| O demitido e o headhunter |
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Gutemberg B. de Macedo Alguns profissionais demitidos correm o risco de ser menosprezado por muitos headhunters. Claro que isso depende de sua reputação e nível de visibilidade. Essa atitude, na maior parte das vezes injustificada, deve-se a vários preconceitos e julgamento de valores. Conheça-os primeiro para depois saber como lidar com o problema:
O profissional desempregado não é visto como hábil planejador de sua carreira, pois não foi capaz de antecipar sua demissão. Conseqüentemente, as organizações clientes, segundo muitos headhunters, consideram-no ineficiente e imprevidente. Caso contrário, teria feito algo antes.
Quando um candidato está desempregado, torna-se difícil apresentá-lo a um cliente como profissional de primeira classe. Esse contexto dificulta sua recolocação. Enfatizo que seria grosseiro classificar os desempregados como profissionais de segunda classe e quem está em atividade como profissionais de primeira classe. Não raras vezes, os desligados de várias organizações revelam-se melhores do que muitos que permanecem.
O profissional demitido não corre qualquer risco. Diferentemente daquele que está trabalhando. Bem empregado, ele pode enfrentar o perigo de perder tudo. Isso porque está assumindo um compromisso, deixando para trás uma posição confortável e segura por outra que pode chegar a bom termo ou não.
Agora que conhecemos alguns dos preconceitos contra os profissionais em transição fica mais fácil abordá-los e convencê-los sobre suas qualificações pessoais e profissionais. Assim, como estratégia, sugerimos:
1. Prepare-se para justificar sua demissão, e não tenha receio de falar honestamente sobre o verdadeiro motivo. O importante é reconhecê-lo, corrigi-lo e tocar a vida para frente. Muitas vezes, são os erros cometidos que alavancam uma carreira para o sucesso.
2. Identifique com clareza e objetividade suas qualificações, competências, projetos implementados, resultados obtidos, enfim, as realizações de sua carreira que revelam talento e podem interessar a um headhunter e às empresas que assessora. Foque seus pontos fortes e examine com autoconfiança, seus pontos vulneráveis.
3. Converse com o diretor ou gerente de Recursos Humanos de seus ex-empregados e peça que ele o instrua sobre os melhores headhunters em sua área de especialização. Isso evitará desperdício de tempo, de energia e de recursos. Aborde os profissionais sugeridos.
4. Evite, a qualquer custo, cair em armadilhas, como: arrogância, agressividade ou subserviência. Elas, não raro, atingem profissionais demitidos, principalmente, os que estão há mais tempo disponíveis. A arrogância e a agressividade -- observa-se o desejo do profissional de dominar a entrevista, falando demais e não dando tempo ao entrevistador -- são vistas pelo headhunter como sinal de insegurança e falta de autoconfiança. Na terceira circunstância – subserviência – o candidato poderá transmitir uma imagem de fragilidade tão desalentadora que levará o headhunter a perder interesse em ouvir sua história.
5. Peça que um amigo o apresente a um headhunter de sua confiança e relacionamento. As melhores opções seriam convidá-lo para um almoço ou um happy-hour no final da tarde. Bons candidatos fazem parte do inventário das empresas de headhunting. Prepare-se adequadamente, a fim de causar uma excepcional primeira impressão.
6. Evite aquelas abordagens que no primeiro instante parecem “forçadas”. O headhunter poderá irritar-se com tal comportamento e menosprezá-lo como futuro cliente.
7. Uma vez estabelecido o primeiro contato mantenha regularmente atualizado seu Curriculum Vitae em posse do headhunter. Não o perca de vista e responda a todos os seus chamados com prontidão. Não desperdice oportunidades. Lembre-se: aqueles que silenciam são esquecidos; aqueles que não avançam ficam para trás; aqueles que permanecem parados, como água estagnada, apodrecem; aqueles que deixam de crescer, principiam a morrer; e aqueles que se recusam a estudar, emburrecem.
O demitido não deve se comportar como vítima. Afinal o mercado só o comprará pelo valor que atribuir a si mesmo. Portanto, o melhor profissional não é aquele que espera por uma oportunidade, mas aquele que cria, persegue, conquista e a torna seu servidor. Lembre-se de que o segredo de uma vida profissional de sucesso está na capacidade de reunir toda a sua energia e todos os raios de sua mente num único ponto – o novo compromisso profissional.
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| “A empresa mostra sua cara: é apenas um negócio. Quem cuida de você, é você mesmo” Pedro Mandelli |
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