preciso empregar pessoas qualificadas para a função. Há empresas em que basta um curso rápido sobre seus produtos e serviços, além de um treinamento sobre cortesia e eficiência ao telefone. Outras, em que os atendentes devem ter um grau de instrução mais especializado para responder a questionamentos complexos, ou seja, o perfil dos clientes definirá o perfil dos atendentes; - É importante haver controle do serviço oferecido pelo SAC, criando um "cliente surpresa". As perguntas têm de ser fáceis, para não levantar suspeitas, mas devem permitir dimensionar a facilidade de acesso, demora no atendimento, saudação inicial e atenção para com o cliente. Também são importantes alguns pontos que chamam a atenção dos clientes tanto no atendimento telefônico quanto no pessoal: - A simplicidade com que atende ao público; - A capacidade de chamar as pessoas pelo nome; - A orientação de informações e possíveis dúvidas; - A inovação constante; - A simpatia; - O ambiente agradável. Bibliografia DANTAS, Edmundo Brandão. Atendimento ao público nas organizações. Brasília: Ed. Senac DF, 2004. MOLLER, Claus; BARLOW, Janelle. Reclamação do cliente? Não tem melhor presente. São Paulo: Ed. Futura, 1996.
* Robson Paz Vieira, com formação em Ciências da Computação pela Universidade Santa Cecília (UNISANTA), Pós-Graduação em Análise de Sistemas pela FECAP, MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), é professor universitário na UNIP, consultor, Mestrando em Administração com Ênfase em Liderança pela Universidade Santo Amaro (UNISA). Atualmente é o Coordenador de TI, Gestão da Qualidade e SAC na SEISA – Assistência Médica, localizada em Guarulhos – SP. |