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Nota de estudo de caso 1 da Harvard Business School E-mail

 

Linda A. Hil

Para sobreviver na economia implacável dos nossos dias, as empresas estão revendo a relação capital-trabalho. A estabilidade no emprego e a mobilidade vertical já foram profundamente reduzidas; as carreiras gerenciais não podem mais ser encaradas como um acontecimento natural ou previsível. Os gerentes têm de estar constantemente prontos para aprender a crescer, à medida que suas organizações fazem mudanças em resposta a um ambiente competitivo e dinâmico.2 De fato, para que um gerente construa uma carreira de sucesso e que lhe traga satisfação pessoal, ele tem de assumir o controle sobre sua carreira e se tornar um aprendiz autodirecionado, demonstrando disposição de se reinventar a todo momento. Ele terá de perseguir ou criar oportunidades de crescimento de forma proativa - experiências e relacionamentos com os quais ele pode aprender. Precisa saber aproveitá-las, atualizando e ampliando suas habilidades, a fim de assegurar-se de que elas vão contribuir para a performance de sua organização.

 

Como gerentes aprendem e se desenvolvem

Gerenciar é uma arte que requer combinação de talentos. Muitos gerentes entendem que, para se tornarem profissionais eficazes, devem se empenhar com afinco no aprendizado de tarefas ao longo de sua carreira. Devem adquirir experiência nas áreas técnica, conceitual (por exemplo, elaboração de estratégias) e humana (por exemplo, relações interpessoais)3. No entanto, isso representa apenas uma parte do processo. Gerentes também precisam conhecer a si mesmos, ou seja, é necessário que adotem uma perspectiva psicológica, atitudes e valores que sejam consistentes com suas funções e responsabilidades. Para que um gerente seja eficaz, ele deve estar preparado para aprender sobre si mesmo (sua identidade, seu potencial e suas limitações). Precisa estar disposto a fazer mudanças necessárias e a lidar com o estresse e as emoções inerentes. Não é de surpreender que o autoconhecimento tem sido consistentemente considerado como a característica-chave da eficácia de um gerente. Em geral, os gerentes se surpreendem com o alto nível de exigência, às vezes traumático, do autoconhecimento.

 

Para que um gerente consiga ser eficaz neste mundo em constante evolução, ele tem de encarar como prioritário o desenvolvimento de talentos de liderança. A liderança não é mais uma responsabilidade unicamente de executivos seniores, ao contrário, mesmo gerentes na base da pirâmide são designados para exercer funções significativas de liderança, à medida que as organizações se tornam mais horizontais e mais enxutas. Liderar significa lidar com mudanças. John Kotter identificou três funções críticas de liderança e suas resultantes competências:

Estabelecer um direcionamento. Desenvolver uma visão do futuro, em geral futuro distante, bem como estratégias com as quais será possível produzir as necessárias mudanças para se atingir a visão.

 

Habilidades necessárias: Raciocínio indutivo; pensamento estratégico e multidimensional; habilidade de transformar dados complexos e ambíguos em uma visão e em uma estratégia simples e fáceis de serem comunicadas; e a habilidade de assumir riscos.

 

Alinhar pessoas - Comunicar o direcionamento, por meio de palavras e ações, a todos aqueles cuja cooperação possa ser necessária, de modo a influenciar a formação de equipes e coalizões que, além de entenderem a visão e as estratégias, também aceitem sua validade.

 

Habilidades necessárias: habilidade de construir a credibilidade; empatia, habilidade de se comunicar com uma variedade de grupos constituintes; disposição e habilidade para capacitar outras pessoas.

Motivar e inspirar - Habilitar as pessoas a transpor as principais barreiras a mudanças, tais como políticas, burocracias e recursos, satisfazendo necessidades humanas que, embora fundamentais, são freqüentemente esquecidas.

 

Habilidades necessárias: habilidade de adquirir poder e exercer sua influência para mudar o comportamento, as atitudes e os valores de uma variedade de grupos constituintes; habilidade de gerenciar o desempenho, especialmente no que diz respeito a dar feedback, recompensas e coaching; habilidade de optar por estratégias de mudanças que sejam apropriadas às circunstâncias.

 

 

 

 

 

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