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FABIANA FUTEMA Mais da metade das pessoas que encontraram emprego no município de São Paulo ao longo deste ano contaram com a ajuda de algum conhecido. A indicação de um amigo ou parente foi o meio utilizado por 66,3% dos recém-empregados na cidade, segundo pesquisa divulgada hoje pela Secretaria do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade de São Paulo. Dentro desse grupo, 52,8% contaram com a indicação de amigos e 13,5% de parentes para encontrar emprego. "Esses dados mostram que a inserção no mercado de trabalho se dá pelas relações pessoais", disse o secretário municipal de Trabalho de São Paulo, Marcio Pochmann. A pesquisa mostrou que as agências de emprego só funcionaram para 7,1% dos recém-empregados em São Paulo. Os novos contratados da cidade não ficaram desempregados por muito tempo. Do total de entrevistados, 64,3% ficaram desempregadas por no máximo 12 meses. "O sucesso para encontrar um emprego foi maior para quem tinha pouco tempo de desemprego", afirmou Pochmann. De acordo com o levantamento, 49,2% dos novos empregados foram contratados com registro em carteira. "Desde 1999, o saldo de contratações com registro em carteira tem sido positivo", disse Pochmann. Medos e expectativas Segundo o secretário, o novo empregado tem mais medo de perder o trabalho do que de ganhar pouco ou trabalhar muito. Essa impressão foi constatada pela pesquisa, que mostrou que 46,7% dos entrevistados têm medo de ficar desempregado novamente. No entanto, só 7,4% têm medo de ter o salário reduzido e 2,6% receiam ter uma jornada de trabalho maior. A pesquisa mostra também que 56% dos novos contratados encontrou o tipo de trabalho que gostaria ou esperava. "É bom lembrar que o desempregado tem uma baixa expectativa. Isso pode explicar a elevada satisfação com o tipo de emprego encontrado", disse Pochmann. Depois de arrumar emprego, 30% dos entrevistados disseram que sonham em comprar uma casa ou apartamento. Para 20,3% deles, o maior sonho de consumo é a compra de um automóvel. A pesquisa ouviu 252 moradores da cidade de São Paulo que estavam desempregadas e arrumaram emprego em 2004. O levantamento foi realizado no período de 13 a 30 de setembro |