Recursos Humanos
Recursos Humanos: perspectivas para 2005 | Recursos Humanos: perspectivas para 2005 |
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Primeira perspectiva: em 2005, os profissionais de RH vão deflagrar uma "revolução".
*Floriano Serra
Quem lê meus artigos com alguma regularidade, sabe que sou um otimista por natureza quanto à possibilidade de mudanças radicais dos atuais modelos de gestão de pessoas, esses terríveis modelos que “coisificam” os funcionários e cujos adeptos usam o poder para a manipulação, a opressão e a ameaça para a busca de resultados a qualquer preço. Graças a esse meu otimismo, acredito forte e sinceramente que isso vai mudar, que a humanização das relações no trabalho é um processo irreversível, que já entrou na reta de chegada e que vai, a qualquer ano, que vai, a qualquer ano, tornar-se o “boom” organizacional. Então, diante da pergunta: "quais são as perspectivas para 2005 para a área de RH?" – eu sempre fico entusiasmado e acho que o Ano Novo será o Ano da Virada. Aliás, já passou da hora. Portanto, meus comentários partem dessa premissa: o ano de 2005 vai ser o ano da virada em RH. será uma revolução silenciosa. Os primeiros movimentos dessa revolução acontecerão no interior de cada profissional de RH; por isso seus efeitos não serão logo percebidos. Esses movimentos iniciais começarão por uma inquietude interior, uma reflexão insistente, um desejo imenso de ver pessoas felizes. Tudo isso virá acompanhado por uma vontade incontrolável de dizer aos dirigentes o que está errado na empresa quanto à condução dos colaboradores. Depois, em cada um, virá um jorro de idéias extraordinárias, criativas, focadas em tornar mais motivado e mais produtivo o ambiente de trabalho. Depois que, devido às novas ações e propostas do RH, a revolução se tornar explícita, é claro que os conservadores ficarão escandalizados. Tentarão apontar mil e uma desvantagens e “riscos” dessas “modernidades”. Resistirão às mudanças sob o desgastado argumento de “sempre se fez assim! Por que mudar?”. vai dar... Em 2005, os profissionais de RH lembrarão das palavras de H.J.Brown: "As pessoas podem ser divididas em três grupos: as que fazem as coisas acontecer; as que olham as coisas acontecer; e as que ficam se perguntando o que foi que aconteceu” – e, graças a Deus, eles decidirão ficar no primeiro grupo.
Ao longo do tempo, o mercado de trabalho passou por várias fases de priorizações: em uma, a produtividade era o alvo; depois, a qualidade passou ao primeiro lugar do pódio. Em seguida veio a fase em que o cliente era o rei e sempre tinha razão. Agora, chegou a fase voltada para as PESSOAS. Certamente isso não significa que o foco nas pessoas implique abandonar os investimentos e preocupações das empresas com a produtividade, a qualidade e os clientes. Há que se ter produtos e serviços em quantidade suficiente e de alta qualidade para a satisfação e encantamento dos clientes – ou nenhuma empresa sobrevive. ano da virada. E que ninguém se deixe contaminar pelo pessimismo do “não adianta, o que posso fazer sozinho?...” Se essa dúvida atingir alguns, recomendo lembrar das palavras do Edward Everett Hale:
“Sou apenas um, mas ainda sou pelo menos um.
Floriano Serra é psicólogo, diretor de RH e Qualidade de Vida da APSEN Farmacêutica, autor do recém-lançado “A Terceira Inteligência” (Butterfly Editora).
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| “Antes censurar abertamente do que odiar em silêncio.” Provérbio árabe |
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