Comunicação
A Invasão dos "quases." | A Invasão dos "quases." |
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Fiquei analisando e refletindo sobre a quantidade de vezes nas nossas vidas pessoais e profissionais onde os “quases” predominam. Lá na minha infância, por exemplo, por ser um menino franzino e doentio, vivia à base remédios injetáveis – as famosas injeções. Minha tia que as aplicava sempre dizia que iria doer “quase” nada. E invariavelmente eu respondia com um palavrão. Doía muito. Outra vez fui ao estádio de futebol assistir um jogo de meu time preferido e saí de lá triste. No ônibus de volta para casa outros dois torcedores comentavam “quase” ganhamos. Gostava muito de viajar de automóvel com meus pais, entretanto, irritava-me quando em resposta à minha pergunta se faltava muito para chegarmos – minha mãe dizia: estamos “quase” lá! Faltava sempre um bom tanto de estrada. Hoje no mundo corporativo vejo com alguma tristeza que alguns hábitos – a invasão dos “quases” - ainda perdura e coloca em risco o conceito e a imagem de muitas empresas e de bons profissionais. Algumas frases que infestam o nosso dia e muitas vezes são incompreendidas por outras culturas e povos tais como: (você pode pensar em mais dezenas delas) Habitam nosso dia – a – dia e respondem muitas vezes por mais uma justificativa sem conteúdo e sem quantificação. Não explicam e até atrapalham. Seria mais interessante se pudéssemos dizer: Não atingimos o resultado. Começamos atrasados. Vai doer. É um preço justo... e assim por diante. Imagino o quanto é difícil ouvir de um médico um “quase” conseguimos salvar-lhe a vida ou de um engenheiro que os cálculos da estrutura da ponte estavam “quase” corretos. Tem também aquele palestrante que depois de falar duas horas ininterruptas, olha o relógio e exclama que está “quase” terminando;... continua por mais uma hora. O vocábulo “quase” é um advérbio que significa: perto, aproximadamente ou pouco menos. Mas de tão indefinido que é não dá uma medida de comparação. Afinal cada pessoa pode interpretar segundo uma base de valores diferente, aleatória e desconhecida. O uso excessivo dos “quases”, em minha opinião, causa tantos danos quanto o do gerúndio. Organizações e profissionais que procuram não exagerar no uso dos “quases” podem ganhar muito em sua análise das causas e efeitos e provavelmente aprender maneiras diferentes e elegantes de explicar as conseqüências. Ao se evitar o “quase” poderemos trazer informações e dados que permita resolver problemas, atingir resultados futuros, corrigir ações etc. Proponho o combate ao exagero dos “quases”! É quase isso que penso (ops!) *Armando Pastore Mendes Ribeiro: Matemático, Pós Graduado em Administração de Recursos Humanos, Formação em Coordenação de Dinâmica dos Grupos pela SBDG (Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos). Membro da World Future Society, Formação de Master Trainer em Programação Neurolingüística. Consultor de Desenvolvimento e Treinamento e Recursos Humanos, Facilitador e Conferencista de eventos nos seguintes temas: Criatividade, Comunicação, Facilitadores de Aprendizagem, Conflitos e Negociação, Visão Estratégica de RH, Planejamento, Desenvolvimento Gerencial, Liderança. Visão de Futuro, Programação Neurolingüística. Sócio – Diretor da PENSARE , Consultoria, Treinamento e Promoção de Eventos
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