| A empresa-sorriso |
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Certamente ao longo deste novo ano, vou correr o risco, junto a alguns leitores, de ser taxado de repetitivo. Não importa. É um risco assumido porque é fruto de uma tranqüila, absoluta e irreversível convicção: a de que é possível ser feliz no trabalho – desde que se tenha a sorte e o privilégio de se trabalhar numa empresa que promova, permita e produza felicidade, além de bens e serviços de alta qualidade e de grande aceitação pelos clientes e consumidores. Tranqüiliza-me o fato de não estar só nessa teimosia, pois faço minhas as palavras do escritor francês André Gide: “Todas as coisas já foram ditas. Mas como ninguém escuta, é preciso sempre recomeçar”.
Como diz um empresário-sorriso, amigo meu: “A empresa-sorriso é uma entidade que não manipula pessoas, que não cria medos de dispensas imotivadas, que dá espaço para a participação de todos os seus colaboradores e que sabe despertar neles a motivação e o comprometimento. Enfim, é um lugar onde nos sentimos verdadeiramente "donos da empresa" , onde todos se sentem "empresários”. É isso aí. Não preciso dizer mais nada. Difícil? Utópico? “Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez!” – como já li essa frase com crédito a ambos, não sei se foi o Lao Tse ou o Jean Cocteau quem falou isso, mas falou bonito. Impossível é aquilo que ainda não se tentou fazer. Aliás, é justamente por achar que essas mudanças nas empresas são impossíveis é que muita gente boa deixa de tentar, o que acaba retardando a implementação desses novos modelos de gestão de pessoas. Isso me faz lembrar a “bola-fora” do Prêmio Nobel em Física, Robert Milikan, quando, em 1920, disse: “Não há a mínima possibilidade de que o Homem possa algum dia utilizar o poder do Átomo”. Bom, dez anos depois Lord Rutheford, descobridor da fissão nuclear, também deu sua pisadinha de bola: “Quem imagina que a transformação do átomo possa ser fonte de energia, está falando bobagem”. . E não pensem que essas crises de miopia mental eram privilégios do século XX. Em 1872, Pierre Pouchet, Professor de Fisiologia de Toulouse, França, afirmava que “A teoria dos germes, de Louis Pasteur, é uma ridícula ficção!” Eu não tenho a menor dúvida de que, em pleno 2004, há quem esbraveje contra meus artigos e palestras: “Empresa-sorriso? Felicidade no Trabalho? Alegria na Organização? Bah!!! Essas teorias do Floriano Serra não passam de uma grande bobagem!!! ” Tá bom, fazer o que? Quem viver, v |
| “Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles.” Rui Barbosa |
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