Recursos Humanos
Afinal, de que mudanças estamos falando? | Afinal, de que mudanças estamos falando? |
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por Denide Pereira Santos*
Nunca se falou tanto em mudanças. O mundo mudou, as organizações mudaram, o cenário em que vivemos muda a cada instante, antes mesmo que possamos interpretá-lo, compreendê-lo. Mas, e as pessoas, como ficam? O que precisa ser mudado no trato com as pessoas? As velhas fórmulas já não funcionam. No artigo anterior: Chega de controle!, falei sobre o paradoxo existente nas organizações em querer obter resultados diferentes sem mudança de atitude. Como obter criatividade, cooperação e criatividade sem dar liberdade de ação às pessoas? Essas transformações passaram a exigir um novo perfil do gestor de pessoas. É possível se obter resultados melhores quando se libera o potencial criativo das pessoas, em um ambiente em que a "A ordem inerente emerge a partir da liberdade que se dá às pessoas, baseada na compreensão de que são os princípios e valores nobres incorporados pela organização que irão ordenar e dignificar o seu comportamento - e não o mero controle de procedimentos". Indaguei: como o RH da organização pode ajudar as lideranças a perceberem essa "nova ordem" e assessorá-la nesse processo de transformação? Estamos falando aqui de deixar vir à tona princípios e valores nobres que devem estar presentes em cada ação, em cada política de gestão de pessoas e em cada gesto. Discurso e ação andando de mãos dadas. Essa não é uma tarefa simples e nem pretendo aqui apresentar uma receita pronta a ser seguida. Mesmo porque não há receita. Há sim, caminhos a serem percorridos quando se está disposto a destravar as próprias portas da mudança. Vilma Chiorlim Velloso, Consultora e Terapeuta Organizacional, afirmou em seu último livro " A Terapia Organizacional" que a porta de acesso a uma pessoa possui uma maçaneta localizada no lado de dentro. O que estou querendo dizer é que o RH precisa antes estar aberto a rever suas próprias crenças e valores para poder ajudar a organização a modificar padrões de comportamento que conduzem à ineficácia. Estes padrões podem estar presentes nas formas mais sutis no dia-a-dia das empresas, seja na definição de critérios para distribuição de vagas no estacionamento ou na forma como realizamos o processo de recrutamento e seleção. Floriano Serra, colunista deste site, em seu artigo "Falta coração à seleção de pessoal" traz com muita propriedade uma questão importante, presente no mundo do RH e que precisa ser discutida com seriedade e coragem. Será que estamos dispostos? Quais são as competências que o profissional de Recursos Humanos precisa desenvolver? Na sua lista, pelo menos duas são essenciais:
Afinal, de que mudanças estamos falando? Enxergar o que precisa ser mudado externamente é muito fácil e mais fácil ainda é percebermos o que precisa ser mudado nos outros. O RH tem, portanto, um grande desafio se pretender atuar como agente de transformação e de reinvenção do contexto organizacional - exercer e ajudar a desenvolver o papel de líder educador, aquele que possui competências refinadas e valores humanísticos. É preciso começar. Citando Lao Tse, "um caminho de mil quilômetros começa com o primeiro passo". * Denide Pereira Santos Consultora e Terapeuta Organizacional e trabalha como assessora de Desenvolvimento da Gestão de Pessoas do Sistema FIEB - Federação das Indústrias do Estado da Bahia
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