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Armando Correa de Siqueira Neto* Estudos comportamentalistas sobre a motivação dão ênfase no controle educacional, referindo-se ao tipo de reforço que se dá. Oferecer algo interessante como resposta a um comportamento adequado é capaz de motivar, mantendo a freqüência deste mesmo comportamento. De outro lado, há contestação sobre o Comportamentalismo, definindo-o como um método limitador, tendo em vista uma resposta comportamental que ocorre apenas mediante uma proposta de reforço. Portanto, defendese a idéia de estimular o ser humano de forma intrínseca, ou seja, de dentro para fora. Desta forma, não se cria a limitação imposta por reforços externos. O equilíbrio entre a motivação interna e externa deve ser a base na educação infantil e na reeducação do adulto. Portanto, ao considerar a motivação, faz-se necessária uma profunda reflexão acerca de suas bases. A motivação torna-se o elemento chave para os resultados de várias propostas de vida, e, em particular, a obtenção da qualidade nos programas de excelência que muitas organizações objetivam introduzir, e, ainda mais difícil, conseguir a sua manutenção. Comprometer-se com a qualidade nos processos produtivos depende do grau de motivação que está presente ao se praticar, de dentro para fora, intrinsecamente. Se as organizações considerarem apenas a obrigação e a obediência de seus colaboradores, as técnicas e procedimentos da norma ISO 9001:2000 e seus termos internos, ainda que haja boa vontade por parte da direção, poderá ocorrer enorme dificuldade em fazer funcionar a implementação ou a manutenção de um programa de Qualidade Total. Faltará o essencial, pertinente ao recurso humano: a motivação. Os novos tempos demandam mudanças na gestão das pessoas. Novos conceitos como a visão holística, deve fazer parte da cultura organizacional. O ser humano precisa sentir-se pertencente ao todo organizacional. Para tanto, a liderança deve servir, e não apenas ser servida. Os líderes atuam como facilitadores, que percebem as individualidades de seus seguidores, canalizando-as em prol da equipe. Nesta perspectiva, as pessoas percebem-se ouvidas e compreendidas, alargando o canal de comunicação, fator resultante do respeito e da motivação que se instala naturalmente neste tipo de relação humana. A forma de aprender e assimilar as mudanças, incluindo-se os programas de qualidade, torna-se parte da cultura da organização, a qual, sofre as transformações necessárias, com menor dificuldade, além de gerar possibilidades de maior êxito. A qualidade de vida desenvolvida nas questões mais simples, e de baixíssimo custo financeiro podem formar a estrutura que se tornará o terreno fértil para a geração de um programa de Qualidade Total. Encontra-se a coerência: qualidade interna, motivadora da qualidade externa. Motivação, ainda que complexa, é inerente ao ser humano, devendo ser cultivada por uma compreensão profunda a respeito das características naturais de existência. A qualidade é desejada a medida em que a motivação, decorrente dos resultados combinados em sua base, venha de dentro para fora e se harmonize com qualquer regra ou conduta externa, que servirá, apenas como orientadora para algum processo, nada mais do que isso. São a mente e o coração que determinam a vontade de realizar algo, e, não, pelo menos na essência, a norma escrita e a imposição que o fazem. A motivação para o comprometimento das pessoas a um programa de Qualidade Total encontra-se mais no fundo do que na forma. Ela é viva e não apenas palavra morta. *Armando Correa de Siqueira Neto é psicólogo, consultor, conferencista e escritor. É professor de Gestão de RH pela Faculdade de Administração de Limeira/SP. É mestrando em Liderança pela Unisa Business School. E-mail:
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