| Déjà Vu Desta Vez Não |
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*Scher Soares Você conhece a expressão Déjà Vu, que é usualmente pensado como uma impressão de já ter visto ou experimentado algo antes, que aparentemente está a ser experimentado pela primeira vez? Pois bem, o Déjà Vu ( que ironicamente significa “já visto” em francês ) ao qual estou me referindo aconteceu na final da Liga Mundial de Voleibol entre Brasil e França. Lá estava novamente a seleção brasileira, rumo ao hexacampeonato em mais uma partida com a França e ao final do segundo set, o Brasil perdia por dois sets a zero, nos trazendo a amarga sensação de que o Déjà Vu já estava consolidado. A diferença, é que desta vez, ao invés de futebol, tratava-se do voleibol e ao invés de um conjunto de estrelas solitárias e astros de propaganda, existia um time; um time regido a regras de mercado e submetido a um processo de gestão sério e profissional. Ao contrário do que muitos pensam, a hegemonia da seleção brasileira de voleibol masculino não está fundamentada apenas no incrível talento dos jogadores brasileiros ou na indiscutível capacidade de liderança do técnico Bernardinho. Em verdade, o lastro no qual está sedimentado o sucesso da seleção brasileira decorre da sinergia existente na CBV – Confederação Brasileira de Voleibol, entidade esportiva com estilo de organização empresarial, que hoje colhe os frutos de um trabalho sério de planejamento a curto, médio e longo prazo. Ao avaliarmos criteriosamente, poderemos distinguir na condução do trabalho da CBV, práticas de gestão empresarial ainda pouco presentes nas demais modalidades esportivas, sobretudo o futebol. Como toda organização séria e com um foco verdadeiro e realista em resultados, a CBV desenvolveu um planejamento de trabalho orientado pela definição de objetivos e metas claras, que norteassem o empreendimento de esforços de forma a mantê-lo sempre conectado com os objetivos da organização. Com objetivos claros e bem sinalizados, a CBV conseguiu também clarificar os papéis, as atribuições e principalmente as responsabilidades entre as áreas técnica e administrativa, que empenharam esforços de forma organizada e pautados em estratégias que convergissem para atingir os indicadores de resultados. A partir de um cenário definido, cada membro do grupo passou a conhecer o propósito da organização e entender o real valor e significado das ações que se fazem necessárias para que um time possa atingir tal hegemonia em um mercado global. Com uma efetividade fenomenal e índices de aproveitamento impressionantes, a seleção brasileira de voleibol demonstrou na prática a importância de, em um grupo, todos conhecerem a estratégia coletiva e entenderem que dentro de um time todas as ações devem se subordinar à estratégia da organização. Por incrível que pareça, esta simples lição ainda não é realidade em boa parte das empresas brasileiras; empresas nas quais os funcionários não conhecem claramente os objetivos da organização. Foi através de práticas como esta, que a seleção brasileira de voleibol, conseguiu conquistar algo altamente desafiador para a maioria das organizações; O comprometimento de todos os envolvidos. Foi com este comprometimento, que o time de Bernardinho demonstrou na quadra imensa capacidade de resiliência, quando ao invés de se abaterem por estarem perdendo por dois sets a zero, se reergueram e foram em busca da vitória, mostrando mais uma vez que o Brasil atualmente é benchamark no cenário mundial do voleibol. E se o vôlei brasileiro é benchmark, quais lições podemos extrair desta seleção? O que podemos começar a aplicar de imediato nas nossas organizações de forma a subir no nosso ranking e começar a conquistar nossos campeonatos? *Scher Soares: formado em Administração de empresas, com MBA em Gestão Empresarial e formação internacional em Coaching. É também analista transacional, trainner em programação neuro lingüística e possui especialização em desenvolvimento pessoal, além de certificações nas áreas de liderança e vendas.Presidente do Grupo Triunfo, Diretor da Ampro – Associação de Marketing Promocional e consultor para importantes empresas nacionais e multinacionais, de segmentos conhecidos pelo seu dinamismo e competitividade.
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| “A pessoa certa é a que está ao seu lado nos momentos incertos” Pablo Neruda |
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